Mostrar mensagens com a etiqueta biblioteca da marquesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta biblioteca da marquesa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Biblioteca - Três livros que conheci através da sua adaptação a ecrâs

As minhas três últimas leituras têm algo em comum: ouvi falar dos livros devido ao sucesso do filme ou série que inspiraram. Quer seja um filme nomeado e vencedor de Óscar, uma série popular e vencedora de vários Emmys e um filme que me lembro de ter visto em parte na televisão há uns bons anos.



domingo, 15 de julho de 2018

Querida Anne M. Frank,

Querida Anne,

Obrigada por teres escrito o teu diário. Sei que no início serviu apenas como um escape aos problemas do dia-a-dia, mas que depois, enquanto estavas escondida no anexo secreto e ouviste o Sr. Bolkestein pela rádio a dizer que seria feita uma coleção de diários e cartas após a Guerra, quiseste partilhar a tua escrita e uma parte tão pessoal de ti com toda a gente.
Confesso que adiei a leitura da tua famosa obra mais de uma década. Lembro-me de estar na biblioteca da minha escola no 5º ou 6º ano e ver o teu livro em destaque. Muita gente falava dele, mas eu sabia que retratava uma das épocas mais negras da história e não tive coragem. Para ti deve parecer algo disparatado: não querer ler um livro. Tu, que encontravas nos livros uma escapatória à realidade e onde aprendias sobre história, mitologia grega e a tua odiada matemática.
Isso para além da "falta de coragem". Eu aos 12 anos não quis ler um livro, quando tu aos 12 anos estavas a passar o último ano da tua vida em liberdade. Já aí falavas das diferenças entre um cidadão judeu e um cristão, mas mesmo assim continuavas a poder ir à escola e estar com os teus amigos.
Foi uma querida amiga minha, que visitou o teu refúgio em Amesterdão, que me emprestou o teu querido diário para, aos 25 anos de idade, lê-lo finalmente.
E como é estranho eu, aos 25 anos de idade, ler os pensamentos de uma adolescente de 13 anos. Somos tão dramáticos e cataclistas nessa idade. É absolutamente normal. Os pensamentos que tiveste sobre os teus colegas serem infantis, sobre os teus pais não te compreenderem e até os pensamentos sobre ti própria e a descoberta do teu corpo e do amor são normais. O que não é normal é teres passado por essa fase da tua vida obrigada a viver todas as horas do teu dia com mais 7 pessoas num espaço pequeno, só porque alguém decidiu que queria exterminar pessoas inocentes.
Lamento tanto, Anne, que não tenhas tido a oportunidade de ter uma melhor amiga com quem falar sobre todas estas coisas, para saberes que não estavas sozinha. Lamento que não tenhas tido a oportunidade de sair à rua e espairecer de cada vez que tinhas um desentendimento com os teus pais. Lamento que tenhas passado as noites e os dias com medo de seres descoberta e levada para um campo de concentração, longe dos que amas.
Deixa-me dizer que o teu talento é ímpar Anne, escrevias mesmo muito bem, principalmente em tão tenra idade. Escreveste "Quero ser útil e levar prazer às pessoas, mesmo àquelas que nunca conheci. Quero continuar a viver depois da minha morte!" e acredita que conseguiste realizar o teu sonho de pequena escritora. Mesmo que não tenhas conseguido sabê-lo em vida.
Agradece ao teu pai - o Pim - que tanto amavas. Foi ele que partilhou este diário com o mundo. Foi ele que possibilitou tocares no coração de tanta gente e deixares a tua marca na história.
Que continues a inspirar a humanidade por muitos muitos anos querida Anne.

Com amor,
Kitty


(Se como eu, andam a adiar a leitura d'O Diário de Anne Frank, deixem de o fazer. Vale mesmo muito a pena, mesmo com a sensação de coração partido a cada página)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Três de uma vez

Para iniciar bem o mês em que estamos, os meus pais decidiram combinar um fim-de-semana no Algarve, na zona onde costumavam ficar de férias antes de me terem a mim e ao meu irmão: Albufeira.
Por isso lá fomos os quatro, sempre com um bocado de receio porque o tempo estava fresquinho e chuvoso, nada propício a banhos.
Embora o clima não se comparasse minimamente com o Verão algarvio, deu para passar umas boas horas de barriga para o ar, a caminhar e a ler na praia. Estar deitada na areia, a sentir o calor do sol no corpo e ouvir o barulho de fundo das ondas é, sem dúvida, uma das minhas maneiras preferidas de  pôr a leitura em dia.
Foram três os livros que levei na mala e sobre os quais quero partilhar a minha opinião.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

É Dia Mundial do Livro!

