sábado, 3 de março de 2018

Animais da Blogosfera - Floki


Para a segunda publicação desta rubrica convidei a querida Cláudia, orgulhosa tutora do Floki. A Cláudia é licenciada em Educação Básica e tirou o mestrado de Educação Pré-Escolar, trabalhando actualmente como Educadora de Infância. A paixão pela escrita traduz-se, não só no seu blog “Marés” mas também na autoria do seu livro “Sintonia”. Outra das suas paixões é a música, sendo o desafio do momento a aprendizagem do violino.



Olá Cláudia e muito obrigada por teres aceite este convite. O sonho de ter um cão era partilhado por ti e pelo teu namorado? Sempre foram os dois “dog persons”?
Sim, sempre foi algo que falámos os dois quase desde que começámos a namorar. Ele já tinha tido uma cadela - uma rottweiller - mas eu nunca tinha tido um cão, apesar de ter chateado imenso os meus pais para isso! Mas só quando nos mudámos para a nossa casa é que começámos a pensar mais a sério no assunto.

Tiveste alguma experiência ou momento em que surgiu o amor pela raça Bouledogue Francês? Porque optaste por escolher um cão desta raça?
Eu apaixonei-me pela raça assim que comecei a ter mais atenção aos cães com que me cruzava na rua. Adoro cães em geral mas os frenchie sempre tiveram, para mim, qualquer coisa de especial. Depois tive a sorte de poder ir a casa de um amigo do David que tem alguns cães desta raça e quando saí de lá tinha a certeza de que era a raça perfeita para nós. É um cão pequeno que se dá bem em apartamentos mas, ao mesmo tempo, dá para brincar à vontade porque tem força e gosta de ser desafiado.


Lembro-me que, numa publicação tua, referiste que estudaste bastante sobre a raça (um ano até) e pesquisaste criadores antes de receberes o Floki em tua casa. Que conselhos deixas para as pessoas que têm o sonho de ter uma raça em concreto escolherem um bom criador?
Quando decidimos que queríamos um bouledogue francês começámos a ler tudo o que podíamos sobre eles, principalmente porque já nos tinham alertado sobre todos os "problemas" que esta raça pode ter. Um dos conselhos que nos deram - e que eu acho importante - foi de visitarmos bastantes criadores, para podermos comparar as condições entre eles. Uma das coisas que para nós era fundamental era o à vontade com que o criador nos mostrava as instalações. Quando, por exemplo, se recusam a mostrar os pais das crias pode ser um sinal de alerta. Mas o maior erro que as pessoas costumam cometer é escolher um cachorro por fotos de facebook (quase que parece um catálogo) e nem quererem ir conhecer o espaço onde ele cresceu. Infelizmente às vezes corre mal porque há muitos que são apenas "criadeiros", sem se preocuparem com o bem-estar dos cachorros e da cadela.

Como foi a escolha do Floki, foi amor à primeira vista? E já agora, porquê o nome Floki?
Nós já tínhamos visitado a casa da criadora do Floki, ainda antes da ninhada dele ter nascido. Por acaso encontrámo-la no Pet Festival (que costuma acontecer na FIL todos os anos) e ela disse-nos que tinha tido uma ninhada e que tinha um cachorro perfeito para nós. Era o irmão do Floki. Por razões que não dão para controlar não pudemos ficar com ele mas ainda hoje acredito que era porque o Floki nos estava destinado. Assim que olhámos para ele foi amor à primeira vista e apesar de ele detestar colo dava-nos mil beijinhos. Escolher o nome dele foi uma guerra. Aliás, no dia em que o fomos buscar ainda não tínhamos a certeza! Mas acabou por ficar Floki, o nosso personagem preferido da série "Vikings". E o nome assenta-lhe que nem uma luva porque é doido como ele.


És uma dona de primeira viagem, mas tens muita experiência na educação. Existe alguma estratégia que utilizes nos teus meninos (humanos) que tenhas aplicado com bons resultados no teu patudo?
As pessoas costumam olhar-me de lado quando digo isto mas a verdade é que educar um cão é, em algumas coisas, semelhante a educar uma criança. Não é a mesma coisa, claro, mas tem pontos que se tocam. Por exemplo, um não é um não. Temos que ser coerentes porque basta deixarmos fazer algo uma vez e eles vão querer fazer sempre. Há que saber pôr um travão, principalmente enquanto são pequenos, para que mais velhos saibam quais são os limites. Que é algo que faço no trabalho também: sou coerente.

Sendo uma raça popular, há muita gente a meter-se com ele durante os passeios? Como é que ele reage a cães e pessoas desconhecidas?
Sim, há sempre alguém que se mete com ele. Felizmente nunca para dizer algo mau, como cheguei a ouvir histórias de outras pessoas. Ele é um cão super social e adora receber atenção de pessoas, fica mesmo feliz. E adora cães, de todos os tamanhos e feitios. Mas como ele é um bocado bruto a brincar (é mesmo da raça) nem todos os cães o entendem e alguns já o tentaram morder. Mas, ainda assim, sempre que vê um cão se pudesse ia a correr ter com ele!


Quais são as manias mais engraçadas do teu Floki?
Por acaso ele tem algumas particularidades engraçadas mas tenho que destacar uma: resmungar connosco. Quando o contrariamos ou quando não lhe estamos a dar atenção que ele quer resmunga connosco. Pessoas de fora já o ouviram a fazer isso e acharam que ele estava a rosnar mas não... é só mesmo o mau feitio dele.

Ter um cão traz imensas mudanças à nossa vida. De que forma é que o Floki mudou também a vossa?
A primeira grande mudança foi termos um pequeno ser vivo à nossa responsabilidade, que depende de nós para tudo e do qual temos de cuidar. Mesmo quando não nos apetecia sair de casa tínhamos que ir dar uma volta com ele, porque ele precisava. Ter o Floki obrigou-nos a ser ainda mais organizados a nível financeiro, para estarmos preparados para qualquer eventualidade. Para isso temos um jarro onde colocamos dinheiro todos os meses e que é só para ele. Quando vamos de férias para algum lugar procuramos sítios para onde possam ir cães, porque está fora de questão deixá-lo para trás. Durante o verão não podemos sair de casa durante as horas de maior calor, porque as raças braquicefálicas (bouledogue francês, bulldog inglês, pug...) sofrem muito com ele e podem ter um choque de calor e morrer. Há certos cuidados que temos agora e que antigamente eram coisas nas quais nem pensávamos.


E quais as mudanças positivas?
Deu imensa vida à casa e fez-nos ser mais ativos. Agora já não podemos estar o dia todo deitados no sofá. Dá-nos imenso amor e rouba-nos gargalhadas, mesmo nos dias mais complicados. Às vezes dou comigo a olhar para ele e a pensar que a casa sem ele iria ficar vazia.


Mais uma vez agradeço à Cláudia por ter aceite o meu convite e ter disponibilizado o seu tempo e fotografias bonitas para a realização desta entrevista. Se ainda não conhecem o seu blog, passem por lá que vale 100% a pena.


Tenham um óptimo fim-de-semana!

Com amor,
Catarina


14 comentários:

  1. Respostas
    1. Muito obrigada :)
      A "culpa" é da Cláudia, que até nas respostas a uma entrevista escreve muitíssimo bem.
      Beijinhos!

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  2. Ainda não tinha visto que a entrevista já tinha saído :o Adorei!! E mais uma vez muito obrigada pelo convite :D

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    1. Da primeira vez que agendei enganei-me no mês e hoje não aparece na "Lista de Leitura" do Blogger :/
      O prazer foi todo meu :)
      Beijinhos!

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  3. Acho muito interessante a entrevista, sensibilizadora, e todo o amor pelos animais estão nessas palavras, ditas por uma tutora cuidadosa :) Beijinhos

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    1. Muito obrigada, amor é mesmo o que não falta :)
      Beijinhos!

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  4. Depois que "eles" passam a fazer parte da nossa vida, a casa "sem eles" é um imenso vazio. :(

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    1. Sei bem o que isso é... Felizmente nunca nos deixam no coração e nas memórias :)
      Beijinhos!

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  5. Tenho o privilégio de acompanhar a Cláudia há muito tempo e é sempre um gosto imenso ler tudo o que escreve, até porque as suas emoções são quase palpáveis. Sempre que ela fala do Floki não é diferente, e nota-se bem todo o cuidado e amor que lhe tem *.*
    Adorei a entrevista! Parabéns a ambas

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    1. Muito obrigada :)
      Concordo completamente contigo, a Cláudia consegue transmitir excepcionalmente bem os seus sentimentos pelas palavras, incluindo o amor que tem ao Floki neste caso concreto.
      Beijinhos!

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  6. É tão bom um amor assim, são as nossas maiores paixões!

    https://acasadabrancadeneve.blogspot.pt/

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    1. Nada como um amor puro e sem segundas intenções... a não ser um biscoito, ocasionalmente :P

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