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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Coragem (Desafio 1+3)

Em pequena, numa situação em que o meu irmão estava nervosíssimo e amendroado, a minha mãe disse uma frase que me ficou na memória: "Corajoso não é quem não tem medo, é quem tem medo e o enfrenta."
É impossível não se ter medo de nada. Aliás, não ter medo de consequências e não ponderar nas nossas acções torna-nos irresponsáveis e não uns super-heróis corajosos.
No nosso dia todos praticamos pequenos actos de coragem. Seja sair da cama quando sabemos que temos um dia complicado à nossa frente, seja falar com alguém com quem não temos à vontade, seja em admitir que cometemos um erro ou pegar no carro quando somos inseguros a conduzir. Há pequenos actos de coragem todos os dias.
Depois existem aqueles maiores, que agradecemos todos os dias por termos feito. Para mim, assim de repente, foi admitir o curso que queria tirar, entregar-me ao rapaz de quem gostava (e que agora é meu namorado), ter ido pessoalmente deixar o meu currículo, tirar a carta de condução e ter ido fazer um estágio em Inglaterra.
Podem parecer coisas pequenas para quem não tem os mesmos medos que eu, mas tive que ultrapassar aquelas vozes irritantes na minha cabeça para o fazer, até porque não sabia na altura que o resultado seria positivo.



E vocês? Quais os pequenos actos de coragem que praticam todos os dias?

Com amor,
Catarina

(Publicação no âmbito do desafio 1+3, criado pela Carolina)

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Tenho cara de miúda

Lembro-me de na pré-adolescência e adolescência haver uma certa satisfação entre as raparigas da minha idade de parecermos mais velhas do que realmente éramos. Queríamos que nos vissem como miúdas crescidas (sendo "crescidas" 15 ou 16 anos de idade) em vez de crianças e quando alguém tentava adivinhar a nossa idade e dava o número certo saíamos um pouco desiludidas.
O que eu não sabia era que nunca mais ninguém iria adivinhar corretamente a minha idade...
Eu tenho um irmão que é 3 anos mais novo, mas sempre que alguém de fora vem falar connosco ou os nossos pais acham sempre que é ele o mais velho. Há dois anos uma senhora chegou a ficar super chocada quando a minha mãe lhe disse a minha idade real. Depois veio ter comigo a dizer que não me dava mais de 15 anos. Ouch.
Não é que parecer mais nova seja a pior coisa do mundo, sei bem que não. Ter que mostrar a minha identificação sempre que vou a algum lado reservado a maiores de idade ou ter vendedores de porta-a-porta a peguntar se posso ir chamar um adulto é um pequeno preço a pagar pelos ares de juventude. 
O problema é que estou quase a começar a trabalhar e preciso que as pessoas me levem a sério. Os médicos veterinários querem-se já com experiência e uns cabelinhos brancos senão o cliente desconfia, eu percebo. Eu, que raramente me maquilho, já tenho base e CC creams para usar nos dias de trabalho a ver se pareço pelo menos andar nos 20s. Os (três) cabelos brancos também já cá estão há 5 anos. A ver vamos.


Mais alguém com o problema de parecer bem mais velho ou novo?
Se tiverem alguma situação caricata partilhem, por favor. Antes rir que chorar!

Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina 

terça-feira, 17 de julho de 2018

Medo (Desafio 1+3)


Tenho medo de não ser boa o suficiente.
Tenho medo de não ser uma pessoa boa o suficiente, uma namorada, filha, neta, irmã e amiga como os respectivos merecem.
Tenho medo de não ser inteligente o suficiente. 
Tenho medo de que haja um limite para o que consigo aprender, que a minha memória não seja a melhor, que as emoções superem o meu lado racional.
Tenho medo de não ser saudável o suficiente.
Tenho medo de não comer tão bem quanto devia, de tentar e não conseguir fazer as posturas de yoga que gostaria e que a minha falta de resistência me complique o dia-a-dia.
Tenho medo de não me amar o suficiente.
Tenho medo de me ver sempre como o patinho feio, como a amiga menos gira, a namorada mais chata ou a veterinária mais insegura.

Simplesmente tenho medo de não ser suficiente.

