quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Sitting, Waiting, Eating - Alma Vegetal

Quando a minha prima vegana me disse que tinha aberto um novo café em Leiria, totalmente vegetal, fiquei muito entusiasmada.
Sou amante de galões, meias de leite e bebidas com café/chá no geral e fico sempre frustrada por serem ainda raros os locais em que têm bebida vegetal como opção, em vez do leite de vaca.
Fui tomar o pequeno-almoço com o meu namorado e a dona do espaço explicou-nos as diversas opções e sugeriu-nos várias coisas. Têm tudo o que os cafés tradicionais têm, como "fiambre" e "queijo", bolos, bebidas e ainda algumas iguarias para venda. Tudo estritamente vegetariano. Escolhemos as básicas torradas com manteiga, o tipo de pão que queríamos e bebidas. Deliciei-me com um galão de bebida de aveia e ele com um sumo de laranja natural.
Para a próxima apostarei nos bolos, que houve um mil-folhas que ficou debaixo de olho. 




O resto de uma boa semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Uma queda para o Ponto-cruz

Tudo começou em Setembro.
Andava desmotivada com o exercício físico, sem vontade de me mexer e decidi comprar patins e marcar uma aula. Via pessoal a andar de patins, a dançar até, e pareceu-me uma atividade que me fosse encorajar mais a sair de casa e mexer o meu corpo.
A aula correu normalmente, com alguns exercícios e quedas pelo meio, mas a 10 minutos do final dei uma queda em que me apoiei no meu braço esquerdo e senti uma dor maior do que as anteriores. Conseguia mexer relativamente bem o braço embora me doesse, por isso dei a aula como terminada e fui descansar para casa.
Coloquei gelo, mas duas horas depois estava muito mais aflita e decidi ir ao hospial. Tinha uma fratura na cabeça do rádio esquerdo, mesmo junto ao cotovelo. Felizmente era pequena e estava alinhada, pelo que não foi necessária cirurgia ou gesso. Tinha que o manter ao peito durante pelo menos 3 semanas.
A primeira semana foi muito complicada, em termos de dores, sempre com anti-inflamatório e mesmo assim desconfortável. Depois aos poucos comecei a melhorar e a conseguir movimentar melhor o braço. Deixei a medicação para as dores e finalmente consegui fazer a maior parte das tarefas do dia-a-dia.
Fiz a reavaliação na semana passada e, embora a fratura esteja bem consolidada e a recuperar bem, o médico aconselhou-me a esperar mais um mês antes de ir trabalhar (até porque não é propriamente um trabalho de secretária...).
Aproveitei então este tempo livre, mas em que já me sinto melhor, para começar a aprender algo que tinha estado a adiar por estar ocupada: o ponto-cruz.
Tenho familiares que o fazem (a minha avó paterna então, é expert) e sempre tive curiosidade. Nunca tive jeito para pintar, desenhar ou qualquer tipo de arte, mas o ponto-cruz parecia-me ser algo que permitia criar coisas bonitas através de lógica.
Comprei material e comecei a ver tutoriais no Youtube (como este canal). Na primeira semana fiz exercícios simples e aprendi a começar um bordado e arrematar no final. Esta semana aventurei-me no primeiro "desenho" e saiu esta bela melancia. Não está perfeita, demorei imenso tempo e estou com dores agora no braço direito de tanto bordar, mas já ando a escolher o próximo desenho.




Já fizeram ponto-cruz? Têm algum hobbie que só aprenderam em adultxs? Contem tudo!


Com amor,
Catarina

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Biblioteca - Jonathan Strange & o Sr. Norrel de Susanna Clarke

I like big books and I cannot lie...
A capa bonita, mas simples, e o tamanho do livro chamaram-me a atenção na minha primeira visita à Deja Lú - a Livraria de livros em segunda mão tão bonita quanto a causa que apoia.
Quando li a sinopse e vi que se tratava de um livro de fantasia, soube que tinha chegado às minhas mãos o livro certo.


A história passa-se numa realidade alternativa, em que a magia tem uma presença já dissipada no mundo. Acompanha o Sr. Norrel, o único mago que põe em prática a magia que ninguém se atreve a explorar mais do que nos livros escritos por magos antigos. A meio das guerras napoleónicas pela Europa, ele vai oferecer a sua ajuda mágica ao governo, que torce o nariz a estas práticas das quais Inglaterra já não presencia há 200 anos.

Sabem aqueles livros em que vos vão sendo dadas peças pequeninas que aos poucos vocês vão tentando juntar e no final veem a paisagem bonita que não conseguiam ver quando só se preocupavam com as peças? Este livro é assim.
Ficamos entretidos a seguir as façanhas do Sr. Norrel e a descoberta da magia de Strange, enquanto vão sucedendo coisas paralelas que vão tecendo a cadeia de eventos que culmina no grande desenrolar da história.
Adorei este mundo de fantasia, muito real, adorei a escrita e gostei imenso do facto de as duas personagens principais serem homens demasiado orgulhosos e cheios de defeitos. Chegou uma certa altura em que estava apenas a observar o seguimento das ações, sem saber bem por quem ou o que devia torcer.
As páginas passaram num ritmo não demasiado rápido, mas contemplativo e não sei porque é que nunca antes tinha ouvido falar do livro. 
Ainda bem que às vezes julgamos os livros pela capa, pois este foi um belo achado.



Bom fim-de-semana!

Com amor,
Catarina


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Favoritos Verão


Custa despedir-me do Verão, até porque ele parece não estar a querer despedir-se de nós. Não me estou a queixar, mas o meu humor melhora um pouco com a descida das temperaturas.
Foi um Verão bom, com direito a umas semaninhas de descanso e reencontros de pessoas que já não via e ouvia sem ser em ecrãs hã demasiado tempo.
Vamos a mais uns favoritos?

domingo, 15 de agosto de 2021

"I got a perfect body but sometimes I forget/ I got a perfect body 'cause my eyelashes catch my sweat"

O título são versos do refrão de uma música usada muito em vídeos do body positivity que via no Tik Tok.
Não querendo atribuir o crédito a vídeos que vejo numa aplicação, tenho noção de um crescimento - maturidade talvez? - da minha parte em relação ao meu corpo.
Cresci nos anos 90, altura em que as cantoras e modelos usavam calças de cintura descida e tops que mostravam sempre uma barriga lisa à mostra. Não havia pêlos, nem coxas volumosas, o cabelo era liso e o peito enchia sutiãs de copa B ou mais.
Embora sempre me tivesse encaixado relativamente bem no padrão, por ser naturalmente magra, nunca me senti verdadeiramente bonita.
Sempre achei as minhas coxas desproporcionalmente grandes, depilava-me reliosamente uma vez por mês (no mínimo), usava sutiãs push-up, não mostrava a barriga porque tenho o último par de costelas bem marcado para a frente. Fazia exercício (era bailarina) e comia o que me apetecia, nisso, lá está, tive a "sorte" de ter um metabolismo de acordo com o que vigorava no padrão de beleza.
Mesmo assim, houve "bocas". Que não tinha mamas, que tinha demasiados pelos, que tinha que perder mais tempo a pôr creme para não ter mais estrias. Críticas que não vinham só da parte dos meus colegas adolescentes, mas também por parte de amigos e familiares mais velhos.
O Verão então, era a época em que mais ficava ansiosa e mais tempo perdia a tentar tornar o corpo mais parecido com o padrão. Tentar não comer tantos doces, inspeccionar quase ao milímetro a minha pele para ver se não tinha nenhum pêlo visível, encontrar biquinis que dessem a ilusão de um peito maior.
 Quando fui para a faculdade obriguei-me a ir procurar alguma atividade física porque estava a ficar com o "rabo mole". Nada contra fazer desporto, mas chegava a fazer aulas com imenso calor ou cansada e cheguei a sentir-me mal.
Talvez a "wake up call" tenha sido quando perdi imenso peso por uma mudança na dieta, só me apercebendo quando vi os números na balança. Porque aos meus olhos continuava a ter as coxas demasiado grandes, a barriga proeminente, quando na verdade tinha era que ganhar peso para estar saudável. Essa altura deixou-me levantar o véu da percepção que tinha de mim mesma. Começou a jornada por tornar a minha alimentação no meu combustível.
Sei que, ao longo dos anos, tenho cada vez menos paciência para estas coisas superficiais, mas ao mesmo tempo tenho ganho cada vez mais amor por mim mesma. E posso dizer que foi mais fácil ser mais gentil comigo quando o comecei a fazer pelos outros. Gosto dos meus amigos e orgulho-me deles, independentemente do seu físico. Tens as unhas arranjadas? Bom para ti. Mas se estiveres despenteadx e acabadx de acordar cheio de remelas achas que vou gostar menos de ti? Ou se tiveres pelos já não te vou abraçar? Ou se tiveres aumentado de peso vou sorrir para ti com menos entusiasmo do que antes? Não.
Tal como a mim. Este Verão tenho aceite convites para praia mesmo que tenha uns pelinhos já crescidos nas pernas. Tenho usado os fatos-de-banho sem almofadas e algumas roupas sem sutiãs porque são mais confortáveis para mim e não sinto que falte apoio às minhas maminhas copa A. Uso biquíni mesmo que a minha barriga esteja menos tonificada e tenha aumentado peso desde o ano passado. Calções curtos, a minha celulite espreita para vos dizer olá que nem a Anitta no "Vai Malandra".
Um bocadinho mais de amor, um dia de cada vez.


Com (ainda mais) amor,
Catarina