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terça-feira, 17 de abril de 2018

7 Dicas práticas para reduzir o plástico que utilizamos

O plástico só entrou nas nossas vidas há algumas décadas, mas rapidamente ocupou um grande papel  no nosso quotidiano. Para além de ser feito a partir de petróleo (uma matéria prima não-renovável e poluente), o plástico não é biodegradável, ficando sempre partículas dele no ambiente que se sabe serem prejudiciais à nossa saúde.
A ecologia sempre foi uma das minhas preocupações, mas confesso que na prática isso traduzia-se apenas em fazer reciclagem e tentar poupar electricidade e água.
Até que eu e os meus pais vimos a série que passou na RTP, "Planeta Azul", que retrata a vida dos animais e plantas marinhas. Por muito giro que fosse observar os diferentes comportamentos e aparência dos bichos, foi chocante ver a quantidade de plástico que os documentadores foram encontrando no mar. Diz que, com o nível de produção actual, em 2050 iremos ter mais plástico do que peixe no mar. É assustador.
O que me dá esperança é que a consciência ambiental está a despertar em cada vez mais pessoas. E passo-a-passo sei que vamos conseguir fazer uma pequena grande diferença.
Deixo então algumas maneiras simples e práticas de fazer a diferença no ambiente (e até na carteira!).


sábado, 6 de janeiro de 2018

Para ti, que bebes e conduzes

Estás num jantar de aniversário de um amigo de longa data e, para além de comerem fartamente, as cervejas à descrição também não param de chegar. Pouco depois, está toda a gente a dispersar-se e a pagar a conta do restaurante. Combinam continuar a festa num bar não muito longe dali. A noite ainda é uma criança.
O bar tem consumo obrigatório, por isso pedes mais uma cerveja. Pouco depois o aniversariante paga uma rodada de shots a todos. Uma das tuas amigas pergunta se queres que ela beba por ti visto que a seguir a vais levar a casa de carro, mas o aniversariante interrompe-vos e diz que tu tens boa resistência. Só um shot não vai fazer nada.
Mas não foi só mais aquele shot, pois não? Já tinham sido quatro cervejas e entretanto ficas com a bebida de alguém que se foi embora. Enquanto danças, tentas fazer as contas e pensas se estarás já a ultrapassar o limite legal do nível de álcool no sangue. Só tens a carta há menos de um ano e não te apetecia perder pontos ou a liberdade de conduzir. Pelo sim, pelo não deixas de pedir bebidas.
São três da manhã e o grupo começa a diminuir, assim como a lotação da pista de dança. Perguntas à tua amiga se quer ir andando e ela questiona se te sentes bem. Não te sentes a 100%, mas no teu discernimento estás apto para fazer a viagem de 5 minutos para a levar a casa e é isso que lhe respondes. Pelo caminho vão falando sobre o DJ, os cromos que apanharam e riem-se das peripécias da noite.
Após entrarem no carro ela pergunta-te uma última vez: "estás mesmo bem para conduzir?". Hesitas um segundo e anuis.
Um segundo. Se tivesses travado um segundo antes seria o suficiente. O teu tempo de reação estava diminuído e tu preocupado com pontos, com multas, com a chapa do carro. Um segundo teria salvo uma vida. Ou talvez duas? Porque como vais conseguir seguir a tua vida com a culpa? Sabendo que foste tu que não disseste não e que quem saiu prejudicado era inocente e só queria o melhor para ti? Como? 
Bastava teres dito que não.



Se há coisa que me entristece é ler notícias como esta e saber que estes jovens se arriscam por motivos parvos. Seja álcool, seja excesso de velocidade ou até olhar para o telemóvel enquanto conduzem. Por favor, sejam felizes e não arranjem arrependimentos.

Com amor,
Catarina

domingo, 10 de dezembro de 2017

Ideias de presentes solidários

Se ainda estiverem a trabalhar no projeto de Caça às Prendas ou gostavam de conhecer algumas iniciativas solidárias, aqui ficam algumas ideias.

Lembro-me de ver caixas dos postais da UNICEF lá por casa desde pequena, que se encomendava para desejar boas festas aos clientes do meu pai. Acho que os designs se têm actualizado e diversificado, existindo muita opção de escolha para todos os gostos.
Se costumam enviar postais a desejar boas festas, porque não juntar o útil ao agradável e ajudar crianças de todo o mundo?

A Animais de Rua é uma Associação com a qual contactei bastante durante o meu estágio curricular. Funciona à base de voluntários que recebem formação para poderem apanhar gatos de rua recorrendo a armadilhas com comida. Depois de examinados, são esterilizados para não aumentar a população destas colónias de rua. Os mais pequenos ou meigos são considerados para adopção, mas os mais velhos que não se dão, de todo, com humanos são devolvidos à sua colónia.
É um excelente presente para quem adora animais.

(Para aquela amiga marota, têm a alternativa do calendário solidário dos Bombeiros Sapadores de Setúbal que reverte a favor da Associação dos Amigos dos Queimados.)

Fiquei quase chateada por ter feito a minha encomenda tão cedo este Natal, porque pouco depois a marca lançou três sabonetes alusivos à época e com óptimo aspeto. A It's Soap to You é um projeto da Francisca, com sabonetes artesanais, com aromas adequados a cada estado de espírito, recorrendo à aromaterapia. Não são testados em animais e não contêm ingredientes de origem animal. O problema é só mesmo escolher! 
Até 1 de Janeiro, por cada sabonete vendido, é doado 1€ à Liga Portuguesa Contra o Cancro. 


Ideia extra: Raspadinhas. Para além de apoiarem a Santa Casa da Misericórdia, é uma prenda barata e que pode até resultar numa boa quantia para quem a recebe.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sábado, 4 de novembro de 2017

Os meus primeiros produtos cruelty-free

Lembram-se deste post em que falei sobre os testes feitos em animais nos produtos de higiene e cosmética? Sei que à primeira vista pode parecer muito complicado andar a confirmar se as marcas testam nas listas sobre o assunto, mas a verdade é que rapidamente vão decorando algumas "do bem" e outras "do mal". 
Aqui vai uma review dos primeiros produtos cruelty-free que comprei e estou a usar no momento, começando nos que menos gostei até aos preferidos.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Por um Mundo melhor - Beleza Cruelty-Free*

Graças às aulas de Tecnologia Alimentar do curso, eu sabia que existiam imensas indústrias que utilizavam subprodutos da indústria da carne. Algumas mais óbvias como a indústria têxtil (peles, couro) e outras mais subtis como a doçaria (gelatina) e cosmética (desde maquilhagem, a pasta de dentes e cremes).
Só mais tarde quando já era vegetariana, percebi que o problema não eram só os ingredientes dos produtos, mas o facto de serem testados em animais. Não que eu nunca tivesse visto as famosas imagens dos coelhinhos presos, a receber químicos nos olhos e pele, mas porque sinceramente achava que já não se fazia. E a verdade é que na maior parte do mundo os produtos de higiene e cosmética não são testados em animais. Na União Europeia é proibido desde 2013, porque já temos meios tecnológicos avançados que permitem fazer todo o tipo de testes e criar novos produtos seguros e eficazes.
Porém, em alguns países como a China (um enorme mercado dado o tamanho da população) os produtos que são comercializados no território nacional têm que ser testados em animais por lei. Ora, enquanto algumas empresas se recusam a levar os seus produtos para lá porque têm de ser submetidos a esses testes desumanos, outras não se importam de pagar aos laboratórios para poderem lucrar naquele mercado. Adicionalmente, os resultados em animais costumam ser díspares dos resultados em humanos, por isso servem também como salvaguarda em caso de problemas.
Desde aí deixei de olhar para as marcas que estavam na minha mesa-de-cabeceira e casa de banho com carinho e passei a lembrar-me de que estava de certa forma a compactuar com empresas que não partilham os mesmos valores que eu.
Com a ajuda do grupo “Don’t Hurt the Bunny PT” comecei a descobrir que havia imensas alternativas às grandes marcas e que não eram nada difíceis de encontrar. Troquei as multinacionais por marcas portuguesas, mais pequenas ou por produtos mais naturais. Conseguem-se marcas que não testam em animais em hiperpermercados, em supermercados biológicos, herbanárias e lojas que se encontram em qualquer centro comercial.
E acho que não se precisa de ser vegetariano para tentar comprar produtos que não testem em animais, assim como não é preciso não comer carne para ser contra as touradas, por exemplo. Cada qual tem a sua consciência e é bom sentir que, com pequenos passos, estamos a contribuir para um mundo melhor. Aos poucos as próprias empresas gananciosas vão percebendo as exigências dos consumidores e fazendo mais pressão para se mudarem as leis.


Deixo aqui alguns links úteis de marcas que testam e não testam assim como produtos que se podem comprar nos nossos hipermercados:

  • Marcas que testam em animais: site da PETA, post da Sofia Martins (blogger portuguesa e criadora do grupo Don't Hurt The Bunny PT)
  • Marcas que não testam em animais: site da PETA, post da Sofia Martins
  • Onde podem encontrar em Portugal: Produtos solares (1 e 2), pastas de dentes (1 e 2), produtos de banho (1), marcas cf portuguesas em supermercados (1)


Espero ter-vos ajudado!

Com amor,
Catarina

P.S. Deixo a salvaguarda que, neste contexto, “cruelty-free” é um produto que não é testado em animais podendo ou não ter ingredientes de origem animal.