quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Dias de Cabelo-Bom

Uma das razões pelas quais eu gosto de cortar muito o cabelo e só uma vez por ano, é que ao longo dos meses parece que vou ganhando penteados novos.
E aqueles dias em que quando me vejo ao espelho e o cabelo está diferente e bonito são dias em que a minha confiança sobe para o dobro. Viva os Good Hair Days.


terça-feira, 14 de novembro de 2017

1 ano de Bóris

A 14 de Novembro de 2016 nasceu o nosso Bóris, na altura ainda chamado Athos.
É um cão que adora água: adora molhar as patas na taça de água (agora já tem um alguidar para o efeito), chapinhar nas poças que encontra durante os passeios, ficar debaixo da chuva e nadar em ribeiras e lagoas. Nos passeios aproveita também para pôr tudo à boca: sejam ossos, cocós de ovelha, lixo, obrigando-nos a estar muito atentos e a ir pescar-lhe estas iguarias à boca. 
Adora estar connosco tanto que, mesmo quando o portão da rua está aberto, ele não liga nenhuma a essa "liberdade" e prefere andar atrás de nós. Mas isso não significa que também não saiba estar sozinho, aproveitando para rebolar na relva e brincar com os seus brinquedos. Desde pequeno adora garrafas de água pelo barulho que fazem ao mordê-las e de jogar ao "busca" com bolas de ténis e de futebol. Só não busca paus, não lhes liga nada, e para roer é louco por pinhas desde a primeira vez que as encontrou num pinhal.
É um cão que adora festas, principalmente na barriga e no peito, onde tem a sua mancha de pêlo branco, e dar beijocas - embora seja um bocadinho bruto à vezes. Por essa razão temos de ter muito cuidado quando encontramos crianças nos passeios, porque o Bóris manifesta a paixão assolapada que tem por miúdos por saltinhos e lambidelas - que num cão de 50 kgs é uma avalanche para a pequenada.
É muito curioso em relação aos outros animais, gostando de ficar a observá-los ou a querer segui-los quando estão em movimento. Nunca o vimos a caçar. Uma vez teve a oportunidade quando uma toupeira estava à superfície no jardim, mas após cheirá-la bem decidiu convidá-la para brincar através de pulinhos e latidos como faz aos outros cães.
Temos de ter muito cuidado com peças de vestuário e calçado ao abandono, porque é certinho que se o Bóris a apanha e não a recuperarmos a tempo já só iremos encontrar farrapos. De vez em quando quando está muito excitado para brincar gosta de nos puxar a roupa, o que não tem muita piada...
Outra curiosidade é que se algum dia eu estiver numa daquelas cenas de filme em que se decide quem é o verdadeiro dono do cão com base em quem é que ele se dirige em primeiro lugar estou tramada: o Bóris adora conhecer estranhos, por isso cumprimenta-os muito entusiasmado em primeiro lugar e só depois vai ter com as caras conhecidas.
Já não trocava o meu cão-urso por nada. É um cachorro traquinas e que faz algumas asneiras, mas compensa sempre com a sua personalidade engraçada e com a quantidade gigante de amor que ele tem para dar.
Parabéns Borizito!

Aqui com o seu "osso" de aniversário

Com amor,
Catarina

sábado, 11 de novembro de 2017

Cantinho Veterinário - Kit de primeiros socorros para cães e gatos

É uma preocupação comum, a de ter um kit de primeiros socorros por precaução. Foi algo que sempre esteve cá em casa e ao qual os meus pais recorriam sempre quando queriam desinfectar uma ferida, acalmar uma picada ou estancar uma pequena hemorragia.
Ora, para os nossos animais de estimação também existem alguns produtos essenciais para ter em casa, para pequenos ferimentos ou para utilizar após a recomendação de um médico veterinário. São todos produtos também utilizados em nós, mas não custa nada relembrar as suas funções.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A artista da família

Na minha família paterna, o talento artístico é praticamente nulo. Só para terem uma ideia, eu e alguns primos andámos na mesma escola básica no 2º e 3º ciclo e calhou os meus primos mais velhos e eu termos a mesma professora de Educação Visual. Quando chegou a vez do meu irmão ela, ao ver os trabalhos dele disse: "Estou a ver que também tens o jeito dos Motas". 
E é algo que parece que nasceu connosco. Todos gostamos muito mais de números, de lógica e de ciências do que de pintar, esculpir e desenhar.
Isto é, todos menos a Filipa.
A Filipa é quatro anos mais nova do que eu e desde sempre que foi a menina que gostava de pintar, de fazer bijuteria ou criar bonequinhos. Quando chegou a altura do secundário escolheu Ciências e Tecnologias, como os primos e a irmã mais velha, porque a verdade é que ela também tinha aptidão para ciências como os restantes.
No entanto, ao contrário de nós que escolhemos cursos de engenharia ou áreas da medicina, a Filipa decidiu seguir o que gostava e estudar Design Gráfico. E a verdade é que aliado ao gosto, também se tem manifestado todo o talento que tem. Acho que de certa forma a Natureza decidiu roubar toda a veia artística do nosso ramo da árvore genealógica e colocar numa única peça - a Filipa.
No mês passado esteve a trabalhar num projecto para uma cadeira que está agora em exibição numa das ruas de Nova Iorque. Vejam a notícia aqui. Eu não caibo em mim de orgulhosa.

