segunda-feira, 18 de março de 2019

Carolina Deslandes no Coliseu dos Recreios

A semana passada regressei ao Coliseu dos Recreios, desta vez para ver e ouvir a Carolina Deslandes.
Adoro o seu álbum "Casa", sendo algumas das minhas músicas favoritas a "A Miúda Gosta", a "Aleluia" e a "Não me Deixes". Aliás, acho que não há nenhuma que salte à frente quando ponho o álbum a tocar no Spotify.
Já tinha ouvido algumas opiniões quanto aos concertos da Carolina: que eram de uma atmosfera íntima, que ela contava histórias entre músicas e que conseguia transmitir muito bem as emoções das letras e melodias que compõe. Mesmo assim, excedeu as minhas expectativas.
Abriu a noite com músicas do seu segundo álbum, em inglês e de seguida começaram a aparecer os artistas que convidou para a sua "casa". Artistas que colaboraram com ela, como o Agir, Diogo Piçarra e Jimmy P., artistas que convidou para interpretarem temas com ela, como a Raquel Tavares e o Janeiro, e até o próprio marido - este último num momento muito enternecedor, em que apresentaram uma música que sairá no próximo álbum e cantaram outras apenas com ele na guitarra e a voz de ambos.
O cenário, com peças de mobília que iam aparecendo no decorrer do concerto, a disposição dos músicos que a acompanhavam e as luzes também deram uma atmosfera muito acolhedora ao coliseu.
Foi um concerto em que cantei, ri, e fiquei de lágrima no canto do olho - segundo o meu namorado não fui a única. 
Mas, mais do que tudo, senti que as duas horas passaram a voar e que se poderia estender o resto da noite sem que o sorriso se me esvaísse da cara.
Ficarei a aguardar ansiosamente pelos próximos trabalhos desta menina-mulher. Tem tudo para dar certo.



Também gostam da música da Carolina? Têm alguma música preferida?



Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sábado, 9 de março de 2019

Trabalhar sozinha

Um dos critérios que tive em conta, quando comecei à procura de trabalho, foi não querer fazer turnos sozinha. Pelo menos no início, não queria ser "atirada aos tubarões".
No meu emprego actual, o primeiro que tenho, estive sempre acompanhada por veterinários sénior ao início (sénior significa que têm mais de uma década de experiência, não se refere à idade). A primeira vez que tive um turno em que era a única médica veterinária presente, foi devido a um imprevisto. Se por um lado, fiquei um bocadinho ansiosa quando me vi nessa situação, por outro fico grata por ter sido assim. Se soubesse que iria fazer o meu primeiro turno sozinha, provavelmente já estaria a "panicar" nos dias anteriores, por antecipação. Para além disso, estava rodeada pela restante equipa de enfermeiros e auxiliares, o que ajudou imenso.
Passado um tempo, já me tinha habituado a fazer estes turnos ocasionalmente, quando me pedem para fazer um turno de urgência. Seis horas sendo a única pessoa no hospital. Aceitei e felizmente foi um turno demasiado ocupado para ter tempo de ficar muito ansiosa. Entretanto já fiz turnos de urgência de doze horas, alguns mais ocupados, outros menos e a semana passada fiz a primeira noite. 
Se de dia tenho o conforto de poder ligar a um veterinário sénior caso tenha um caso mais complicado ou alguma dúvida no historial clínico de um paciente, à noite o bom-senso dita que só possa incomodar alguém se for uma mega-emergência.
Foi um turno ocupado, pois tinha um internado de alto risco, mas não houve mais ocorrências durante a noite, portanto diria que correu bem melhor do que eu previa.
Isto tudo para dizer que, aos pouquinhos, estou a chegar lá. Ainda não me sinto uma super veterinária independente - até porque mesmo as pessoas mais experientes têm dúvidas ou gostam de pedir mais uma opinião - mas já consigo ver alguma diferença para a mini-vet que começou o seu primeiro emprego o ano passado.
Embora prefira trabalhar rodeada de gente, que a nossa equipa é super divertida, há algumas coisas boas de fazer os turnos sozinha. Quando tudo está calmo e controlado, aproveito para estudar, ler, ver filmes ou séries e até trabalhar no blog. São raros esses momentos, mas aprecio-os com muito carinho.


Um bom fim-de-semana!

Com amor,
Catarina

sábado, 2 de março de 2019

5 Dicas para quem quer treinar em casa

O ano passado tive que me despedir do meu ginásio, em Leiria, porque comecei a trabalhar em Lisboa. Foi com bastante pena minha, visto que gostava bastante das aulas e acompanhamento que lá davam, mas era incomportável visto que já não tinha disponibilidade.
Entretanto como ainda tinha uma grande incerteza dos meus horários, não me quis inscrever em nada cá pela capital. Se significa que tenho andado sem fazer exercício deste o Verão passado? Não, de todo.
Concentrei-me em canais de Youtube ou contas de Instagram que já conhecia, e recriei os exercícios lá feitos, na minha própria casa. Claro que não é a mesma coisa, nem há a mesma segurança do que quando fazemos com um instrutor, mas visto que não sou uma total novata e acho melhor do que não fazer nada é isso que tenho feito.
Deixo algumas dicas que funcionam comigo, caso também estejam interessados ou já sejam fãs do exercício caseiro.


domingo, 10 de fevereiro de 2019

Produtos de Beleza Cruelty Free #5

Embora a minha rotina de higiene e beleza ainda não seja totalmente livre de produtos testados em animais, está-se a aproximar cada vez mais desse ideal, à medida que os velhos produtos se vão acabando.
Aqui estão algumas das minhas novas aquisições, da menos preferida até à que mais gostei.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Sex Education

Este mês estreou mais uma série do serviço de streaming Netflix - a "Sex Education".
Quando comecei a ouvir falar ou a ver imagens da mesma, não achei que fosse algo do meu interesse. Mais uma série adolescente, provavelmente cheia de estereótipos e clichés, que usa a palavra sexo no seu título para chamar a atenção do público juvenil com as hormonas aos saltos.
Só que entretanto vi alguns comentários e opiniões bastante positivas à mesma. Isto, aliado ao facto de ter estado com uma virose e mal conseguir sair do sofá, fez com que lhe desse uma oportunidade. 
Vi toda a primeira temporada em apenas um dia.
A série passa-se num típico liceu americano e tem como personagem principal Otis, um rapaz filho de terapeutas sexuais, que passou a vida a ouvir falar sobre relações e sexo, sem que tenha experienciado alguma destas coisas aos 16 anos.
É um rapaz tímido, cujo único amigo é um pouco mais desinibido e gay, e tenta o mais possível ser invisível na escola. Isto até ao dia em que uma das raparigas cool repara no seu talento para dar conselhos a nível sexual e desenvolve um esquema com ele, para ajudar alguns colegas a troco de dinheiro.
Acho que o que torna esta série refrescante e diferente do que já foi feito, é a naturalidade com que se fala dos mais variados assuntos. O sexo não é visto como o momento cómico, ao contrário dos restantes filmes e séries para adolescentes, mas sim como algo que faz parte das relações amorosas (ou não). A série aborda temas como a homossexualidade, a auto-estima, o aborto, o bullying e a discriminação de maneira a não parecer estar a dar uma lição aos mais novos - como acontecia nos Morangos com Açúcar, do meu tempo - mas com uma sensibilidade que nos deixa a pensar e orgulhosos da maturidade de alguns personagens.
Deixo só o aviso de que é algo com nudez explícita (todos os órgãos sexuais apareceram bem visíveis ao longo dos episódios) e cenas de carácter sexual, daí poder não ser para toda a gente.
De resto, é daquelas séries que adoraria ter visto em adolescente, mas que agora um pouco mais madura me faz apreciar ainda mais o rumo que as séries, reflexo da sociedade, estão a tomar. Um bónus: a banda sonora também é muito boa.


Já tinham ouvido falar da série?


Tenham uma boa semana!

Com amor,
Catarina