quarta-feira, 9 de março de 2016

"Mulheres" de Carol Rossetti

Na 2ª feira vi no Facebook da artista Carol Rossetti, responsável pelo famoso projecto "Mulheres", que ela estava em Portugal para lançar o seu livro em terras lusitanas.
 Fiquei super contente por saber que existem muitos mais como eu aqui no nosso cantinho da Europa a seguir o seu trabalho, e ainda mais por uma editora portuguesa, a Saída de Emergência, também ter tido interesse em publicar o livro dela.
 Quando vi que era em Belém, torci o nariz... Será que conseguiria sair da faculdade às 17h e chegar atempadamente às 18.30h para não perder pitada? Segundo o Google Maps sim, portanto lá fiz os meus planos para ir, mesmo sem companhia.
 Entretanto o meu namorado teve os planos desmarcados e veio a correr para se sentar ao meu lado, enquanto eu folheava e lia a introdução do livro que tinha comprado à porta por 12€.
 Quando vi a Carol fiquei super feliz. Acho que quando gostamos mesmo do trabalho de alguém, sentimos sempre que um "like" ou um "follow" não são suficientes para demonstrar ao artista o quanto eles inspiram a nossa vida. Mas ser olhada nos olhos daquela pessoa que, como ela própria já confessou, tem sempre a insegurança de que ninguém apareça, deu-me a sensação de que não era o livro que tinha nas mãos que iria mostrar o meu apoio, mas sim os meus sentidos a absorverem toda a sua presença.
 A apresentação foi feita pela Catarina Furtado, após uma introdução pelo editor e pelo responsável da Biblioteca Municipal de Belém, que foi como representante da Associação Corações com Coroa. A Catarina tentou direccionar o tema mais para a discriminação contra as mulheres, mas como a Carol refere (e o editor também), ela utilizou mulheres nas suas ilustrações, mas também poderia ter utilizado homens ou ambos. O que ela defende é que se tem de começar a reflectir contra o preconceito e estereótipos que a sociedade nos impõe. Que enquanto feminista, não quer "convencer" ninguém, mas sim abrir diálogo com calma e deixar as pessoas reflectirem um pouco sobre as coisas. Que não é fácil para alguém quando se apercebe que magoou ou foi incorrecto com pessoas, provavelmente de quem gosta, porque sempre lhe ensinaram um certo modo de ser e estar, que não será o mais correcto. É preciso tempo, calma e partilha para as coisas acontecerem e a Carol não quer atacar ninguém. Apenas quer que as pessoas se comecem a respeitar a elas próprias e ao próximo, com compreensão, dignidade e empatia.
De qualquer maneira adorei saber como começou o projecto, como é que a Carol faz a pesquisa por detrás de todas as ilustrações e de como considera que, estando numa posição privilegiada (como mulher de classe média de uma famíla não conservadora) pode ajudar quem não consegue ter a sua voz ouvida ao mostrar às pessoas como é estar na sua pele, através de imagens e mensagem tão bonitas.




Já conheciam este projecto e a ilustradora?

Podem encontrar a Carol aqui: Facebook  Instagram


O resto de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

segunda-feira, 7 de março de 2016

Goodbye my friends

Quanto à roupa e acessórios, sou muito selectiva e só compro quando preciso mesmo. Isso faz com que haja toda uma caça ao tesouro da peça "perfeita". São sempre as meninas dos meus olhos e sinto que me identifico com elas e elas comigo. Parvoíces bem sei...
Então quando a peça se estraga ou deixa de servir, sinto-me mesmo triste.
Sei muitas vezes que roupas estava a usar em certas ocasiões muito boas ou más da minha vida. E o que doo ou deito fora vai com memórias minhas e uma "vida" juntas. 
Esta semana tenho que dizer adeus a dois pares de botas... Vou só fazer o meu luto parvo e já venho.


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sábado, 5 de março de 2016

Zootrópolis

 Já tinha visto um ou outro excerto do novo filme da Disney, mas não sabia muito mais sobre a história a não ser que era sobre uma cidade em que vivam animais humanizados.
 O meu namorado ofereceu-se logo para ser a minha companhia e lá estivémos à procura de cinemas que passassem a versão original. A voz da Judy Hopps (coelha) é da Ginnifer Goodwin que conheço muito bem como Branca de Neve no Once Upon a Time e entra também a Shakira para personificar uma gazela que é a cantora mais famosa do pedaço.
 Adorei o filme, ri-me com vontade, fiquei frustrada quando as coisas corriam mal, emocionei-me por alegria e por tristeza (sou uma choramingona na verdade...).
 Mais uma vez, a Disney conseguiu fazer um filme que agradará a miúdos, mas que deixará também os adultos deliciados com referências a filmes antigos e séries actuais, mas deixando também espaço para reflectir. 
 Aborda temas muito pertinentes como a discriminação, ultrapassar estereótipos e até a propaganda política, o que tem um timing muito pertinente tendo em conta a aproximação das eleições presidenciais nos Estados Unidos, quase a lembrar um pouco as parábolas e estilo de George Orwell.
 Acho que não preciso de dizer que recomendo, pois não?


Bom fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

quinta-feira, 3 de março de 2016

A minha agenda

Eu faço parte daquela metade da população que não consegue manter uma agenda fisica.
A verdade é que fui mantendo cada vez mais tempo ao longo das tentativas (vá, também só foram duas), mas ainda não sou muito "agarrada" à agenda.
 Da última vez consegui aguentar dois meses. Depois, uma colega minha partilhou comigo o seu calendário google com tudo marcadinho para eu ver se não me faltava nada e, como o telemóvel acaba por estar mais perto de mim enquanto a agenda fica na mala, dei preferência ao calendário eletrónico até me esquecer da agenda.
 Eu babo-me com fotos e vídeos de Bullet Journals, mas acho que não tenho jeito nenhum (ou paciência) para isso.
 Portanto lá fui eu à Fnac às procura de uma nova agenda com duas condições: pequena e com vista semanal.
 Não tinha nada de especial (a não ser de 16€ para cima e mesmo assim...), mas assim que vi esta coisinha simples e fofa a 6€ não resisti.


É a Agenda Semanal Original B de Bolso, da Artimal.
Tem um design super simples, dá para escrever os compromissos de faculdade e outros por baixo da data, ao abrir uma página tenho logo uma ideia de como vai ser a semana e ainda tenho espaço para anotar tarefas ao lado.
Esta página é das menos coloridas, mas estou a usar cores diferentes para frequências, entregas, saídas e tantas outras situações.

Usam agenda em papel? Qual a vossa marca predilecta?


Tenham um óptimo resto de semana!

Com amor.
A Marquesa

terça-feira, 1 de março de 2016

"O feminismo segundo Camille Paglia"

 Lá em casa já é rotina do Sábado de manhã o meu pai comprar o Jornal Expresso, quando está a caminho de casa para almoçar.
 Sinceramente são poucas as vezes em que folheio o jornal em si (até porque costuma estar nas mãos do meu pai), mas tenho sempre curiosidade para ler a Revista E que costuma ter reportagens interessantes.
 Desta vez estava na capa a referência à entrevista a Camille Paglia (uma activista e artista norte-americana) sobre a sua visão sobre o feminismo.
 Como é um assunto sobre o qual quero saber tudo, li a entrevista até ao fim.
 Para já, é sempre interessante ter a perspectiva de alguém que nasceu num tempo em que numa sociedade dita evoluída, continuavam a existir imensas falhas nos direitos de 50% da população. Desde não a deixarem usar calças, até não poder sair para a rua à noite na universidade vários foram as situações que a fizeram querer mudar a imagem da mulher no mundo.
 Talvez essas vivências sejam o que a façam ter ideias diferentes de muitos outros feministas. Confesso que quando li que Camille acha ingénuas as mulheres que se vestiam de forma sexualizada e não queriam ser alvos de atenção masculina indesejável torci o nariz. Sou a maior opositora da culpabilização da vítima quando se dão actos de violação ou depravação. Faz tanto sentido como culpae alguém cuja casa foi assaltada por não ter posto grades nas janelas, quando na verdade o único culpado é o ladrão. E ao contrário dela, acredito que o bom senso e uma educação como deve ser consegue prevalecer aos níveis hormonais de testosterona.


 Por outro lado, concordo quando ela diz que as diferenças entre géneros existem, mas que não devem de forma alguma impedir a igualdade de direitos. E que por esse prisma também não devemos ter direitos especiais ao nível das relações e vida privada, porque temos discernimento e inteligência para evitar e conseguirmos contornar algumas situações perigosas e indesejáveis. Parece que em algumas universidades nos EUA as raparigas que não gostem de certas atitudes (sem ser violação ou outro crime, óbvio) num date com um rapaz, têm direito a fazer queixa à faculdade e estes podem dar penalizações.
 Mas acredito que estamos num bom caminho para a igualdade dos sexos e que parte de cada um de nós educar não só os mais novos como também os nossos pares.


Continuação de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa