domingo, 4 de novembro de 2018

Quando somos os maus da fita

Há uns tempos, por coincidência, na mesma semana vi "os portugueses" serem mencionados em duas séries estrangeiras.
Normalmente sinto um certo orgulho quando o meu pequeno país ou alguém da minha nacionalidade é mencionado em grandes produções, mas naqueles dois casos não foi isso que sucedeu. Tanto em "Outlander" como em "Jamestown" (não falei por aqui desta série porque é daquelas que vejo mas não acho nada de especial), os portugueses eram referidos devido a um período incrivelmente desumano da nossa história: o tráfico de escravos.
Na escola, sempre que falávamos dos descobrimentos e das colónias que conquistámos, os meus professores referiam os acontecimentos históricos com imenso entusiasmo e orgulho, que nos passavam. Foi anos mais tarde, com o estudo do Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira, que me deparei com o primeiro opositor aos nossos feitos e à realidade da exploração de terras que já tinham donos.
Temos muita violência, sangue e xenofobia na nossa história, que muita vez nos foi dourada com fortuna e glória por quem nos ensina. Mas há que saber - e aceitar - que também já fomos os maus da fita. Felizmente também "compensámos"- mesmo não havendo compensação para a objectificação de uma vida - sendo dos primeiros países do mundo a abolir a escravatura. E quero pensar que podemos continuar a tentar ser dos melhores na tolerância, respeito e justiça. Seria um orgulho ainda maior ser portuguesa.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Biblioteca - Três livros que conheci através da sua adaptação a ecrâs

As minhas três últimas leituras têm algo em comum: ouvi falar dos livros devido ao sucesso do filme ou série que inspiraram. Quer seja um filme nomeado e vencedor de Óscar, uma série popular e vencedora de vários Emmys e um filme que me lembro de ter visto em parte na televisão há uns bons anos.



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Amor é... (XI)

... Estar a dormir e acordar por sentir a mão dele a agarrar-se à minha enquanto sonha. 
Minha coisa boa.

Bom fim-de-semana!


Com amor,
Catarina

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Moscovo (Parte 1)

Moscovo foi a nossa primeira paragem da expedição de verão. Saímos de Lisboa à noite para acordarmos na capital russa, ainda que com algum jet lag e cansaço à mistura (são mais de 5h de avião).
Após fazermos check-in, tomar banho e um bom pequeno-almoço - pelo menos bom dentro do parâmetro russo - dirigimo-nos à estação de metro mais próxima para irmos para o centro da cidade. No entanto, o metropolitano de Moscovo já é uma atração em si, sendo todas as estações diferentes e ricamente decoradas, com alusões à história do país e de personagens ilustres. O metro funciona bem, está assinalado também com o nosso alfabeto e o tempo de espera entre comboios é inferior a dois minutos. No entanto é gigante, com mais de 200 paragens distribuídas em 14 linhas.


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Vaidosices - Pedaços do meu Verão

Não há volta a dar, o Verão acabou. Acho que ninguém vai ter saudades daqueles dias infernais de 40ºC em que nem dentro de casa às escuras se conseguia respirar, mas custa-nos despedir dos tecidos mais leves e das peças mais frescas que usamos nas férias e reencontros com amigos e familiares que só vemos nesta altura.
Embora as fotografias não tenham a maior qualidade, não queria deixar de partilhar umas roupinhas que comprei e outras que me foram oferecidas que marcaram o meu Verão, tão bom.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Podcasts interessantes, precisam-se

Ultimamente, tenho conduzido muito mais sozinha, o que se traduziu num maior consumo de episódios de podcasts do que o habitual. Actualmente só oiço o Officinalis (de que falei aqui) e o Ask.tm do humorista Pedro Teixeira da Mota, mas estou rapidamente a ficar praticamente actualizada e sem nada para ouvir.
Por isso hoje peço-vos a vossa ajuda. Se alguém desse lado também gosta de ouvir podcasts, pode deixar-me nos comentários os seus preferidos para eu experimentar? Não sou esquisita, só preciso de algo que me faça rir, aprender ou simplesmente entreter.



Obrigada e o resto de uma boa semana!


