segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Suspeita de covid

 Escrevo isto, três horas depois de ter ido fazer o desconfortável rastreio de covid-19.
Já tinha feito este teste em Abril do ano passado, devido a uma febre que tive (fui mordida por um cão que estava a acordar de uma anestesia) e era obrigatório qualquer pessoa com febre superior a 38º ser testada.
Na altura estava confiante de que seria negativo, já que sabia a causa do meu aumento de temperatura. E os números em Portugal estavam baixos, com toda a gente confinada. Bons tempos.
Desta vez a situação é diferente.
Ontem começou-me a doer a cabeça de manhã, mas associei a uma má noite de sono. Entretanto estava a falar por mensagens com uma colega de trabalho minha que estava em isolamento e a aguardar o resultado do teste (já tinha dado negativa no teste rápido). Pela hora do almoço descobrimos que ela era positiva no de PCR. 
À tarde senti-me febril, vi a minha temperatura e estava com 37,4. Cerca de 0,7 graus mais alta que a minha temperatura habitual. Tomei um paracetamol, mas os alarmes começaram logo a soar na minha cabeça. Estive, ainda que de máscara, a trabalhar com uma pessoa positiva até quatro dias antes...
Falei com a minha chefe, que entretanto também tinha sido informada do caso da minha colega e liguei para a saúde 24. Após uma hora de chamada, chegaram à conclusão que o melhor era eu ficar em isolamento e fazer o despiste.
Isolei-me logo no apartamento que normalmente partilho com o meu irmão, mas que se encontra vazio já que ele está em teletrabalho em casa nossos pais. 
Hoje de manhã fui fazer o teste em modo drive-thru, com imensa gente, e voltei a ter a dor de cabeça incomodativa. Sinto-me também cansada. O meu namorado trouxe-me muitas das coisas que tinha deixado em casa dele, comida e gulodices e desde aí que estou em casa.
Já recebi a chamada da médica de família para saber da situação e agora cá estou, a aguardar, enquanto decido se vou sucumbir ao sono e fazer já uma sesta ou se acabo de ver o segundo episódio de Bridgerton que comecei ao almoço.
Vamos esperar que seja negativo.


Espero que todos se encontrem bem e estejam a ser cuidadosos.

Com amor,
Catarina



sábado, 16 de janeiro de 2021

Favoritos Outono 2020

Sei que estamos na altura das reflexões sobre o ano que se passou, mas eu cá vou continuar as minhas retrospectivas trimestrais. Desta vez, sobre este Outono que passou, onde tivémos de encontrar algum alento no meio de uma segunda vaga da pandemia.


O primeiro grande favorito é um lançamento da Nescafé que tem feito as minhas delícias, trazendo-me um Latte digno de Starbucks à minha caneca cá de casa. Já provei a Oat Latte e a Coconut Latte e, embora as duas sejam óptimas, a primeira é a minha predilecta. Ainda por cima tenho-as encontrado sempre em promoção.


A segunda recomendação, ainda no tema de bebidas quentinhas, é uma dica da Catarina Barreiros. Usar bebida vegetal (que podem fazer em casa com um robô de cozinha) bem quentinha num frasco de restos de manteiga de frutos secos. Experimentei num frasco de manteiga de amendoim com bebida de aveia e uma pitada de canela e ficou delicioso.
Ainda na onda vegetal, fiquei super fã do "picado de carne" vegetal do lidl. Chama-se Next Level Picado e o sabor, a textura e a versatilidade ajudaram a matar saudades da bolonhesa cá em casa.



