Olá e sejam bem-vindos (com um pouquinho de nada de atraso) aos Favoritos de Outono de 2021.
Espero que 2022 esteja a ser vosso amigo, que tenham deixado as vossas folhas caducas no ano anterior e que estejam prontos para florescer ainda mais neste ano.
Terminei o ano passado recuperada de covid mesmo a tempo de ter direito a Natal em família e um Ano Novo em segurança. O blog acabou de ficar um pouquinho de lado, com uma reaproximação do velho amor pelos livros e com o novo encanto, o ponto-cruz. Falamos de outros Favoritos?
Custa despedir-me do Verão, até porque ele parece não estar a querer despedir-se de nós. Não me estou a queixar, mas o meu humor melhora um pouco com a descida das temperaturas. Foi um Verão bom, com direito a umas semaninhas de descanso e reencontros de pessoas que já não via e ouvia sem ser em ecrãs hã demasiado tempo.
A Primavera é das estações do ano que mais gosto, até porque sentimos os dias crescer e a nossa produtividade também.
Continuamos confinados mas a data da vacinação está próxima, pelo que, embora mantenhamos os cuidados, vemos uma pequena luz ao fundo do túnel. Quem sabe na próxima Primavera não estejamos já a voltar à vida normal?
Numa procura por lanches saborosos e nutritivos quando faço turnos mais longos no trabalho, dei oportunidade aos pudins de chia. É uma opção muito saborosa e dá para preparar na véspera ou umas horas antes do meu turno para não me estar a preocupar no que é que vou levar em cima da hora ou ter depois a tentação de encomendar comidas mais gulosas, mas que não me fazem tão bem por Uber Eats. Comecei a fazê-los com este guia da Vânia do Made by Choices, mas agora já tenho uma receita que espero partilhar brevemente convosco.
Sempre que vou ao Aldi, não deixo escapar mais uma ou duas caixas de tofu fumado. É tofu, mas tem um sabor óptimo, quase que a lembrar bacon e é muito prático porque não tenho que me preocupar com os temperos ou em marinar, que sei que vai logo deixar qualquer prato mais saboroso. Já usei em sopas, massas, arroz (a imitar o de pato que a minha mãe faz) e nunca me desiludiu.
Tenho aproveitado a Netflix para ver filmes mais leves, quando tenho turnos de urgência mais calmos.
Moxie, foi um filme que gostei bastante pela mensagem de que nunca é desmasiado cedo para sermos feministas. Um filme fofinho, cheio de girl power e que demonstra que, mesmo em meios priveligiados, ainda há muito a ser feito.
Love Monsters, outro filme juvenil sobre um mundo pós-apocalíptico. Joel está há anos a viver num bunker com outras pessoas, visto ter havido um acidente químico que tornou a maioria das criaturas de sangue frio em gigantes. A rapariga de quem gosta está a viver do outro lado do país e Joel decide cometer um risco pela primeira vez na vida e fazer uma viagem muito perigosa pela superfície. Pelo meio aprende mais sobre o mundo que acha que conhece e conquista um amigo de quatro patas que para mim é a verdadeira estrela do filme. É um filme leve, mas com mensagens sobre sair da nossa zona de conforto e enfrentar os nossos "monstros".
Ainda na onda de mundo apocalíptico, The Mitchells vs The Machines é um filme de animação que retrata a história de Katie Mitchell, uma adolescente criativa, que sonha em ser realizadora de cinema. Está na iminência de começar a faculdade e encontrar pessoas que compreendam este seu lado criativo quando os humanos começam a ser aprisionados. Ela e a sua família "disfuncional" vão ter que salvar a humanidade e aproximar-se ao fazê-lo.
Este filme foi uma roda de emoções, sendo hilariante, interessante e deixando-me à beira das lágrimas em vários momentos. A relação de amor-incompreensão da Katie e o seu pai é demasiado familiar à maioria de nós e acreditem que vão ficar com um quentinho no coração ao assistirem a esta história. Também tem uma certa crítica à nossa dependência pelos nossos equipamentos tecnológicos que me serviu muito bem a carapuça.
Também na Netflix, devorei a série Santa Clarita Diet em poucas semanas. Uma série cómica, com a premissa de uma mulher acordar como "zombie" um dia, a desejar carne humana e toda a adaptação que a restante família faz de maneira a ajudá-la e tentar manter a sua vida normal.
Já me viram aqui a falar de The Marvelous Mrs Maisel e, mais uma vez, fica a minha recomendação de uma série genial sobre uma comum dona de casa de classe alta que descobriu o seu talento natural para a comédia e tenta vingar num mundo dominado por homens.
Também na Amazon Prime vi Superstore, uma série que acompanhava há uns anos na Fox Comedy, mas da qual tinha perdido contacto. Segue a vida de trabalhadores de uma loja de uma cadeia de hipermercados e tem imensa piada. Adoro a Cheyenne e o Mateu, são a minha dupla de difamadores preferida.
Por último, dois filmes da Disney que me encheram o coração: Raya e o Último Dragão e Luca.
Raya com uma história e mundo encantadores inspirados na Ásia Oriental, com lutas, dragões e magia; Luca com imagens de uma vila italiana à beira-mar, com monstros marinhos, pasta e música dos anos 50. Ambos com lições sobre tolerância, amizade e coragem.
Foi uma estação de boas leituras, sem dúvida. O tempo bom convida a leituras no terraço a apanhar sol de manhã.
Eleanor Oliphant is Completely Fine, de que falei aqui, tornou-se num dos meus livros preferidos e que recomendo a toda a gente. Gosto imenso da escrita, das personagens, dos temas mencionados. Adoro principalmente a Eleanor e foi daqueles livros que deixou saudades e a sensação de que poderia ter lido mais 500 páginas sem me aborrecer.
Gostei também da distopia Fahrenheit 451, sobre um mundo em que os livros são proibidos e o pensamento crítico visto como inútil. Um livro que reflete sobre o quão bom são também a tristeza e nostalgia, para crescermos e vivermos de verdade.
Por último, a estreia de um autor de que sei que vou querer ler mais: Klara e o Sol. É uma história escrita na perspectiva de uma inteligência não humana, alheia aos preconceitos e estigmas que nos são incubidos. A Klara é uma inteligência artificial positiva e curiosa que nos conquista logo nas primeiras páginas e as experiências pelas quais passa fazem-nos prestar mais atenção às características que nos tornam nós e o que é de facto a nossa identidade e individualidade.
Nestes últimos meses, destacaram-se principalmente dois álbuns que ouvi em loop.
O primeiro foi o álbum Sour da Olivia Rodrigo, que me fez voltar à adolescência com temas irreverentes como Brutal e Good For You, sem esquecer a a balada que me faz cantar a plenos pulmões: Drivers License.
Em segundo lugar, o lançamento do novo álbum da Mallu Magalhães, cheio de boa onda, Bossa Nova e a sua voz angelical que tanto amo. As minhas preferidas são Barcelona e Deixa Menina.
Tivémos direito a alguns feriados e fins-de-semana prolongados que permitiram sair do percurso casa-trabalho-casa.
Fomos a Braga, ver novamente a cidade por um canudo desde o Santuário do Bom Jesus do Monte, comemos comida boa e aproveitámos bom tempo para (re)visitar uma das cidades com mais vida de Portugal.
Aproveitámos também para levar o Bóris a praticar a natação que tanto gosta na Lagoa da Ervedeira, que já começa a ganhar a cor verde, roubada por um incêndio recente.
Esposende
Um grande favorito desde que o adquiri, é o copo menstrual, de que falei aqui. Melhor compra que já fiz, teve um período de adaptação, mas agora fico contente por ter uma opção tão prática e que me poupa tempo e dinheiro (e bom para o ambiente!).
Não sei porque ainda não tinha mencionado pelo blog, mas um dos podcasts que também sigo religiosamente é o Extremamente Agradável da Joana Marques. Gosto do seu sentido de humor e paciência em buscar pérolas pela televisão portuguesa e redes sociais.
Também em formato de podcast (se bem que o formato visual acrescenta ainda mais emoção à coisa), é o Reset, este projecto da Bumba na Fofinha que deu a conhecer o lado menos brilhante e mais difícil do percurso de pessoas que temos como bem sucedidas.
Espero que estejam a desfrutar deste tempo quente e que consigam ter as férias merecidas.
Pela hora a que sai esta publicação, já deverei estar na fila para levar a tão esperada vacina!
Com a chegada da minha estação preferida do ano, em que os dias estão a crescer e há uma diminuição progressiva de novos casos de covid-19, sinto também a minha positividade a crescer.
Foi um Inverno em que o isolamento se tornou imperativo, mas à falta de estar com as pessoas que gosto ou ir aos meus restaurantes favoritos, tentei fazer coisas que me deixam feliz no dia a dia, para escapar das preocupações do trabalho.
Com o regressar do bom tempo, em Fevereiro, voltou também a vontade de aproveitar o pequeno terraço de casa do meu namorado para produzir um pouco de vitamina D enquanto me perco em outros mundos na leitura.
O grande favorito foi "O Pintassilgo", ao qual dediquei uma publicação, mas também li de rajada o "Um de Nós é o Próximo" de Karen M. McNamus. Este último é um thriller juvenil, que acompanha três adolescentes de uma escola secundária onde começou um jogo de verdade ou consequência que revelou ser fatal. É a sequela do "Um de Nós Mente" e acho que não lhe fica nada atrás.
A comida caseira tem sido a regra dos últimos dias e tenho descoberto cada vez mais coisas que gosto de cozinhar.
Nos dias em que estamos ambos cansados ou apenas virados para encomendar comida, o Mr. Lee tem sido um dos restaurantes a que temos recorrido.
Penso que têm mais do que uma loja em Lisboa e o Pad Thai, o Nasi Goreng e as Gyosas vegetais são de comer e chorar por mais.
As plataformas de streaming têm sido as nossas melhores amigas desde o início do confinamento e este Inverno não foi exceção.
Aproveitámos a subscrição ao Disney+ para ver The Mandalorian, uma série que conseguiu o feito de agradar a maioria dos fãs do universo de Star Wars. É uma série de aventura, com momentos de ação, mas também queridos e atrevo-me a dizer que, mesmo quem nunca viu nenhum filme deste universo cinematográfico, vai gostar da história do Mandaloriano e do Baby Yoda, como ficou conhecido pelos fãs.
Vi também alguns filmes do universo da Marvel, como foi o caso de Captain Marvel que gostei imenso e acho subvalorizado e de Black Panther, que realmente é do outro mundo.
No meu isolamento de 5 dias enquanto tive sob suspeita de estar infetada com o vírus do momento, consumi avidamente Bridgerton, que, embora não seja nada super espetacular, revelou-se um bom entretém numa fotografia muito bonita e um enredo romântico.
Também na Netflix, vi o último filme da triologia To All The Boys I've Loved Before: Always and Forever. Já tinha lido o livro em que foi baseado e, para mim, foi dos raros casos em que gostei mais do filme do que do livro. Sim, são filmes juvenis, mas dentro do género são amorosos e divertidos.
Para rir, recomendo-vos muito a série Fleabag, cujas duas temporadas souberam a pouco e que me fizeram soltar muitas gargalhadas (opinião aqui).
Também disponível na Amazon Prime, eu e o meu namorado começámos a ver The Office (versão USA). Percebo porque é que a série foi tão popular. É daqueles casos em que à primeira estranha-se mas depois entranha-se. Já somos fãs do Michael Scott.
No Natal, o meu irmão ofereceu-me um hoodie da minha página de Twitter favorita de sempre (WeRateDogs). Para além da mensagem fofa - e verdadeira! - é muito confortável e quentinha.
Também na onda do conforto, acabei por juntar uma encomenda de meias necessárias, uma não tão necessária "loungewear", que é só uma designação trendy para "roupa de andar por casa". Esta camisola com capuz de poliéster e estas calças de algodão da H&M são a roupa mais confortável e, mal chego a casa, enfio-me nelas.
Em termos de produtos de beleza, tenho a destacar dois produtos: um para cabelo e outro de rosto.
O óleo para cabelo de argão da Inecto, foi-me oferecido por uma amiga da minha mãe no Natal, que me deu um cabaz de coisas naturais e vegans bastante jeitoso. Este óleo é para usar no cabelo ainda molhado e deixa-o bem mais macio e brilhante, sem aumentar a oleosidade do mesmo.
Mais uma prenda, mas de há mais tempo, da minha madrinha da Irlanda. É um creme e sérum, da marca Superdrug, decamomila com efeito calmante. Se realmente é calmante não sei, mas é rapidamente absorvido, deixa a minha pele suave e com textura uniforme. Tem também um aroma muito agradável e subtil.
Continuamos nos treinos e exercício físico em casa e as minhas duas companhias prediletas continuam a produzir muito conteúdo para me pôr a mexer o corpo.
Estou a fazer o programa de 30 dias "Breath" da Adriene e, mais uma vez, estou a gostar imenso. Estou a fazer ao meu próprio ritmo, mas consigo sentir a ligação entre as várias sessões de Yoga na mesma.
A Maddie inspirou-se em músicas do álbum Evermore da Taylor Swift e criou um Dance Workout mais aproximado de uma aula de dança, tanto com pliés de ballet clássico como passos de dança contemporânea. Já fiz mais que uma vez e deixa os músculos doridos ao mesmo tempo que me abate as saudades das aulas de dança.
Sei que estamos na altura das reflexões sobre o ano que se passou, mas eu cá vou continuar as minhas retrospectivas trimestrais. Desta vez, sobre este Outono que passou, onde tivémos de encontrar algum alento no meio de uma segunda vaga da pandemia.
O primeiro grande favorito é um lançamento da Nescafé que tem feito as minhas delícias, trazendo-me um Latte digno de Starbucks à minha caneca cá de casa. Já provei a Oat Latte e a Coconut Latte e, embora as duas sejam óptimas, a primeira é a minha predilecta. Ainda por cima tenho-as encontrado sempre em promoção.
A segunda recomendação, ainda no tema de bebidas quentinhas, é uma dica da Catarina Barreiros. Usar bebida vegetal (que podem fazer em casa com um robô de cozinha) bem quentinha num frasco de restos de manteiga de frutos secos. Experimentei num frasco de manteiga de amendoim com bebida de aveia e uma pitada de canela e ficou delicioso.
Ainda na onda vegetal, fiquei super fã do "picado de carne" vegetal do lidl. Chama-se Next Level Picado e o sabor, a textura e a versatilidade ajudaram a matar saudades da bolonhesa cá em casa.
"Over the moon" é um filme de animação da Netflix, com inspiração na cultura chinesa. Conta a história de Fei fei, uma menina que quer ir à Lua para provar que a lenda da deusa da Lua Chang'e é real. Tem a coelhinha mais fofa de sempre como ajudante e confesso que me emocionei muito neste filme sobre o sentimento de tristeza e perda.
Continuando no mundo da animação, ando apaixonada pela série "She-ra and the Princesses of Power", também da Netflix. Adora é uma rapariga soldado, que treina para lutar contra as maléficas princesas, até ao dia em que vai para o terreno e descobre que afinal pode não estar no lado dos bons da fita... Encontra também uma espada que lhe dá poderes e desperta memórias que não sabia ter. Tem personagens destemidas, tem lições bonitas sobre amizade e aceitação e também representatividade de raças, orientação sexual e identidade de género. As minhas personagens preferidas são a Princesa Scorpia e o Capitão Seahawk. Vale muito a pena.
Num estilo de animação diferente e com uma década de existência, devorei "Full Metal Alchemist" na companhia do meu namorado. Já falei sobre este viciante anime na publicação que fiz sobre este género de animação.
Para acabar numa nota mais séria, convido-vos a ver o filme "Philomena" que conta a história real de uma adolescente irlandesa, que foi castigada pela família por ter engravidado de uma relação casual, ao abandonarem-na num convento para ter a criança em segredo. Muitas raparigas encontravam-se lá pelos mesmos motivos e, viram os seus filhos serem dados para adopção sem a sua autorização.
Um jornalista inteira-se desta história e convida-a para irem aos Estados Unidos da América à procura do seu filho.
É uma história que nos toca o coração e dói, sabendo que esta foi a realidade de muitas mães e algumas famílias até em Portugal (lembro-me de ver uma reportagem sobre um orfanato católico nos Açores).
O Hipnotista foi uma recomendação da minha mãe e a minha estreia na escrita de Lars Kepler (que na verdade é o pseudónimo de um casal sueco). Este romance policial foi daqueles livros em que me sentia pouco interessada nas primeiras páginas, mas que acabou por me agarrar à medida que o enredo se ia desenvolvendo.
Conta a história de Erik, um médico que também estuda a hipnose como maneira de superar trauma e que é chamado pela polícia para tentar obter o testemunho de um sobrevivente a um massacre de uma família, de maneira a tentar impedir que o assassino ataque também uma familiar que se encontrava noutro local.
Nada é o que parece e vamos tendo também umas luzes sobre o passado de Erik e o porquê de ele ter abandonado o método de hipnose. Gostei imenso.
O Conversas entre Amigos é a primeira obra publicada de Sally Rooney, autora de Normal People que provavelmente foi o meu livro preferido do ano (e a série é também divinal). É uma história muito interessante, sobre um envolvimento extra-conjugal e como isso afeta a relação da protagonista com os amigos mais próximos e ela mesma. Escrevi uma publicação sobre o mesmo aqui.
Quando o tempo arrefece, a minha pele tem sempre tendência a ficar mais seca. Tenho encontrado um aliado nesta máscara da Simply Pure, que me foi oferecida pela minha tia que vive na Irlanda. É uma leave on water mask para peles sensíveis e funciona bastante bem. No entanto, continua a ter um amor ainda mais forte por esta máscara hidratante da The Body Shop (de que falei nestes favoritos).
Outro produto de que estou fã, é o esfoliante de óleo de côco e açúcar que fiz por casa e que já vai a metade do frasco. Se tiverem curiosidade, expliquei como se consegue fazer aqui.
Há algumas músicas que andei a cantarolar especialmente nesta última estação.
Graças ao Tik Tok e a uma coreografia super simples e fofa, conheci o "Space Girl" da Frances Forever. Uma música com boas energias e querida que a autora escreveu após ver um episódio de Star Trek.
Na época de Natal, costumo ouvir sempre os mesmos clássicos, sendo o meu favorito o "Driving Home for Christmas", que nunca falha na viagem para casa dos meus pais. Adicionei à playlist festiva o "Snowman" da Sia, que tem um refrão que fica no ouvido e nos faz querer cantá-lo a plenos pulmões.
Por último duas artistas portuguesas que merecem reconhecimento: Carolina Deslandes com o seu "Não me Importo" e o cover de "Devia Ir" pela Bárbara Tinoco.
O jogo "Among Us" esteve na berra e foi uma forma divertida de passar tempo com alguns amigos. Sou uma péssima impostora e descobri que tenho amigos que são excelentes mentirosos quando querem...
Há algum tempo que invejava o carrinho de compras das senhoras mais velhas, já que muitas vezes vou ao supermercado a pé e trago um saco grande em cada ombro. O meu namorado surpreendeu-me com um modelo bem robusto, com espaço para as compras da semana. É tão prático que já não me imagino a ir às compras sem ele.
Também na onda de coisas que as pessoas de idade têm (e com razão), comprei este saco de cereais e alfazema por encomenda na Saponina - uma marca portuguesa, vegan e amiga do ambiente. Basta aquecer 2 minutos no microondas e fica quente e com um cheirinho a alfazema que me deixa em modo relaxamento ao final de um dia. Como é constituída por cereais, dá para ajustar a qualquer parte do corpo, e uso-a sempre que tenho dores musculares localizadas. No entanto, o meu uso preferido é levá-la quentinha para a cama comigo nestes dias mais frios.
Por último, só referir os vários podcasts que o "Bruno Aleixo" cria para a Antena 3. "Aleixopédia", "Aleixo FM" e o meu preferido "Aleixo Amigo". São episódios curtinhos, mas que me fazem rir em voz alta muitas das vezes.
Já tinha planeado deixar a publicação sobre o meu verão para um bocadinho mais tarde, visto ter acabado as minhas férias dia 27 de Setembro, mas mesmo assim, atrasou-se mais um pouquinho.
Foi um verão bom, com direito a umas merecidas férias que deram para viajar desde o Sul até ao Norte do nosso país, estar com alguns amigos e família e desligar-me um pouco do ambiente stressante de hospital.
Mais um trimestre, mais uma partilha de Favoritos.
Sei que desta vez vêm com mais de um mês de atraso, mas não me coíbo de fazer a publicação na mesma, visto ser das minhas preferidas de escrever e rever.
Escrevi aqui há menos de duas semanas, mas parece que se passaram meses. Sei que a blogosfera, e o mundo digital em geral, serve como um escape para muitos, no meio da pandemia que estamos a viver, mas não posso deixar de falar sobre isso. Afinal, este cantinho serve muitas vezes para eu recordar fases e momentos que vivi e, para o bem e para o mal, nunca vivi nada como isto. Esta incerteza de saber quando vou estar com os meus amigos e a minha família. A certeza de que nas próximas semanas tudo vai piorar. A garantia de que vou estar em contacto com o Covid-19, mas sem apostar qual será a reação do meu sistema imunitário - aparentemente competente - a ele.
Posto isto, vamos falar de coisas superfluas e que podem até não fazer sentido nesta altura. Até porque o início da estação baseou-se na normalidade e esperança. Tal como espero que se baseie o final desta próxima. Vamos a isso?
Este Outono foi positivo e o culminar de um bom ano. Nestes favoritos podem encontrar muitas gordices, algumas séries e filmes, o aniversário do meu mais-que-tudo e o casamento onde ajudei em surpresas para os noivos.
Este Verão pareceu-me dos mais longos de sempre. Talvez por ter sido o primeiro em que não tive férias de verão propriamente ditas. Mesmo assim, deu para usufruir de uma Lisboa com um terço do trânsito e confusão do costume.
Vamos aos meus preferidos do último trimestre?
Foi um espaço de tempo em que saíram novas temporadas de algumas das minhas séries favoritas, como é o caso de Stranger Things, Outlander e Handmaid's Tale. Stranger Things soube aproveitar o crescimento do jovem elenco para introduzir os "dramas" da adolescência aquando um possível fim do mundo. Teve cenas memoráveis e gostei da introdução das novas personagens. Já Handmaid's Tale continua a fazer-me passar por um turbilhão de emoções. A série é tão bonita cinematograficamente, como revoltante a nível das injustiças que nela são representadas. Estou a gostar cada vez mais da June e acho que o enredo está a seguir um caminho muito interessante.
Estreei-me em "Glow", de que falei aqui e na qual estou totalmente viciada. Uma história entusiasmante sobre feminismo, amizade e saber ultrapassar os obstáculos que a vida nos põe no caminho. Comecei também a ver "Jane, the virgin". A primeira temporada foi genial para mim, mas confesso que o estilo telenovela mexicana, mesmo que em formato sátira, às vezes me faz não ficar tão entusiasmada com a série. Mesmo assim, vale a pena para os românticos.
A nível de filmes, a Disney esteve muito presente nas minhas idas ao cinema. Gostei de Toy Story 4, chorei com ORei Leão, mas o meu preferido foi Alladin.
Não sendo nada fã de filmes de terror, fiquei agradavelmente surpreendida pelo "It". Sinto que, mesmo tendo algumas cenas com o mero objetivo de assustar, tem também um enredo interessante. Já a sequela, deitou tudo a perder...
O meu livro preferido deste Verão foi "Sou um Crime" de Trevor Noah. O apresentador do "The Daily Sow" conta como foi a sua infância, crescendo mulato na África do Sul quando era ilegal haver qualquer tipo de envolvimento romântico/sexual entre brancos e negros. É uma leitura deliciosa, cheia de episódios caricatos, mas brilhantemente escrita de maneira a pessoas que não estejam familiarizados com a cultura africana, aprendam bastante sobre a mesma. Uma gigante crítica social a como algo que nos é inato - a quantidade de melanina que temos na pele - influencia injustamente a vida que teremos.
As primeiras leituras de verão foram os volumes da série "To all the boys I've loved before" de Jenny Han, que achei bem fofinha. Podem ver uma opinião mais completa aqui.
O livro que me conquistou recentemente foi "Flores" de Afonso Cruz. Nunca tinha lido nada do autor, mas tinha visto críticas muito positivas a alguns livros dele. Gostei tanto. A escrita é "floreada", mas tão natural como a nossa própria respiração. O enredo é promissor: após a morte do pai, um homem ajuda um vizinho a recuperar pedaços da vida de que se esqueceu, consequência de um aneurisma, enquanto aprende ele próprio vê a sua vida desmoronar-se. Não digo que a história é espectacular, cheia de reviravoltas, mas é bonita e poética. O ponto mais fraco diria que é mesmo a personalidade da personagem principal, por quem não senti muita empatia.
Nesta estação, tenho a destacar dois produtos de beleza que sinto que realmente fazem a diferença na minha rotina.
O primeiro é o Drops of Youth Liquid Peel da The Body Shop, que basicamente funciona como um esfoliante químico, que forma uns "grumos" ao contactar com a sujidade da pele. Tenho usado uma vez por semana e sinto a pele muito macia e com aspeto mais limpo após o usar. Custou-me 15.45€ em promoção e é vegano.
Da mesma marca, tenho também andado a usar o Vitamin E Nourishing Night Cream que funciona como uma "bomba" de hidratação, que se sente na manhã seguinte, sem deixar a pele oleosa. Penso que não tem ingredientes de origem animal e o preço rondou os 16€.
Na categoria de roupa, continuei no meu objectivo de não comprar fast-fashion. Não foi cumprido porque na véspera de voar para o casamento nos Açores, reparei que tinha deixado as minhas sandálias em casa dos meus pais, a 130 km de distância e tenho um pé minúsculo comparado com as minhas amigas. Lá fui comprar umas sandálias de emergência na Pull & Bear, que tenciono usar o mais que puder para compensar.
Por outro lado, comprei estas calças vintage na loja de roupa em segunda mão de uma amiga. São muito confortáveis e giras, mesmo longe do que considerava a minha zona de conforto. A loja neste momento está em pausa, mas os artigos ainda se encontram disponíveis para venda - é a Luna's Second Love.
Foram meses de muita comida boa.
Numa visita a uns amigos na Margem Sul, fomos almoçar ao XL da Carlota, na Vila do Conde. O restaurante tem o aspecto típico de cozinha portuguesa, a ementa é longa e tem muitas opções vegetarianas (incluíndo vegetarianas estritas). Deliciámo-nos com um pica-pau como entrada, uma francesinha que dividimos (por alguma razão o restaurante tem XL no nome) e para sobremesa comi uma serradura vegana que estava simplesmente divinal. O atendimento foi marcado pela rapidez e simpatia.
Mesmo à beira da pequena praia de Algés, o meu namorado descobriu um restaurante de comida mexicana - o La Siesta. Comemos nachos e tacos, mas a estrela do jantar foram as Margaritas. Pedimos sem álcool, a minha de manga e a dele de maracujá e foram as melhores que alguma vez bebi. Refrescantes e doces, sem serem enjoativas.
Para além disso, a esplanada também tem uma vista muito bonita sobre o rio.
Num jantar com os meus pais, decidimos experimentar um restaurante vegano na zona da Marinha Grande - "O Irmão Vegan".
Está inserido num alojamento local, mas está aberto ao público por marcação. A ementa varia por cada estação, mas podem contar com a versão vegetariana dos mais diversos pratos típicos portugueses. Recomendo principalmente o "Bacalhau" com natas, os pastéis de "bacalhau" e as "moelas". As doses são generosas e o atendimento incrivelmente simpático, num ambiente acolhedor.
Este Verão foi marcado por reencontros. O primeiro e, muito especial, foi com as minhas melhores amigas da faculdade. Não estávamos as três juntas fisicamente há cerca de dois anos, embora o contato se mantenha sob a forma de mensagens e chamadas. Soube mesmo bem um dia com elas, passeando por Lisboa, a cidade onde nos conhecemos.
A minha prima mais nova também veio da Irlanda para passar o Verão no seu país Natal e deu para fazer planos que nos divertissem a ambas, como praia e trampolins. Passámos o aniversário dela na Praia das Rocas, em Castanheira de Pêra e sem dúvida que recomendo.
Houve também oportunidade de passeios em família, sempre perto de casa e até descobrimos sítios onde levar o Bóris a banhos.
Por último, o segundo casamento do ano, o primeiro do grupo de amigos da faculdade do meu namorado. Foi em São Miguel, de onde é natural a noiva e deu para matar saudades daquela ilha cheia de beleza natural. Passeámos pouco, que basicamente foi um fim-de-semana prolongado para irmos à cerimónia, mas a companhia fez toda a diferença.
O grande achado destes últimos meses foi o canal "Nunca te pedi nada" de Maíra Medeiros. Foi através de uma menção da Bárbara Cardoso que conheci esta feminista com a gargalhada mais contagiosa do mundo, que tem imenso jeito para falar de temas actuais como o feminismo, gordofobia e homofobia de uma maneira muito leve e divertida.
Espero que tenham tido um óptimo Verão e que o Outono vos traga aquilo que precisam.