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domingo, 4 de novembro de 2018

Quando somos os maus da fita

Há uns tempos, por coincidência, na mesma semana vi "os portugueses" serem mencionados em duas séries estrangeiras.
Normalmente sinto um certo orgulho quando o meu pequeno país ou alguém da minha nacionalidade é mencionado em grandes produções, mas naqueles dois casos não foi isso que sucedeu. Tanto em "Outlander" como em "Jamestown" (não falei por aqui desta série porque é daquelas que vejo mas não acho nada de especial), os portugueses eram referidos devido a um período incrivelmente desumano da nossa história: o tráfico de escravos.
Na escola, sempre que falávamos dos descobrimentos e das colónias que conquistámos, os meus professores referiam os acontecimentos históricos com imenso entusiasmo e orgulho, que nos passavam. Foi anos mais tarde, com o estudo do Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira, que me deparei com o primeiro opositor aos nossos feitos e à realidade da exploração de terras que já tinham donos.
Temos muita violência, sangue e xenofobia na nossa história, que muita vez nos foi dourada com fortuna e glória por quem nos ensina. Mas há que saber - e aceitar - que também já fomos os maus da fita. Felizmente também "compensámos"- mesmo não havendo compensação para a objectificação de uma vida - sendo dos primeiros países do mundo a abolir a escravatura. E quero pensar que podemos continuar a tentar ser dos melhores na tolerância, respeito e justiça. Seria um orgulho ainda maior ser portuguesa.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Jardins Zoológicos

Esta semana, para além da vitória do "contra" na despenalização da eutanásia, houve também outra notícia que causou grande debate e discussão nas redes sociais: a morte de uma girafa no Jardim Zoológico de Lisboa (notícia aqui).
Os factos são estes: as instalações das girafas no Jardim Zoológico têm um fosso que separa os animais dos visitantes. É proibido dar comida a animais no zoo. Um visitante foi apanhado em flagrante a aliciar a girafa com comida. Ao se aproximar do homem, a girafa desequilibrou-se e teve uma queda fatal no fosso. 
Acho que não é preciso ser-se o Poirot para perceber de quem é a culpa. Existem regras por alguma razão e ao quebrá-las existem consequências.
No entanto, várias foram as pessoas que vi a dizer que o verdadeiro culpado era o Jardim Zoológico, por colocar fossos nas instalações dos animais.
Posso maçar-vos com um pouco de história dos Jardins Zoológicos da minha cadeira de "História Natural e de Medicina Veterinária"?
Antigamente, há uns séculos atrás, as famílias ricas gostavam de ter jardins bonitos e decorados ao redor das suas mansões. Começaram por apresentar as espécies botânicas mais bonitas e exóticas, depois começaram a aprimorar a arquitectura do espaço e, por fim, começaram a introduzir espécies animais também para "decoração". Entretanto, começaram a abrir estes jardins ao público tanto para se exibirem, como para ganhar algum dinheiro de bilheteira.
Se foram ao Jardim Zoológico de Lisboa nos anos 90, como eu, lembram-se que alguns dos animais estavam em espaços com paredes de arquitectura marroquina ou com inspirações portuguesas ou orientais. Também me lembro perfeitamente da ala dos felinos, onde os animais estavam em espaços do tamanho de um quarto, com grades a pouca distância de nós para os podermos ver bem.
Felizmente, as mentalidades mudaram e a pressão para melhorar o bem-estar animal também. Os jardins zoológicos passaram a usar paisagens bem mais similares às do habitat natural dos animais e a deixar os gradeamentos e o chão de cimento de lado. O ambiente estéril foi substituído por um ambiente enriquecido com esconderijos e actividades que promovem comportamentos naturais, a distância aos seres humanos barulhentos foi aumentada e as grades que permitiam a separação entre visitantes e animais foram substituídas por elementos naturais dos quais o animal não se aproximaria na natureza como cursos de água ou declives.
O objetivo dos zoos deixou de ser uma "montra" de animais, passando a ser um sítio que mantém animais que estão em programas de reprodução mundiais para se inserirem indivíduos de volta no seu habitat natural ou, se este estiver em risco, para manter a espécie mesmo que em cativeiro. São várias as espécies que se extinguiram na natureza, por destruição humana do seu habitat, e de momento existem apenas em centros de reprodução ou jardins zoológicos.
Se todos os jardins zoológicos são bons? Não, de todo. Visitei sítios cujos animais apresentavam comportamentos típicos de stress por enclausuramento, cujos limites das instalações tinham arame farpado ou até falta de meios para combater uma temperatura desfavorável aquele animal de outro clima. A meu ver, se não conseguem manter os animais em boas condições, não os deviam ter em primeiro lugar.
No mundo ideal não existiriam Jardins Zoológicos. Ou então existiriam apenas aqueles - usando as palavras de uma colega minha - "Zoos dos Deficientes" onde só se encontram animais que têm alguma condição física que não permitiria a sua sobrevivência na natureza.
Não existiriam Jardins Zoológicos porque a única premissa que me faz defender os zoos é que trabalham para deixarem de existir. Trabalham para conseguir manter a diversidade genética das espécies, reintroduzi-las no seu habitat natural enquanto ao mesmo tempo educam as actuais e futuras gerações para agirem de maneira a este futuro ideal acontecer. 
Não me lembro da primeira vez que vi um elefante na televisão, mas lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi um ao vivo, ao colo do meu avô. E percebi logo que aquele gigante cinzento era tão ou mais inocente que eu. Pode ser que daqui a umas décadas só seja possível encontrar um animal indo ao seu habitat natural. Mas até lá, gostava que todos os pequenos humanos olhassem para os animais, vissem um igual, e se sintam na obrigação, tal como eu, de os proteger.