A todos os que se refugiam no meio de páginas, que andam sempre com um livro atrás ou se perdem em livrarias, um feliz dia do livro!
Mesmo antes de saber ler, sempre adorei folhear livros. Tem piada porque, ao olhar para trás, reparo que para além de bandas desenhadas e literatura infantil, os livros que mais gostava de ter ao colo eram aqueles que mostravam a anatomia do corpo humano e como as coisas funcionavam. Se calhar foi aí que o gosto por Biologia despertou e, mais tarde, me levou a escolher um curso que aliava o gosto por biologia ao amor pelos animais.
Não tinha nenhuma publicação para comemorar este dia, mas ao ver o desafio proposto pela Sofia do "a Sofia world" quis imenso juntar-me à festa. Vamos a isso?

O livro que tenho há mais tempo
Na verdade este livro não é meu, mas é dos mais antigos que temos lá em casa e provavelmente o livro mais antigo que li. Trata-se de "Pappillon" de Henri Charrière e a capa é igual à da imagem abaixo. Decidi lê-lo há um ano ou dois porque o meu avô materno contou-me que era o seu livro preferido. O meu avô adora ler, principalmente westerns, e foi ele que passou o amor à leitura à minha mãe que, consequentemente, o passou a mim. Sendo um livro de acção, estratégia e aventura, consigo perfeitamente perceber porque é o livro preferido do meu avô.


O livro que tenho há menos tempo
Nas férias da Páscoa fiz uma viagem à Islândia e, para além de ser um país lindíssimo, descobri que tem um folclore muito rico e diferente do sul da Europa. Trouxe comigo este "The trolls in the knolls", um livro de histórias e lendas islandesas que, embora tenha gostado bastante, deixou um pouco a desejar na síntese e tradução das histórias.



O livro que li mais vezes
Deram-me este livro em pequena e na altura gostei da história, mas não a achei nada de especial. Quando o voltei a ler mais tarde, na adolescência, descobri novos pormenores e significados aos quais não tinha dado importância antes. Se bem me lembro, já o li uma terceira vez, já com 20 anos.



O livro que já devia ter lido
Se antes vos falei do livro preferido do meu avô materno, agora tenho que referir a autora preferida da minha mãe: Agatha Christie. Temos a coleção completa lá em casa, mas até agora não peguei em nenhum. Não costumo ler muitos policiais, mas sei que quando lhes der uma oportunidade não me irei arrepender.



O livro com mais valor sentimental
Se calhar sou a primeira pessoa a pôr um livro de receitas nesta categoria, mas tem uma óptima razão para estar aqui. Recebi "As 5 cores da cozinha saudável" da Vânia Ribeiro este Natal do meu namorado. A melhor parte era que eu não lho tinha pedido e acho que nunca sequer o tinha mencionado. Foi ele que reparou que costumo seguir muitas das receitas que a Vânia põe no blog ou no Youtube e depois associou quando viu o livro. O amor está nos detalhes.


O livro que emprestei e não voltei a ver
O único livro que emprestei e não voltei a ver foi o "A Rapariga do Comboio" a uma amiga da minha mãe. Só nos vimos uma vez depois disso e nenhuma se lembrou do livro, por isso não o tenho como perdido. Digamos que considero que ainda está dentro do prazo de empréstimo.

A pechincha literária
Como já contei em cima, sou de uma família que lê bastante. Sendo assim, são raras as vezes em que compro livros porque tenho imensas coisas para ler lá em casa e a minha mãe anda sempre em cima das novidades literárias. Acho que a maior pechincha até hoje foram os livros da faculdade para os quais encontrei o pdf online (ahahah!).


