quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Catarina, a esponginha

Na primária a minha melhor amiga tinha vivido em França e tinha um sotaque francês amoroso quando falava. Ao fim de algum tempo comecei a notar que quando falava com ela, a minha própria voz adquiria esse sotaque em certas palavras. Até fiquei preocupada que ela achasse que estava a gozar com ela, mas felizmente nada disso sucedeu.
 Nos anos seguintes, via-me a adoptar imensas formas de expressão das pessoas de quem era mais próxima, o que vendo agora acho ser normal, mas que me envergonhava imenso.
 Quando iniciei o estágio no hospital notei logo que havia uma certa maneira que várias pessoas usavam para "falar" com os animais e pensei: "ora bolas, lá vou eu outra vez". Acho que aconteceu em parte, mas arranjei maneira de dar o meu toque pessoal à coisa.

Também vos acontece?



Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Amor é... (VII)

Quando ele acorda mais cedo que eu e me desliga o despertador para eu poder acordar com um abraço e beijinhos ternurentos.

Ilustração by Puuung


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Vício do momento - Banda Sonora de La La Land

 Já passou mais de uma semana desde que vi o filme, mas a banda sonora e as coreografias não me saem da cabeça.
 Não é novidade, costuma acontecer-me na maioria dos musicais, mas como já não via um que gostasse tanto nos últimos anos, não tinha o Youtube à minha disposição para me poder fazer acompanhar destas melodias enquanto ando por casa.
 Só para verem, a ideia inicial do post surgiu-me há 3 dias em que queria dizer que estava viciada no "Someone in the crowd", mas entretanto passou para o "The Fools Who Dream", "Another Day of Sun" (se tivesse câmaras na cozinha iam ter vergonha alheia das minhas figuras a dançar) e hoje para o "Lovely Night".
 Tão diferentes, mas tão bonitas. Porém, metade da piada é recordar as cenas do filme.



Cliquem no Ler Mais apenas se não se importarem com spoilers.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Limbo

Faltam 22 dias para acabar o meu estágio curricular.
É verdade que há dias muito cansativos em que sonho acordada com a altura em que poderei deixar de ter horários e não andar todo o dia "a correr". Por outro lado, estou a gostar tanto e a sentir-me tão bem no meio daquela equipa que me parte o coração saber que os vou "abandonar". Já prometi e sempre foi minha ideia ir nem que seja uma ou duas vezes por semana ajudar para não perder a prática e desanuviar da tese, mas sei que não vai ser a mesma coisa. Ainda por cima sinto que ainda há tanto a aprender, mesmo reconhecendo o meu percurso e as capacidades e conhecimentos que consegui adquirir graças a eles.
Vou aproveitar ainda mais estes dias ao máximo para absorver tudo e estar com todos enquanto posso!


Espero que tenham tido uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

domingo, 29 de janeiro de 2017

Cirurgia

O primeiro contacto que tive com um bisturi e restante material cirúrgico foi em aulas de Anatomia. Para conhecermos os diferentes músculos, vasos e nervos tínhamos que dissecar os cadáveres à nossa frente. Uma espécie de desconstrução de uma máquina para perceber as diferentes peças e a forma de como se encaixam para um perfeito funcionamento. 
Anos depois começámos então a treinar as técnicas cirúrgicas para a resolução de certos problemas e as suturas (que para alguém que nunca teve jeito para artes manuais era giríssimo andar com a agulha e linha a cozer um pedaço de fato de surf). No semestre seguinte com a ajuda dos professores passámos então para castrações e esterilizações de animais reais. Que nervosismo ao ver as mesmas peças, desta vez num corpo que respira, sangra e se repara. 
Embora gostasse nunca achei que tivesse o mínimo de jeito e com a falta de oportunidades fui deixando de pensar nisso. 
Porém no local de estágio tenho ajudado os cirurgiões e feito algumas partes destas cirurgias menores. Tem-me sabido muito bem ver as minhas mãos ganhar cada vez mais firmeza, os dedos já saberem a dança para fazerem os diferentes nós, a mente que de maneira quase automática já sabe qual o passo a seguir. Ainda não me sinto à  vontade para fazer tudo sozinha, mas saber que com a prática e disciplina não é difícil melhorar motiva-me imenso.


Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
Catarina