Felizmente, há dias em que este medo não vem à superfície. Dias em que estou tão ocupada a receber abraços apertados, mensagens inesperadas e o calor do sol na pele que simplesmente não há como não estar agradecida por ser quem sou. Dias em que consigo ajudar o próximo, em que promovo sorrisos e gargalhadas e até mesmo quando estou sozinha apenas a cuidar de mim. Hoje é um dia misto: de manhã fiz uma rotina de yoga que me fez sentir uma super-mulher e à tarde recebi uma notícia que me pode trazer mudanças num futuro próximo e deixou novamente com medo. Não vou deixar que o medo leve a melhor. Vou fazer o que posso e o resto logo se verá. Serei suficiente.


Com amor,
Catarina

(Publicação no âmbito do desafio 1+3, criado pela Carolina)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Podia morar em qualquer lugar

À medida que o meu curso se foi aproximando do fim, muitas pessoas da minha família e amigos me questionaram para onde queria ir morar: se queria voltar para a minha cidade natal - Leiria - ou continuar na cidade onde estudei - Lisboa.
Respondi sempre com um "logo se vê", mas a partir do momento em que o meu namorado começou a trabalhar em Lisboa, num sítio que não tem qualquer equivalente em Leiria, eu no fundo soube que provavelmente ficaria na capital.
Porém, de cada vez que viajo, gosto de imaginar como seria se eu vivesse naquela cidade, naquelas ruas. Onde iria fazer as compras para a semana, qual seria o meu meio de transporte, onde encontraria uma casa cuja janela do meu quarto me oferecesse uma vista bonita.
Tenho a sorte de que o único requisito para a minha profissão ser necessária num local é a existência de pessoas, que por sua vez terão animais de estimação. 
E, embora a distância às minhas pessoas e o clima fossem pontos que poderiam diminuir um pouco a minha alegria, sei que seria feliz em qualquer parte porque consigo encontrar a beleza em qualquer lugar.
No entanto, sei que sou uma pessoa muito mais ligada ao campo do que à cidade. Quando imagino o sítio onde cresceriam os meus filhos, existe sempre um quintal, árvores de fruto e uma pequena horta. Imagino cães a correr com eles e, como sonhar não custa, imagino-me a ter um pequeno santuário com um burro, algumas ovelhas, galinhas, cabras e vacas. 
É um futuro longínquo, eu sei, mas realmente não me imagino a viver num ambiente urbano para sempre.


E vocês, são mais de cidade ou campo? Ou preferem o litoral?

Com amor,
Catarina

terça-feira, 29 de maio de 2018

Uma Peça de Roupa (Desafio 1+3)

Este tema daria pano para mangas (desculpem, não resisti à piada fácil). 
Poderia falar de uma peça antiga, herdada, usada numa ocasião especial ou até oferecida por alguém que amo, mas quando li o email da Carolina pensei instataneamente numa peça que adquiri há três ou quatro anos atrás: um singelo crop top às riscas. Não porque seja a peça mais gira do meu armário, mas porque requer que eu sossegue e cale as minhas inseguranças quando o visto.
Nunca tive excesso de peso, mas a barriga é uma parte do meu corpo da qual nunca fui fã nem me senti muito confortável em mostrar. Só na praia e mesmo assim, quando estou com amigos ou pessoas não tão próximas, prefiro usar fato-de-banho. Para além de não ser lisa e não ter abdominais para mostrar, é uma zona onde se nota aquela linha de pelinhos, sabem? Tenho o cabelo escuro e, consequentemente, esses pelinhos também se vêm demasiado bem. Não tenho barriga de modelo e sabia-o.
Quando comprei este crop top era para utilizar apenas com saias e calças de cintura subida. Porém, um dia decidi deixar-me de larélias e aproveitar o sol para mostrar o umbigo ao mundo. E adivinhem: nada de mal aconteceu.
Sinto-me melhor agora a mostrar a barriga com 25 anos e 54 quilos do que aos 18 anos quando pesava 48. Nunca foi uma questão estética, eram só os monstros que estavam na minha cabeça.
Se gostam, usem. Quem se incomodar tem provavelmente também os mesmos monstros a dar-lhe inseguranças, por isso ataquem-nos com o vosso melhor sorriso e afastem-se bamboleando o vosso lindo corpo.


Para mais informações sobre este desafio vejam este post.

Com amor,
Catarina

(Publicação no âmbito do desafio 1+3, criado pela Carolina)

sábado, 26 de maio de 2018

De volta

Já não me lembro da última vez que tinha passado tanto tempo sem publicar aqui. Porém, foi (maioritariamente) por boas razões.
Tenho neste momento duas primas a viver em Nova Iorque e a mais velha estava sempre a pedir-me para as ir visitar, que ia ser giro. Como os prazos de entrega e defesa da tese não eram fixos, fomos adiando esta visita. E ainda bem, porque assim pude usufruir desta viagem como uma prenda de aniversário e final de curso.
Tinha planeado escrever pelo menos uma ou duas publicações no fim-de-semana antes de ir para não deixar o blog ao abandono, mas a morte da minha bisavó apanhou-nos desprevenidos e mudámos todos os planos. Sim, estou bem. De certa maneira já me tinha despedido da minha querida bisavó há alguns anos, quando ela deixou de me reconhecer e sorrir quando me via.
Quanto à viagem, foi inesquecível, com direito a abraços às minhas primas lindas, visitas a espaços que só com a companhia de locais descobriríamos e mostrar ao Didi os meus pedaços preferidos de Nova Iorque, já que para ele foi uma estreia. 
Espero contar-vos tudo em breve.


Com amor,
Catarina

domingo, 13 de maio de 2018

It's my B-Day!

Que os 25 sejam o sinónimo de crescimento, aprendizagem, felicidade e muita diversão!

Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 8 de maio de 2018

Sou Médica Veterinária!


Sou Médica Veterinária.
Por muitas vezes que o diga ou escreva parece que ainda não caí em mim. Sou médica veterinária.
Tive a minha Defesa de Tese na sexta-feira de manhã, com a minha família e amigos próximos na sala. Estava muito nervosa e todos os ensaios que tinha feito da apresentação tinham ficado aquém do que pretendia, mas quando apresentei para o júri a voz saiu-me clara e consegui dizer tudo o que queria.
Tive muita sorte com a arguente. Prolongou-se um pouquinho no tempo, mas foi bastante tranquila e simpática enquanto foi-me pedindo para explicar melhor determinada parte ou enquanto sugeria coisas que, na óptica dela, tornariam a minha dissertação ainda melhor.
Tive um belo 17, que me soube a 20 porque estava à espera do 16. Espero também que a minha tese sirva para ajudar em trabalhos e estudo de outros colegas e futuros colegas veterinários.
Se tudo correr bem, amanhã irei entregar a dissertação definitiva, tendo em conta as sugestões da arguente, e tratar de toda a papelada (e pagamentos) para poder inscrever-me na Ordem dos Médicos Veterinários. Acho que só aí me parecerá real.
Por acaso, ou não, hoje estava cá em casa a neta da minha empregada (Dona "O") e a avó dela contou-me que ela lhe tinha dito que também queria ser "médica dos animais". Sorri e disse-lhe que achava muito bem, que com estudo tudo se conseguia. Acrescentei que ainda tinha muito tempo para decidir, e que eu só tinha escolhido o curso quase à última hora. A Dona O. disse que na verdade, quando ela tinha vindo cá para casa tomar conta de nós, eu já dizia que queria ser médica veterinária. Não tinha mesmo nada essa ideia, até me lembro de as minhas carreiras rondarem entre cabeleireira, professora ou pasteleira.
Engraçado não é? Como, pelos vistos, há 15 anos atrás era eu que estava a dizer aquela senhora que queria ser médica veterinária. Era aquela miúda envergonhada, ainda com tanto para aprender e viver.
E agora aqui estou eu.
Após anos e anos a estudar, a aprender, a viver, a sonhar, a cair, a subir, a evoluir cá estou eu.
Sou uma mulher e sou veterinária.


quinta-feira, 19 de abril de 2018

É oficial: já tenho data para a Apresentação da minha Dissertação de Mestrado.
Estou nervosa como tudo. Nunca gostei nem fui boa em apresentações orais, muito menos quando não tenho ninguém com quem partilhar "o palco".
Vou ver se termino o esqueleto da apresentação ainda esta semana, que sei que depois alterarei dezenas de vezes até chegar à data, porque vou sempre achar que está confuso, muito extenso ou simplesmente não bom o suficiente.
Nem acredito que vou mesmo ser Médica Veterinária. E que terei de procurar emprego, começar a saber alguma coisa sobre Finanças, Segurança Social e todas as coisas com que um adulto independente se preocupa. 
Estou há praticamente um ano a fazer os meus próprios horários, a poder sair para ver a luz do sol sempre que preciso, dormir quanto eu quero e acho que é disso que tenho medo. De perder esta liberdade que tenho actualmente. De voltar à rotina e tentar não me sufocar pela falta de tempo, pelos horários e responsabilidades. De não corresponder às expectativas dos meus superiores, da minha família, de toda a gente que está a torcer por mim, de mim própria. 
Mas estamos todos no mesmo barco, certo?

Bem, uma crise de cada vez. Vamos tratar então da apresentação e o resto virá.


quinta-feira, 22 de março de 2018

Catarina, a fonte

Sou uma pessoa de lágrima fácil. Mas mesmo fácil. Mais fácil do que vencer uma corrida de 100 metros a uma criança de 3 anos.
Sou assim desde que me lembro. O meu irmão diz que se lembra de me encontrar a chorar a ler um livro de contos que temos cá em casa, com as versões originais das histórias dos irmãos Grimm e do folclore europeu. Se eu nas versões de finais felizes da Disney já sou uma pequena fonte de lágrimas, imaginem nas versões em que o Monstro morre e a Pequena Sereia se transforma em espuma no final.
O meu namorado usa o meu choro como um medidor de qualidade de filmes. Se fiquei a chorar e a balbuciar frases depois é porque é excelente, se chorei mais que uma vez é muito bom, mas se nem sequer veio uma lágrima ao mundo é porque é lixo cinematográfico. Acho que não há um único filme da Disney que tenha visto e que não tenha chorado, o que diz muita coisa sobre esta produtora.
Mas não é só em livros, séries e filmes que a torneira abre. Recordo-me de andar no 5º ou 6º ano quando uma amiga minha me contou a sua história de amor platónica e eu desatei a chorar, quando nem a própria estava a fazê-lo. Acho que era mesmo por empatia, coisa que faltava a alguns dos meus colegas e os levou a apelidar-me de "bebé chorona". 
Também me acontece às vezes ficar com os olhos marejados de lágrimas quando estou a falar de algo que me diz muito, que me apaixona ou me comove. E devo dizer que é um pouco embaraçoso quando acontece com pessoas que mal conheço ou quando estou em locais públicos. Infelizmente também acontece às vezes quando oiço um "ralhete", coisa que deve ter começado como um mecanismo de defesa em criança mas que adorava que desaparecesse agora que sou uma mulherzinha quase a chegar ao quarto de século.
O pináculo deste meu talento acontece em duas ocasiões: naquela fase do ciclo menstrual, em que já chorei de alegria por a minha avó me ter deixado em casa uma tupperware com comida, e quando estou com febre, em que basta ver um cão fofo ou alguém me tocar com alguma força para perder o auto-controlo.

E por aí? Mais alguém de lágrima fácil? Quais são os clichés que vos fazem perder o controlo?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 15 de março de 2018

A minha criação ganhou asas

Para quem me vai acompanhando sabe que tinha em mãos uma dissertação de mestrado para criar. O último passo para alcançar o grande sonho de ser Médica Veterinária.
Quase um ano depois de ter começado a trabalhar nela, está finalmente pronta para sair das asas protetoras da mãe e ser lançada ao mundo. Está entregue.
Adorava um dia escrever um livro e acho que, de certa maneira, escrever esta tese foi quase isso. Não tem um herói principal, mas descreve criaturas que metem respeito a criaturas fantásticas e mitológicas, às quais até me afeiçoei. Os meus "queridos" ácaros. 
Pus a minha experiência naquelas linhas, utilizei as minhas palavras (neste caso dentro das normas estipuladas), fiz muita pesquisa e criei hábitos de trabalho para que quando a inspiração atacasse eu estivesse em frente ao visor e com os dedos já no teclado. Duvidei muitas vezes se estava a ir pelo caminho certo e da qualidade do meu trabalho, mas nunca pus sequer em causa se iria conseguir.
Agora é começar a trabalhar na apresentação e preparar-me para a defesa, que ainda não tem data prevista.

Muito obrigada pelo apoio desse lado.

Com amor,
Catarina

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Roadtrips de sonho

Tal como a grande maioria das pessoas, adoro viajar. Tenho a sorte de os meus pais terem possibilidades de conhecermos lugares novos todos os anos e de gostarem de descobrir um sítio e os seus costumes tal como eu.
Há uns anos fizemos uma espécie de roadtrip pela Alemanha e devo dizer que gostei muito de, embora tendo um roteiro e reservas para os hotéis/apartamentos, podermos descobrir lugares entre os pontos turísticos igualmente bonitos, interessantes e talvez ainda mais representativos da vida típica dos habitantes do país.
Como sonhar não custa, aqui estão roadtrips que adorava fazer um dia.

Costa Vicentina
Há anos que falava com as minhas amigas da faculdade sobre um dia fazermos a descida da Costa Vicentina no Verão, conhecendo as diferentes praias alentejanas e passando uma semana juntas, sem preocupações. 
Já conheço relativamente bem a zona, mas acho que é a parte de o fazer com um bom grupo de amigos que me atrai ainda mais para esta viagem.

Açores
Já se passou uma década desde que fui à ilha de S. Miguel, nos Açores, numa curta estadia de 3-4 dias compreendendo a passagem de ano. Gostei imenso da viagem, mas o facto de estarmos em pleno Inverno condicionou algumas das actividades que fizemos.
Quero muito voltar a visitar as paisagens naturais, percorrer trilhos, ver as vaquinhas, trazer mais uma carrada de embalagens de chá Gorreana e visitar mais ilhas. Se tudo correr bem tenho um casamento em S. Miguel em 2019 por isso vamos fazer figas para que dê para explorar também um bocadinho.

Escócia
Estive o ano passado em Edimburgo, que é uma cidade espetacular e que adorei visitar, mas o bichinho de conhecer a Escócia não esmoreceu, até pelo contrário.
Se calhar tenho que culpar o filme Brave e, mais recentemente, Outlander (comecei ontem a 3ª temporada!), que mostra paisagens lindíssimas e nos faz tentar (e falhar redondamente) falar com o sotaque e as expressões escocesas. Só sei que quero muito conhecer as Highlands e viver o folclore gaélico.

Islândia
Sim, eu sei que toda a gente desde o ano passado se lembra de ir à Islândia. Eu sou humana, por isso não consigo ficar indiferente às fotografias de paisagens incríveis e habitantes queridos e acolhedores. Um dos meus maiores desejos era poder presenciar a aurora boreal, por isso gostava muito de tentar a minha sorte na Islândia. Tenho que ir começando o pé-de-meia.

E vocês? Qual é aquele destino que se imaginam a percorrer de carro com uma máquina fotográfica à mão?

Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Produtividade & equilíbrio

Às vezes tenho que me lembrar de que não há apenas uma maneira de ser produtiva e que não tenho de sentir culpada por simplesmente viver a minha vida.
Posso ser produtiva a estudar duas horas seguidas, mas também sou produtiva ao tirar vinte minutos para fazer yoga no meu quarto.
Posso ser produtiva ao conseguir escrever duas publicações para o blog numa manhã, mas também sou produtiva ao adiar o alarme duas horas porque o meu corpo pede descanso.
Posso ser produtiva ao conseguir escrever três páginas de tese depois do jantar, mas também sou produtiva ao ir tomar um café com os amigos e falar durante horas.
Posso ser produtiva ao ir fazer as compras para encher a despesa, mas também sou produtiva quando me enrosco no sofá e me perco num livro.
Posso ser produtiva ao ir treinar ao ginásio, mas também sou produtiva quando vejo séries com o meu namorado enquanto lhe faço cafunés.
Posso ser produtiva ao arrumar a casa e lavar a loiça, mas também sou produtiva quando faço um bolo de chocolate só porque me apetece.
Só porque não há um resultado imediato ou que se possa mensurar, não quer dizer que não seja importante e frutífero. Afinal, estou a competir com quem? Comigo mesma?
Há que saber trabalhar e descansar. Sobreviver e viver. Balançar e equilibrar.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O meu Bullet Journal

Tinha referido neste post que este ano ia experimentar fazer um Bullet Journal. Há muito que vejo fotografias e vídeos destes cadernos, super giros e personalizáveis e, acima de tudo, práticos.
Não vos vou mentir: tenho 0 jeito para artes plásticas. Só tinha 4 nas disciplinas artísticas da escola porque era bem comportada e os professores valorizavam o meu esforço que mesmo assim não disfarçava a falta de talento.
Tendo isso em conta, mantenham as expetativas baixas que, embore ache que esteja fofinho e engraçado, o meu Bullet Journal não é digno de Pinterest, ok?

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ideias para começar bem 2018

Não sou contra as resoluções de ano novo, embora raramente as faça. A meu ver, um novo calendário pode ser o pequeno empurrão de que alguém precisa para arriscar e assumir um compromisso.
Como iniciei este mês com tempo de sobra, quero envolver-me em vários projetos e aproveitar para vos deixar algumas ideias para um 2018 mais realizado e feliz.

1. Desafios
A minha yogi/youtuber favorita lançou um desafio de 30 dias agora em Janeiro com o tema "New Year, True You", para iniciantes e praticantes avançados. Para além de uma rotina de yoga nova todos os dias, também recebemos um email diário com uma mensagem especial. Quis logo participar porque adoro a comunidade, praticar yoga e pelo desafio de conseguir arranjar tempo nos 30 dias.
Para além disso, também me desafiei a mim mesma a ler pelo menos 12 livros este ano - um por mês - com a ajuda e motivação do Goodreads.
Se o yoga ou a leitura não são a vossa praia, desafiem-se a deixar de fumar, a meditarem 5 minutos todos os dias, a deixarem as redes sociais durante uma semana ou até a poupar. Mostrem que são capazes de tudo.


2. Agenda/ Bullet Journal
Este ano quero experimentar o método Bullet Journal, ou seja, criar a minha própria agenda, decorá-la ao meu gosto e reservar páginas para apontar o que eu quiser. Se souberem de sítios onde me possa inspirar comente, por favor.
De qualquer maneira, uma agenda (digital ou física) é uma aliada na organização do vosso tempo e na anotação de tarefas e compromissos, principalmente se forem um pouco esquecidos como eu. 



3. Aprender
Sinto-me um pouco enferrujada em alguns conhecimentos de veterinária, por isso queria tentar arranjar uma hora semanalmente para estudar casos ou fisiologia.
Aproveitem este ano para ir a formações ou ler artigos sobre a vossa área profissional, assim como aprender coisas novas: vão a um workshop de cozinha, aprendam uma nova língua, retomem a prática de um instrumento que tocaram em pequenos ou experimentem aulas de dança. Nunca se é demasiado velho para aprender.



4. Arrumação
Só eu sei o quão bem me sabe arranjar um par de horas para limpar e arrumar um armário ou as gavetas da secretária. Porém, tenho alguma preguiça em começar por isso nada como um novo ano para motivação.
Dêem uma volta aos vossos locais de arrumação e reúnam o que já não vos serve, o que não usam e o que já não vos faz feliz. Depois doem a quem precisa, quer sejam amigos ou instituições.


Que planos têm agora para o novo ano?

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O meu 2017

Sei que toda a blogosfera se encontra em modo perspectiva, mas não podia deixar de fazer uma publicação sobre o meu ano, para mais tarde recordar.
Este ano começou de maneira completamente diferente dos anteriores. Não deu para combinar algo com um grupo de amigos porque tinha estágio dia 31 e 1, por isso passei a meia-noite no telhado do antigo prédio do meu namorado a ver o fogo-de-artifício e a comer M&M's com ele. Fomos-nos deitar cedinho mas o gesto encheu-me o coração.
Em Janeiro chegou cá a casa o nosso Bóris, pequeno e traquinas, com aquele cheiro a cachorro bebé e muito amor para dar.
Seguiu-se Fevereiro, em que passei o dia dos namorados em modo Double Date no Oceanário, e no início de Março terminei o meu estágio curricular no Hospital Veterinário com a sensação de dever cumprido mas com algum cansaço acumulado. Nesse mesmo mês fui visitar família à Irlanda na companhia do meu namorado, visitei cenários do Game of Thrones e apanhei uma toxinfeção alimentar que me fez nunca mais querer tocar em batata doce. Por outro lado, foi o mês em que deixei de comer peixe de vez.
Em Abril comecei a trabalhar para a minha tese, após definir a sua estrutura com a minha orientadora, e visitei a belíssima cidade de Edimburgo com os meus pais e irmão, que me deixou com ainda mais vontade de conhecer a Escócia.
Maio, o meu mês de aniversário, teve direito a uma festa com a família à frente da televisão a torcer por Portugal na Eurovisão e às primeiras jornadas sobre pequenos animais da minha faculdade.
No mês seguinte visitei os meus amigos que estão a viver na Bélgica e conheci o membro mais novo da família, voltando da viagem com o coração cheio e dezenas de fotos bonitas. Foi neste mês que comemorei 4 anos de namoro.
Iniciámos Julho com um fim-de-semana prolongado na minha praia de infância e aproveitei uma promoção para me inscrever num novo ginásio com uma amiga. Tive a primeira colaboração do blog com uma marca.
Em Agosto fiz Dog Paddle com o Bóris, vi cinema ao ar livre pela primeira vez, fiz a viagem com que sempre sonhei ao Japão e dei saltos numa praia fluvial em Côja.
Despedi-me do Verão com uma aula de Yoga no castelo e em Outubro fui passear aos Passadiços do Paiva, dias antes de começarem os incêndios em todo o território nacional. Porém, acabei o mês de forma positiva com um workshop de cozinha de alguém que admiro e o concerto da Mallu Magalhães após um dia de passeio com o meu namorado.
Em Novembro fiz a minha primeira lasanha (e tantos outros pratos), comemorámos o primeiro aniversário do Bóris e comprei uma saia-calção que foi amor à primeira vestidela.
Termino este ano com a graduação de duas amigas, prendas de Natal de pessoas que me conhecem e amam, a ânsia da espera da correcção da minha dissertação de mestrado, a reunião de todo o meu grupo do secundário e uma menção de uma publicação minha no blog de alguém que já leio há algum tempo e admiro.
Foi o meu último ano enquanto estudante, por isso estou bem receosa do que estará para vir. No entanto, sei que com trabalho e vontade o céu é o limite. E eu sempre fui uma miúda que passa muito tempo nas nuvens.

As fotos mais "gostadas" em 2017

Que tenham um óptimo final de ano!

Com amor,
Catarina

sábado, 23 de dezembro de 2017

Coisas ridículas em que acreditava quando era criança

Estamos naquela época do ano em que paira alguma magia no ar. O amor, a solidariedade andam em altas e ninguém sente isso tão intensamente quanto as crianças. Muitos de nós temos saudades desses tempos, quando éramos inocentes e jurávamos a pés juntos que tínhamos ouvido os sinos das renas antes da visita do velho de barbas brancas.
Mas o Pai Natal não foi a única coisa "ridícula" em que acreditei em pequena. Querem rir-se comigo um bocadinho?


Castelos em todas as Cidades
Quando era miúda, achava que todas as cidades do mundo tinham castelos. Porquê? Porque sou de Leiria, onde há um castelo e costumava ir passear para Pombal e para Lisboa, cidades com castelos. Até que um dia teremos ido a uma cidade em que não existia e quando questionei os meus pais eles lá me explicaram que realmente não são um marco de todas as cidades.

Os Brinquedos com Vida
Esta obviamente comecei a acreditar após ver o Toy Story. Mas enquanto os outros miúdos viam, riam-se e sabiam que os seus brinquedos eram objetos inanimados eu pensei que poderia existir um fundo de verdade. Para além de tentar brincar com os meus bonecos igualmente para nenhum se sentir injustiçado, também me lembro de olhar pela fechadura para o quarto dos brinquedos tentando apanhá-los em flagrante e de tentar ficar acordada para ouvir as minhas Barbies a andarem de um lado para o outro no meu quarto.

As Moscas que adoram Arroz
A minha avó materna de vez em quando punha-se com um mata-moscas em riste e fazia uma caçada a estes insetos cá por casa. Dizia a lengalenga "anda cá mosca que eu dou-te o arroz" à qual eu achava imensa piada e distribuía tiros certeiros. Porém, eu pensava que a lengalenga servia para atrair as moscas por elas gostarem de arroz. Não sei quando descobri que o arroz não era a ambrósia das moscas, mas foi embaraçosamente tarde.

As Educadoras São
No primeiro ano do Jardim de Infância a minha educadora chamava-se São. No ano seguinte, tive uma nova educadora e por coincidência esta também tinha o nome São. Então na minha lógica de criança achei que São era o nome com que se tratavam as educadoras, como por exemplo os meus primos mais velhos tratavam por "stôr" os professores deles. No ano seguinte a minha terceira educadora já teve um nome diferente por isso fiquei logo esclarecida.

A minha Tia que trabalhava sentada
Eu gostava de saber as várias profissões dos membros da família e uma vez perguntei aos meus pais o que a minha tia X fazia. Eles responderam "Trabalha num Banco." Eu lá imaginei a minha tia a trabalhar sentada num banco mas nem questionei o que ela fazia sentada o dia todo...


Também têm histórias destas engraçadas? Sintam-se à vontade para partilhar!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quase quase

Já me falta relativamente pouco para terminar a minha dissertação.
É estranho como fui vendo estas páginas a tomar forma. Lembro-me de há dois meses atrás ter comentado com uma colega minha que tinha 9 páginas de texto e agora tenho 32 (ainda não tive paciência para fazer a capa, índices e etc).
Acho que há certas partes que estão melhores do que outras, mas começo a ganhar algum orgulho desta minha criação. Quero muito entregar já esta semana tudo impresso para a minha orientadora corrigir (espero eu!), para fazer todas as alterações que forem necessárias e, se todos os ventos soprarem a meu favor, entregar ainda antes do Natal. Era a melhor prenda que poderia ter: uma consciência tranquila.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 28 de novembro de 2017

E de repente... falta um mês.

Eu sou daquelas pessoas que se apercebe do que a perturba ou o que deseja consoante o que sonha. Quer seja retomar o contato com alguém de quem sinto saudades, quer seja acontecerem aqueles cenários aterradores que nos fazem sentir aliviados quando acordamos e nos apercebemos que se tratava apenas de um sonho.
Na outra noite sonhei que estava numa defesa da dissertação de mestrado de alguém, com as minhas amigas do curso e que todas já tinham entregado a sua tese e estavam preocupadas por eu ainda não ter acabado a minha.
Não quero nada que este sonho se torne realidade, mas a verdade é que neste momento a minha tese está a cerca de 50-55%. Acredito com todo o meu ser que o meu nível de produtividade aumentará consoante a proximidade do prazo, mas o facto de faltar um mês começa-me a pôr nervosa. A minha orientadora está optimista, mas só quer ler o que fiz quando já estiver praticamente completo, o que me preocupa, porque tenho medo da estrutura da minha revisão bibliográfica não ser a melhor. A parte da discussão sei que será relativamente mais simples, mas demoroso por causa dos gráficos e tudo mais. Só espero que a minha motivação continue em alta, porque sei que estou a caminho de uma crise emocional nas últimas semanas de Dezembro.
Desejem-me sorte e não se admirem se as publicações por aqui começarem a rarear entretanto.

Com amor,

Catarina

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Lista para o Pai Natal

Acho que não é demasiado cedo para partilhar wishlists de Natal, visto que já elaborei a minha listinha a pedido da mamacita.
Eu própria já comprei a prenda de Natal para o meu namorado, e lá em casa também já está uma boa percentagem das prendas natalícias que ofereceremos à família e amigos (graças à Dona Organização que é a minha mãe). Acho que a única desvantagem de fazer as compras antecipadamente é ultrapassar a validade do talão de troca. Felizmente, não temos tido muitos problemas nesse sentido ora por as prendas serem de sítios mais locais e pequenos, ora por conhecermos bem o gosto dos contemplados.
Vamos então aos meus desejos deste ano, que transparecem bem o meu lado prático e preocupação com o meu futuro profissional.


1. As minhas Merrell têm-me aquecido os pés quase diariamente nos dias frios dos últimos 3 anos, mas já começam a ficar danificadas, principalmente no seu interior. Vi estas Maya da Nae Vegan Shoes e acho que serão umas óptimas substitutas, para além de giras. 
(Entretanto ficaram esgotadas no meu número, por isso em alternativa estão estas, que me parecem quentinhas, na lista)

2. Para quem me tem acompanhado sabe que uma das minhas artistas preferidas do momento é a querida Mallu Magalhães. Gostava muito de ter o seu álbum mais recente - Vem - para poder ter uma condução ainda mais animada e feliz.

3/4. Estes são dois dos livros de bolso que já vi colegas meus e veterinários usarem. Já tive o "The Small Animal Veterinary Nerdbook" nas mãos e realmente tem tabelas e informação esquematizada muito útil para qualquer veterinário que queira confirmar ou relembrar informação ali num instante. O "Mini Vet Guide" é mais barato e também o tenho visto nos bolsos de alguns colegas meus.

5. Eu nunca tive qualquer contato com o mundo profissional, a não ser em estágios, por isso gostava muuuito de ter uma ideia do que me espera daqui a uns meses. Currículos, cartas de apresentação e entrevistas de emprego são algo que me deixa nervosa e penso que o livro "Licenciei-e... E agora?", escrito por uma blogger portuguesa que admiro, será uma mais-valia.

E vocês, já têm uma ideia do que gostavam que vos calhasse no sapatinho este ano?

Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina