sábado, 28 de abril de 2018

Tolerância

Sinto-me sempre um pouco desconfortável quando estou a falar com alguém e de repente surge um comentário um pouco... antigo (para não dizer retrógrado).
Foram precisos alguns anos para perceber que alguém que faz comentários sexistas, racistas ou homofóbicos não é necessariamente má pessoa. Parece estranho, mas é preciso ter uma mente aberta para perceber que nem toda a gente teve a mesma educação que nós, nem viveu o mundo da mesma maneira. Têm uma mente mais fechada.
Acredito que sou mais tolerante porque tive oportunidades para isso.
Cresci habituada a ver pessoas de todas as cores e etnias nos meus livros, desenhos animados e filmes. Já conheci pessoas de vários países, com diferentes crenças religiosas, com hábitos e tradições diferentes dos meus. O facto de saber falar mais do que uma língua, permite-me falar com meio mundo e ver notícias, testemunhos e histórias de que outra maneira não teria acesso.
Tenho até a sorte da minha família ter possibilidades económicas e ter visitado diferentes países, continentes e culturas. Sentir o que é ser o "estranho" ou o estrangeiro de outra terra e olhar para ruas que, para mim são desconhecidas, mas a que outros chamam de "casa".
Conheço pessoalmente pessoas que representam cada letra da sigla LGBT. Sei que não são "modernices", porque existem exemplos desde que existe história e até que não é exclusiva ao ser humano. Sei que o coração não escolhe de quem gosta e que nem toda a gente tem a sorte de ter um corpo que corresponda ao que é na sua alma.
Sei que um casamento pode acabar sem ser o fim do mundo. Que a vida é demasiado curta para viver com medo, infeliz ou aprisionado. Que o homem pode e deve deixar os seus sentimentos virem ao de cima e que uma mulher não tem a obrigação de ser ela a tratar sozinha dos filhos e da casa, apenas se ela o entender.
Sei que não há um "nós" e um "eles". E no dia em que a maioria das pessoas perceber isso, o mundo conhecerá a paz, o amor e o perdão.
Até lá, ensino pelo exemplo.

Com muito amor,
Catarina

quinta-feira, 26 de abril de 2018

As séries que ando a ver de momento

The Good Place
Se não tivessem muito tempo em mãos e só pudessem escolher ver uma das séries que vos falarei nesta lista, esta era a que eu vos recomendaria mais vivamente. 
No início pode parecer apenas mais uma série leve e cómica, mas acreditem que tem muito mais que se lhe diga. A Kristen Bell faz o papel da sua vida, como Eleanor Shellstrop, uma mulher que morre e vai parar ao "The Good Place". Neste sítio é suposto estarem apenas as pessoas mais altruístas do mundo e Eleanor sabe muito bem que a sua vida na terra está bastante longe dessa realidade. Isto vai criar confusão e a partir daí têm que ver o que acontece, mas acho o enredo muito bem escrito e envolvente. Fiquei muito feliz por ter começado a ver quando a segunda temporada já tinha saído, porque a primeira acaba com um cliffhanger tal que dei por mim quase às 2 da manhã sem vontade alguma em querer ir dormir.



La Casa de Papel
Como tenho estado mais tempo em casa dos meus pais, aproveitámos para ver uma série os três e elegemos a tão badalada La Casa de Papel. Atenção, ainda não acabámos! Não deixem aqui spoilers, já me basta ter ouvido um mega-spoiler numa pizzaria, de um pessoal que estava a falar (alto!) na mesa ao lado. Uma pessoa vai toda contente comer pizza e depois isto... enfim!
Não me vou prolongar sobre a história porque meia internet está a falar do assunto. O enredo passa-se durante um assalto, minuciosamente planeado, à Casa da Moeda em Espanha e vão vendo tanto o lado dos assaltantes como da polícia. 
A verdade é que as expectativas estavam altas. Nos primeiros episódios não achei que a série estivesse assim tão bingy, mas agora que estamos a chegar ao final da primeira parte começo a perceber a ânsia em que se fica no decorrer dos episódios. E a dualidade de sentimentos porque, se por um lado estamos a torcer pelos "ladrões", por outro também queremos que tudo corra bem para a Inspectora Raquel. 
Estou a gostar muito e acho que merece os elogios que lhe têm sido feitos.



Love
Gosto de ter sempre uma série de episódios curtos para ver, especialmente quando estou sozinha em casa às refeições ou para ver um episódio antes de ir dormir. Como temos netflix, andei a explorar e cheguei ao "Love", do qual me lembrava ter lido críticas positivas.
Já acabei a série - passou num ápice - que conta a história de Mickey e Gus. A Mickey é uma mulher bonita, mas que tem alguma falta de confiança e gosta da vida boémia, enquanto o Gus é um homem introvertido, awkward, mas que não é tão santo quanto a sua imagem transparece. Pelo título podem adivinhar que se trata de uma série de comédia romântica e é engraçado acompanhar as aventuras destes dois e dos seus amigos (a Bertie, roomate da Mickey é a minha personagem favorita). Espero que haja quarta temporada



Outlander
Não, nunca li a famosa saga Outlander de Diana Gabaldon, mas após ter visto tanta gente a recomendar a série (desde a Mariiana até à Diana) quis dar-lhe uma oportunidade. A única coisa que sabia é que acompanhava a aventura de Claire, uma enfermeira inglesa que depois de servir na 2ª guerra mundial vai de férias com o marido para a Escócia. Aí, através da magia das fadas, viaja no tempo para a Escócia do século XVIII.
Acho que não é spoiler nenhum se disser que é uma série de romance histórico e que a Claire conhece um escocês bastante interessante - o Jamie - e se apaixonam. Gosto imenso do facto de a série retratar vários períodos históricos e de as personagens terem um papel activo no decorrer de acontecimentos importantes, adoro o guarda-roupa (meu deus, na 2ª temporada então...), as paisagens são sempre lindíssimas e gosto que tenha no papel principal uma mulher forte e determinada, que nunca nega as suas aptidões de enfermeira para ajudar quem precisa.



E vocês, que séries andam a adorar de momento?

Com amor,
Catarina

segunda-feira, 23 de abril de 2018

É Dia Mundial do Livro!

A todos os que se refugiam no meio de páginas, que andam sempre com um livro atrás ou se perdem em livrarias, um feliz dia do livro!
Mesmo antes de saber ler, sempre adorei folhear livros. Tem piada porque, ao olhar para trás, reparo que para além de bandas desenhadas e literatura infantil, os livros que mais gostava de ter ao colo eram aqueles que mostravam a anatomia do corpo humano e como as coisas funcionavam. Se calhar foi aí que o gosto por Biologia despertou e, mais tarde, me levou a escolher um curso que aliava o gosto por biologia ao amor pelos animais.
Não tinha nenhuma publicação para comemorar este dia, mas ao ver o desafio proposto pela Sofia do "a Sofia world" quis imenso juntar-me à festa. Vamos a isso?

O livro que tenho há mais tempo
Na verdade este livro não é meu, mas é dos mais antigos que temos lá em casa e provavelmente o livro mais antigo que li. Trata-se de "Pappillon" de Henri Charrière e a capa é igual à da imagem abaixo. Decidi lê-lo há um ano ou dois porque o meu avô materno contou-me que era o seu livro preferido. O meu avô adora ler, principalmente westerns, e foi ele que passou o amor à leitura à minha mãe que, consequentemente, o passou a mim. Sendo um livro de acção, estratégia e aventura, consigo perfeitamente perceber porque é o livro preferido do meu avô.


O livro que tenho há menos tempo
Nas férias da Páscoa fiz uma viagem à Islândia e, para além de ser um país lindíssimo, descobri que tem um folclore muito rico e diferente do sul da Europa. Trouxe comigo este "The trolls in the knolls", um livro de histórias e lendas islandesas que, embora tenha gostado bastante, deixou um pouco a desejar na síntese e tradução das histórias.



O livro que li mais vezes
Deram-me este livro em pequena e na altura gostei da história, mas não a achei nada de especial. Quando o voltei a ler mais tarde, na adolescência, descobri novos pormenores e significados aos quais não tinha dado importância antes. Se bem me lembro, já o li uma terceira vez, já com 20 anos.



O livro que já devia ter lido
Se antes vos falei do livro preferido do meu avô materno, agora tenho que referir a autora preferida da minha mãe: Agatha Christie. Temos a coleção completa lá em casa, mas até agora não peguei em nenhum. Não costumo ler muitos policiais, mas sei que quando lhes der uma oportunidade não me irei arrepender.



O livro com mais valor sentimental
Se calhar sou a primeira pessoa a pôr um livro de receitas nesta categoria, mas tem uma óptima razão para estar aqui. Recebi "As 5 cores da cozinha saudável" da Vânia Ribeiro este Natal do meu namorado. A melhor parte era que eu não lho tinha pedido e acho que nunca sequer o tinha mencionado. Foi ele que reparou que costumo seguir muitas das receitas que a Vânia põe no blog ou no Youtube e depois associou quando viu o livro. O amor está nos detalhes.


O livro que emprestei e não voltei a ver
O único livro que emprestei e não voltei a ver foi o "A Rapariga do Comboio" a uma amiga da minha mãe. Só nos vimos uma vez depois disso e nenhuma se lembrou do livro, por isso não o tenho como perdido. Digamos que considero que ainda está dentro do prazo de empréstimo.

A pechincha literária
Como já contei em cima, sou de uma família que lê bastante. Sendo assim, são raras as vezes em que compro livros porque tenho imensas coisas para ler lá em casa e a minha mãe anda sempre em cima das novidades literárias. Acho que a maior pechincha até hoje foram os livros da faculdade para os quais encontrei o pdf online (ahahah!).


Espero que tenham gostado tanto de ler este desafio, como eu de o fazer. Obrigada à Sofia por o ter criado e por unir a blogosfera na celebração deste dia especial.

Com amor,
Catarina

domingo, 22 de abril de 2018

Catarina na Terra do Sol Nascente - Shirakawa-go

Shirakawa-go foi uma das povoações mais fofinhas que já vi. Não será por acaso que é Património da UNESCO. Fica num vale e, no Inverno, as casas com um telhado que faz lembrar as casas típicas de Santana na Madeira, ficam cobertas de neve e há fotografias lindas disso.
Em Agosto visitámos uma versão muito verdinha desta bonita paisagem, que estava cheia de turistas japoneses, mas mesmo assim com uma tranquilidade e beleza típicas do campo.


quinta-feira, 19 de abril de 2018

É oficial: já tenho data para a Apresentação da minha Dissertação de Mestrado.
Estou nervosa como tudo. Nunca gostei nem fui boa em apresentações orais, muito menos quando não tenho ninguém com quem partilhar "o palco".
Vou ver se termino o esqueleto da apresentação ainda esta semana, que sei que depois alterarei dezenas de vezes até chegar à data, porque vou sempre achar que está confuso, muito extenso ou simplesmente não bom o suficiente.
Nem acredito que vou mesmo ser Médica Veterinária. E que terei de procurar emprego, começar a saber alguma coisa sobre Finanças, Segurança Social e todas as coisas com que um adulto independente se preocupa. 
Estou há praticamente um ano a fazer os meus próprios horários, a poder sair para ver a luz do sol sempre que preciso, dormir quanto eu quero e acho que é disso que tenho medo. De perder esta liberdade que tenho actualmente. De voltar à rotina e tentar não me sufocar pela falta de tempo, pelos horários e responsabilidades. De não corresponder às expectativas dos meus superiores, da minha família, de toda a gente que está a torcer por mim, de mim própria. 
Mas estamos todos no mesmo barco, certo?

Bem, uma crise de cada vez. Vamos tratar então da apresentação e o resto virá.