quinta-feira, 10 de julho de 2014

Vacas, Cavalos e "Dragões"

O dia de hoje vai ser um autêntico desafio:
É véspera de exame e dia de ir ao Optimus Alive ver Imagine Dragons com o meu namorado para ouvirmos a nossa música ao vivo e a cores.
(Raios-parta o calendário de exames sair só em Junho e estragar os planos...)
Portanto, se forem e virem uma rapariga com apontamentos sobre exame físico a vacas e claudicação em cavalos sou eu!

E fico-lhe a dever irmos ver os dois Artic Monkeys um dia, porque não quero ir para o exame de amanhã com 3 ou 4 horas de sono...



Wish me luck!
E bom fim de semana com ou sem "Nós" Alive :)



Com amor,
A Marquesa.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Avó Cecília

 A minha avó materna estas férias vai tomar conta da minha piquena prima que está a viver na Irlanda e vem cá passar grande parte do Verão. Já é costume, ela adora o nosso calor para usar vestidos e sandálias que é o que ela gosta mais (tão vaidosa!).
 Quando olho para a minha avó a brincar com ela não posso de deixar de sentir que sou uma sortuda. Sim, ela agora é a bebé da avó porque o mais novo era o meu irmão que está prestes a fazer 18. Sim, é dela que a minha avó agora tem mais novidades para contar a quem lhe pergunta pelos netos. Mas a verdade é que sei que ela gosta dos netos todos por igual.
 Gosta de contar histórias para comermos e para adormecermos, gosta de nos comprar as porcarias para comer que os nossos pais torcem logo o nariz, gosta de brincar connosco. Só que ao ser a neta mais velha tive o privilégio de ter a minha avó mais jovem. A vontade de brincar dela é a mesma, mas infelizmente as costas e o joelho já não perdoam.Também lhe custava muito menos levar-me a passear e fazer de "cavalinho" com o meu irmão.
Mas na verdade somos os três sortudos por ter esta avó que é só a melhor do mundo.

(E a minha outra avó também é espectacular mas só é justo que tenha direito também a um post só sobre ela.)



E por cá, continuam os estudos...
Aproveitem o calor por mim!


Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Aliviada

Fiz hoje o meu primeiro exame deste meu 6º semestre do curso! Estudei para ele desde que as minhas aulas acabaram na semana passada e ainda bem que reservei esta cadeira para primeiro exame. Farmacologia II é um dos cadeirões do curso e não é por acaso. Imaginem o que é terem de conhecer cerca de 100 pessoas de uma vez (ou melhor no espaço de 4 meses) e para além de saberem os nomes, ter que saber o que essa pessoa faz e com quem se dá bem, o que a faz trabalhar mal e quem afecta. E se tiverem nomes como Amlodipina, Clindomicina, Ivermectina e (a minha favorita) Vidarabina. Sim, soa tudo parecido e não têm nada a haver umas com as outras...
 Felizmente, acho que me consegui preparar bem e um professor também só pôs meia dúzia em que a opção correcta era duvidosa. Que quando é a descontar uma pessoa não pode duvidar...
 Por isso, passando esta etapa (embora só celebre quando vir a pauta), tenho que me preparar para os restantes 4 exames.
O próximo é dia 11, mas quero adiantar o estudo para ir ao Optimus Alive dia 10 descansada e já preparada!


Também recebi ontem a nota da frequência que fizémos da cadeira de Higiene, Saúde e Segurança Alimentar II e não podia estar mais orgulhosa da minha nota. Quem me dera que todos os professores pudessem fazer a parte teórica da cadeira por frequência, talvez agora já estivesse de férias em vez de sonhar com dia 29 de Julho!


Bem, vou mas é estudar as vaquinhas!


Com amor,
A marquesa

quarta-feira, 2 de julho de 2014

O meu bebé

Há um ano e dois meses atrás, recebi como prenda de aniversário o meu porquinho da Índia, o Muchu.
Já tinha tido um porquinho da Índia há uns 4 ou 5 anos, o Mike. Mas tinha sido prenda de Natal para o meu irmão, por isso era de todos nós lá de casa.
 Acontece que, não sabemos porquê, o meu irmão e a minha mãe tiveram uma reação alérgica ao Muchu. De qualquer maneira não houve grande problema porque ele já era suposto vir viver comigo para Lisboa e felizmente a minha colega de casa também não tem alergia (até foi ela que teve a ideia do nome!.
 Vivemos aqui felizes e contentes: Ele já reage quando o chamo pelo nome, aprendeu a gostar imenso de festinhas e quando mexo em cenouras ou alface não se cala a pedir um bocado. Até já nem panica quando fica no meu colo! É o meu bebé.
 Até que surgiu a possibilidade do meu irmão, que acabou este ano o 12º, vir estudar para Lisboa. E ficar a viver cá em casa. Ele não consegue sequer entrar aqui no apartamento sem ficar logo com os olhos inchados e vermelhos por causa do Muchu. 
 Portanto, o Muchu vai ter que sair. Também não pode ir para casa dos meus pais porque a minha mãe também é alérgica.
 Quando me apercebi que provavelmente teria que o dar a outra família fiquei devastada. Não, ele não é um animal tão leal ou que interaja tanto com o dono como um cão. Mas sei que eu e ele já temos alguma cumplicidade e queria passar com ele os últimos anos da sua vida. Nem quero imaginar se ele por acaso também consegue sentir a minha falta ou que o abandonei.
 Não namorasse eu com um anjo, o meu D. prontificou-se logo a ficar com ele. Não tem mais animais em casa e como eu vou a casa dele com frequência podia continuar a ver o meu Muchu. É a solução perfeita. Mas não quero elevar muito as minhas expectativas para o caso de o pai ou a mãe dele também serem alérgicos...


Eu e o Muchu fofo


Desejo-vos a continuação de uma boa semana!



Cumprimentos,
A Marquesa.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Desfiles LGBT

Ontem assisti no meu feed de notícias do facebook a uma enorme discussão.
Tratava-se de uma ex-colega minha que publicou uma foto de um desfile “Gay Pride” (não sei se é este o termo correcto) e a consequente discussão por comentários de outras pessoas que não concordavam com estes desfiles.
Não por serem homofóbicos, ou melhor, por não aceitarem a homossexualidade das pessoas mas por atentado ao pudor que sabem existir por vezes nestes desfiles. A partir daí foi o descalabro. Tanto por parte da minha ex-colega, da namorada dela e outras amigas, como por parte de rapazes (incluindo um ex-professor meu) que vieram defender o ponto de vista do meu colega.
Decidi não me meter, principalmente porque não tenho nenhuma proximidade ou confiança com ela, mas queria deixar a minha opinião.
Penso que os LGBT (lesbian, gay, bissexual and transexual) têm todo o direito de fazer estes desfiles. No nosso país, temos liberdade de expressão e no caso desta minoria de pessoas que foram discriminadas e antes condenadas ao silêncio e à vergonha muito mais.
É verdade que há exemplos de casos em que realmente pode haver tentados ao pudor, como mencionaram nos comentários de ontem por haver “homens a desfilar de tanga”.
Neste caso estou de acordo. Tenho o direito de andar na rua sem ver homens de tronco nu, assim como se fossem senhoras de cuecas. Há lugares para tudo e se eu quiser andar em trajes menores fico em casa ou vou para a praia. O contra-argumento da minha ex-colega é que se fosse uma “gaja com as mamas à mostra” ele gostava. Eu gosto de rapazes jeitosos (tenho o meu jeitoso), mas acho de mau gosto andar assim na rua.
Sim, há campanhas de lingerie por toda a parte. Há videoclips cheios de pessoal semi-nu. Os videoclips só vê quem quer e as campanhas de lingerie podiam ser como em Nova Iorque cujos placares electrónicos publicitários passam diferentes campanhas conforme a hora do dia e reservam essas para uma hora mais tardia, em que há muito menos crianças na rua.
E de qualquer maneira é sempre diferente ver as coisas a vivo e a cores. Mas sei que os casos a que ele se refere são excepções e não a norma dos desfiles.
Quanto aos desfiles em si, acho que é uma óptima maneira de enviar a mensagem que realmente existem pessoas homossexuais, iguais a toda a gente. Como tal, têm o direito (e dever) de lutar pela igualdade social e combater a discriminação. Mostrar que uma orientação sexual não heterossexual não é um bicho-de-sete-cabeças.
Uma das minhas melhores amigas namora com outra rapariga e é desconcertante, estar com elas e o meu namorado e nós podermos andar de mãos dadas sem ninguém dizer nada e elas se demonstrarem algum carinho apanham sempre alguém a mandar bocas. É injusto.
Infelizmente, a maioria das pessoas já com certa idade não vai conseguir mudar de mentalidade, não nesta vida. Por isso cabe-me a mim, às gerações mais jovens com mente aberta daqui a uns anos educarmos os nossos filhos e ensiná-los sobre a igualdade das pessoas. Quer seja por orientação sexual, sexo, cor da pele ou nacionalidade.

Assim talvez um dia já não sejam necessários os desfiles, que haja um dia como o Dia da Mulher para lembrar a conquista dos direitos, mas que já sejam vistos como iguais pela sociedade.


Bom fim de semana!


Com amor,
A Marquesa.