Mostrar mensagens com a etiqueta faculdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta faculdade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Dicas para escrever uma Dissertação de Mestrado (parte III)

Aqui deixo a última parte de conselhos para quem vai escrever a tese de mestrado. Podem consultar também a primeira e a segunda parte.

10) Regras da Faculdade
Normalmente a faculdade fornece um ficheiro em que explica todas as normas que devem seguir na elaboração da vossa dissertação. Desde a formatação do texto, à disposição da capa, citações e divisão do conteúdo. Não há desculpa para falhar nesta parte.

11) Faz o que te apetece
Claro que há uma certa ordem para escrever as coisas, mas podem escolher o que fazer dentro do que têm de trabalhar. Podem não estar virados para escrever a discussão, mas não se importarem de ir criando a capa do trabalho. A revisão bibliográfica pode estar chata, mas até precisam de ir buscar imagens para ilustrar o texto por isso concentram-se nisso. O importante é estarem a trabalhar.

12) Discutir ideias
Nada como discutir com o orientador, colegas ou até amigos quando estamos encalhados e não sabemos como abordar certo tema da nossa dissertação. Às vezes dizer as coisas em voz alta ajuda a organizar o pensamento, mas também é bom recebermos sugestões. No limite, as sugestões são má ideia e pelo menos sabemos o que não fazer.

13) Só mais um bocadinho
Há dias em que a produtividade vai estar nas ruas da amargura. Nesses dias comprometam-se a fazer alguma coisa nem que seja só durante 5 minutos. Aqueles minutos podem ser o empurrão de que precisavam para começar a trabalhar, mas mesmo que não seja, são menos 5 minutos de trabalho que irão ter no final.


A todos os que estão a passar por este processo, muita força! Não é fácil, mas também não é impossível. Eu acredito em vocês.

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Dicas para escrever uma Dissertação de Mestrado (parte II)

Na semana passada escrevi algumas dicas e noções sobre a famosa "Tese de Mestrado" (parte I). Tive um feedback muito positivo e querido da vossa parte por isso quis voltar rapidamente para vos dar mais alguns conselhos apenas com a minha experiência pessoal e a de amigos.

5) Cria horários.
Para muitos, na altura da escrita da tese esta é a vossa única obrigação académica. Se ainda faltarem uns largos meses para o prazo de entrega a tendência vai ser para deixarem as coisas para a última hora. Qualquer que seja a vossa ocupação, definam um horário para trabalharem apenas na tese. Para quem trabalha ou ainda estuda pode ser apenas aquela hora das 19 às 20h três a quatro vezes por semana, mas para quem tem tempo livre podem ser, por exemplo, 6 blocos de 3 horas distribuídos pela semana. Assumam esse compromisso e reservem esse espaço na vossa agenda. 

6) Índice em primeiro lugar
Este foi um conselho de uma colega mais velha e foi muito sensato. Assim que discutirem a estrutura da vossa dissertação com o vosso orientador e de terem a temática relativamente estudada, tentem construir o índice. Depois, copiem o índice para uma folha do word e espacem os vários títulos, de maneira a depois ser uma questão de ir "preenchendo" cada um.

7) Bibliografia
Os professores têm sempre preferência em relação a citarem artigos do que livros, mas devem consultar ambos. Muitas faculdades facultam acesso a artigos que não estão disponíveis ao público-geral aos seus alunos enquanto utilizam a rede académica, por isso tentem informar-se com os funcionários da biblioteca. Para os comuns mortais, existem algumas extensões (como esta) para conseguir obter os artigos pagos que pesquisam no Pubmed.

8) Execução
Devo dizer que o método que utilizei para ir escrevendo a minha revisão bibliográfica (que no formato de investigação se traduz na Introdução) foi o que utilizava ultimamente para os trabalhos. Pesquisava a bibliografia, transpunha para um documento word tudo o que me interessava de cada artigo/livro sobre o meu tema e depois ia colocando essa informação no sítio "correto" do tal Índice espaçado de que falei anteriormente. Depois vou cortando a informação repetida e de artigos que apenas a estão a citar (embora possa pesquisar essa citação se necessário). No fim construo o texto pelas minhas próprias palavras sem me esquecer de atribuir os autores da informação.