Espero que tenham gostado tanto de ler este desafio, como eu de o fazer. Obrigada à Sofia por o ter criado e por unir a blogosfera na celebração deste dia especial.

Com amor,
Catarina

sábado, 14 de abril de 2018

Biblioteca - Origem

O livro que esteve na minha mesa de cabeceira desde meados de Março foi a nova história de Dan Brown, o escritor conhecido pelo "O Código Da Vinci".
A nova aventura do Professor Robert Langdon passa-se bem perto de nós, em Espanha. Num livro tão dado a detalhes e que menciona tantas obras de arte e arquitectura, conhecer alguns edifícios (nomeadamente em Barcelona) ajuda muito à visualização do enredo.
Desta vez o Professor é convidado para assistir a uma apresentação de um antigo aluno, bastante conhecido e tido como um génio na área da tecnologia, no Museu Guggenheim em Bilbao. A promessa da noite é que será algo que irá responder às perguntas "De onde vimos?" e "Para onde vamos?".
Tal como o autor nos habitua, o enredo conta com ação, referências a arte, perigo e mistério. Sinceramente, não foi dos meus livros preferidos do autor e achei o plot twist final um pouco previsível. Mas de qualquer maneira é um livro enriquecedor, quanto mais não seja pelas explicações de teorias físicas e de simbologia.


Costumam ler Dan Brown? Se leram a "Origem", também adivinharam o culpado final?

Com amor,
Catarina

terça-feira, 13 de março de 2018

Biblioteca - A Amiga Genial (Tetralogia)

Sabem aqueles livros, que vêem recomendados em todo o lado e por toda a gente e que ninguém sabe muito bem explicar porquê? O livro "A Amiga Genial" é um desses.
A premissa da história é bem simples: duas meninas vivem em Nápoles nos anos 60, num bairro pobre e a sua amizade e crescimento é o ponto central do enredo, que nos é contado por uma delas.
Se isto não é uma autobiografia da autora (que escreve sob um pseudónimo) então está excelentemente bem escrito ao ponto de parecer tal. Podia ser apenas mais um conto sobre a vida de duas miúdas e das pessoas que a rodeiam, mas os pensamentos na primeira pessoa, a linguagem crua e realista e a maneira como são feitas referências ao passado ou futuro fazem parecer que estamos a ouvir o desabafo de uma amiga ou a nossa avó a contar as histórias da sua vida.
Gosto de como as personagens principais, Lila e Lenù, são tão diferentes e imperfeitas à sua maneira. A sua amizade é uma relação cheia de altos e baixos, com a inveja e a amargura a sobreporem-se ao carinho que sentem uma pela outra em vários momentos. Mas não é por isso que deixamos de torcer por elas.
Foi um prazer acompanhar a Lila e a Lenù ao longo da sua vida. Espero ler mais da autora um dia.


Já conheciam a autora? O que acharam desta saga?

Com amor,
Catarina

domingo, 26 de novembro de 2017

Biblioteca da Marquesa - Uma Morte Súbita

J. K. Rowling será sempre uma das minhas escritoras favoritas por ter trazido ao mundo o universo de Harry Potter. Os seus livros tinham páginas a menos para a vontade que eu tinha de continuar a ler imersa naquele mundo e conhecer melhor todos os personagens.
Quando o livro "Uma Morte Súbita" chegou cá a casa, não tive coragem de o ler. Estava com muito medo de ficar desapontada e de não gostar das histórias de J. K. Rowling num registo mais adulto. Sei que "cheguei" tarde, mas fico feliz por ter feito esta leitura.
Este foi um daqueles livros que me custou muito (tempo e paciência) a entrar na história. Tem umas vinte personagens e com nomes ingleses completamente comuns, por isso só a meio do livro é que comecei a distinguir eficazmente cada um. 
Basicamente, a história passa-se numa pequena vila inglesa, em que morre um dos membros da assembleia comunitária numa altura em que se debate se um bairro social deve sair ou não da responsabilidade da mesma. O candidato que ganhar a inesperada eleição poderá fazer a diferença.
A história começa vagarosamente e parece-nos ter imensos pormenores desnecessários, mas é à medida que avançamos as páginas que vamos entendendo como tudo encaixa e a acção verdadeiramente dita acontece. Não estava à espera de tantas reviravoltas e o final é, para mim, revoltante. Mas no bom sentido, porque deixa-nos a pensar. Para mim, este livro não é sobre aquelas vinte personagens em particular, mas sobre a mentalidade e política de pequenas cidades inglesas. E a lição sobre a vaidade das pessoas, o egoísmo e a alienação de algo apenas porque é diferente podia perfeitamente ser repetida cá. 
Se, como eu, têm este livro à vossa espera e não sabem se hão-de dar-lhe uma oportunidade ou não, confiem em mim. O início custa, mas o resto vale muito a pena.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Biblioteca da Marquesa - Miss Peregrine's Peculiar Children

