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terça-feira, 6 de março de 2018

Sitting Waiting Eating - Alguns restaurantes veggie por Lisboa

Já passaram alguns meses desde a última vez que vos recomendei uma experiência gastronómica, mas tenho a sorte de ter conhecido novos restaurantes e comidinhas boas, mas boas.
Embora a maioria das vezes em que vou comer fora seja em restaurantes que, tendo pratos vegetarianos, não se restringem a esta categoria, hoje trago-vos alguns restaurantes que nos conquistam pelos sabores de origem vegetal.

Este restaurante/refeitório foi o responsável por uma das refeições vegetarianas mais saborosas e em conta que já comi. Fica na Rua Dona Estefânia em Lisboa (perto do Saldanha) e a porta passa despercebida, mas o interior e o pátio são espaçosos e com um ambiente natural e zen.
O preço de 7,5€ por um almoço com direito a sopa, prato principal (com repetição, se quiserem) e sobremesa mesmo no centro de Lisboa deve-se ao facto de o refeitório funcionar à base de voluntariado de membros da Associação Internacional para a Consciência de Krsna, que para além da alimentação também divulga os seus ideais através de meditação e yoga. Não existe menu, porque a ementa é única e renovada diariamente. Na altura comi sopa de grão, as melhores almôndegas vegetarianas de sempre e um arroz doce vegetal no ponto. Vale muito a pena!


Fica bem pertinho do Campo dos Mártires da Pátria, num jardim que reconheci pelo coreto das fotografias que já tinha visto do restaurante. O atendimento foi simpático e a sombra num dia de bastante calor foi bem vinda.
Para entrada pedimos pão biológico e húmmus, que veio com vegetais às tiras. Ambos estavam fresquinhos e super saborosos. Quanto aos pratos principais, comi uns bifes de seitan com legumes "à casa" e fiquei fã. Já o meu namorado escolheu hambúrguer vegetariano e não ficou muito bem impressionado.  Os preços rondaram os 15€ por pessoa. 

De segunda a sexta feira, podem apanhar um buffet vegetariano a 9,5€ (com bebidas à parte) mesmo ali no Parque das Nações. O atendimento é muito simpático e atencioso e a comida variada e saborosa num espaço decorado com cores bonitas. O que mais pode um amante de comida vegetariana pedir?


Este café, no centro de Cascais, é mais conhecido pelo seu terraço acolhedor com vista para o mar e variedade de sumos saudáveis. 
Ao almoço tinha dois pratos do dia e eu e o meu namorado pedimos um de cada para experimentarmos. O prato não parecia vir bem cheio, mas a verdade é que ficámos bem saciados após esta refeição. Penso que o preço rondou os 15€ por pessoa.

Já conheciam estes restaurantes? Que sítios me aconselham a experimentar?

Com amor,
Catarina

domingo, 22 de outubro de 2017

Fui a um Workshop de Cozinha Vegetariana

Ir a um workshop de cozinha vegetariana era um objectivo que estava há muuuito tempo na minha bucket list e no sábado passado consegui finalmente riscá-lo!
Acho que qualquer pessoa que tenha crescido com a gastronomia tradicional portuguesa e queira mudar para o green side se pergunta: "Mas o que é que os vegetarianos comem? Posso tornar os pratos que eu gosto vegetarianos? Como sei que tenho uma refeição equilibrada no prato?". O livro da Gabriela Oliveira "Cozinha Vegetariana para Quem Quer Ser Saudável" respondeu-me a estas questões quando o comprei no início da minha jornada veggie. Ainda nem fiz 1/3 de todas as receitas, mas é sempre um guia quando quero aprender a fazer algo diferente ou repetir uma das receitas pelas quais me apaixonei.
 Quando soube que a Gabriela vinha a Leiria dar um workshop de comida vegetariana inscrevi-me logo. Só mais tarde reparei que o tema consistia em receitas sem glúten, mas o entusiasmo não diminuiu porque sei que só podia sair dali algo delicioso. Não me enganei.
 O espaço era pequeno e a turma grande, mas como cheguei cedo consegui ficar mesmo em frente à bancada de cozinha e assistir a tudo em primeira mão. Tinha levado um bloco de notas e uma caneta para apontar as receitas, mas claro que por razões práticas já tínhamos um pequeno folheto com o que iríamos fazer naquela tarde. Nessa altura questionei-me se valeria mesmo a pena estar naquele workshop, visto que não ia pôr as mãos na massa e resumia-se tudo a seguir a receita, mas esta questão dissipou-se assim que a Gabriela começou a cozinhar.
Foto: Tamari
 A verdade é que ver alguém mesmo à nossa frente a fazer passo-a-passo algo que até parecia complicado, simplifica logo o processo e, pelo menos a mim, deu-me a confiança de que conseguiria fazer aquilo sozinha e também muita vontade de experimentar e partilhar com os meus.
 A Gabriela foi muito simpática, assim como as senhoras do espaço em que estávamos, cheia de vontade de partilhar as suas dicas e explicar-nos o porquê das coisas. Aprendi muito sobre formas de conservar os alimentos e como confeccioná-los para tirar o maior partido dos seus nutrientes.
 No final comemos tudo o que se tinha feito e estava ainda mais saboroso do que eu esperava. Nunca comi uma base de quiche tão boa, a pasta de tremoço derrotou qualquer patê tradicional e o bolo de avelã e especiarias era tão docinho, macio e crocante ao mesmo tempo que sei que o farei brevemente. Ao jantar a conversa da nossa mesa fez-me sentir mesmo feliz por dentro. Estar entre pessoas com as quais tenho uma forma de pensar em comum, quando é algo pelo qual normalmente sou olhada de lado ou criticada pelos outros deu-me um sentimento de comunidade (gosto da palavra tribo) que tão depressa não me irei esquecer.
 Espero ir a mais eventos destes mas, por enquanto, vou dedicar-me às novas receitas que aprendi com o workshop, assim como as do livro mais recente da Gabriela "Cozinha Vegetariana para Festejar" que pedi que me autografasse.

Espero que tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Por um Mundo melhor - Beleza Cruelty-Free*

Graças às aulas de Tecnologia Alimentar do curso, eu sabia que existiam imensas indústrias que utilizavam subprodutos da indústria da carne. Algumas mais óbvias como a indústria têxtil (peles, couro) e outras mais subtis como a doçaria (gelatina) e cosmética (desde maquilhagem, a pasta de dentes e cremes).
Só mais tarde quando já era vegetariana, percebi que o problema não eram só os ingredientes dos produtos, mas o facto de serem testados em animais. Não que eu nunca tivesse visto as famosas imagens dos coelhinhos presos, a receber químicos nos olhos e pele, mas porque sinceramente achava que já não se fazia. E a verdade é que na maior parte do mundo os produtos de higiene e cosmética não são testados em animais. Na União Europeia é proibido desde 2013, porque já temos meios tecnológicos avançados que permitem fazer todo o tipo de testes e criar novos produtos seguros e eficazes.
Porém, em alguns países como a China (um enorme mercado dado o tamanho da população) os produtos que são comercializados no território nacional têm que ser testados em animais por lei. Ora, enquanto algumas empresas se recusam a levar os seus produtos para lá porque têm de ser submetidos a esses testes desumanos, outras não se importam de pagar aos laboratórios para poderem lucrar naquele mercado. Adicionalmente, os resultados em animais costumam ser díspares dos resultados em humanos, por isso servem também como salvaguarda em caso de problemas.
Desde aí deixei de olhar para as marcas que estavam na minha mesa-de-cabeceira e casa de banho com carinho e passei a lembrar-me de que estava de certa forma a compactuar com empresas que não partilham os mesmos valores que eu.
Com a ajuda do grupo “Don’t Hurt the Bunny PT” comecei a descobrir que havia imensas alternativas às grandes marcas e que não eram nada difíceis de encontrar. Troquei as multinacionais por marcas portuguesas, mais pequenas ou por produtos mais naturais. Conseguem-se marcas que não testam em animais em hiperpermercados, em supermercados biológicos, herbanárias e lojas que se encontram em qualquer centro comercial.
E acho que não se precisa de ser vegetariano para tentar comprar produtos que não testem em animais, assim como não é preciso não comer carne para ser contra as touradas, por exemplo. Cada qual tem a sua consciência e é bom sentir que, com pequenos passos, estamos a contribuir para um mundo melhor. Aos poucos as próprias empresas gananciosas vão percebendo as exigências dos consumidores e fazendo mais pressão para se mudarem as leis.


Deixo aqui alguns links úteis de marcas que testam e não testam assim como produtos que se podem comprar nos nossos hipermercados:

  • Marcas que testam em animais: site da PETA, post da Sofia Martins (blogger portuguesa e criadora do grupo Don't Hurt The Bunny PT)
  • Marcas que não testam em animais: site da PETA, post da Sofia Martins
  • Onde podem encontrar em Portugal: Produtos solares (1 e 2), pastas de dentes (1 e 2), produtos de banho (1), marcas cf portuguesas em supermercados (1)


Espero ter-vos ajudado!