9) Guardem a Introdução e Resumo/Abstract para o fim
Dependendo da estrutura, podem introduzir a vossa dissertação com algumas linhas sobre o vosso tema e objetivos. Tanto esta introdução como o resumo (e a sua tradução - abstract) devem referir a globalidade do vosso trabalho, por isso o melhor é deixá-los para o fim para não se preocuparem em modificá-lo caso alterem o conteúdo do que abordaram.


Para não ficar muito extenso, farei ainda uma terceira e última parte destas dicas.
Espero genuinamente ter ajudado e apaziguado os futuros mestres desse lado.

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Dicas para escrever uma Dissertação de Mestrado (parte I)

Tese. Aquela palavra de quatro letras que causa calafrios na espinha de estudantes que pensam em tirar um Mestrado. Era a etapa do curso que mais temia e que me parecia inalcançável.
Não é. Se já milhares de pessoas conseguiram antes de ti (e algumas um pouquinho menos capazes, letsbehonest) também tu vais conseguir.
Quero deixar aqui algumas dicas que fui aprendendo a bem e a mal. O meu caminho não foi perfeito, a minha experiência por si só vale o que vale, mas quero falar desta etapa da minha vida e ajudar os outros a serem bem-sucedidos. Basicamente quero humanizar a tese de mestrado. 
Vamos a isso?

1) Tipos de dissertação de mestrado
Primeiro que tudo, informa-te sobre quais os formatos em que podes entregar a tese. No caso da minha faculdade (curso de Medicina Veterinária) existem 3 possibilidades:
Relatório de estágio - Trata-se de um relato pormenorizado sobre a vossa experiência no estágio curricular. Terão de mencionar a casuística, as horas que fizeram, onde o realizaram e sob que orientação. Muitos alunos optam por este formato porque é o menos trabalhoso. Dependendo das faculdades, poderão falar mais pormenorizadamente de um caso ou de um tema. Existem faculdades onde não existe esta opção e outras onde este faz parte da vossa avaliação e necessitam de realizar outro formato de dissertação.
Revisão Bibliográfica - Este é um dos formatos mais frequentemente utilizados. Não é nada mais do que fazer um trabalho sobre determinado tema, mas mais pormenorizado e utilizando as referências mais actuais possíveis. Por vezes pode ser inserida a vossa experiência pessoal sobre o tema ou (numa área de saúde/ ciência) descrição de casos que tenham visto.
Investigação - Este é um dos formatos mais trabalhosos, mas apenas porque normalmente requer também uma componente prática. Na área de ciência é quase imprescindível escolherem este formato e a cereja do topo do bolo é conseguir criar um artigo científico.

2) Escolher o tema
O tema de uma dissertação não cai do céu, mas também não é a coisa mais complicada do mundo. 
No meu caso o primeiro tema que escolhi foi-me aconselhado por uma veterinária que eu conhecia. Era relacionado com parasitas e seria uma óptima investigação, mas como estagiei em Lisboa acabei por não ter casos nenhuns. Como já tinha escolhido a orientadora especialista em parasitas, decidimos juntas escolher um novo tema com mais casuística e foi assim que cheguei à minha temática actual.
Para além de pedir sugestões a profissionais da vossa área, podem escolher em primeiro lugar o vosso orientador (quer pela afinidade quer pela área de interesse) e determinarem um tema juntos ou trabalharem num projeto que ele tem em curso.
Se durante uma aula ou até durante o banho se lembrarem de um tema interessante, apontem logo para não se esquecerem e investiguem depois junto de profissionais/professores se será uma hipótese viável.

