sábado, 24 de julho de 2021

Pudim de Chia com cacau

Sinto que os pudins de chia foram uma moda que me passou um bocado ao lado, quando tropeçávamos em receitas "fit" e em super-alimentos um bocado por tudo o que era influencer digital.
No entanto, numa entrega de um cabaz de frescos cá em casa, decidi incluir também sementes de chia para experimentar este alimento, famoso por ser nutritivo.
Já tinha ouvido falar dos pudins de chia como um lanche ou sobremesa saudável e decidi experimentar, baseando-me neste guia da Vânia do Made By Choices. 
Gostei bastante do sabor, mas a textura foi algo que estranhei à primeira. Agora, já tenho uma receita que gosto de fazer para levar este lanche para os turnos mais longos no hospital.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Favoritos Primavera

Mais um trimeste, mais uns favoritos.
A Primavera é das estações do ano que mais gosto, até porque sentimos os dias crescer e a nossa produtividade também. 
Continuamos confinados mas a data da vacinação está próxima, pelo que, embora mantenhamos os cuidados, vemos uma pequena luz ao fundo do túnel. Quem sabe na próxima Primavera não estejamos já a voltar à vida normal?


Numa procura por lanches saborosos e nutritivos quando faço turnos mais longos no trabalho, dei oportunidade aos pudins de chia. É uma opção muito saborosa e dá para preparar na véspera ou umas horas antes do meu turno para não me estar a preocupar no que é que vou levar em cima da hora ou ter depois a tentação de encomendar comidas mais gulosas, mas que não me fazem tão bem por Uber Eats. Comecei a fazê-los com este guia da Vânia do Made by Choices, mas agora já tenho uma receita que espero partilhar brevemente convosco.
Sempre que vou ao Aldi, não deixo escapar mais uma ou duas caixas de tofu fumado. É tofu, mas tem um sabor óptimo, quase que a lembrar bacon e é muito prático porque não tenho que me preocupar com os temperos ou em marinar, que sei que vai logo deixar qualquer prato mais saboroso. Já usei em sopas, massas, arroz (a imitar o de pato que a minha mãe faz) e nunca me desiludiu.





Tenho aproveitado a Netflix para ver filmes mais leves, quando tenho turnos de urgência mais calmos.
Moxie, foi um filme que gostei bastante pela mensagem de que nunca é desmasiado cedo para sermos feministas. Um filme fofinho, cheio de girl power e que demonstra que, mesmo em meios priveligiados, ainda há muito a ser feito.
Love Monsters, outro filme juvenil sobre um mundo pós-apocalíptico. Joel está há anos a viver num bunker com outras pessoas, visto ter havido um acidente químico que tornou a maioria das criaturas de sangue frio em gigantes. A rapariga de quem gosta está a viver do outro lado do país e Joel decide cometer um risco pela primeira vez na vida e fazer uma viagem muito perigosa pela superfície. Pelo meio aprende mais sobre o mundo que acha que conhece e conquista um amigo de quatro patas que para mim é a verdadeira estrela do filme. É um filme leve, mas com mensagens sobre sair da nossa zona de conforto e enfrentar os nossos "monstros".
Ainda na onda de mundo apocalíptico, The Mitchells vs The Machines é um filme de animação que retrata a história de Katie Mitchell, uma adolescente criativa, que sonha em ser realizadora de cinema. Está na iminência de começar a faculdade e encontrar pessoas que compreendam este seu lado criativo quando os humanos começam a ser aprisionados. Ela e a sua família "disfuncional" vão ter que salvar a humanidade e aproximar-se ao fazê-lo. 
Este filme foi uma roda de emoções, sendo hilariante, interessante e deixando-me à beira das lágrimas em vários momentos. A relação de amor-incompreensão da Katie e o seu pai é demasiado familiar à maioria de nós e acreditem que vão ficar com um quentinho no coração ao assistirem a esta história. Também tem uma certa crítica à nossa dependência pelos nossos equipamentos tecnológicos que me serviu muito bem a carapuça.
Também na Netflix, devorei a série Santa Clarita Diet em poucas semanas. Uma série cómica, com a premissa de uma mulher acordar como "zombie" um dia, a desejar carne humana e toda a adaptação que a restante família faz de maneira a ajudá-la e tentar manter a sua vida normal.
Já me viram aqui a falar de The Marvelous Mrs Maisel e, mais uma vez, fica a minha recomendação de uma série genial sobre uma comum dona de casa de classe alta que descobriu o seu talento natural para a comédia e tenta vingar num mundo dominado por homens.
Também na Amazon Prime vi Superstore, uma série que acompanhava há uns anos na Fox Comedy, mas da qual tinha perdido contacto. Segue a vida de trabalhadores de uma loja de uma cadeia de hipermercados e tem imensa piada. Adoro a Cheyenne e o Mateu, são a minha dupla de difamadores preferida.
Por último, dois filmes da Disney que me encheram o coração: Raya e o Último Dragão e Luca
Raya com uma história e mundo encantadores inspirados na Ásia Oriental, com lutas, dragões e magia; Luca com imagens de uma vila italiana à beira-mar, com monstros marinhos, pasta e música dos anos 50. Ambos com lições sobre tolerância, amizade e coragem.