"Over the moon" é um filme de animação da Netflix, com inspiração na cultura chinesa. Conta a história de Fei fei, uma menina que quer ir à Lua para provar que a lenda da deusa da Lua Chang'e é real. Tem a coelhinha mais fofa de sempre como ajudante e confesso que me emocionei muito neste filme sobre o sentimento de tristeza e perda.
Continuando no mundo da animação, ando apaixonada pela série "She-ra and the Princesses of Power", também da Netflix. Adora é uma rapariga soldado, que treina para lutar contra as maléficas princesas, até ao dia em que vai para o terreno e descobre que afinal pode não estar no lado dos bons da fita... Encontra também uma espada que lhe dá poderes e desperta memórias que não sabia ter. Tem personagens destemidas, tem lições bonitas sobre amizade e aceitação e também representatividade de raças, orientação sexual e identidade de género. As minhas personagens preferidas são a Princesa Scorpia e o Capitão Seahawk. Vale muito a pena.
Num estilo de animação diferente e com uma década de existência, devorei "Full Metal Alchemist" na companhia do meu namorado. Já falei sobre este viciante anime na publicação que fiz sobre este género de animação.
Para acabar numa nota mais séria, convido-vos a ver o filme "Philomena" que conta a história real de uma adolescente irlandesa, que foi castigada pela família por ter engravidado de uma relação casual, ao abandonarem-na num convento para ter a criança em segredo. Muitas raparigas encontravam-se lá pelos mesmos motivos e, viram os seus filhos serem dados para adopção sem a sua autorização. 
Um jornalista inteira-se desta história e convida-a para irem aos Estados Unidos da América à procura do seu filho.
É uma história que nos toca o coração e dói, sabendo que esta foi a realidade de muitas mães e algumas famílias até em Portugal (lembro-me de ver uma reportagem sobre um orfanato católico nos Açores).

 


O Hipnotista foi uma recomendação da minha mãe e a minha estreia na escrita de Lars Kepler (que na verdade é o pseudónimo de um casal sueco). Este romance policial foi daqueles livros em que me sentia pouco interessada nas primeiras páginas, mas que acabou por me agarrar à medida que o enredo se ia desenvolvendo.
Conta a história de Erik, um médico que também estuda a hipnose como maneira de superar trauma e que é chamado pela polícia para tentar obter o testemunho de um sobrevivente a um massacre de uma família, de maneira a tentar impedir que o assassino ataque também uma familiar que se encontrava noutro local.
Nada é o que parece e vamos tendo também umas luzes sobre o passado de Erik e o porquê de ele ter abandonado o método de hipnose. Gostei imenso.


O Conversas entre Amigos é a primeira obra publicada de Sally Rooney, autora de Normal People que provavelmente foi o meu livro preferido do ano (e a série é também divinal). É uma história muito interessante, sobre um envolvimento extra-conjugal e como isso afeta a relação da protagonista com os amigos mais próximos e ela mesma. Escrevi uma publicação sobre o mesmo aqui.


Quando o tempo arrefece, a minha pele tem sempre tendência a ficar mais seca. Tenho encontrado um aliado nesta máscara da Simply Pure, que me foi oferecida pela minha tia que vive na Irlanda. É uma leave on water mask para peles sensíveis e funciona bastante bem. No entanto, continua a ter um amor ainda mais forte por esta máscara hidratante da The Body Shop (de que falei nestes favoritos).

Outro produto de que estou fã, é o esfoliante de óleo de côco e açúcar que fiz por casa e que já vai a metade do frasco. Se tiverem curiosidade, expliquei como se consegue fazer aqui.



Há algumas músicas que andei a cantarolar especialmente nesta última estação. 
Graças ao Tik Tok e a uma coreografia super simples e fofa, conheci o "Space Girl" da Frances Forever. Uma música com boas energias e querida que a autora escreveu após ver um episódio de Star Trek.
Na época de Natal, costumo ouvir sempre os mesmos clássicos, sendo o meu favorito o "Driving Home for Christmas", que nunca falha na viagem para casa dos meus pais. Adicionei à playlist festiva o "Snowman" da Sia, que tem um refrão que fica no ouvido e nos faz querer cantá-lo a plenos pulmões.
Por último duas artistas portuguesas que merecem reconhecimento: Carolina Deslandes com o seu "Não me Importo" e o cover de "Devia Ir" pela Bárbara Tinoco.




O jogo "Among Us" esteve na berra e foi uma forma divertida de passar tempo com alguns amigos. Sou uma péssima impostora e descobri que tenho amigos que são excelentes mentirosos quando querem...

Há algum tempo que invejava o carrinho de compras das senhoras mais velhas, já que muitas vezes vou ao supermercado a pé e trago um saco grande em cada ombro. O meu namorado surpreendeu-me com um modelo bem robusto, com espaço para as compras da semana. É tão prático que já não me imagino a ir às compras sem ele.


Também na onda de coisas que as pessoas de idade têm (e com razão), comprei este saco de cereais e alfazema por encomenda na Saponina - uma marca portuguesa, vegan e amiga do ambiente. Basta aquecer 2 minutos no microondas e fica quente e com um cheirinho a alfazema que me deixa em modo relaxamento ao final de um dia. Como é constituída por cereais, dá para ajustar a qualquer parte do corpo, e uso-a sempre que tenho dores musculares localizadas. No entanto, o meu uso preferido é levá-la quentinha para a cama comigo nestes dias mais frios.



Por último, só referir os vários podcasts que o "Bruno Aleixo" cria para a Antena 3. "Aleixopédia", "Aleixo FM" e o meu preferido "Aleixo Amigo". São episódios curtinhos, mas que me fazem rir em voz alta muitas das vezes.


Desejos de um bom 2021!


Com amor,

Catarina


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Esfoliante caseiro de açúcar e óleo de coco

Há cerca de mês e meio, dei por mim a precisar de um esfoliante corporal, mas com zero vontade de me meter num centro comercial, cheio de humanos para o ir comprar.
Lembrei-me de já ter ouvido falar de esfoliante caseiro feito com açúcar e, depois de uma breve pesquisa no Pinterest, encontrei uma receita que apenas necessitava de dois ingredientes que tinha cá em casa: açúcar branco e óleo de côco.


Coloquei uma chávena de chá de açúcar branco num frasco de vidro que tinha cá por casa.
Como na temperatura ambiente o óleo de côco estava sólido, aqueci cerca de meia chávena de óleo de côco durante 15 segundos no microondas e adicionei um pouco mais para completar a medida. 
Adicionei o óleo de coco ao frasco onde já tinha colocado o açúcar e misturei com a ajuda de uma colher de chá. 
Esperei que arrefecesse um pouco mais e fechei o frasco, que depois coloquei numa das prateleiras do chuveiro.

Tenho usado uma vez por semana e resulta mesmo muito bem. Para além de esfoliar, o óleo de côco acaba por deixar a minha pele suave e hidratada. 
É simples, barato, eficaz e amigo do ambiente.

Se quiserem optar por outros ingredientes também resulta com outros óleos (como o azeite) e açúcares. Deixo aqui a página por onde me guiei.


Tenham um óptimo fim-de-semana!


Com amor,
Catarina


domingo, 13 de dezembro de 2020

"Conversas entre amigos" de Sally Rooney

Depois de devorar "Normal People", pesquisei sobre mais bibliografia da autora e o "Conversations with friends" despertou-me a curiosidade, pelas opiniões tão positivas sobre o mesmo.
Tinha as expectativas altas e, talvez por isso, continue a preferir o primeiro livro que li da autora, mas não deixou de ser uma leitura prazerosa.
A narrativa acontece na perspectiva de Frances, uma aluna da Faculdade de Letras, de 21 anos que escreve poesia e a declama com a sua amiga (e ex-namorada Bobbi). Ambas conhecem Melissa, uma fotógrafa cerca de uma década mais velha que se interessa pela arte delas e que as introduz ao marido, Nick.
A narrativa decorre muito à volta destas quatro personagens, sendo que Rooney demonstra mais uma vez a sua mestria em escrever sobre relações e diálogos que poderíamos ouvir na vida real, poéticos mas crus.
Gostei bastante do final, embora ache que não me tenha ligado tanto às personagens como em "Normal People", o que atribuo ao facto de apenas ter a perspectiva de Frances.
Vou continuar atenta ao trabalho desta talentosa escritora irlandesa.


Já leram este título ou outro desta autora? O que acharam?

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Sugestões para começarem a ver Anime

O universo de manga e anime é algo que me passou completamente ao lado enquanto crescia, confesso. Bom... a não ser que incluamos os desenhos animados que víamos, como Doraemon, Navegantes da Lua e tantos outros de origem japonesa.
Lembro-me de no secundário ouvir falar, principalmente de colegas da área de Artes, sobre Naruto mas foi algo que não me prendia a atenção enquanto fazia zapping pela televisão.
Até que comecei a namorar com o Di.
Quando gostamos de alguém é normal querermos mostrar e partilhar as nossas coisas favoritas com essa pessoa. Seja um sítio bonito, um restaurante que adoramos, a nossa música preferida ou o filme que não nos cansamos de rever.
No caso do Di, uma das coisas que ele me quis mostrar foi a sua anime preferida: Naruto.
Confesso que não foi paixão à primeira vista, mas à medida que ia vendo mais episódios, comecei a criar empatia com algumas personagens, o enredo começou a tornar-se mais interessante e conheci todo um novo mundo.
Entretanto já vimos mais algumas séries de anime juntos e gostava de partilhar convosco as que acho que valem mesmo a pena ver. 

 

Naruto

Sem surpresas nenhumas, Naruto tinha que estar na lista.
Este anime acompanha as aventuras de Naruto, um rapaz órfão que vive numa vila conhecida pelos seus ninjas. Ele é posto de parte pelos outros habitantes da vila de Konoha, por algo que lhe aconteceu em bebé, mas não desiste de tentar ser o ninja mais forte da aldeia, para poder ser reconhecido pelos seus pares e proteger quem o rodeia.
É uma série que pode parecer longa, mas se virem sem fillers (episódios que servem literalmente para "encher" e dar tempo à manga em que se baseia a história para ser publicada; que não acrescentam nada ao enredo) vê-se mesmo muito bem.
Acho que, tal como as minhas séries e filmes de fantasia favoritos, consegue criar um universo muito peculiar e credível e dar uma dimensão fantástica a todas as personagens. 
 



Death Note

Foi a segunda anime que vi e foi-me imensamente recomendada por toda a gente.
Conta a história de Light, um aluno de secundário que tropeça num caderno que tem o poder de matar  pessoas cujo nome for nele escrito. Light sente que pode ajudar o mundo, eliminando criminosos e homicidas sem que as autoridades suspeitem dele, mas depressa o poder lhe começa a subir à cabeça. Entretanto, começamos também a seguir o ponto de vista dos investigadores que tentam perceber como é que de repente há um número alto de mortes súbitas sem motivo aparente.
É muito interessante esta história de perseguição de rato e gato, assim como apercebermo-nos de que vamos variando o lado da "justiça" em que estamos. É muito bem realizado e é uma série curta, sendo fácil de ver.


Full Metal Alchemist Brotherhood

Foi a última série que vi e estou realmente arrependida de não lhe ter dado uma oportunidade mais cedo. Ou então não, porque soube mesmo bem agora que as temperaturas estão mais frias, ver a história dos  irmãos Eric enrolada numa mantinha no sofá.
Estes irmãos são alquimistas, o que significa que conseguem transformar a matéria e substâncias em algo equivalente. Servem o governo, para proteger os cidadãos e derrotar os inimigos públicos, mas estes adolescentes têm uma particularidade - querem recuperar os seus corpos. Em pequenos perderam a mãe e, numa tentativa de voltar a vê-la através da alquimia numa prática proibida, sacrifiram partes do seu corpo (ou por inteiro no caso do Alphonse).
Neste mundo, nada é o que parece e vão ter que se juntar a aliados improváveis para que consigam salvar o seu país de um mal maior.
Acho que se nunca viram nenhum anime, esta é uma boa escolha para começar. Não é muito comprida, começa a ficar interessante logo nos primeiros dois ou três episódios e tem personagens a que se afeiçoam depressa.


Attack on Titan

O melhor, na minha  humilde opinião, ficou para o fim.
Comecei a ver esta anime com a premissa de "Vê só o primeiro episódio. É um pouco sangrento e violento mas se te interessar vais adorar a série."
E não é que tinham razão?
Attack on Titan passa-se numa distopia, em que os humanos vivem dentro de muralhas gigantes para se protegerem dos titãs - criaturas enormes que comem pessoas. Eren e Armin são dois amigos que têm curiosidade em ver o mundo além muralhas, mas tudo se complica quando as muralhas são atacadas por titãs, centenas de anos após o último incidente.
Adoro a maneira como esta série nos deixa no escuro, dando-nos pequenas pistas que só mais tarde vamos entender o que significam e tendo momentos que nos fazem deitar por terra o pouco que achávamos ser verdade. É mesmo muito viciante e mal posso esperar que saia a última temporada no final deste ano.
A Mikasa é uma das minhas personagens favoritas, assim como o capitão Levi.
Se estão interessados em anime, esta é a que sem dúvida não devem perder.






Todas estas animes estão disponíveis na Netflix embora a continuação (e melhor parte!) de Naruto, que se chama Naruto Shippuden, ainda não esteja. Vamos aproveitar este confinamento para dar oportunidade a esta arte inspiradora japonesa? 
E se gostam de anime, quais os que não posso perder?


Com amor,
Catarina