3) Saber o método de trabalho do orientador
Depois de já saberem o objetivo da vossa dissertação e terem a estrutura combinada com o vosso orientador, perguntem-lhe como ele prefere trabalhar.
Este foi um dos meus erros. Assumi que a minha orientadora teria um método de trabalho igual aos de alguns colegas e amigos meus mas não foi isso que sucedeu. Vocês têm todo o direito a pedir apoio e a tirar dúvidas. Mas se por um lado há professores que preferem que vocês vão mandando por capítulos ou que definem prazos, existem outros que preferem ter tudo já escrito para corrigir e sugerir melhorias. Contem com pelo menos um mês para o vosso orientador poder ter tempo de verificar a bibliografia, sugerir alterações e corrigir uma última vez se necessário antes do prazo final.

4) Leiam, leiam, leiam
Sabem sobre o que querem escrever? Já combinaram tudo com o vosso orientador? Então agora começa a parte de estudar.
Pode ser aborrecido, mas convém ter o mínimo conhecimento sobre o que vamos escrever, ver o que já foi escrito e ler diferentes perspectivas sobre o tema.
Por exemplo, tenho uma amiga minha que fez a tese sobre dentes porque gosta da área e acabou por descobrir que o método que ela estudou seria muito útil em medicina veterinária forense. 

Espero ter ajudado alguém. Na parte dois vou abordar técnicas para maximizar a vossa produtividade e alguns truques.


Tenham um óptimo fim-de-semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O meu Baile de Finalistas

 Foi 6ª feira passada que me despedi de talvez 90% das pessoas com quem partilhei 5 anos de vida académica.
 Confesso que há uma meia-dúzia de pessoas pelas quais esperava o momento de despedida ansiosamente. (Haja paciência!) Por outro lado há outra meia-dúzia de pessoas com quem criei amizades e com quem espero manter o contacto para o resto da vida. De resto, se os encontrar fico feliz e a torcer por eles. A sua vitória será também minha vitória enquanto colega de curso.
 Por outro lado, foi uma noite em que aproveitei para me aperaltar e arriscar no visual. O vestido foi amor à primeira vista no site e felizmente também assentou bem. Acrescentei apenas um cinto dourado (mais para o rose gold) para afinar a cintura, uns saltos altos pretos (de quase 20cm), um colar dourado e voilá.
 Onde arrisquei mais foi no cabelo, em que pedi à cabeleireira uma coroa em trança. Temi muito quando tive que mostrar o vídeo da Golden Locks para ela ter uma ideia de como começar, mas bastou ver uns excertos e logo conseguiu trazer o penteado à realidade em frente aos meus olhos. 
A maquilhagem fui eu que fiz, dando o destaque aos lábios com um batom líquido mate vermelho. Espero mostrar-vos mais sobre os produtos que usei num próximo post.
 Mas o que vocês querem é fotos, não é?


Dancei com as minhas amigas, o fotógrafo era acessível e simpático e ficava sempre feliz por nos tirar mais uma foto, tive ao meu lado o meu namorado lindo, comi bem, senti-me mesmo bonita e diverti-me imenso. Foi uma noite mágica que não se irá desvanecer da minha memória tão cedo.


Boa continuação de semana!