Com amor,
Catarina

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Threading de sobrancelhas - A minha experiência

Já há vários anos que oiço falar da técnica de fazer a depilação, nomeadamente as sobrancelhas, com fio. Parece que na cultura oriental é uma técnica utilizada há imenso tempo, mas cá em Portugal ainda estamos muito habituadas à clássica pinça ou cera.
A curiosidade sobrepôs-se ao receio e, há uns meses atrás, fui experimentar pela primeira vez.
Fui à conhecida Wink (no Leiria Shopping), marcando previamente por telefone.
Atendeu-me uma menina muito simpática, que me foi descrevendo o que ia fazer, perguntava-me como eu queria o desenho da sobrancelha e fazia também sugestões.
Quanto à experiência em si: Não é menos dolorosa do que cera, até porque ambas consistem em arrancar os pelos, mas é menos aborrecida do que utilizando pinça, para mim. É mais demorada (cerca de 20 minutos) e temos que fazer caretas ou esticar a nossa pele com as mãos para se conseguir fazer bem a técnica.
Então porque é que eu já repeti a experiência mais duas vezes? Porque as sobrancelhas ficam mesmo muito bonitas, adoro o resultado final e não queima como a cera.
Acho que acima de tudo, é preciso terem sorte com a profissional que vos calha, tal como quando fazem a cera/pinça. Em Leiria já fiz com duas profissionais diferentes e gostei sempre do resultado e do cuidado.
Paguei 16,50€ por cada visita (sobrancelhas + buço) e à 10ª visita ganharei um vale para um threading de sobrancelhas grátis. Segundo o site, fazer apenas as sobrancelhas será 10,50€ por visita.
Continuo a ir à minha esteticista regular quando preciso de depilar também outras partes do corpo, mas fiquei fã.

Já experimentaram esta técnica? Gostaram ou nem por isso?

Com amor,
Catarina

sábado, 28 de abril de 2018

Tolerância

Sinto-me sempre um pouco desconfortável quando estou a falar com alguém e de repente surge um comentário um pouco... antigo (para não dizer retrógrado).
Foram precisos alguns anos para perceber que alguém que faz comentários sexistas, racistas ou homofóbicos não é necessariamente má pessoa. Parece estranho, mas é preciso ter uma mente aberta para perceber que nem toda a gente teve a mesma educação que nós, nem viveu o mundo da mesma maneira. Têm uma mente mais fechada.
Acredito que sou mais tolerante porque tive oportunidades para isso.
Cresci habituada a ver pessoas de todas as cores e etnias nos meus livros, desenhos animados e filmes. Já conheci pessoas de vários países, com diferentes crenças religiosas, com hábitos e tradições diferentes dos meus. O facto de saber falar mais do que uma língua, permite-me falar com meio mundo e ver notícias, testemunhos e histórias de que outra maneira não teria acesso.
Tenho até a sorte da minha família ter possibilidades económicas e ter visitado diferentes países, continentes e culturas. Sentir o que é ser o "estranho" ou o estrangeiro de outra terra e olhar para ruas que, para mim são desconhecidas, mas a que outros chamam de "casa".
Conheço pessoalmente pessoas que representam cada letra da sigla LGBT. Sei que não são "modernices", porque existem exemplos desde que existe história e até que não é exclusiva ao ser humano. Sei que o coração não escolhe de quem gosta e que nem toda a gente tem a sorte de ter um corpo que corresponda ao que é na sua alma.
Sei que um casamento pode acabar sem ser o fim do mundo. Que a vida é demasiado curta para viver com medo, infeliz ou aprisionado. Que o homem pode e deve deixar os seus sentimentos virem ao de cima e que uma mulher não tem a obrigação de ser ela a tratar sozinha dos filhos e da casa, apenas se ela o entender.
Sei que não há um "nós" e um "eles". E no dia em que a maioria das pessoas perceber isso, o mundo conhecerá a paz, o amor e o perdão.
Até lá, ensino pelo exemplo.

Com muito amor,
Catarina

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Falar como se uma criança de 5 anos nos estivesse a ouvir

 Há uns dias estávamos à mesa a conversar e a minha cunhada repreendeu a filha por ter caracterizado a senhora de uma história que estava a contar como gorda, porque não acrescentava nada à dita história. Passado uns minutos estávamos a falar de outra coisa e desta vez foi a minha cunhada que empregou o adjectivo gordo, mesmo sem dar por isso.
 E dei por mim a pensar em como nas várias áreas da nossa vida praticamos muito o "faz o que eu digo, não o que eu faço." E de como o nosso exemplo acaba por influenciar a "esponginha" que são as crianças.
 Tentamos sempre adaptar o nosso discurso quando uma criança está a ouvir. Reduzir a crueldade do mundo, os estereótipos e a negatividade. Aproveitar para reforçar que certas atitudes são maus exemplos e que há coisas que não se devem dizer, por serem ofensivas e discriminatórias.
 A meu ver, o melhor legado que se pode deixar é a educação. Mais do que deixar um mundo melhor para as crianças, há que deixar crianças melhores pois essas vão melhorar o mundo. E não há melhor maneira de educar do que dar o exemplo.
 Por isso acho que vou tentar começar a filtrar os meus pensamentos e conversas com um "será que estivesse aqui um miúdo de 5 anos eu quereria que ele ouvisse isto?". Reduzir a negatividade e o queixume. Educar-me a mim mesma.

Espero que tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump, prove us wrong

Podia dizer que estou assustada, desiludida e triste. Podia mal-dizer os que votaram nele, queixar-me de quem o partido Democrata escolheu para ser representado, ou do próprio partido Republicano ter deixado este homem chegar-se à frente. Podia dizer que lamento do coração a todos os americanos que têm o "azar" de ser imigrantes, islamicos, mulheres, de raça que não a branca e de orientação sexual que não a heterossexual. 
 Mas as palavras já não valem de nada, o povo americano votou. 
Mesmo sabendo que as decisões e a governação do país são maioritariamente tomadas por pessoas que não o Presidente, de qualquer maneira foi naquele porta-voz que representa uma infinidade de coisas que pensávamos ter ficado no século passado, que a maioria das pessoas pensou ao preencher o boletim de voto.
 Por isso resta-me desejar. Desejar não o pior, mas o melhor ao próximo Presidente dos Estados Unidos. Desejar-lhe muito amor, paz e bom-senso para que tome as decisões certas. Desejo mesmo que daqui a uns meses (ou no final destes 4 anos) o mundo fique estupefacto por o mandato ter trazido mudanças para melhor e ser um exemplo de justiça, solidariedade e gestão ponderada.
Please Trump, prove us wrong.

sábado, 2 de julho de 2016

Vamos parar de dizer que pele pálida não é bonita?

Todos os Verões vem a mesma conversa:
"Tenho que ganhar cor!" 
"Tenho de ir à praia que as minhas pernas espelham a luz!" 
"Não posso andar de saia com as pernas branquinhas".
Isto porque o calor vem e uma pessoa começa a destapar partes do corpo que não estão habituadas à luz do sol desde o ano anterior. Parece que é um escândalo uma pessoa sair à rua de calções sem ter passado uma semana na praia primeiro.
Podem dizer que dá um ar saudável, mas quando dizem "mais bonito" aí já torço o nariz.
Tinha tudo para concordar com este padrão de beleza. Sou uma rapariga naturalmente morena, gosto de banhos de praia e piscina e quando a minha pele reage à luz solar os melanócitos produzem ainda mais melanina, o que me dá um tom que esconde um pouco os pelitos e as estrias.
Mas irrita-me imenso ver pessoas a sujeitarem-se a coisas menos saudáveis como escaldões, insolações ou não utilizarem sequer protector solar para tentar atingir algo que neste século está incluído nos padrões de beleza.
Se fosse há uns séculos atrás andávamos todas com um chapéuzinho e tentávamos permanecer o máximo de tempo ao abrigo do sol para mantermos a pele com a menor densidade de melanina possível. As raparigas bronzeadas eram as camponesas e mulheres supostamente socialmente inferiores que tinham de trabalhar (ao ar livre).
Por isso exibam a vossa cor, seja ela qual for, pois é a vossa, com que nasceram. Se querem apanhar sol apanhem com segurança, mas se não quiserem por favor não se sintam na obrigação. Somos todos lindos e da próxima vez que alguém disser que a luz reflectida nas vossas pernas até os incomoda, mandem uns sinais de luz mesmo nos olhos dos haters


Desejo-vos um óptimo fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Para quê querer uma raça quando posso ter todas?