Foi uma estação de boas leituras, sem dúvida. O tempo bom convida a leituras no terraço a apanhar sol de manhã.
Eleanor Oliphant is Completely Fine, de que falei aqui, tornou-se num dos meus livros preferidos e que recomendo a toda a gente. Gosto imenso da escrita, das personagens, dos temas mencionados. Adoro principalmente a Eleanor e foi daqueles livros que deixou saudades e a sensação de que poderia ter lido mais 500 páginas sem me aborrecer.
Gostei também da distopia Fahrenheit 451, sobre um mundo em que os livros são proibidos e o pensamento crítico visto como inútil. Um livro que reflete sobre o quão bom são também a tristeza e nostalgia, para crescermos e vivermos de verdade.
Por último, a estreia de um autor de que sei que vou querer ler mais: Klara e o Sol. É uma história escrita na perspectiva de uma inteligência não humana, alheia aos preconceitos e estigmas que nos são incubidos. A Klara é uma inteligência artificial positiva e curiosa que nos conquista logo nas primeiras páginas e as experiências pelas quais passa fazem-nos prestar mais atenção às características que nos tornam nós e o que é de facto a nossa identidade e individualidade.



Nestes últimos meses, destacaram-se principalmente dois álbuns que ouvi em loop.
O primeiro foi o álbum Sour da Olivia Rodrigo, que me fez voltar à adolescência com temas irreverentes como Brutal e Good For You, sem esquecer a a balada que me faz cantar a plenos pulmões: Drivers License.
Em segundo lugar, o lançamento do novo álbum da Mallu Magalhães, cheio de boa onda, Bossa Nova e a sua voz angelical que tanto amo. As minhas preferidas são Barcelona e Deixa Menina.


Tivémos direito a alguns feriados e fins-de-semana prolongados que permitiram sair do percurso casa-trabalho-casa.
Fomos a Braga, ver novamente a cidade por um canudo desde o Santuário do Bom Jesus do Monte, comemos comida boa e aproveitámos bom tempo para (re)visitar uma das cidades com mais vida de Portugal.
Aproveitámos também para levar o Bóris a praticar a natação que tanto gosta na Lagoa da Ervedeira, que já começa a ganhar a cor verde, roubada por um incêndio recente.


Esposende








Um grande favorito desde que o adquiri, é o copo menstrual, de que falei aqui. Melhor compra que já fiz, teve um período de adaptação, mas agora fico contente por ter uma opção tão prática e que me poupa tempo e dinheiro (e bom para o ambiente!).
Não sei porque ainda não tinha mencionado pelo blog, mas um dos podcasts que também sigo religiosamente é o Extremamente Agradável da Joana Marques. Gosto do seu sentido de humor e paciência em buscar pérolas pela televisão portuguesa e redes sociais.
Também em formato de podcast (se bem que o formato visual acrescenta ainda mais emoção à coisa), é o Reset, este projecto da Bumba na Fofinha que deu a conhecer o lado menos brilhante e mais difícil do percurso de pessoas que temos como bem sucedidas.



Espero que estejam a desfrutar deste tempo quente e que consigam ter as férias merecidas.
Pela hora a que sai esta publicação, já deverei estar na fila para levar a tão esperada vacina!

Com amor,
Catarina

domingo, 20 de junho de 2021

Vontade de fazer tanta coisa que acabo por não fazer nada

Sinto-me muito inspirada, cada vez que vejo alguém a iniciar ou a falar de um hobby.
Tenho muitos amigos que, agora que estão numa situação mais estável a nível de trabalho, procuram algo para "escapar" das responsabilidades e até onde pôr a funcionar o seu lado mais criativo.
Por outro lado, também tenho estado mais presente em algumas redes, como o Tik Tok, em que as pessoas partilham as suas paixões. É refrescante ver pessoas adultas que encontraram novos interesses e que dedicam parte do seu tempo a falar e a aprender mais sobre eles.
Já há quase um ano que tenho em mente criar um podcast. Tenho a introdução gravada e publicada (mas ainda não pública), tenho os temas de que quero falar e ideias para um espaço onde tirar dúvidas. Porém, quando gravei o episódio seguinte e vi que não ficou da maneira de que queria, desmotivei. Sei que vou acabar por conseguir gravar pelo menos os episódios da temporada que tenho pensada, mas como é da área onde trabalho, custa-me às vezes ir estudar ou pensar mais sobre o assunto quando o que quero é desligar de uma semana de ansiedades e pacientes mais complicados.
Tenho muito esta tendência em que, se não sou boa numa coisa à primeira, desmotivo em vez de trabalhar mais nela até conseguir fazer os básicos.
Gostava de (re)aprender a andar de patins, desta vez de quatro rodas em vez de patins em linha, para fazer passeios à beira rio e parecer elegante e ágil como as senhoras que vejo a dançar em vídeos. Mas sei que vou ter muitas quedas antes de conseguir andar em 10 metros, que sejam.
Gostava de bordar ou fazer ponto cruz, lembro-me de o fazer em EVT e gostar muito. É algo criativo, mas ao mesmo tempo com técnica. Sei que iria gostar de fazer coisas geeks, mas ao mesmo tempo também sei que é daquelas coisas que se errar um ponto, estrago o trabalho de horas.
Gostava de aprender língua gestual portuguesa, para conseguir conseguir alargar o leque de pessoas com quem comunico, mas sei que é preciso depois prática para não me esquecer dos vocábulos e já me estou a imaginar a esquecer de tudo como me aconteceu com a língua francesa, que aprendi durante 3 anos na escola.


Um dia vai ser o dia, espero.


Com amor,
Catarina



domingo, 13 de junho de 2021

"The Marvelous Mrs Maisel"

 A subscrição à Amazon Prime realmente está a valer a pena. Depois de devorar Fleabag e The Office nesta plataforma, vi a série que ultimamente tenho recomendado a toda a gente: The Marvelous Mrs Maisel.
Passa-se no final dos anos 50 em Nova Iorque, sendo o cenário e os figurinos lindos de morrer. Acompanhamos Mrs Maisel, tratada carinhosamente por Midge, uma dona de casa nos seus 20 e alguns anos, que vive para estar bonita, comprar vestidos e chapéus, dar festas e apoiar o marido (e de vez em quando ver os dois filhos pequenos).
O marido tem um emprego num cargo de chefia na empresa de um familiar, mas tem o sonho de conseguir fazer stand-up comedy, um sonho que Midge tenta ajudá-lo a seguir, vendo-o mais como um hobbie engraçado que o marido gosta de fazer algumas noites por semana.
Até que a vida dá uma reviravolta e, depois de uns copos, Midge dá um monólogo improvisado num palco e descobre que tem um talento natural para a comédia.
Adoro o sarcasmo presente no discurso das personagens, os diálogos rápidos e engraçados, mas também a grande dose de crítica social, com Midge a quebrar o preconceito que havia sobre mulheres e comédia. 
Os episódios são de 40 minutos, mas voam. Vi as três temporadas em menos de duas semanas e espero ansiosamente pela próxima.


Já viram a série? O que acharam?


Com amor,
Catarina

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Reset

Provavelmente, toda a gente que ler esta publicação já viu ou, pelo menos, já ouviu falar do projeto "Reset" de Mariana Cabral (aka Bumba na Fofinha).
Parece só mais um podcast humorístico (se vêm o vídeo, acho que é ainda mais rico), mas a premissa de ser uma conversa sobre o que não correu bem e o lado menos bonito destas figuras vistas como bem-sucedidas é muito refrescante e ávido de se ver.
Tenho gostado de todos os episódios, mas destaco o de dois, ambos músicos, pelos quais já sentia algum carinho. O da Carolina Deslandes, por falar sobre relações que não resultam e no desafio que é ser mãe de um menino no espectro do autismo e também de Salvador Sobral, que fala de como fez paz consigo mesmo quando esteve pior da doença cardíaca e de todos os desgostos amorosos que já teve. Este último já sabem que teve um sabor especial, sofrendo eu de Salvadorcite crónica.

Vejam, que a hora e meia passa a correr.
E palmas para a Bumba, caraças.