Com amor,
A Marquesa

domingo, 22 de maio de 2016

Mais um degrau

 Lembro-me enquanto caloira de nos ser colocado nas mãos o código de praxe. Entre as inúmeras páginas fiquei fascinada com aquela em que estavam listados os símbolos e seus significados.
 Um desses símbolos eram as escadas.
 Dizia lá que simbolizavam o percurso académico. Na nossa faculdade eram oferecidas a membros especialmente dedicados da comissão de praxe, pela comissão de veteranos.
 Na verdade eu própria sinto-me como se estivesse a subir uma escadaria nestes anos desde que entrei no curso.
 Os últimos degraus pareciam-me ser altíssimos e distantes quando comecei. 
Era uma aluna mediana, que só tinha assumido o curso que queria quase nos últimos momentos.
Quando a directora da faculdade e bastonária da OMV da altura fez o discurso de boas-vindas no meu primeiro dia, fiquei ainda mais nervosa. Ela dizia que Medicina Veterinária era um curso muito difícil, impossível de realizar se não estudássemos desde o primeiro dia.
 Eu que tinha pouquíssima ética de estudo pensei que nunca iria conseguir. Que estava a propor-me a algo superior às minhas capacidades.
 Mas na altura não sabia uma coisa. Não é só a dificuldade que aumenta: eu também consigo evoluir.
 Pensei que nunca conseguiria fazer aqueles relatórios de laboratório, mas consegui.
 Pensei que nunca conseguiria decorar todos os ossos dos vários animais, mas consegui (a maior parte pronto, cavalos é o que é).
 Pensei que nunca iria conseguir fazer aquele trabalho de grupo de 20 páginas no primeiro ano a biofísica, mas consegui.
 Pensei que nunca iria conseguir decorar raças de vacas e pelagens de cavalos, mas consegui.
 Pensei que nunca iria perceber a fisiologia de certas doenças, mas consegui.
 Pensei que nunca iria conseguir usar termos médicos difíceis de pronunciar, mas agora são a minha segunda língua.
 Pensei que nunca iria conseguir detectar certos sinais clínicos, mas agora é difícil não reparar.
 Pensei que nunca conseguiria responder com segurança a nenhuma das dúvidas de amigos meus, mas consegui.
 Pensei que nunca conseguiria colocar um catéter ou tirar sangue, mas já consegui.


Sem me aperceber, fui avançando e subindo. Alguns degraus mais altos que outros, mas até agora ainda não caí.
 A minha mãe sempre me disse "Catarina, já houve muita gente a conseguir e tu não deves em nada aos outros". 
E graças ao incentivo dos meus pais, colaboração dos meus amigos, apoio incondicional do meu namorado e sabedoria dos professores cá estou eu nos últimos degraus. A vista é soberba.


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Benção das Fitas

 Estas últimas semanas têm sido dedicadas (para além de estudar e fazer trabalhos) a entregar e receber fitas.
 Para não contrastar com os últimos anos de faculdade, eu e as minhas amigas mais próximas só hoje é que as vamos escrever, para as distribuir na véspera da cerimónia.
 Já recebi e escrevi fitas de outras pessoas, amigos cuja vida académica acompanhei ao longe e que conheci anos antes de saber sequer em que curso ingressaria.
 Com os amigos colegas é diferente.
 Foi com eles que partilhei apontamentos, fiz comentários em aulas, queixei-me de trabalhos, desesperei nos prazos de entrega, comentei respostas após frequências, viajei no autocarro da faculdade. Aprendemos, crescemos e evoluímos como pessoas e futuros profissionais juntos.
 Ainda não sei o que hei-de escrever, mas sei que me há-de dar para a lamechice e lágrima do olho (que não é nada "nós", somos tão animados pá!).
 Espero que corra tudo bem na Benção das Fitas já no Sábado, que depois começa a contagem decrescente para o último mês de aulas, meus amigos. Como é possível ter passado tudo num instante, caraças?


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Como fazer 60 pessoas entrarem em pânico numa sala de aula?

 Dizer-lhes no meio da primeira sessão de esclarecimento sobre o estágio que daqui a 21 dias têm de entregar não só os documentos oficiais do estágio, mas também quem será o seu orientador e tema de tese.

 Declara-se aberta a caça ao orientador, assim como à espécie em vias de extinção denominada "ideias para a tese".



Desejem-me sorte!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Se o tempo parasse...

O tempo continua a passar rapidamente e, se por um lado ver o final das avaliações a chegar é bom, por outro lado não quero que as aulas acabem. 
Não quero deixar de ver as caras conhecidas ao chegar a uma aula, contar fofoquices nos intervalos, conversar nas longas viagens de autocarro nas visitas, ter aulas sobre assuntos interessantes, o high-five quando depois dos testes confirmamos respostas, os jantares, aniversários e tudo mais.
 Estou a tentar absorver todas as experiências, todos os momentos, mas a verdade é que o tempo não pára.
 Vai ser mais um salto para o desconhecido.
 Até agora todos têm resultado bem, mas tenho medo de encontrar o meu calcanhar de aquiles.


Espero que estejam a ter uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa