Desde pequena que adoro bibliotecas.
Lembro-me que numa visita de estudo no último ano da pré-escola, fomos a uma biblioteca ver um teatro e depois deixados na biblioteca em si, na zona infantil.
No dia seguinte, fui toda contente para casa contar aos meus pais que a professora tinha dito que eu fora a que se portou melhor. Isto porque enquanto todos andavam a correr, a saltar para cima dos pufs e a falar alto, eu encontrei uns livros do Astérix e, tal como fazia em casa, folheei-os decifrando a história pelas imagens.
Quando entrei para o 5º ano, fiquei maravilhada quando soube que a minha escola tinha uma biblioteca. Fiz o cartão de leitor e requisitei os livros da coleção de "Uma Aventura" que não tinha em casa, assim como outros. Também era o sítio onde fazia alguns trabalhos em grupo no computador e onde nas horas de almoço íamos ver filmes.
No Secundário nunca achei piada à Biblioteca da nossa escola. Ainda pior quando foi feita de novo (naquele ano em que todas as escolas sofreram obras) e perdeu todo o ar pitoresco e intemporal que eu tanto gosto nestes espaços.
Foi na faculdade que voltei a enamorar-me.
Com a crescente necessidade de estudar e de o fazer eficazmente, tive de admitir que a minha concentração não era a melhor quando ficava em casa.
A convite de colegas minhas na mesma situação, fiquei agradavelmente surpreendida com o quanto este ambiente bibliotecário aumenta a minha produtividade, inspiração e força de vontade. Nestes cinco anos de faculdade, já estudei em pelo menos seis locais diferentes e sempre correu bem.
E aqui estou, no último semestre de estudos, a escrever-vos de uma biblioteca municipal que adoro. A apreciar o bater das teclas no silêncio enquanto me observam os títulos de alguns livros que li, outros clássicos de autores conhecidos e tantos outros sobre tudo e alguma coisa.
Se há pessoas que se sentem em paz numa praia, num templo, num café ou numa rua, eu sinto-me em paz aqui.
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| Sim, é a minha princesa Disney favorita |
Bom fim de semana!
Com amor,
A Marquesa