segunda-feira, 29 de junho de 2015

Desabafos

Acho que ainda melhor do que um banho quentinho num dia de Inverno frio e com chuva, é um duche frio depois de ter andado a torrar à espera de transportes públicos. Saí de lá uma mulher nova!


E agora bora estudar, que o exame é já sexta-feira e, embora tenha sido cumpridora e estudado todos os dias, sinto que ainda não sei nada! *pânico!*


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sábado, 27 de junho de 2015

Blogger Summer Challenge #27 - Três cidades que queres visitar

Começo o meu top com uma cidade nacional: Porto.
Já fui visitar o Porto a sério, mas era uma minorca e não me lembro de quase nada.
Entretanto já fui lá outras vezes, mas nunca para turistar a cidade, só de passagem.
Gostava de caminhar pela famosa zona da Ribeira, comer uma boa francesinha e passear por toda a cidade. A cereja no topo do bolo seria ir na altura das festas de São João, para ver os balões a voar e sentir a animação das pessoas, com a música popular e os martelos típicos.



Tóquio
Desde pequena que me fascino com a arte de comer com pauzinhos e pelas histórias que o meu pai contava de quando fez um intercâmbio para o Japão na faculdade. Depois, ver pedaços da cultura japonesa nos meus desenhos animados favoritos (desde Pokemon, a Doraemon e Navegantes da Lua) serviu apenas para aumentar o meu fascínio por aquela cultura. 
Adorava ir na época das flores da sakura, a cerejeira japonesa. Adorava ver com os meus próprios olhos o estilo das Harajuku girls que a Gwen Stefani tanto falava quando eu era super fã dela. Adorava provar sushi tradicional e beber chá num daqueles salões, talvez até servido por uma gueixa. Adorava visitar os templos budistas e os jardins da cidade.
E também não me importaria nada de ir à Tokyo Disneyland!



Sidney
Sei que seriam ainda mais horas de avião do que ir até Tóquio, mas adorava conhecer esta cidade emblemática. Nunca estive sequer perto da Oceânia e gostava de conhecer este “mundo” diferente. Mas talvez ficaria mesmo só pela cidade, onde veria a famosa ópera de Sidney, visitaria a ponte da baía de Sidney e deliraria com o sotaque australiano. Isto porque, embora os cangurus e os coalas sejam fofos, não quero conhecer a restante fauna assustadora australiana.



Que cidades estão longe dos vossos olhos mas perto do coração?


Continuem a ter um óptimo fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

Desafio Blogger Summer Challenge do Jota e da a Olívia.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Doação de Cabelo

 Já ouviram falar em doação de cabelo?
 Eu até há uns meses atrás desconhecia completamente esta realidade.
 O nosso cabelo pode ser doado a instituições que o aproveitam para fazerem perucas para mulheres e meninas que perderam o cabelo devido aos tratamentos agressivos contra o cancro.

A primeira vez que ouvi falar da doação de cabelo foi neste post da Mariana do Miss Tangerine onde falava da sua doação à Little Princess Trust
Esta organização tem sede no Reino Unido e tem o objectivo de fazer perucas para crianças. Talvez por ser apenas para crianças, o comprimento mínimo requerido é apenas 17 cm.
 Podem ver as restantes informações neste link, mas pede apenas que o cabelo esteja em bom estado e natural.
 Foi a instituição a que escolhi doar, por razões que verão mais à frente.
 Eu enviei a minha doação por correio azul (tinha medo que o meu cabelo se estragasse) e paguei cerca de 4€. 
Não se esqueçam de imprimir, preencher e enviar no mesmo envelope o formulário caso queiram o vosso certificado por terem doado.

 Cá em Portugal, a entidade que encontrei que realiza esta recolha é a Liga Portuguesa Contra o Cancro, que trabalha com o Instituto Português de Oncologia. 
 Enviei um email a perguntar quais seriam os requisitos e responderam-me:

Para mim 30 cm seria mesmo muito complicado, tendo em conta que o meu cabelo entretanto poderia ficar estragado, principalmente tendo em conta que no Verão é muito mais danificado pelo sol e pelos elásticos.
 Havia artigos que falavam de no IPO do Porto serem necessários apenas 25 cm, mas no site oficial foi publicado um esclarecimento de que isso não é verdade.

Se estiverem interessadas em doar à Liga Portuguesa Contra o Cancro fica aqui a morada do núcleo em Lisboa para onde podem entregar (presencialmente ou por correio) a vossa doação.

Núcleo Regional do Sul da LPCC
Rua Professor Lima Basto 1099- 023 Lisboa
Horário:  2ª feira a 6ª feira das 9:30h às 17h

Na minha pesquisa também encontrei o programa Beautiful Lenghts da Pantene. Porém, é um programa americano, pelo que acho que o envio em si será mais complicado, ao contrário de um feito dentro da União Europeia.
 Mesmo assim, no site tem dicas sobre como preparar o cabelo para fazer a doação como:

  • Evitar escovar o cabelo com uma escova quando este está molhado.
  • Usar uma máscara nutritiva uma vez por semana.
  • Limitar o uso do secador e esticador do cabelo, e protegê-lo do calor com produtos próprios.
  • Cortar as pontas a cada 2 meses para evitar as pontas espigadas e o cabelo crescer mais saudável.
E muitas mais dicas que podem ver aqui, mesmo que não queiram doar.


Para mim este tipo de doação foi um achado. Já me sinto mal porque não posso doar sangue por falta de peso. E é uma forma indolor de tornar um fardo ligeiramente menor e mais confortável a vida das pessoas que infelizmente passam por isto, mas lutam.

Como bónus, aqui ficam umas fotos minhas do antes e depois!

    
Qualquer semelhança com a Beyoncé é pura coincidência! :p


Desejo-vos um óptimo fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Always look on the bright side of life

Estou bem melhor do que pensava que estaria.
Sempre pensei que quando perdesse o meu querido Rodolfo ficaria desolada semanas ou meses. Mas a verdade é que, embora continue triste com a partida do meu cão, já consigo sentir felicidade quando penso nele.
 Dois dias depois da morte dele, fui ao computador do meu pai que tem as fotos todas antigas procurar as melhores fotos que temos com o Rodolfo. E quando comecei a ver fotos de nós bebés... não pude deixar de sorrir. Trazem-me tantas memórias boas! Momentos em que me fartei de rir com ele, em que ele mostrou uma inteligência sobrenatural, em que ficou surpreso por alguma experiência nova. Tenho tanto orgulho em o ter conhecido e passado o tempo que passei com ele.
 É claro que às vezes quando chego a casa e ele não está à minha espera, ou quando olho para a casota dele e não o vejo fico muitas vezes com um nó na garganta.
 Mas ultimamente tenho sido eu a "consolar" os meus familiares quando sabem do que se passou com o Rodolfo. Se calhar porque sei que a parte final pela qual as pessoas estão tristes, para mim não foi a pior parte do processo...
 Contudo, senti um apoio enorme dos meus amigos que fizeram questão de saber como eu estava e se preocuparam comigo. E não posso esquecer o meu melhor amigo (aka namorado) que me acompanhou sempre, soube o que dizer e aceitou não vir ter comigo, mesmo sabendo que o que eu mais precisava era de um abraço dele, por respeitar a minha vontade.

E agora é estudar com afinco, para passar neste primeiro (e espero que último) exame. Tudo para poder proporcionar uma vida longa e feliz aos Rodolfos de outras pessoas, que também merecem.


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Era uma vez um cachorrinho

No dia 23 de Setembro de 1999 nasceram 5 irmãos cachorrinhos Golden Retriever. Dois machos e três fêmeas.
Ao fim de um par de meses os machos estavam maiores que as irmãs e um cabeçudo foi para uma loja de animais.
Entretanto foi ao criador uma senhora que queria oferecer um cachorro como prenda de Natal aos filhos, uma menina de 6 anos e um menino de 3. Na verdade também seria uma prenda para ela que sempre gostou de cães e sempre os teve na infância. A senhora queria um macho e o criador só tinha lá as cachorrinhas de momento. Mas prometeu-lhe o cabeçudo que estava numa loja.
Quando a senhora o foi buscar ficou admirada com o tamanho daquele cão, mas achou-o um amor e trouxe-o com ela na véspera de Natal. Ele foi no lugar de pendura, sempre irrequieto.
Ficou fechado em casa enquanto a família estava na consoada natalícia na casa da avó paterna dos meninos e quando estes chegaram a casa foi uma grande festa, com muitos abraços, festas e mimos à mistura.
Ficou a viver na garagem por ainda ser pequeno e no período em que lá esteve entreteve-se roendo pedais de bicicleta, carrinhos e fazendo xixi nos pneus do carro (só fazia nos jornais quando os donos estavam a ver).
Foi crescendo e passou a viver numa área grande e só para ele no quintal. Com uma casota que foi construída para ele e com paletes que os construtores deixaram, nas quais ele gostava tanto de dormir que os donos não tiveram coragem de as tirar.
Adorava brincar com os meninos, correr pelo quintal e jardim, pedinchar por comida, receber festas de qualquer pessoa, caçar ratos e toupeiras e passear.
Era um cão esperto. Aprendeu a sentar, a comunicar com os donos quando queria ir para a rua, a brincar às escondidas dentro de casa quando a dona lhe tapava os olhos e depois perguntava “Onde estão os meninos?”. Não aprendeu a largar a bola porque quando a dona o tentava ensinar, aparecia um dos meninos a correr atrás dele para lhe tirar a bola. E como ele adorava essa apanhada.
Tinha medo de foguetes e trovoada, mas dentro de casa sentia-se em segurança.
Estava com a família na cozinha ao jantar e já sabia que a seguir ia ser a sua vez de comer. Aos Domingos ia ao almoço para a sala de estar como os restantes convidados.
Foi pai de 8 cachorrinhos lindos, 3 machos (sendo um deles tão cabeçudo como ele em bebé) e 5 fêmeas.
Foram passando vários anos nesta alegria, os meninos foram crescendo e tinham menos tempo para brincar com ele. Mas mesmo assim recebia mimos e brincadeira todos os dias.
A sua corrida foi-se tornando mais lenta e ficava cansado mais depressa. Mas continuava um traquinas e sempre bem disposto.
Fez 15 anos e um mês depois foi-lhe diagnosticado um tumor, um malvado carcinoma das glândulas dos sacos anais.
Devido à sua idade, explicaram à dona que que não aconselhavam a operação. Principalmente estando ele tão bem disposto e bem para a idade.
Até que 8 meses depois houve um dia em que as suas patas falharam. Já não conseguia andar e tinha algumas dores.
A veterinária receitou-lhe analgésicos para as dores, anti-inflamatório e antibiótico. Ficou a descansar na garagem, onde tinha estado em bebé.
Duas noites depois, em que só estavam a menina e a dona em casa, começou a ter dores muito fortes. Chorou, mas a dona e a menina não lhe conseguiam apaziguar a dor.
Foi então numa última viagem de carro. A dona a conduzir mas desta vez a menina no lugar de pendura. Chegou à clínica, a veterinária deu-lhe um sedativo para dormir. E depois, com outra injeção, acabaram as dores.

Era uma vez um cachorrinho, que quero acreditar que teve uma vida muito feliz. E a menina, assim como todos os membros da casa e as pessoas que o foram conhecendo adoraram o cachorrinho desde o primeiro ao último dia.

Descansa em paz meu Rodolfo.