 Quando era pequena, adorava aquelas enciclopédias com as várias raças de cães. Como tinha o Rodolfo desde os 6 anos, era sempre a sua raça que o meu dedo buscava primeiro. Depois, escolhia mais uns quantos que dizia serem os meus preferidos e decorava os nomes. Dizia que quando fosse morar sozinha ia arranjar um daquela ou da outra raça, que eram mesmo giros.
 Porém, quando entrei para veterinária pus esse pensamento cada vez mais de lado, até hoje o meu cão de sonho ser um rafeiro.
 Em primeiro lugar, sempre que falamos de uma doença, falamos das raças predispostas a essa mesma doença.
 Parecendo que não, anos e anos de selecção artificial e consaguinidade para um animal ficar com determinado aspecto, leva a que, para além da estética, os animais também tenham genes para as mesmas doenças. Mesmo que esses genes estejam escondidos, ao se cruzarem com um da mesma raça a probabilidade de os filhotes manifestarem esse problema é grande. É um certo preço a pagar por termos "transformado" um lobo num chihuahua ou num bulldog.
 Depois, graças aos acordos que o hospital da faculdade tem para ajudar várias associações, comecei a contactar muito mais com animais sem dono. Bichos queridos, amigáveis e brincalhões que após o tratamento no hospital vão voltar para o seu pequeno espaço, que é o maior que a associação lhe consegue dar. E isso obviamente parte um bocadinho o coração de uma pessoa.
 Mas o que me destroça mesmo é conhecer pessoas que querem um animal, mas ter que ser da raça da moda. Já aconteceu com os Pastores Alemães, com os Boxers, com os Labradores Retrievers e agora com os Bulldogs franceses. E nos gatos os Persas e British Short Hair.
 Estão a comprar uma "coisa", como se comprassem uns ténis da moda, ignorando que os animais têm uma grande predisposição para ter problemas de saúde e depois queixam-se que "este só me dá despesa". Meu amigo, a única despesa que deste a ti próprio foi comprar um amigo, quando existem muitos prontos a serem adoptados nos canis e associações portuguesas que estão sobrelotadas. E se querias algo só para mostrar mais valia um peluche...
 É claro que os rafeiros também podem ter doenças (bactérias e vírus não olham a raças) e algum problema, mas é mais raro por serem uns super-híbridos.
 Por último, sei também que há quem escolha uma raça por ter uma certa afinidade, ou por querer um animal com comportamentos característicos da raça. Compreendo e não condeno, mas conta muito mais para o bom comportamento de um animal ter feito um bom desmame e só o terem separado da mãe às 8 semanas, do que só a genética em si. 
  Vamos ser donos de raça?



Bom fim de semana prolongado!


Com amor,
A Marquesa

domingo, 29 de maio de 2016

Rock in Rio Lisboa 2016 - 28 de Maio

No Natal passado a minha família ofereceu-me dois bilhetes para o Rock in Rio.
Quando saiu o cartaz confesso que fiquei um pouco desiludida. Ainda só tinha ido a uma edição (2010 se não me engano), mas nem hesitei quanto à escolha do dia.
 Desta vez estive imenso tempo indecisa entre ir ver os Queen e Adam Lambert ou os Maroon 5. Confesso que o factor de desempate foram os D.A.M.A., que são aquele guilty pleasure com músicas que me fazem sorrir e acompanhar na cantoria sempre que oiço os singles na rádio.
 Dei o outro bilhete ao meu namorado, mas juntaram-se a nós os meus cunhados, cuja companhia até lá e boleia foi preciosa.
 Para começar, tomei a decisão idiota de querer ficar na fila para a roda gigante em que não tinha andado da última vez, mesmo depois de o meu namorado me aconselhar a não o fazermos. Faltava 1h 30min para o concerto dos D.A.M.A. começar, mas a fila era maior do que parecia à primeira vista e para tornar tudo mais agradável começou a chover. Sentir depois o vento lá em cima quando estava com a roupa molhada foi mesmo do melhor!
 Conclusão: perdi metade do concerto dos D.A.M.A.. No entanto, adorei a metade que vi, principalmente porque apanhei a "Luísa", que é a minha música preferida. Achei que a banda teve um óptimo desempenho, sempre a interagir com o público e aproveitando a participação especial do Gabriel, o Pensador.
 Como da última vez já tinha visto o Furacão da Bahia (aka Ivete Sangalo), aproveitámos esse tempinho para ir ganhar uns brindes (yey uma t-shirt da FNAC para cada um!).
 Depois... Maroon 5 foi mágico.
 Vê-se que é um alinhamento "festivaleiro". Não consistiu em promover músicas do novo álbum e umas menos conhecidas, mas em tocar uma espécie de playlist dos maiores sucessos da banda, desde os recentes como "Lucky Strike", aos velhinhos "This Love" e "She Will be Loved". Pelo meio ainda surpreenderam com a música "Lost Stars" que  Adam Levine interpretou em "Begin Again", um filme musical lindo com uma banda sonora muito bonita e harmoniosa.


Fotografia: Página do facebook do Rock in Rio

E agora de volta ao estudo e trabalhos... Tenham uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

terça-feira, 1 de março de 2016

"O feminismo segundo Camille Paglia"

 Lá em casa já é rotina do Sábado de manhã o meu pai comprar o Jornal Expresso, quando está a caminho de casa para almoçar.
 Sinceramente são poucas as vezes em que folheio o jornal em si (até porque costuma estar nas mãos do meu pai), mas tenho sempre curiosidade para ler a Revista E que costuma ter reportagens interessantes.
 Desta vez estava na capa a referência à entrevista a Camille Paglia (uma activista e artista norte-americana) sobre a sua visão sobre o feminismo.
 Como é um assunto sobre o qual quero saber tudo, li a entrevista até ao fim.
 Para já, é sempre interessante ter a perspectiva de alguém que nasceu num tempo em que numa sociedade dita evoluída, continuavam a existir imensas falhas nos direitos de 50% da população. Desde não a deixarem usar calças, até não poder sair para a rua à noite na universidade vários foram as situações que a fizeram querer mudar a imagem da mulher no mundo.
 Talvez essas vivências sejam o que a façam ter ideias diferentes de muitos outros feministas. Confesso que quando li que Camille acha ingénuas as mulheres que se vestiam de forma sexualizada e não queriam ser alvos de atenção masculina indesejável torci o nariz. Sou a maior opositora da culpabilização da vítima quando se dão actos de violação ou depravação. Faz tanto sentido como culpae alguém cuja casa foi assaltada por não ter posto grades nas janelas, quando na verdade o único culpado é o ladrão. E ao contrário dela, acredito que o bom senso e uma educação como deve ser consegue prevalecer aos níveis hormonais de testosterona.


 Por outro lado, concordo quando ela diz que as diferenças entre géneros existem, mas que não devem de forma alguma impedir a igualdade de direitos. E que por esse prisma também não devemos ter direitos especiais ao nível das relações e vida privada, porque temos discernimento e inteligência para evitar e conseguirmos contornar algumas situações perigosas e indesejáveis. Parece que em algumas universidades nos EUA as raparigas que não gostem de certas atitudes (sem ser violação ou outro crime, óbvio) num date com um rapaz, têm direito a fazer queixa à faculdade e estes podem dar penalizações.
 Mas acredito que estamos num bom caminho para a igualdade dos sexos e que parte de cada um de nós educar não só os mais novos como também os nossos pares.


Continuação de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Eu tenho um sonho

Eu tenho o sonho de que um dia poderei ir a um bar/café à noite com os meus amigos sem encher os pulmões de monóxido de carbono, carvão e sei mais que porcarias.
 Tenho o sonho de não ficar relutante ao dizer sim a um café com amigos por ter lavado o cabelo no dia anterior e não querer que ele fique a cheirar pior que as fábricas de papel por onde passava de carro em miúda a caminho da Figueira da Foz.
 Tenho o sonho de não acordar super enjoada com o meu próprio cheiro ou o da minha roupa só porque quis ter um serão diferente e ir jogar bilhar.
 Sim, já começam ser tomadas medidas de maneira a que já não se possa fumar em espaços fechados... O que é o mais que mínimo tendo em conta que já estão mais que provados todos os efeitos nocivos do fumo passivo do tabaco. Entristece-me não só as pessoas que fumam, que para além de fazerem mal a si próprias também muitas vezes se marimbam para a saúde dos outros (grávidas a fumar partem-me o coração), mas também os países que se dizem desenvolvidos mas permitem isto acontecer. 
 O argumento do "não gostas, não vás" é a coisa mais patética de sempre. Porque é que eu, que até hei-de dar menos despesas ao nosso sistema nacional de saúde, que nunca fiz mal a ninguém através de uma nuvem cancerígena, devo deixar de usufruir de locais de lazer?
 Falta imenso, mas a partir de 2020 o meu sonho tornar-se-á realidade finalmente em Portugal (notícia aqui). Mas para mim é só uma pequena parte do que se poderia fazer, até porque o mesmo governo que anda a tomar estas medidas também é o que aumenta os impostos e ganha mais dinheiro com o tabaco... o que é sempre suspeito.


Bom fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

P.S. Já recebi as notas todas e é com orgulho que declaro o meu penúltimo semestre com cadeiras concluído!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Piropos

Ontem foi o dia em que o assédio sexual verbal, nomeadamente propostas de actos sexuais, virou crime (pelo menos oficialmente) .
Muita gente por aí nas redes sociais reclama, dizendo que é um elogio, que é inofensivo, que não é uma prioridade. Será mesmo?
 Felizmente, as minhas histórias de piropos ficam sempre aquém das que oiço. Há certas coisas que os homens se acham no direito de dizer a meninas menores de idade na rua, achando que são engraçados que sinceramente enfraquecem o meu cárdia e fazem-me quase vir os vómitos à boca.
 A primeira vez que contactei com este tipo de "falas", foi aos 15 anos, na minha viagem de finalistas no 9º ano, em que fomos umas 6 meninas para casa de uma de nós no Algarve. Logo no dia em que chegámos, indo do comboio até casa, ao passar por uma esplanada de um café começámos logo a ouvir burburinhos e coisas "simpáticas" vindas de homens que lá estavam. Lembro-me da minha indignação na altura. Porque é que uns homens que não conhecia de lado nenhum tinham que estar a mandar bocas a miúdas de 15 anos?!
 Nos dias seguintes quando íamos para a praia, passávamos por umas casas em obras onde os senhores também gostavam de se meter connosco com "Miaus" e "o teu pai é aviador?". Sinceramente, naquela idade às vezes respondíamos na brincadeira, dávamos para trás. Mas a cena nunca deixou de me fazer sentir desconfortável.
 De resto, ao longo da minha vida fui tendo sempre uns softs "Bom dia princesa!" "Olá linda!", nada comparado com as coisas altamente sexualmente explícitas que já ouvi em histórias de raparigas e mulheres que conheço.
 Porque é que estás indignada então rapariga?
 Porque acho que falo por todo o sexo feminino quando digo que: não me importo com elogios, desde que sejam feitos com respeito e não me façam sentir desconfortável.
 É por às vezes andar pela rua, a pensar nos meus afazeres ou outras coisas quaisquer e de repente algum homem me assobiar e eu pensar "Ah ya, sou uma mulher e tenho um corpo. Por momentos tinha-me esquecido.". É por muitas vezes miúdas terem medo de que os autores dos piropos não sejam só garganta. É por acharem que têm o direito de fazer comentários sobre mim, como se eu não tivesse sentimentos. É objectificarem-me.
 E quem diz fazerem isto a meninas e mulheres, também o diz a meninos e homens. 

Vamos trocar os "És toda boa!" agressivo por um "Bom dia!" simpático e sem segundas intenções? Agradecemos. Nós, os seres humanos.


Que acham desta medida?
Espero sinceramente que não tenham tido más experiências.

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Star Wars - O Despertar da Força (E desabafos sobre o Universo da saga)

Antes de mais, devo dizer que não sou super geek dos Star Wars. Gosto imenso dos filmes, porque os meus pais me mostraram em miúda e achei imensa piada. Foi mesmo a tempo de irmos os quatro ver o episódio III ao cinema.
 Para mim é um clássico e complementa aventura com "magia", tendo um carinho por este Universo tal como tenho pelo de "Harry Potter", Nárnia ou "O Senhor dos Anéis".
 Assim sendo, não vos vou tentar evangelizar e dizer que se não gostam morreram para mim, ou que vos julgo por nunca terem visto. São filmes engraçados e fofinhos e acho que vale a pena ver nem que seja só por curiosidade.
 A única coisa que me irrita são os hipsters. Aqueles que odeiam sem nunca ter visto, só porque muita gente gosta, ou o contrário. aqueles que adoram mas que odeiam que haja muita gente a gostar e acusam-nos de não serem "verdadeiros fãs" e que só estão a gostar porque é "mainstream"... Enfim!

Dito isto, o que eu achei do filme:
Se nunca viram nenhum Star Wars, não comecem por este. Metade da piada do filme está em "inside jokes" dos outros episódios e em rever personagens e situações antigas.
 Sem spoilers, gostei muito das novas personagens. Devo dizer que o BB-8 ganha o coração de toda a gente neste filme, é dos dróides mais queridos de sempre. Sem necessidade de ser rude como às vezes o R2D2.
 E claro, também é sempre bom reencontrar caras conhecidas.
 Acho que neste filme tentaram fazer uma vertente um pouco mais cómica, mas sem esquecer as batalhas épicas, o romance e os momentos dramáticos.
 Ficam muitas coisas em aberto, por explicar e estou ansiosa para que cheguem os próximos. A história promete!

BB-8

 Curiosos ou nem por isso? Se já viram o que acharam?

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A Bimby e eu já somos amigas

O meu boy recebeu há uns meses, como enxoval adiantado, uma bimby em segunda mão.
Quis a minha sogra que o rapaz começasse a cozinhar mais coisas, sem medo de errar. E para isso aquele robô de cozinha é realmente perfeito.
 É só seguir as instruções da máquina, fazer as medições na própria e quando estiver tudo pronto a máquina chama-nos para o próximo passo. Não há mesmo como errar! Para além disso, existe todo um mundo fora nesta internet com receitas para a Bimby até dos próprios utilizadores.
 Eu continuo a preferir usar os tachos e panelas, principalmente para as receitas que já costumo fazer porque já sei o que quero e como melhorar as coisas a meu gosto.
 Mas que aquilo dá um jeitão ao picar, bater, pesar e misturar, dá. Assim como para fazer algumas coisas como puré de batata ou outras coisas para os quais sou menos experiente e mais preguiçosa!

As panquecas de hoje (massa feita lá)

Têm algum robô de cozinha?


Desejo-vos um óptimo fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

sábado, 14 de novembro de 2015

Where is the love?

 Ontem à noite estava aninhada no sofá pronta a ver uma série com o meu namorado quando ao ligarmos a televisão vemos que houve explosões perto de um estádio em Paris. Entretanto veio-se a saber que também havia reféns na sala de espectáculos Bataclan, que estavam a ser mortos um a um.
 Foi um misto de medo, de tristeza, de impotência que passou por nós e nos levou a seguir os acontecimentos.
 Hoje de manhã soube que já tinham acontecido ataques semelhantes em Beirute e Baghdad.
 Sei que estes ataques não aconteceram simplesmente porque sim.
 A situação na Síria tem-se agravado e os ocidentais foram lá meter o nariz, com ataques aéreos às sedes terroristas do estado islâmico.
 É nestes momentos que eu adorava voltar atrás no tempo e acreditar em tudo o que os media nos dizem.
 Adorava saber que na Síria e nos outros sítios atacados pela Rússia, Estados Unidos, França e outros não houve também a morte de pessoas inocentes. Sim, matar pessoas já devia ser mau o suficiente não é? Quanto mais quem nada tem a ver com esta palhaçada toda.
 Isso não lhes dá o direito de atacar, obviamente. Mas já devíamos estar mais que ensinados que a violência só gera mais violência (vai para ti agora Pentágono, que dizes agora ter morto o líder do estado islâmico na Líbia).
 Por outro lado, gerou uma onda de ódio pelos refugiados nas redes sociais. Tanta gente com o "Eu bem avisei" "Isto mais tarde ou mais cedo ia acontecer" "Lobos em pele de cordeiro!"... Porém, estas pessoas estão a fugir exactamente desta violência a que assistimos agora em primeira mão.
 Quando vamos perceber que a discriminação e o ódio não são a solução?
 Where is the love?


Fonte 

Com amor,
A Marquesa

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Alerta Carne Vermelha

 Como já devem ter visto nas notícias, a Organização Mundial de Saúde declarou a carne vermelha processada como cancerígena.
 Isto inclui toda a carne de vaca, porco e borrego que foi fumada, salgada, fermentada ou curada e também às quais foram adicionados aditivos que melhoram o sabor, textura ou cor. Estamos a falar de bacon, salsichas, presunto e fiambre por exemplo. Dizem os estudos que uma porção de 50g diária destes produtos pode aumentar em 18% a probabilidade de se desenvolver cancro nos intestinos.
 Também a própria carne vermelha tem possibilidade de ser cancerígena, mas os estudos ainda não provam uma relação directa. Porém, também deve ser consumida com moderação e recomendam o limite a 4 ou 5 refeições por semana.

 Sinceramente isto não me surpreende nada. Estando dentro da área e tendo feito visitas no âmbito da cadeira de Tecnologia Alimentar, já sabia que estes alimentos não seriam os mais saudáveis.
 A lei define limites para os aditivos cancerígenos que se utilizam nos alimentos, mas só o facto de serem usados sempre me fez alguma comichão.
 A indústria diz que são necessários, não só para a conservação dos alimentos, mas porque o consumidor não compra os produtos que não tenham cor bonita, cheiro "característico" ou alguns sabores. Dou-vos o exemplo dos nitritos do fiambre que lhe dão a corzinha cor-de-rosa, ou basicamente todos os corantes alimentares.
 Acho que isso é uma grande balela. Porque se explicassem ao público o que andam a comer, eles preferiam mil vezes comer produtos "feios" mas que soubessem que não tem nada que lhes faça mal.
 Não sei até que ponto os países vão continuar a querer produzir alimentos que nos prejudicam, que depois até vão custar dinheiro ao serviço nacional de saúde, do que começar a proibir determinadas substâncias e dar incentivo à agricultura e pecuária biológica (nós somos o que comemos e os animais também).
 Com isto porém, não quero dizer para se porem a chorar num canto porque nunca mais vão poder comer uma fatia de fiambre ou um folhado de salsichas. Obviamente que deve ser só quando o rei faz anos, e de preferência preferir produtos caseiros e biológicos. Há também a alternativa com carne de aves, mas visto que essas também passam pelos mesmos processos não sei o quanto será mais saudável...

O que vos passou pela cabeça quando souberam? Afecta-vos muito ou nem por isso?


Continuação de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa


Mais informação aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

As pessoas "apuram"

 A noite passada fui ao jantar de aniversário de um amigo meu.
 Nada de estranho, mas a verdade é que quando o conheci mal o podia ver à frente.
 Era daquelas pessoas meio "manientas", que achavam que tinham sempre razão e que te tentavam persuadir à delas com falinhas mansas. Para além de que parecia que se fazia a tudo o que era do sexo feminino, deixando-te sem paciência por tanto piropo desnecessário.
 Eu fui "obrigada" a estar com ele mais algumas vezes porque o nosso grupo de amigos adora-o (e eu antes questionava-me bastante o porquê).
 Pois bem, devo confessar que ainda bem que fomos mantendo o contacto porque vi-o evoluir ao longo destes 4 anos. Parece que a personalidade dele "apurou".
 Continua a ter aqueles defeitos, mas a verdade é que o seu grau de intensidade diminuiu. E graças a isso comecei a ver que ele também tinha boas qualidades. É amigo do seu amigo, engraçado e um rapaz com muita cultura geral com o qual é óptimo ter conversas interessantes. Também é preocupado e presta atenção aos pequenos detalhes. E os piropos restringiram-se a um por noite, já não é mau.
 Tudo isto para dizer que acho que a personalidade das pessoas não muda, apura-se ao longo dos anos. A essência é a mesma, mas parece que as características da personalidade andam aos altos e baixos, também consoante a vivência e o meio que rodeia a pessoa. Ninguém é estático.
 E se por um lado há quem "apure" bem, também há gente que começa a mostrar o seu lado menos bom...
Mas vamos focar-nos na positiva. E nas segundas oportunidades, shall we?


Desejo-vos um óptimo fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

sábado, 9 de maio de 2015

Às Irmãs da Copa A

Só nós sabemos o que é ter esta grande insegurança.
De invejar muitas vezes as nossas amigas que vestem umas copas acima.
De passar a puberdade a pensar que se calhar ainda vamos "desabrochar" mais tarde.
De achar que se calhar a nossa crush até olhava para nós se tivéssemos algo que saltasse mais à vista.
De perguntar-mo-nos porque é que o nosso peito é mais parecido em tamanho com o do nosso pai do que com o da nossa mãe.
Eram estas as coisas que me iam na cabeça na adolescência. Importava-me demasiado com uma medida, mesmo quando as pessoas que me eram queridas me enalteciam outras qualidades (não só físicas).
E também havia de vez em quando algum comentário, nem sempre com intenções maldosas, que me ficava a ecoar na cabeça durante dias.
Passou-me várias vezes pela cabeça a hipótese de fazer uma mamoplastia de aumento quando fosse adulta.
E embora fosse tentador pensar em como seria ter um decote mais aprazível sem precisar de push-up, pus sempre a ideia de lado.
 Mesmo que a operação resultasse na perfeição, como iria ser se mais tarde tivesse uma filha também a usar copa A? Como iria dizer-lhe que ela era linda, se não via essa beleza em mim mesma por causa de um pormenor que na verdade não tem importância nenhuma?
Como manda a lei da vida, fui crescendo e amadurecendo. 
Percebi que se algum rapaz achasse esta pequenez um defeito, então ainda bem que isso o afastava. Não quero ninguém na minha vida que me queira apenas por um aspecto físico. Percebi que também tenho algumas vantagens a longo prazo, pois a lei da gravidade não actua tanto numa área com superfície menor e tenho menos probabilidades de ter dores de costas.
E o mais importante: mamas pequenas não são uma coisa má. É apenas como elas são.
Dizer que são piores ou melhores que as grandes é como dizer que é melhor ser alto ou ser baixo. Tudo tem as suas vantagens e desvantagens e cada um é como é.
Ao fim do dia o que importa é ter saúde e sentir-mo-nos bem com quem somos e como somos.
E somos lindas.
(Assim como as irmãs das restantes copas.)


Desejo-vos um óptimo fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

domingo, 12 de abril de 2015

Strong independent people who need each other

Sinto que as últimas gerações de mulheres têm sempre presente o motto "I'm a strong independent woman who needs no man".
Esta premissa derivou da revolução do nosso sexo, que até ao início do século passado era visto por todo o mundo apenas como pessoas que existiam só para serem bonitas, cuidar da casa e dos filhos. Obviamente que as mentalidades foram mudando e hoje em dia tenho a sorte de viver num país em que tenho a opção de escolha de estudar e seguir a carreira profissional que eu desejar.
 Actualmente é visto por muitas que uma mulher moderna deve centrar-se em si própria, viver a sua carreira e que a vida amorosa devia ser secundária. Aquela famosa frase de "A tua carreira não vai acordar amanhã e dizer que já não te ama" demonstra isso muitíssimo bem.
 Nada contra a realização pessoal, mas mais uma vez acho que por vezes nos esquecemos de que não é apenas uma carreira que precisa de trabalho, tempo e investimento mas também uma relação.
Quem é feliz sozinho óptimo! Não é saudável estar com alguém só porque sim... Mas quem tem uma relação, ama a pessoa e quer passar o resto da vida com ela tem que ver que essa pessoa tem sentimentos. 
 Somos levadas a pensar que os homens são menos sensíveis que nós. Que com uma queca, um bom bife e uma "jola" conseguimos mantê-los satisfeitos.
 Se isso for verdade, então é uma notória minoria.
 Os homens e rapazes que fui observando e conhecendo ao longo do tempo, só diferiam das raparigas que também conheci e conheço pelo exterior.
 Sim, eles também ficam magoados quando vocês quebram promessas. Eles adoram quando têm a vossa atenção. Eles gostam de ser ouvidos e compreendidos. Eles só querem alguém com quem se identifiquem e se sintam completamente à vontade. Eles gostam de ser a conchinha pequena.
 Também há excepções à regra, mas não me parece que haja muito mais como há com as mulheres.

 Por isso, amem-se a vocês mesmas, invistam em vocês mesmas. Mas se existe alguém de quem gostem mesmo e que vos retribua, invistam também na vossa relação.


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

domingo, 15 de março de 2015

Não batam mais no vegetariano!

Hoje houve lanche de aniversário de uma prima minha. Juntou-se a família e entretanto soube-se a novidade de que uma das minhas primas, prestes a fazer 18 anos tornou-se vegetariana.
 Ela já tinha tentado há uns anos atrás. Mas como cá na cidade há poucas alternativas para quem não come carne nem peixe ela desistiu.
 Agora que está a estudar nos Estados Unidos, tornou a preferir sempre as opções vegetarianas e acabou por deixar mesmo a carne e o peixe.

Bem, na minha família foi toda a gente a apontar o dedo.
Que "é a lei natural das coisas", que "não é saudável" e mimimi momomó.

O que parecem não perceber é que uma pessoa quando se decide tornar vegetariana não costuma fazê-lo só porque sim.
 No caso da minha prima ela fê-lo mesmo porque sabe que não é necessário estar a matar animais para se conseguir alimentar e ter uma vida saudável. Mas antes de tornar a decisão definitiva fartou-se de ler sobre o assunto e falar com pessoas que escolheram esta opção de alimentação há anos!

Como já escrevi anteriormente no blog eu também ando a tentar reduzir a quantidade de carne e peixe que como (principalmente carne).
 Temos a sorte de viver numa época em que os alimentos são profundamente estudados e conseguimos saber onde podemos ir buscar todos os nutrientes que precisamos. 
 Ainda não consegui dar o salto para o vegetarianismo, talvez por comodidade minha. Mas talvez no futuro consiga lá chegar.

Até lá, muita força aos vegetarianos que têm mesmo muita paciência para ouvir o pessoal a mandar bitaites todos os dias!


Com amor,
A Marquesa


P.S. Na minha opinião, os omnívoros deviam respeitar os vegetarianos mas também vice-versa!