Parabéns Filipinha!

Com amor,
Catarina

sábado, 4 de novembro de 2017

Os meus primeiros produtos cruelty-free

Lembram-se deste post em que falei sobre os testes feitos em animais nos produtos de higiene e cosmética? Sei que à primeira vista pode parecer muito complicado andar a confirmar se as marcas testam nas listas sobre o assunto, mas a verdade é que rapidamente vão decorando algumas "do bem" e outras "do mal". 
Aqui vai uma review dos primeiros produtos cruelty-free que comprei e estou a usar no momento, começando nos que menos gostei até aos preferidos.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sestas

Tenho um problema com sestas. Juro.
A maioria das pessoas que conheço falam do bem que lhes sabe dormir um bocadinho à tarde, ou de como basta uma hora de sesta para se sentirem bem, e eu não me podia identificar menos.
Sempre que, por alguma razão, me deito no sofá ou na cama e adormeço num horário que não o normal sei que quando acordar, quer 15 minutos ou 2 horas depois, vou sentir que estou a falecer. Para além deste incrível mau-estar, também me sinto completamente perdida no tempo e espaço, não sabendo bem o que aconteceu nem em que dia estou. E depois sinto-me irritada com a Catarina do passado por achar que aquilo era boa ideia ou por se ter deixado adormecer.
 A única excepção à regra são as sonecas nas viagens. Seja carro, autocarro, comboio ou avião consigo adormecer com facilidade e quando acordo sinto-me tal e qual como antes de ter sido visitada pelo João Pestana.
São fãs de sestas ou nem por isso? São daquelas pessoas que conseguem adormecer em qualquer lugar?


O resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Catarina na Terra do Sol Nascente - Santuário Fushimi Inari e Estação de Kyoto

  A última paragem do nosso primeiro dia no Japão foi o Santuário Fushimi Inari em Quioto. Este santuário data do século VIII e começou por ser dedicado a Inari o deus do arroz e restantes gramíneas, mas com a diminuição da agricultura, o foco foi-se desviando para a prosperidade dos negócios. Inari é também o nome que dão às estátuas das raposas que se vêm pelo santuário, visto que este animal era tido como o mensageiro do tal deus.
  Para além das raposas de pedra e das cores vibrantes, a maior atração deste local é o túnel dos 5000 Torii, estes portões/arcos bastante conhecidos de cor laranja que vão sendo doados ao santuário por empresas que querem atrair sorte e sucesso.
A entrada no santuário

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Obrigada Mallu!

Eu já tinha declarado o meu amor à Mallu Magalhães por aqui, mas tenho de falar novamente nela porque na terça-feira passada consegui ir vê-la ao vivo, gentjii!
Depois de um dia de passeio e de experimentar sítios novos em Lisboa com o meu namorado, a noite culminou na Avenida da Liberdade, nomeadamente no Teatro Tivoli.
A sala de espectáculos estava esgotada já há um mês e fiquei feliz por ver tanta gente a apoiar uma artista que me é tão querida.
O concerto começou com o “Pelo Telefone”, e foi o primeiro impacto ali com a Mallu e a banda ao vivo. Vê-la ali a dançar, sem coreografia, ao som da música enquanto cantava foi daqueles momentos “Meu deus, ela está mesmo ali!”. Quando acabou a segunda música cumprimentou o público e pude comprovar que ela é realmente a coisinha fofa e genuína que transparece nas músicas e nas entrevistas que vi.
Por um lado, tive pena de o concerto ser naquela sala de espetáculos, porque uma pessoa tem sempre vontade de abanar a anca quando ouve as músicas da Mallu, mas por outro deu para estar confortavelmente embevecida por ouvir aquela voz de anjo que ela tem. Cantou todas as minhas músicas favoritas e fiquei a conhecer outras que quero muito passar a ouvir em loop. Posso até ter deitado uma lagrimazinha na “Olha Só, Moreno”, que ela cantou sozinha com o seu violão.
O espetáculo passou num instante e deu para perceber que todos os músicos estavam muito felizes por estar ali, incluído a Mallu que entre as músicas não parava de repetir "Obrigada!".
Mas, acho que posso falar por todos os que lá estavam e responder-te: Obrigada nós, Mallu. Obrigada.
Foto
Tenham um óptimo fim-de-semana!

Com amor,
Catarina

domingo, 22 de outubro de 2017

Fui a um Workshop de Cozinha Vegetariana

Ir a um workshop de cozinha vegetariana era um objectivo que estava há muuuito tempo na minha bucket list e no sábado passado consegui finalmente riscá-lo!
Acho que qualquer pessoa que tenha crescido com a gastronomia tradicional portuguesa e queira mudar para o green side se pergunta: "Mas o que é que os vegetarianos comem? Posso tornar os pratos que eu gosto vegetarianos? Como sei que tenho uma refeição equilibrada no prato?". O livro da Gabriela Oliveira "Cozinha Vegetariana para Quem Quer Ser Saudável" respondeu-me a estas questões quando o comprei no início da minha jornada veggie. Ainda nem fiz 1/3 de todas as receitas, mas é sempre um guia quando quero aprender a fazer algo diferente ou repetir uma das receitas pelas quais me apaixonei.
 Quando soube que a Gabriela vinha a Leiria dar um workshop de comida vegetariana inscrevi-me logo. Só mais tarde reparei que o tema consistia em receitas sem glúten, mas o entusiasmo não diminuiu porque sei que só podia sair dali algo delicioso. Não me enganei.
 O espaço era pequeno e a turma grande, mas como cheguei cedo consegui ficar mesmo em frente à bancada de cozinha e assistir a tudo em primeira mão. Tinha levado um bloco de notas e uma caneta para apontar as receitas, mas claro que por razões práticas já tínhamos um pequeno folheto com o que iríamos fazer naquela tarde. Nessa altura questionei-me se valeria mesmo a pena estar naquele workshop, visto que não ia pôr as mãos na massa e resumia-se tudo a seguir a receita, mas esta questão dissipou-se assim que a Gabriela começou a cozinhar.
Foto: Tamari
 A verdade é que ver alguém mesmo à nossa frente a fazer passo-a-passo algo que até parecia complicado, simplifica logo o processo e, pelo menos a mim, deu-me a confiança de que conseguiria fazer aquilo sozinha e também muita vontade de experimentar e partilhar com os meus.
 A Gabriela foi muito simpática, assim como as senhoras do espaço em que estávamos, cheia de vontade de partilhar as suas dicas e explicar-nos o porquê das coisas. Aprendi muito sobre formas de conservar os alimentos e como confeccioná-los para tirar o maior partido dos seus nutrientes.
 No final comemos tudo o que se tinha feito e estava ainda mais saboroso do que eu esperava. Nunca comi uma base de quiche tão boa, a pasta de tremoço derrotou qualquer patê tradicional e o bolo de avelã e especiarias era tão docinho, macio e crocante ao mesmo tempo que sei que o farei brevemente. Ao jantar a conversa da nossa mesa fez-me sentir mesmo feliz por dentro. Estar entre pessoas com as quais tenho uma forma de pensar em comum, quando é algo pelo qual normalmente sou olhada de lado ou criticada pelos outros deu-me um sentimento de comunidade (gosto da palavra tribo) que tão depressa não me irei esquecer.
 Espero ir a mais eventos destes mas, por enquanto, vou dedicar-me às novas receitas que aprendi com o workshop, assim como as do livro mais recente da Gabriela "Cozinha Vegetariana para Festejar" que pedi que me autografasse.

Espero que tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sábado, 21 de outubro de 2017

Aprendam com os meus erros #4

Agora que ando sempre com a minha garrafinha de água na mala, vejo a fortuna que poderia ter poupado nestes anos de estudante, principalmente quando almoço fora de casa.


#AllYouNeedIsWater #WaterIsAllYouNeed

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Sobre os incêndios

Não sabia se devia ou não escrever algo sobre os incêndios que se passaram, mas a verdade é que este blog também é uma espécie de álbum de memórias e momentos para mim. Portanto, acho que, mesmo sendo um tema ligeiramente repetitivo para quem está a ler, devo a mim própria registar algo que me ocupou a mente durante vários dias.
Sou da zona de Leiria, uma das mais afetadas pelos incêndios do último domingo, dia 15. Na minha aldeia, houve um incêndio (com origem acidental) a menos de 1 quilómetro de minha casa, mas que com a rapidez e eficácia dos bombeiros e o alerta da população rapidamente se resolveu. Ninguém ficou ferido, mas ardeu alguma flora, assim como um palheiro e um tractor.
Porém, mesmo extinto esse fogo, o fumo e o cheiro a queimado não largavam a nossa zona. Havia fogos para a zona de Pombal, para a zona costeira de Leiria e de algumas terras mais próximas de nós. As crianças leirienses foram evacuadas da escola na segunda-feira por causa do ar irrespirável.
As imagens do nosso querido pinhal de Leiria magoam-me o coração. Percorrer a estrada com os pinheiros em ambos os lados sempre foi sinónimo de férias, diversão e paz. O caminho mais bonito para ir às nossas praias favoritas, o destino de um piquenique e um observatório de planetas e constelações. Mas, mesmo que demore décadas a crescer, ele há-de voltar. O importante é ninguém ter ficado ferido, como infelizmente aconteceu em outras zonas do país. Na verdade, embora se sinta um imenso sentimento de perda e revolta, está tudo a voltar ao normal.
A vila onde vivem os meus sogros não teve tanta sorte. Ardeu tudo o quanto era verde, mas também estruturas como o parque de campismo e habitações de pessoas que viviam na periferia. Estão sem eletricidade e sem rede telefónica. Dizem que parece que voltaram atrás no tempo para o século XIX.

