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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A mágoa de "esquecer"

 Perder o nosso amigo de quatro patas é difícil. Saber que nunca mais vamos ver aquele focinho bem-disposto, brincar pelo jardim como quando éramos ambos pequeninos ou fazer festas naquelas orelhas fofas que o deliciavam deixa-nos de rastos.
 Defendo que não é por termos mais do que um animal de estimação que damos menos amor a cada um. O amor é das poucas coisas que quanto mais se reparte, maior é. Aumenta a nossa capacidade de nos apaixonarmos, de cuidarmos.
Porém, hoje senti-me mal. Não por saudades, mas por sentir que não estou a pensar no meu Rodolfo vezes suficientes. Que me estou a divertir "demais" com o meu novo cachorro e que, quando penso no meu velhote, já praticamente não me assola tristeza. Tenho medo que com a perda da tristeza também se perca o carinho inerente. 
 Passaram dois anos desde a nossa despedida e continuo a desejar vê-lo só mais uma vez. Só mais umas festas na barriga enquanto lhe sussurro o quanto gosto dele e que nunca o esquecerei. Ver-lhe a alegria estampada no focinho de cada vez que me via.
 Foste o meu primeiro grande amor canino "biguito". E um primeiro amor nunca se esquece.


Com amor,
Catarina

quarta-feira, 15 de março de 2017

Os meus "Hachikos"

Depois da minha primeira semana de aulas na faculdade, os meus pais foram-me buscar ao comboio. Levaram também o meu cão, o Rodolfo para me surpreender e quando o vi deu-me imensa vontade de chorar. Tinha acabado de ter uma semana intensa, cheia de novidades, desafios e stress e aquele focinho peludo representava a minha casa, a minha família, todo o conforto que eu vivera até aí e do qual me estava a afastar por ter ido estudar para Lisboa. Custou-me imenso ver a cada semana como a vida continuava mesmo sem mim por lá. Havia séries que viam sem mim, acontecimentos nos quais não participei, comidas que não saboreei. Mesmo com os telefonemas dia sim dia não a minha presença naquela casa nunca voltou a ser a mesma. Mas entrei numa nova rotina, fiz novos amigos, conheci o meu namorado, o meu irmão juntou-se a mim em Lisboa e esta passou a ser a minha segunda casa.
 Há duas semanas acabei o estágio. A minha mãe foi-me buscar ao comboio e desta vez levou o Bóris. Veio-me logo à cabeça o momento vivido há 5 anos e meio atrás. Tanta coisa mudou nesses anos e a rapariga que eu era não é a mesma que neste momento vos escreve. Por enquanto vou aproveitar estes tempos em casa para, além de escrever a tese, redescobrir a minha cidade natal, acompanhar o crescimento do Bóris, rever os amigos, partilhar tempo com os meus pais e viver com calma um dia de cada vez. Vamos ver o que me reservam os próximos meses.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Meu cão lindo,

Continuo à espera de te ver todo contente a ladrar e correr de um lado para o outro no quintal quando chego de carro a casa.
 Continuo a empurrar devagar a porta da cozinha porque continuo à espera que estejas deitado a dormir do outro lado da porta.
 Continuo a olhar pela janela do meu quarto para ver se te vejo a vigiar o perímetro da casa e a ladrar aos animais e pessoas que passam a pé.
 Continuo à espera de te ver no cimo das escadas da garagem, com o focinho a parecer um urso polar pelas forças da gravidade e todo contente a abanar a cauda.
Continuo à espera quando a mãe se levanta da mesa, que tu te infiltres para debaixo das minhas pernas porque sabes que as festinhas estão garantidas. E que depois só saias quando a mãe levantar a toalha porque achas que se não nos estás a ver nós também não te vemos.
Continuo à espera de ver esses olhos castanhos a seguirem os meus passos, até te sentares a meu lado quando estou a mexer em comida.
 Continuo à espera de voltar a sentir o toque do teu pêlo fofinho por baixo das orelhas quando te dou festas.
 Continuo à espera de te ouvir ladrar entre os tantos latidos de cães vizinhos.
 Sei que já se passaram mais de 7 meses, que entretanto já imensos animais me passaram pelas mãos tanto na clínica como informalmente. Mas a verdade é que é de ti que tenho saudades, por muito que diga à minha mãe que gostava que déssemos lar a outro cão. Quero que saibas que se algum dia tivermos outro, não é por te querermos esquecer ou por te amarmos menos. É porque tu nos ensinaste a tratar de alguém de corpo e alma, que nos oferece uma amizade incondicional e isso não tem preço.
 Tenho tantas e tantas saudades tuas Rodolfinho.

(Nós em 2010)

A tua mana mais velha,
Catarina

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Always look on the bright side of life

Estou bem melhor do que pensava que estaria.
Sempre pensei que quando perdesse o meu querido Rodolfo ficaria desolada semanas ou meses. Mas a verdade é que, embora continue triste com a partida do meu cão, já consigo sentir felicidade quando penso nele.
 Dois dias depois da morte dele, fui ao computador do meu pai que tem as fotos todas antigas procurar as melhores fotos que temos com o Rodolfo. E quando comecei a ver fotos de nós bebés... não pude deixar de sorrir. Trazem-me tantas memórias boas! Momentos em que me fartei de rir com ele, em que ele mostrou uma inteligência sobrenatural, em que ficou surpreso por alguma experiência nova. Tenho tanto orgulho em o ter conhecido e passado o tempo que passei com ele.
 É claro que às vezes quando chego a casa e ele não está à minha espera, ou quando olho para a casota dele e não o vejo fico muitas vezes com um nó na garganta.
 Mas ultimamente tenho sido eu a "consolar" os meus familiares quando sabem do que se passou com o Rodolfo. Se calhar porque sei que a parte final pela qual as pessoas estão tristes, para mim não foi a pior parte do processo...
 Contudo, senti um apoio enorme dos meus amigos que fizeram questão de saber como eu estava e se preocuparam comigo. E não posso esquecer o meu melhor amigo (aka namorado) que me acompanhou sempre, soube o que dizer e aceitou não vir ter comigo, mesmo sabendo que o que eu mais precisava era de um abraço dele, por respeitar a minha vontade.

E agora é estudar com afinco, para passar neste primeiro (e espero que último) exame. Tudo para poder proporcionar uma vida longa e feliz aos Rodolfos de outras pessoas, que também merecem.


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Era uma vez um cachorrinho

No dia 23 de Setembro de 1999 nasceram 5 irmãos cachorrinhos Golden Retriever. Dois machos e três fêmeas.
Ao fim de um par de meses os machos estavam maiores que as irmãs e um cabeçudo foi para uma loja de animais.
Entretanto foi ao criador uma senhora que queria oferecer um cachorro como prenda de Natal aos filhos, uma menina de 6 anos e um menino de 3. Na verdade também seria uma prenda para ela que sempre gostou de cães e sempre os teve na infância. A senhora queria um macho e o criador só tinha lá as cachorrinhas de momento. Mas prometeu-lhe o cabeçudo que estava numa loja.
Quando a senhora o foi buscar ficou admirada com o tamanho daquele cão, mas achou-o um amor e trouxe-o com ela na véspera de Natal. Ele foi no lugar de pendura, sempre irrequieto.
Ficou fechado em casa enquanto a família estava na consoada natalícia na casa da avó paterna dos meninos e quando estes chegaram a casa foi uma grande festa, com muitos abraços, festas e mimos à mistura.
Ficou a viver na garagem por ainda ser pequeno e no período em que lá esteve entreteve-se roendo pedais de bicicleta, carrinhos e fazendo xixi nos pneus do carro (só fazia nos jornais quando os donos estavam a ver).
Foi crescendo e passou a viver numa área grande e só para ele no quintal. Com uma casota que foi construída para ele e com paletes que os construtores deixaram, nas quais ele gostava tanto de dormir que os donos não tiveram coragem de as tirar.
Adorava brincar com os meninos, correr pelo quintal e jardim, pedinchar por comida, receber festas de qualquer pessoa, caçar ratos e toupeiras e passear.
Era um cão esperto. Aprendeu a sentar, a comunicar com os donos quando queria ir para a rua, a brincar às escondidas dentro de casa quando a dona lhe tapava os olhos e depois perguntava “Onde estão os meninos?”. Não aprendeu a largar a bola porque quando a dona o tentava ensinar, aparecia um dos meninos a correr atrás dele para lhe tirar a bola. E como ele adorava essa apanhada.
Tinha medo de foguetes e trovoada, mas dentro de casa sentia-se em segurança.
Estava com a família na cozinha ao jantar e já sabia que a seguir ia ser a sua vez de comer. Aos Domingos ia ao almoço para a sala de estar como os restantes convidados.
Foi pai de 8 cachorrinhos lindos, 3 machos (sendo um deles tão cabeçudo como ele em bebé) e 5 fêmeas.
Foram passando vários anos nesta alegria, os meninos foram crescendo e tinham menos tempo para brincar com ele. Mas mesmo assim recebia mimos e brincadeira todos os dias.
A sua corrida foi-se tornando mais lenta e ficava cansado mais depressa. Mas continuava um traquinas e sempre bem disposto.
Fez 15 anos e um mês depois foi-lhe diagnosticado um tumor, um malvado carcinoma das glândulas dos sacos anais.
Devido à sua idade, explicaram à dona que que não aconselhavam a operação. Principalmente estando ele tão bem disposto e bem para a idade.
Até que 8 meses depois houve um dia em que as suas patas falharam. Já não conseguia andar e tinha algumas dores.
A veterinária receitou-lhe analgésicos para as dores, anti-inflamatório e antibiótico. Ficou a descansar na garagem, onde tinha estado em bebé.
Duas noites depois, em que só estavam a menina e a dona em casa, começou a ter dores muito fortes. Chorou, mas a dona e a menina não lhe conseguiam apaziguar a dor.
Foi então numa última viagem de carro. A dona a conduzir mas desta vez a menina no lugar de pendura. Chegou à clínica, a veterinária deu-lhe um sedativo para dormir. E depois, com outra injeção, acabaram as dores.

Era uma vez um cachorrinho, que quero acreditar que teve uma vida muito feliz. E a menina, assim como todos os membros da casa e as pessoas que o foram conhecendo adoraram o cachorrinho desde o primeiro ao último dia.

Descansa em paz meu Rodolfo.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

O inevitável está a acontecer.
Ter um cão de 15 anos, com um tumor e problemas nas articulações tinha que um dia dar este resultado. Ele não está nada bem, eu ando a fazer de enfermeira, mas sem tentar esquecer de ser a menina dele que lhe dá montes de mimos.
 E por isso também não ando nada bem. 

sábado, 4 de outubro de 2014

4 de Outubro - Dia do Animal e do Médico Veterinário

Hoje é o dia em que damos uns mimos extras aos nossos animais de estimação. É o dia em que se fazem acções de solidariedade para os muitos animais que estão em adopção em Portugal. É o dia em que há acções de sensibilização para a conservação das imensas espécies animais em vias de extinção.
 Neste século, em muito graças aos filmes da Disney e desenhos animados em que os heróis são animais, há mais sensibilidade em relação aos animais. Poucos são os miúdos que não pedem aos pais um cão ou um gato para lhes fazer companhia. Isso quando não são já adultos que querem um novo "colega de casa", um amigo para a vida.
 Este ano há mais um motivo para celebrar. No passado dia 1 foi implementada a nova lei que penaliza os abusos e abandono de animais. Já não era sem tempo!

 Para além dos nossos amigos de 4 patas, em Portugal é também o Dia do Médico Veterinário, pois foi há exactamente 23 anos criada a Ordem dos Médicos Veterinários portuguesa. 
 Ainda não o comemoro como médica, mas espero daqui a 3 anos já poder celebrar com o curso concluído e já membro da ordem!

Deixo aqui a foto dos meus dois amores!
Rodolfo, o meu companheiro de 15 aninhos

Mucho, o porquinho da Índia

Desejo-vos um óptimo dia do animal e fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pobre Cão!

 Isto de se estudar veterinária e ter um cão com problemas em casa é... Bem, basicamente se antes sentia medo agora fico super entusiasmada por o levar a uma consulta!
 Ele andava basicamente a cheirar mal há umas semanas (ficava com bocados de fezes no pêlo próximo do rabo) e nada de mais. Mas ontem ao limparmos novamente aquela zona vimos que estava inchada e a deitar pus.
O doente a caminho da clínica
 Levá-mo-lo hoje ao veterinário e tal como eu desconfiava era uma inflamação de uma das glândulas anais. Já levou anti-inflamatório e uma dose de antibiótico e como garanti que conseguia dar uma injecção sub-cutânea (de todas as vias parentéricas também é a mais segura) as restantes doses hei-de ser eu a dar!
 Felizmente não é nada de grave e já me sinto orgulhosa de conseguir ser útil a tratar o meu Rodolfo!


Espero que estejam a ter uma óptima semana!


Com amor,
A Marquesa.