Com amor,
Catarina

sábado, 15 de setembro de 2018

8 curiosidades sobre a Rússia

As últimas viagens em família têm sido das mais incríveis dos últimos anos. Se cá pelo nosso belo país temos aproveitado para aumentar o contacto com a natureza e ir a banhos, internacionalmente temos viajado para países com uma cultura diferente da nossa.
No início de Agosto estivémos num roteiro que nos apresentou três cidades que até aí nos eram desconhecidas: Moscovo, São Petersburgo e Helsínquia.
Como a maior parte da viagem foi em terras russas, venho falar-vos hoje de algumas coisas que achei bastante curiosas neste país. Vamos a isso?


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Coragem (Desafio 1+3)

Em pequena, numa situação em que o meu irmão estava nervosíssimo e amendroado, a minha mãe disse uma frase que me ficou na memória: "Corajoso não é quem não tem medo, é quem tem medo e o enfrenta."
É impossível não se ter medo de nada. Aliás, não ter medo de consequências e não ponderar nas nossas acções torna-nos irresponsáveis e não uns super-heróis corajosos.
No nosso dia todos praticamos pequenos actos de coragem. Seja sair da cama quando sabemos que temos um dia complicado à nossa frente, seja falar com alguém com quem não temos à vontade, seja em admitir que cometemos um erro ou pegar no carro quando somos inseguros a conduzir. Há pequenos actos de coragem todos os dias.
Depois existem aqueles maiores, que agradecemos todos os dias por termos feito. Para mim, assim de repente, foi admitir o curso que queria tirar, entregar-me ao rapaz de quem gostava (e que agora é meu namorado), ter ido pessoalmente deixar o meu currículo, tirar a carta de condução e ter ido fazer um estágio em Inglaterra.
Podem parecer coisas pequenas para quem não tem os mesmos medos que eu, mas tive que ultrapassar aquelas vozes irritantes na minha cabeça para o fazer, até porque não sabia na altura que o resultado seria positivo.



E vocês? Quais os pequenos actos de coragem que praticam todos os dias?

Com amor,
Catarina

(Publicação no âmbito do desafio 1+3, criado pela Carolina)

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Tenho cara de miúda

Lembro-me de na pré-adolescência e adolescência haver uma certa satisfação entre as raparigas da minha idade de parecermos mais velhas do que realmente éramos. Queríamos que nos vissem como miúdas crescidas (sendo "crescidas" 15 ou 16 anos de idade) em vez de crianças e quando alguém tentava adivinhar a nossa idade e dava o número certo saíamos um pouco desiludidas.
O que eu não sabia era que nunca mais ninguém iria adivinhar corretamente a minha idade...
Eu tenho um irmão que é 3 anos mais novo, mas sempre que alguém de fora vem falar connosco ou os nossos pais acham sempre que é ele o mais velho. Há dois anos uma senhora chegou a ficar super chocada quando a minha mãe lhe disse a minha idade real. Depois veio ter comigo a dizer que não me dava mais de 15 anos. Ouch.
Não é que parecer mais nova seja a pior coisa do mundo, sei bem que não. Ter que mostrar a minha identificação sempre que vou a algum lado reservado a maiores de idade ou ter vendedores de porta-a-porta a peguntar se posso ir chamar um adulto é um pequeno preço a pagar pelos ares de juventude. 
O problema é que estou quase a começar a trabalhar e preciso que as pessoas me levem a sério. Os médicos veterinários querem-se já com experiência e uns cabelinhos brancos senão o cliente desconfia, eu percebo. Eu, que raramente me maquilho, já tenho base e CC creams para usar nos dias de trabalho a ver se pareço pelo menos andar nos 20s. Os (três) cabelos brancos também já cá estão há 5 anos. A ver vamos.


Mais alguém com o problema de parecer bem mais velho ou novo?
Se tiverem alguma situação caricata partilhem, por favor. Antes rir que chorar!

Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Somos fortes um pelo outro

Nunca me descreveria como uma pessoa forte. Sou tímida, insegura, sensível e tenho tendência a não lidar muito bem com pressão intensa e situações completamente inesperadas.
No entanto, quando se trata de tratar de pessoas que gosto, a força aparece.
E é engraçado que acontece o mesmo com o meu namorado. Ele pode estar a ter um dia mau ou a atravessar uma situação difícil que, se eu precisar, ele vai assumir a liderança e ajudar-me a ver as coisas de forma positiva e procurar soluções enquanto me conforta num abraço.
Não somos o super-homem ou a mulher-maravilha. Mas quando o outro está em apuros a nossa super-força e visão positiva emergem e salvam (ou pelo menos melhoram) o dia.

By Puuung
O resto de uma óptima semana!


Com amor,
Catarina

sábado, 28 de julho de 2018

5 dicas para manhãs descomplicadas

Quando era miúda era uma sortuda. Era a minha mãe quem me acordava quando tinha que ir à escola de manhã. Acordar com o barulho dos estores a abrir e a ouvir "Catarina, acordar!" era um milhão de vezes mais simpático do que utilizar um despertador.
Na faculdade, nem sempre me deitava a horas simpáticas, por isso colocava o horário do despertador quase ao milésimo de segundo para dormir durante o maior período de tempo possível, tomar um duche rápido, comer leite e cereais e sair de casa a correr para apanhar o autocarro que me permitia chegar à aula mesmo à hora.
Ter esta rotina matinal logo assim stressante quebrava logo o meu espírito para aquele dia. Felizmente, ao longo do tempo fui aperfeiçoando a minha rotina matinal.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Medo (Desafio 1+3)


Tenho medo de não ser boa o suficiente.
Tenho medo de não ser uma pessoa boa o suficiente, uma namorada, filha, neta, irmã e amiga como os respectivos merecem.
Tenho medo de não ser inteligente o suficiente. 
Tenho medo de que haja um limite para o que consigo aprender, que a minha memória não seja a melhor, que as emoções superem o meu lado racional.
Tenho medo de não ser saudável o suficiente.
Tenho medo de não comer tão bem quanto devia, de tentar e não conseguir fazer as posturas de yoga que gostaria e que a minha falta de resistência me complique o dia-a-dia.
Tenho medo de não me amar o suficiente.
Tenho medo de me ver sempre como o patinho feio, como a amiga menos gira, a namorada mais chata ou a veterinária mais insegura.

Simplesmente tenho medo de não ser suficiente.

Felizmente, há dias em que este medo não vem à superfície. Dias em que estou tão ocupada a receber abraços apertados, mensagens inesperadas e o calor do sol na pele que simplesmente não há como não estar agradecida por ser quem sou. Dias em que consigo ajudar o próximo, em que promovo sorrisos e gargalhadas e até mesmo quando estou sozinha apenas a cuidar de mim. Hoje é um dia misto: de manhã fiz uma rotina de yoga que me fez sentir uma super-mulher e à tarde recebi uma notícia que me pode trazer mudanças num futuro próximo e deixou novamente com medo. Não vou deixar que o medo leve a melhor. Vou fazer o que posso e o resto logo se verá. Serei suficiente.


Com amor,
Catarina

(Publicação no âmbito do desafio 1+3, criado pela Carolina)

domingo, 15 de julho de 2018

Querida Anne M. Frank,

Querida Anne,

Obrigada por teres escrito o teu diário. Sei que no início serviu apenas como um escape aos problemas do dia-a-dia, mas que depois, enquanto estavas escondida no anexo secreto e ouviste o Sr. Bolkestein pela rádio a dizer que seria feita uma coleção de diários e cartas após a Guerra, quiseste partilhar a tua escrita e uma parte tão pessoal de ti com toda a gente.
Confesso que adiei a leitura da tua famosa obra mais de uma década. Lembro-me de estar na biblioteca da minha escola no 5º ou 6º ano e ver o teu livro em destaque. Muita gente falava dele, mas eu sabia que retratava uma das épocas mais negras da história e não tive coragem. Para ti deve parecer algo disparatado: não querer ler um livro. Tu, que encontravas nos livros uma escapatória à realidade e onde aprendias sobre história, mitologia grega e a tua odiada matemática.
Isso para além da "falta de coragem". Eu aos 12 anos não quis ler um livro, quando tu aos 12 anos estavas a passar o último ano da tua vida em liberdade. Já aí falavas das diferenças entre um cidadão judeu e um cristão, mas mesmo assim continuavas a poder ir à escola e estar com os teus amigos.
Foi uma querida amiga minha, que visitou o teu refúgio em Amesterdão, que me emprestou o teu querido diário para, aos 25 anos de idade, lê-lo finalmente.
E como é estranho eu, aos 25 anos de idade, ler os pensamentos de uma adolescente de 13 anos. Somos tão dramáticos e cataclistas nessa idade. É absolutamente normal. Os pensamentos que tiveste sobre os teus colegas serem infantis, sobre os teus pais não te compreenderem e até os pensamentos sobre ti própria e a descoberta do teu corpo e do amor são normais. O que não é normal é teres passado por essa fase da tua vida obrigada a viver todas as horas do teu dia com mais 7 pessoas num espaço pequeno, só porque alguém decidiu que queria exterminar pessoas inocentes.
Lamento tanto, Anne, que não tenhas tido a oportunidade de ter uma melhor amiga com quem falar sobre todas estas coisas, para saberes que não estavas sozinha. Lamento que não tenhas tido a oportunidade de sair à rua e espairecer de cada vez que tinhas um desentendimento com os teus pais. Lamento que tenhas passado as noites e os dias com medo de seres descoberta e levada para um campo de concentração, longe dos que amas.
Deixa-me dizer que o teu talento é ímpar Anne, escrevias mesmo muito bem, principalmente em tão tenra idade. Escreveste "Quero ser útil e levar prazer às pessoas, mesmo àquelas que nunca conheci. Quero continuar a viver depois da minha morte!" e acredita que conseguiste realizar o teu sonho de pequena escritora. Mesmo que não tenhas conseguido sabê-lo em vida.
Agradece ao teu pai - o Pim - que tanto amavas. Foi ele que partilhou este diário com o mundo. Foi ele que possibilitou tocares no coração de tanta gente e deixares a tua marca na história.
Que continues a inspirar a humanidade por muitos muitos anos querida Anne.

Com amor,
Kitty


(Se como eu, andam a adiar a leitura d'O Diário de Anne Frank, deixem de o fazer. Vale mesmo muito a pena, mesmo com a sensação de coração partido a cada página)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Podia morar em qualquer lugar

À medida que o meu curso se foi aproximando do fim, muitas pessoas da minha família e amigos me questionaram para onde queria ir morar: se queria voltar para a minha cidade natal - Leiria - ou continuar na cidade onde estudei - Lisboa.
Respondi sempre com um "logo se vê", mas a partir do momento em que o meu namorado começou a trabalhar em Lisboa, num sítio que não tem qualquer equivalente em Leiria, eu no fundo soube que provavelmente ficaria na capital.
Porém, de cada vez que viajo, gosto de imaginar como seria se eu vivesse naquela cidade, naquelas ruas. Onde iria fazer as compras para a semana, qual seria o meu meio de transporte, onde encontraria uma casa cuja janela do meu quarto me oferecesse uma vista bonita.
Tenho a sorte de que o único requisito para a minha profissão ser necessária num local é a existência de pessoas, que por sua vez terão animais de estimação. 
E, embora a distância às minhas pessoas e o clima fossem pontos que poderiam diminuir um pouco a minha alegria, sei que seria feliz em qualquer parte porque consigo encontrar a beleza em qualquer lugar.
No entanto, sei que sou uma pessoa muito mais ligada ao campo do que à cidade. Quando imagino o sítio onde cresceriam os meus filhos, existe sempre um quintal, árvores de fruto e uma pequena horta. Imagino cães a correr com eles e, como sonhar não custa, imagino-me a ter um pequeno santuário com um burro, algumas ovelhas, galinhas, cabras e vacas. 
É um futuro longínquo, eu sei, mas realmente não me imagino a viver num ambiente urbano para sempre.


E vocês, são mais de cidade ou campo? Ou preferem o litoral?

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Catarina na Terra do Sol Nascente - Souvenirs

Para finalizar as publicações sobre a viagem ao Japão, queria partilhar coisas fofinhas que trouxémos de lá. Não estão cá (a maioria d') as escolhas dos meus pais e irmão, mas mesmo assim a publicação está bastante grandinha. É um sítio tão distante e uma cultura tão diferente que não resisti mesmo a trazer muita coisa.

 

terça-feira, 3 de julho de 2018

Produtos de Beleza Cruelty-Free #4

Gosto de publicar aqui estes exemplos de produtos de marcas que não testam em animais, porque valorizo este tipo de partilha. Gosto dos blogs/páginas/grupos em que, mais do que se concentrarem nos "nãos" e "proibidos", promovem a partilha de produtos que são "do bem" e boas descobertas.
Aqui estão as adições recentes à minha rotina de higiene e beleza, dos menos preferidos até aos que causaram óptimas impressões:

domingo, 1 de julho de 2018

Animais da Blogosfera - Goji & Silvestre

Após uma pausa no mês de Junho, a rúbrica "Animais da Blogosfera" volta com a estreia de participantes felinos.
A convidada deste mês é a Andreia Moita que actualmente escreve no blog "As gavetas da minha casa encantada". Licenciou-se em Educação Básica, tirou o mestrado em Educação Pré-Escolar e é apaixonada por fotografia. Um dos seus sonhos é escrever um livro e, se tomarem o blog como amostra, tenho a certeza de que será bem-sucedida.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Um objetivo que já está a ser cumprido (Desafio 1+3)

No início deste ano decidi não comprar uma agenda, como é habitual, e tentar fazer o meu próprio Bullet Journal.
Tinha receio de que, passando o factor novidade, desistisse deste método e optasse por usar uma agenda padronizada que é bem menos trabalhosa.
No entanto, escolher um provérbio popular e ilustração para cada mês, assim como o esquema de cores tem sido um processo criativo ao qual gosto imenso de me dedicar mensalmente.
Quando estou a fazer a parte da agenda semanal e do "tracker" de hábitos saudáveis tenho que estar bastante concentrada no que estou a fazer, o que funciona quase como uma terapia para mim. Durante essa hora, só existo eu, o material de escrita e às vezes uma música de fundo. 
Foi uma boa decisão e ainda mais feliz execução.





Que resolução andam a arrasar?

Com amor,
Catarina


(Publicação no âmbito do desafio 1+3, criado pela Carolina)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Três de uma vez

Para iniciar bem o mês em que estamos, os meus pais decidiram combinar um fim-de-semana no Algarve, na zona onde costumavam ficar de férias antes de me terem a mim e ao meu irmão: Albufeira.
Por isso lá fomos os quatro, sempre com um bocado de receio porque o tempo estava fresquinho e chuvoso, nada propício a banhos.
Embora o clima não se comparasse minimamente com o Verão algarvio, deu para passar umas boas horas de barriga para o ar, a caminhar e a ler na praia. Estar deitada na areia, a sentir o calor do sol no corpo e ouvir o barulho de fundo das ondas é, sem dúvida, uma das minhas maneiras preferidas de  pôr a leitura em dia.
Foram três os livros que levei na mala e sobre os quais quero partilhar a minha opinião.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Cantinho Veterinário - Praganas (as sementes do mal)

Estamos numa época do ano bem propícia a passeios com os nossos cães. Os dias são mais longos, o tempo ameno convida a sairmos de casa e é também agora que grande parte da população tira férias. Porém, há uma pequena, mas grande chatice que também entra na equação: as praganas.

O que são praganas?
As praganas são sementes de cereais ou ervas em formato de espiga. O formato destas sementes tem como objetivo agarrar-se ao pelo dos animais que passam para as levarem mais longe e poderem dar início a uma nova planta. Em crianças, até atirávamos estas sementinhas para as costas uns dos outros para saber quantos namorados tínhamos. Lembram-se dessa brincadeira?

Crédito

Qual o perigo das praganas?
O problema destas sementes é que, como são bicudas, muitas vezes enterram-se demasiado profundamente na pele criando feridas, ou então podem ficar presas nas narinas ou orelhas dos vossos animais. O resultado disso podem ser abcessos, otites (por vezes com ruptura do tímpano) ou lesões no olho (como úlceras).

Crédito

Desconfio que o meu animal tem uma pragana. O que fazer? 
Como escrevi, há imensos locais onde as praganas podem alojar-se no animal, por isso os sinais de que o animal tem este "corpo estranho" são variados:

  • Lamber ou coçar uma zona insistentemente;
  • Abanar a cabeça;
  • Esfregar ou não conseguir abrir o olho;
  • Corrimento ocular;
  • Espirrar repetidamente sem parar;
  • Sangue numa narina (epistaxis);
  • Feridas (com ou sem pus);
  • Coxear.
Caso a pragana não saia simplesmente com a escovagem ou ao puxar cuidadosamente com os nossos dedos, pode ser necessário levar o animal a um médico veterinário. Aí, de acordo com a profundidade da pragana e os danos por ela causados, pode ser necessário fazer uma sedação para se retirar a semente e fazer uma limpeza cirúrgica na ferida.


Como posso prevenir?
Não têm que deixar de dar passeios com medo que o vosso animal apanhe uma destas malvadas, mas se conseguirem evitar zonas onde existam estas espigas que largam praganas (na foto abaixo) melhor. Depois do passeio, basta gastarem cinco minutos a inspeccionar o pêlo do vosso animal e tirar estas sementes. Tenham especial atenção às patinhas, já que as praganas têm tendência para se enfiar no espaço entre os dedos.


Bons passeios!

Com amor,
Catarina