Com amor,
Catarina

P.S. Deixo a salvaguarda que, neste contexto, “cruelty-free” é um produto que não é testado em animais podendo ou não ter ingredientes de origem animal.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um ano sem comer carne

Curiosamente, o dia em que comecei a excluir carne da minha alimentação coincide com o aniversário do meu irmão e mais dois familiares, por isso acho que seria muito difícil esquecer. A viagem para Londres onde iria fazer o meu estágio de Verão foi a desculpa perfeita para algo que já queria há imenso tempo. Catarina de 6 ou 7 aninhos, we did it girl!
A minha mãe e irmão aceitaram muito bem, também tive o apoio do meu namorado, amigos e de alguns familiares. É engraçado como a minha avó materna, que sempre foi aquela pessoa que andava sempre atrás de mim “tens comido?”, “Estás demasiado magra.”, “não te esqueças de comer!” (como se eu não fosse uma pessoa que adora comer…) foi das que mais apoiou. Como viveu com pouco em pequena, apenas tinha o cultivo da horta caseira e só muito de vez em quando algum peixe ou carne para comer. “Os feijões eram a nossa carne” disse-me ela.
Quem ainda não confia muito nesta alimentação é o meu pai. Diz que percebe que se deixe de comer vaca por questões ambientais ou alguns produtos, mas achou a minha decisão “demasiado radical”. Mesmo sendo seguida por uma nutricionista, é rara a semana em que não oiço “Então onde é que está a proteína?”.
Falando na nutricionista, foi um elemento essencial para a minha transição. Antes de a consultar ainda comia peixe uma vez por semana por medo e mesmo assim perdi peso e notei uma maior queda de cabelo. Por mais que tivesse lido, escaparam-me alguns detalhes e depois de conversar com ela percebi quais tinham sido. Corrigiu-me e tranquilizou-me (fiquei assustada quando vi o peso na balança), passando-me um plano para começar a comer melhor e garantindo-me que ia conseguir voltar a ver um número mais saudável na balança. Dois meses depois já tinha recuperado o peso que tinha antes de deixar a carne e hoje em dia consegui atingir um peso que nunca tinha tido antes, o melhor para a minha estatura.
Se noto diferenças a nível físico? Acho que não. O meu cabelo já voltou ao que era, a minha pele está igual e o meu corpo também. Sei que se deixasse os lacticínios provavelmente notaria uma melhoria nesse sentido, segundo o testemunho da maioria das pessoas, mas ainda não estou preparada para esse passo.
 Mais do que deixar a carne, o que mais me custou foi deixar o peixe, daí só ter acontecido no início deste ano. No entanto, sabia que a Catarina que detestava quando a levavam a pescar e teve que lutar contra o impulso de libertar os peixes ainda vivos da lota não me deixaria dormir descansada.
A consciência tranquila e sentir-me mais feliz foram as principais mudanças que notei neste ano. Sinto que sempre fui vegetariana mas apenas a 7 de Agosto de 2016 "saí do armário". Pensei que seria um processo difícil mas foi natural e gradual, como um desabrochar.
O que também me ajudou foi o facto ser um bom garfo. Desde pequena que como todo o tipo de legumes, frutas e hortaliças o que me dá um grande espaço de manobra para experimentar receitas novas e ir comer a restaurantes sem medos. Se havia coisas que não gostava ou tinha medo de provar, hoje em dia tento contrariar isso. Comecei a ver a minha comida como uma fonte de nutrientes e a querer acrescentar coisas e a diversificar o meu prato, em vez de olhar pelas calorias porque o que eu quero ao fim do dia é que a maquinaria tenha tudo o que precise para funcionar bem e nunca mais ter algo parecido com aquele susto na balança. Claro que de vez em quando lá marcha um pacote de batatas ou uma pizza, que sei não ser o mais nutritivo, mas não sou feita de ferro.
A única coisa de que me arrependo foi não ter tomado esta decisão mais cedo, acreditem.

Se por acaso também gostavam de ter uma alimentação mais plant-based o meu conselho é: vão experimentando. Pesquisem restaurantes vegetarianos ou receitas para fazerem em casa e divirtam-se. Não se deixem influenciar por rótulos ou por metas. Se quiseres ser uma pessoa que come comida vegetariana apenas uma vez por semana força. Se quiseres ser uma pessoa que come produtos animais só uma vez por semana força nisso também. Não se deixem influenciar por modas e façam apenas aquilo que fizer mais sentido para vocês e com que se sintam melhor. Só faz sentido retirarem alguma coisa da vossa dieta se tiverem algo que vos motive por trás: seja a vossa saúde, sejam questões éticas, sejam causas ambientais. E, por favor, peçam ajuda de um profissional se o fizerem. Um curso não serve apenas para aprender o que qualquer pessoa pode ver na internet, mas para distinguir o trigo do joio e saber qual é a informação em que podem confiar.


Com muito amor,

Catarina

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Manjares da Marquesa - 3 pequenos-almoços com aveia

Bolachas de Maçã e Canela com aveia
"Bolachas" pode não ser bem a primeira coisa que nos vem à cabeça quando pensamos em pequeno-almoço, mas garanto-vos que estas bolachinhas combinam bem com um copo de leite ou um chá logo pela manhã. Têm é que as preparar na noite anterior.
A receita é da Joana Roque (original aqui).

Ingredientes para +/- 20 bolachas:
1 maçã e 1/2 descascadas e partidas em pedaços 
150g de flocos de aveia
40g de farinha
1 ovo (ou "ovo" de linhaça)
30g de manteiga ou óleo de coco derretido
40g de açúcar mascavado

Passos:
1. Pré-aquecer o forno a 180ºC
2. Juntar os ingredientes e triturá-los num robô de cozinha ou com uma varinha mágica até ficar uma mistura quase líquida,.
3. Forrar um tabuleiro com papel vegetal e colocar, com uma colher de sopa, montinhos de massa, achatando ligeiramente.
4. Deixar cerca de 15 minutos, mas ir vigiando, até ficarem douradas.
5. Tirá-las do forno e deixá-las arrefecer numa grelha.



Panquecas de Banana, Ovo e Aveia

Sempre adorei fazer panquecas. Em miúda, era aquele lanche que preparava com os meus primos quando estávamos nas férias de Verão acompanhada por uma limonada dos limões do quintal.
Hoje em dia continuo a adorar, mas com uma receita mais saudável.

Ingredientes para 6 panquecas (1 pessoa):
1 banana madura
2 ovos (ou "ovos" de linhaça)
3 colheres de sopa de flocos de aveia

Passos:
1. Numa taça, esmagar muito bem a banana com um garfo até estar em papa.
2. Acrescentar os ovos e a aveia e misturar muito bem (pode ser com o garfo).
3. Aquecer a lume médio uma frigideira anti-aderente (ou espalhar um bocadinho de azeite/ óleo de coco com um guardanapo) e colocar uma concha de cada vez. Deixar fazer "bolhinhas" até estar consistente o suficiente para virar. Deixar cozinhar até ficar dourada.
4. Podem servir simples, com canela ou então pôr manteiga de amendoim, que fica óptimo.



Papas de aveia "express" com canela
É um dos meus pequeno-almoços preferidos para quando tenho uma longa manhã pela frente ou vou para o ginásio. É rápido, delicioso e deixa-me satisfeita nas 3h seguintes.

Ingredientes:
5 colheres de sopa de flocos de aveia
240ml de leite ou bebida vegetal
1 pitada de canela

Passos:
1. Colocar a aveia e depois o leite numa tigela alta (a mistura vai ferver e eleva-se por isso convém a taça estar só a metade da capacidade).
2. Aquecer durante 2 minutos na potência máxima do microondas (800-900W).
3. Mexer com uma colher para ficar mais uniforme e colocar uma pitada de canela ou outro topping à vossa preferência.


Quais os vossos pequenos-almoços favoritos? Deixem sugestões que eu acordo sempre esfomeada e goste de experimentar coisas novas!


Com amor,
Catarina

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Christmas Veggie Challenge - 24 & 25 de Dezembro

Ao contrário da maioria dos participantes deste desafio, não cozinhei para a consoada de dia 24. Quando falei com a minha mãe sobre isso, já estava tudo organizado entre os adultos da família (leia-se, as gerações que não a minha) e não havia mais espaço para outro prato...
 Por isso, a minha consoada foi vegana porque a minha mãe fez questão que um dos acompanhamentos do bacalhau fosse um refogado de grão, que serviu como a minha fonte de proteína, bem acompanhada de batata e couves cozidas como prático típico da natal.



 Para o almoço de dia 25 decidi usar uma receita que já usei algumas vezes. Nada de muito elaborado, mas ideal para alimentar muita gente e agradar a todos: empadão de lentilhas com puré de batata doce. Baseei-me na receita da Made by Choices, com algumas alterações num legume ou outro, mas faltou lá em casa um ingrediente que é chave para a receita: Noz Moscada. Por isso a meu ver ficou "meh", quando normalmente me sabe a um manjar dos deuses. O resto da família disse que estava bom, mas não vi muito entusiasmo.
 De qualquer maneira, foi uma experiência diferente e já me deixou o bichinho a pensar no que farei para o ano que vem. Prometo que desta vez verificarei se tenho mesmo todos os ingredientes essenciais.



E com este post dou como terminada a participação neste desafio. Reforçou-me a ideia de que há imensas ideias de refeições vegan em todo o lado e que mesmo quando não há, não é um bicho de sete cabeças fazer a adaptação de algo tradicional para ingredientes cruelty-free.
Parabéns à Nádia por ter criado esta iniciativa!


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Christmas Veggie Challenge - Muffins de Chocolate & Noz

Pus logo em prática este "Christmas Veggie Challenge" ainda uma semana antes da consoada, no jantar de natal do hospital.
 Foi-me pedido levar uma sobremesa, que não tivesse de ser levada ao frigorífico de preferência (que o frigorífico para a nossa comida é pequeno). Como dentro dos convidados para o jantar iriam estar pelo menos duas pessoas veganas, pus as mãos na massa para fazer uns muffins sem qualquer produto de origem animal.
 Como ponto de partida fui buscar uma receita sem ovos da blogger portuguesa que mais confio para pôr as receitas em prática: Joana Roque
 Muffins de chocolate (receita da Joana aqui), já soavam bem. Porém, quis acrescentar nozes porque adoro a junção do cacau e destes frutos secos, assim como para dar um ar mais natalício à coisa. Depois, foi só fazer substituições de alguns ingredientes para ser 100% vegan.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Christmas Veggie Challenge - A minha história

Quando li no blog da Nádia a ideia de desafiar a blogosfera a tornar o Natal um dia um pouquinho mais vegano, vieram-me basicamente dois pensamentos diferentes à cabeça:
 O primeiro, foi de que é uma ideia engraçada e original para pôr a blogosfera portuguesa a desafiar a sua criatividade e a desmitificar um pouco a alimentação vegetariana à comunidade (não se come só alface, como o pessoal costuma brincar).
 O segundo pensamento foi de que se calhar podia aproveitar a oportunidade para "sair do armário" aqui no blog.
 O que quero eu dizer com isto? 
 Bem, quem me lê há mais tempo sabe que já há uns anos que tenho vindo a reduzir o consumo de carne. Escrevi um post sobre isso ainda em 2014 e voltei a reforçar a ideia aqui uns meses mais tarde.
 Quando fui para Inglaterra fazer o meu estágio, decidi cortar a carne. Ainda cozinhei peixe algumas vezes durante a estadia, apenas porque tinha muito receio de mudar a minha dieta de repente sem ter acompanhamento profissional. Ao voltar, sabia que o mais complicado seria, não quando estivesse sozinha em Lisboa, mas depois em casa com os meus pais que (principalmente o meu pai) não são muito fãs deste regime. De qualquer maneira, há já alguns meses que sempre que comíamos fora de casa eu escolhia os pratos vegetarianos, por isso não foi nenhum choque.
 Entretanto fui a uma consulta de nutrição (o que também sossegou logo os meus pais) e tive o choque da minha vida. Tinha perdido quase 3kgs desde o início desta jornada (não, não sei como não reparei que estava demasiado leve!) porque realmente não estava a comer em quantidade suficiente os nutrientes de que o meu corpo precisava. A qualquer um que queira mudar a sua dieta, recomendo vivamente informar-se e ser avaliado por um profissional, seja médico ou nutricionista. Por muito que tenha lido pela internet fora, cada pessoa é única e a dieta de outra pessoa pode não se adaptar a vocês.
 Mais descansada e com um plano alimentar na mão, deixei de cozinhar qualquer prato com "carcaça" de animal, mas fiz um acordo comigo mesma: Se for convidada para algum sítio e não houver prato vegetariano, como peixe. Sei que é um bocado hipócrita, mas para já é assim que me estou a adaptar.
 Entretanto no estágio duas das veterinárias também são vegetarianas, o que ajuda bastante a não me sentir um "e.t." e também na partilha de restaurantes e receitas "cruelty free".
 Hoje sinto-me mais verdadeira comigo mesma, mais saudável desde que comecei a ser seguida pela nutricionista e mais gulosa, porque despertou em mim um lado culinário mais criativo, visto que  a maioria das receitas que conhecia incluíam carne.
  Por isso stay tuned para saber que Manjares da Marquesa vou preparar nesta época natalícia! Para saberem mais sobre o desafio e que bloggers vão participar podem clicar aqui.

Com amor,
A Marquesa