 Só tomei conhecimento de "O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" quando se soube que o livro ia ser adaptado para um filme com a realização de Tim Burton.
 Entretanto a minha mãe comprou-o e eu li-o com agrado. É uma história que ao início pode ser um bocadinho cliché por acompanhar um rapaz que se sente deslocado na cidade onde vive, que não sabe o que quer fazer da vida e não tem muitos amigos. Ao descobrir que as histórias que o avô lhe contava em pequeno podiam ser baseadas em pessoas reais com verdadeiros talentos peculiares, inicia a sua jornada e aprende que há todo um mundo desconhecido escondido à vista de todos.
 Porém, há qualquer coisa na escrita de Riggs, na forma como aborda os personagens e o rumo que a história nos leva, trazendo-nos novas informações a cada capítulo que nos mantém de nariz no livro.
O mais interessante? As fotografias que aparecem na capa e ao longo do livro são parte de uma coleção que o autor começou em pequeno e ia completando com fotos a preto e branco que encontrava em feiras de rua. Ele queria fazer um livro mostrando a sua colecção e talvez imaginando uma pequena história para cada uma, mas acabou por se inspirar para criar a história do livro. É a narrativa que tenta ir de encontro às fotos que ele encontrou e não o contrário e acho isso fascinante. Que forma engraçada de escrever e que resultado tão empolgante.
 Quando acabei o primeiro livro descobri que afinal tratava-se de uma triologia e quando fui falar com a minha mãe sobre isso ela disse-me que já andava à procura dos próximos exemplares, pois também tinha ficado curiosa.
 Achei o segundo volume ainda mais interessante do que o primeiro e achei que o terceiro deu o final que este mundo merecia.
 Vou estar atenta a próximos livros do autor.

Já conheciam?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

domingo, 11 de junho de 2017

3 coisas que aprendi com o livro "Calm"

 Calma é um adjectivo que não constaria de uma descrição que fizesse sobre mim.
 Embora tenha momentos de paz e tranquilidade, quando existe pressão sobre mim toda a calma se esvai. Adoraria mudar isso e deixar de ser uma pessoa ansiosa em situações de stress.
 Por isso, comprei este livro de que já tinha ouvido falar vagamente quando me ofereceram um vale de uma livraria.
 Embora não seja o meu tipo de leitura favorita, gostei do formato do livro, que nos permitia andar para trás e para a frente, tinha ilustrações muito bonitas, um design bem-feito, uma escrita cativante e actividades para fazer e escrever nas próprias páginas.



 1. Enumerar 3 coisas pelas quais te sentes grata ao final do dia.
De tantas em tantas páginas, aparecia um "questionário" sobre quais os 3 pontos mais importantes do dia, 3 coisas pelas quais te sentias grata e 3 momentos em que te tinhas sentido em paz.
 Embora não o deixe por escrito, pensar em 3 coisas pelas quais estou grata por aquele dia quando já estou deitada na cama faz-me ir deitar com um sorriso na cara e ver o lado positivo do que se passou.

 2. A importância de me desligar.
 Não é novidade para ninguém que as tecnologias nos roubam sossego. Eu tenho noção de que consulto as minhas redes sociais mais do que devia e quero começar a limitar isso.
 Ultimamente tenho aproveitado para, em vez de ir logo para o telemóvel, levar um livro para ler comigo nos momentos de espera e, quando brinco o meu cão, não levo mais nada a não ser uma bola para não perder a nossa ligação pela tentação de o fotografar. (Embora haja momentos que merecem ser partilhados com o mundo).

 3. Dar uma oportunidade à meditação.
Pratico yoga há algum tempo e sei que normalmente vem acompanhado de meditação. Mas a verdade é que queria experimentar este "desligar dos pensamentos" por si só, já que tem uma lista enorme de benefícios.
Instalei a aplicação Calm e segui as aulas guiadas para iniciantes e devo dizer que é muito mais difícil do que imaginava. Num minuto estou a seguir a minha respiração mas 10 segundos depois já estou a pensar no filme que vi ontem ou numa conversa que tive há 2 anos atrás com uma amiga e lá se foi a meditação. Entretanto acabaram-se as 7 aulas grátis por isso desinstalei a aplicação e tenho-me guiado por vídeos de Youtube (recomendaram-me estes). A tradicional posição de pernas cruzadas deixava-me desconfortável por isso, aliado a umas dicas para combater a celulite, tenho meditado deitada na cama com as minhas pernas elevadas e encostadas à parede antes de ir dormir. Faz-me sentir relaxada mas ainda tenho que trabalhar na parte de afastar pensamentos da minha mente.


Tenham uma óptima (e calma) semana!

Com amor,
Catarina

domingo, 4 de junho de 2017

Biblioteca da Marquesa - A Rapariga de Antes

Este ano, felizmente, tenho tido mais tempo para ler. Estamos no 6º mês do ano e estou a iniciar-me no 8º livro de 2017.
 No meu aniversário recebi "A Rapariga de Antes", um thriller com óptimas críticas na contracapa.
 Embora não leia muito este género (sou principalmente uma miúda de Fantástico) fiquei curiosa.
 O livro fez-me lembrar muito "A Rapariga no Comboio", não só por ter sido dos únicos livros que já li do mesmo género, mas por também ser narrado alternativamente por duas mulheres em momentos diferentes.
 A mulher de "antes" é Emma, cujo assalto na antiga casa faz com que deixe de se sentir segura e decida mudar-se com o namorado Simon. A mulher de "depois" é Jane, uma mulher que acabou de sofrer a morte da sua bebé, o que acabou por afectar a sua vida profissional.
 O que estas personagens têm em comum é que, por motivos de segurança e económicos respectivamente, candidatam-se a uma casa com arquitectura deslumbrante e a tecnologia mais avançada. O problema é que o arquitecto, Edward Monkfort, tem uma lista interminável de regras sobre a maneira como se deve viver na casa. Isto se conseguirem ser aprovados num questionário cheio de perguntas íntimas e dilemas éticos primeiro.
 Na minha opinião, é um livro interessante e cuja parte thriller faz o seu efeito. Houve certas partes em que sentia que tinha de ler mais um pouquinho para não ir dormir com aquele nervosinho pelas teorias que se formavam na minha cabeça.
 Gostei da escrita, mas dispensava algumas cenas sexualmente explícitas pelo meio que nem percebi bem o que acrescentavam à história...
 Por último, gostei do final e das reviravoltas que a história deu. Pessoas veteranas de policiais (aposto que vai acontecer com a minha mãe) podem não se surpreender por não confiarem nos escritores, mas eu sou inocente neste tipo de histórias.


Já ouviram falar do livro? Gostam de thrillers ou preferem outros géneros literários?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Biblioteca da Marquesa - Fangirl

Se na primeira publicação desta rubrica vos falei de um clássico (Mataram a Cotovia), desta vez trago um livro de 2015 do género Young Adult.
 O ano passado Rainbow Rowell andou em altas no Goodreads como a nova promessa e descoberta na literatura de romances para adolescentes. Teve uma crítica muito positiva com "Eleanor & Park" e desde aí tem feito novos lançamentos.
 Quando soube que tinha lançado um livro sobre fanfiction, fiquei muito curiosa. Nunca escrevi nenhuma destas histórias em que se usam personagens já conhecidas noutras perspectivas, mas acompanhava alguns "fandoms" no Tumblr e sempre foi algo que me fascinou. Imaginar casais que não o eram na história original (non canon) ou imaginar cenas extra de personagens de quem não me cansava eram alguns dos meus textos favoritos.
 O "Fangirl" foi-me oferecido pelo meu namorado e uma leitura muito prazerosa. Tem uma escrita fácil de nos levar a percorrer as páginas sem dar conta, personagens com que nos conseguimos identificar e um enredo interessante.
 A personagem principal é Cath Avery, uma rapariga que adora escrever fanfiction sobre a sua série de livros favorita, que vai para a Universidade. É um grande marco porque pela primeira vez na vida não vai partilhar o quarto com a irmã gémea, vai estar longe do pai que as tem educado sozinho e vai deixar de ter a privacidade que tinha para escrever a sua fanfiction que tem milhares de seguidores. Por outro lado também vai ter que conhecer pessoas novas, o que é um grande senão para a Cath que adora estar sozinha no seu mundo.
 Não quero contar muito mais, mas devo dizer que gostei imenso da Cath, foi daquelas personagens que me manteve sempre do lado dela, embora pudesse discordar de uma ou outra decisão, porque a compreendia. Gostei de como havia muito por detrás da história do pai e das irmãs, de como nos faz pensar como é possível 3 pessoas reagirem de maneiras tão diferentes a uma situação traumatizante nas suas vidas.
 E gostei do próprio universo do Simon Snow, o livro criado dentro deste livro de quem as irmãs Avery eram fãs. Desejei mesmo que existisse esta série na vida real!
 O ponto que me desiludiu mais foi mesmo o final. Achei-o muito brusco e que poderia ter existido ali mais desenvolvimento de alguns pontos.
 Não é uma obra-prima, mas o que interessa é que cumpriu o seu objectivo de romance juvenil: fazer-nos sonhar com um amor tão querido e puro assim.


Já leram algo da autora? Ficaram curiosos?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

terça-feira, 19 de abril de 2016

Biblioteca da Marquesa - Mataram a Cotovia (To Kill a Mockingbird)

Sou grande fã do Goodreads: adoro descobrir novos livros, dar opiniões sobre os que leio e ir vendo o que os meus amigos e autores favoritos andam a ler. Mas como é uma plataforma internacional, sinto-me na obrigação de escrever a minha opinião sobre um livro que acabei de ler em inglês, para todos os outros utilizadores a conseguirem ler.
 Safo-me a inglês, mas nunca me irei conseguir expressar tão bem quanto na minha língua materna, por isso decidi trazer ao blog as minhas opiniões sobre o que ando a ler.

Acabei de ler o "Mataram a Cotovia" no início deste ano, mas trago-o para iniciar esta rubrica porque não me foi indiferente.
 É um daqueles títulos que aparecem sempre nas listas de "100 livros que tem de ler antes de morrer", "Melhores clássicos de todos os tempos", etc. Desde algumas desilusões (vá, foi o Great Gatsby) que sempre que vejo um destes livros famosos na prateleira torço o nariz.
 Foi talvez com a notícia de lançarem a sequela, em que vi tanta gente entusiasmada, que a minha curiosidade aguçou.
 E logo nas primeiras páginas rendi-me.
 A personagem principal, Scout, é uma menina brincalhona, irreverente e ingénua, e o facto de a história se passar aos olhos dela dá um rumo completamente diferente ao livro, do que se a história fosse contada por alguém mais velho, habituado já às injustiças do mundo e que se subjugasse à moralidade da altura.
 Não é apenas um livro que demonstra o racismo de determinada época, mas sim um que nos leva a rever a nossa ética. Aquela voz da consciência, com que já nascemos e na qual sabemos o certo e o errado, mas que vamos calando à medida que crescemos para nos melhor adaptarmos à sociedade em que vivemos e não sermos chamados de inocentes e iludidos.
 Embora o tema principal seja pesado, o livro equilibra-se com as brincadeiras de Scout com o irmão Jem e o amigo Dill, o desespero da tia por Scout não ser uma menina reservada, bem-comportada e que gosta de usar vestidos, a vida das diferentes pessoas da pequena cidade e as histórias que cada uma tem para contar e ensinar.
 Porém, o melhor do livro é mesmo Atticus. É o pai de Scout e tem com os filhos uma relação de carinho incrível, assim como um carácter e um sentido de justiça invejáveis. É um autêntico herói e tomara que existam algures no mundo pessoas como ele.
 É um daqueles livros que daqui a uns anos quero voltar a reler e aconselho-vos, a sério.



Se já leram, o que acharam? Ficaram curiosos?


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

quarta-feira, 9 de março de 2016

"Mulheres" de Carol Rossetti

Na 2ª feira vi no Facebook da artista Carol Rossetti, responsável pelo famoso projecto "Mulheres", que ela estava em Portugal para lançar o seu livro em terras lusitanas.
 Fiquei super contente por saber que existem muitos mais como eu aqui no nosso cantinho da Europa a seguir o seu trabalho, e ainda mais por uma editora portuguesa, a Saída de Emergência, também ter tido interesse em publicar o livro dela.
 Quando vi que era em Belém, torci o nariz... Será que conseguiria sair da faculdade às 17h e chegar atempadamente às 18.30h para não perder pitada? Segundo o Google Maps sim, portanto lá fiz os meus planos para ir, mesmo sem companhia.
 Entretanto o meu namorado teve os planos desmarcados e veio a correr para se sentar ao meu lado, enquanto eu folheava e lia a introdução do livro que tinha comprado à porta por 12€.
 Quando vi a Carol fiquei super feliz. Acho que quando gostamos mesmo do trabalho de alguém, sentimos sempre que um "like" ou um "follow" não são suficientes para demonstrar ao artista o quanto eles inspiram a nossa vida. Mas ser olhada nos olhos daquela pessoa que, como ela própria já confessou, tem sempre a insegurança de que ninguém apareça, deu-me a sensação de que não era o livro que tinha nas mãos que iria mostrar o meu apoio, mas sim os meus sentidos a absorverem toda a sua presença.
 A apresentação foi feita pela Catarina Furtado, após uma introdução pelo editor e pelo responsável da Biblioteca Municipal de Belém, que foi como representante da Associação Corações com Coroa. A Catarina tentou direccionar o tema mais para a discriminação contra as mulheres, mas como a Carol refere (e o editor também), ela utilizou mulheres nas suas ilustrações, mas também poderia ter utilizado homens ou ambos. O que ela defende é que se tem de começar a reflectir contra o preconceito e estereótipos que a sociedade nos impõe. Que enquanto feminista, não quer "convencer" ninguém, mas sim abrir diálogo com calma e deixar as pessoas reflectirem um pouco sobre as coisas. Que não é fácil para alguém quando se apercebe que magoou ou foi incorrecto com pessoas, provavelmente de quem gosta, porque sempre lhe ensinaram um certo modo de ser e estar, que não será o mais correcto. É preciso tempo, calma e partilha para as coisas acontecerem e a Carol não quer atacar ninguém. Apenas quer que as pessoas se comecem a respeitar a elas próprias e ao próximo, com compreensão, dignidade e empatia.
De qualquer maneira adorei saber como começou o projecto, como é que a Carol faz a pesquisa por detrás de todas as ilustrações e de como considera que, estando numa posição privilegiada (como mulher de classe média de uma famíla não conservadora) pode ajudar quem não consegue ter a sua voz ouvida ao mostrar às pessoas como é estar na sua pele, através de imagens e mensagem tão bonitas.




Já conheciam este projecto e a ilustradora?

Podem encontrar a Carol aqui: Facebook  Instagram


O resto de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

10 livros

Corre no Facebook um desafio que consiste enumerar dez livros que "de alguma forma ficaram contigo. Não têm que ser os livros "certos" ou grandes obras literárias, apenas aqueles que te tocaram de algum modo."
Gostava de trazer este desafio para a blogosfera e acrescentar uma pequena explicação de como me afectaram. 
 Sem ordem específica, aqui estão:

1984
Li este livro há relativamente pouco tempo. Faz-nos questionar toda a comunicação social e o sistema político em que estamos inseridos.

Crónicas de Nárnia
Das primeiras coleções que me levaram ao mundo da fantasia em pequenina. Com óptimas lições de coragem, bondade e respeito à Natureza.

Cisnes Selvagens
Ao lê-lo deparei-me com a realidade da China durante a ditadura de Mao. O sofrimento e a fome daquela gente fez-me compreender muito melhor a nossa diferença cultural.

Sensibilidade e Bom Senso
Um romance que, embora nos faça sonhar, também nos ajude a pôr os pés na Terra. O primeiro que li da Jane Austen.

O Senhor dos Anéis
A minha mãe é a culpada de eu gostar tanto da história, pois quando éramos pequenos ela contava-nos uma versão resumida, mas com pormenores que às vezes nem aparecem nos filmes, durante as viagens para a Natação. Tolkien para mim é o rei do meu género literário favorito. A história do Bilbo Baggins e mais tarde o Frodo, inspiraram-me na medida em que mesmo pequenos podemos fazer grandes feitos.

A Cidade dos Deuses Selvagens
Adoro a Isabel Allende e este livro (assim como o 2º da coleção) fizeram-me crescer ao mesmo tempo que as personagens. Também me deu um sentido de responsabilidade quanto à Natureza e um fascínio por culturas extremamente diferentes da minha.

A Vida de Pi
Desde o tema da religião, até aos jardins zoológicos... Foi um livro que aumentou o meu respeito pelos animais e a minha capacidade de acreditar em "milagres".

A Ilha do Tempo Perdido
O livro foi-me emprestado mas quero relê-lo há imenso tempo. É um livro infantil/juvenil. Fala sobre a necessidade de perdermos tempo e sobre deixar as crianças serem crianças e, no fundo, o ser humano ser apenas o ser humano.

A Fonte Misteriosa
O tema é a imortalidade e os seus prós e contras, mas é também um livro juvenil. Acho que até já fizeram um filme sobre a história.

As Crónicas de Gelo e Fogo
Também conhecido pela série Guerra dos Tronos. Os dragões são um mimo, mas o que é diferente neste livro é que não é por se ser bom que a personagem se safa. Tal como na vida real, os espertos é que ganham o jogo. E o herói de uma história, pode ser o vilão para outros. Toda a gente tem um lado bom e outro mau. Menos o Joffrey...


Ainda há uns dois ou três que acho que também mereciam estar aqui. Mas é este o desafio, portanto cá está.



Desejo-vos um óptimo fim de semana!



Com amor,
A Marquesa

domingo, 10 de agosto de 2014

Divergente (sem spoilers)

Acabei de ler o livro "Divergente" e não podia deixar de escrever sobre ele.
Sabia que o filme baseado no mesmo estava no cinema e que era uma espécie de Jogos da Fome mas não me tinha chamado a atenção. Porém, ofereceram-mo no meu aniversário e trouxe-o para as férias (adoro ler na praia!).
Fascinou-me o conceito da sociedade neste "Universo".
Basicamente as pessoas estão separadas em 5 fações, consoante o que consideram mais importante para o mundo e sem o qual é gerado o ódio e a guerra. Os Cândidos acreditam que o pior do mundo é a mentira por isso prezam a sinceridade e ninguém dessa fação mente. Os Abnegados dão o máximo de valor ao altruísmo e os Cordiais à amizade. Os Eruditos condenam a ignorância, procurando a inteligência e sabedoria. E, por fim, os Intrépidos que vivem para a coragem.
O melhor desta sociedade é que embora alguém nasça em determinada fação, aos 16 anos é que faz a escolha de qual é o mais importante valor para ela e em que fação deseja viver.
Acho que se fosse deste Universo seria provavelmente uma Erudita ou uma Abnegada. A ignorância e o egoísmo são para mim um dos piores defeitos e "perigos" da humanidade. 
Quanto ao livro em si, embora não me identifique muito com a personagem principal (mas coitada, a miúda só tem 16 anos...) gostei muito do conceito, da personagem Quatro e da história em si. Os últimos capítulos agarraram-me ao livro e quero ler o resto da trilogia brevemente!

As minhas férias com os meus pais e tios estão a ser muito boas, mas tenho saudades do meu amor...
Desejo-vos uma óptima semana!
Com amor,
A Marquesa