Só espero que tudo isto nos sirva de lição e que nos torne mais exigentes, mas também mais humildes para ouvir a opinião de outros países e de quem realmente percebe do assunto para que da próxima vez (porque com o nosso clima é impossível não voltar a acontecer), as perdas sejam menores. Que as vítimas dos incêndios deste ano não tenham sido em vão.


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

"Meu melhor amigo é o meu amor"

 Há já uma meia-dúzia de anos, quando estávamos no primeiro ano de faculdade, uma amiga minha desabafou que tinha saudades de ter namorado porque sentia falta de ter aquela pessoa com quem falava constantemente e podia partilhar todas as novidades assim que aconteciam. Fiquei meio encavacada, porque o namoro que tinha na altura era tudo menos assim. Trocávamos só duas a três mensagens por dia, quando estávamos juntos pouco conversávamos e ele não mostrava qualquer entusiasmado caso eu partilhasse alguma novidade. Contentava-me a estar infeliz apenas porque não queria estar sozinha outra vez, porque achava milagroso que alguém quisesse estar comigo. Até me dói escrever isto... que vontade de dar um "calduço" para acordar aquela Catarina para a realidade e apresentá-la ao amor próprio.
 Iriam passar ainda dois anos para saber do que aquela minha amiga estava a falar. Saber o que é nunca ficar sem assunto com alguém, de me divertir com coisas palermas, de falarmos sobre os nossos dias, quer por mensagens quando estamos longe, quer ao final de um dia enquanto andamos por casa. Estar completamente à-vontade para fazer com ele tudo (mesmo tudo!) o que costumo fazer sozinha. Alguém a quem conto os meus medos e sonhos mais escondidos no coração e a quem conforto e apoio quando ele o faz comigo. Alguém que adora experimentar comida nova comigo, quer seja em restaurantes ou quando me aventuro a cozinhar dizendo que está bom ainda antes de provar. Alguém com quem uma hora ao telemóvel passa a correr e a quem envio imagens e memes engraçados. 
 A vossa cara-metade não tem que ser o vosso único amigo, mas convém absolutamente ser pelo menos um (melhor) deles. Acreditem.



Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

domingo, 8 de outubro de 2017

Manjares da Marquesa - Crumble de Pêra

Há umas semanas atrás a minha avó apareceu cá em casa com vários sacos, entre os quais, pêras que uma afilhada lhe tinha oferecido. Como já estavam bastante maduras lembrei-me de fazer um dos meus doces favoritos: um crumble.
Com a companhia do Bóris e uma receita da Joana Roque que adaptei, pus as mãos à obra.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Catarina na Terra do Sol Nascente - Nara

Após um bom almoço ainda em Osaka num restaurante com cozinha tradicional japonesa, viajámos um par de horinhas no autocarro da "excursão" onde sinceramente sucumbi ao cansaço da falta de horas de sono e jet lag. 
 Quando acordei, estávamos a chegar a Nara e nos parques da cidade já se viam alguns cervos a pedir comida às pessoas ou simplesmente deitados a descansar sem ligar aos paparazzis.  Descemos para visitar o Todai-ji, o templo que alberga o maior Buddha de bronze do mundo e que é considerado património da UNESCO. Os cervos também se encontram junto a este lugar sagrado, visto que são considerados mensageiros dos deuses, segundo o Xintoísmo.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Pensamentos de uma quase-veterinária no Dia Nacional do Médico Veterinário

O número de colegas meus que já é Médico Veterinário continua a subir.
O prazo para entregar a tese começa a ser cada vez mais iminente, o que aumentou a minha concentração e vontade de trabalhar para o triplo. Passei de ver as horas a passar vagarosamente quando a minha vontade é só de ir para casa, para olhar para o relógio e exclamar “já?! Mas ainda não fiz metade do que queria!”.
Voltando aos meus colegas, noto que estou mais crescida que há uns anos atrás quando o orgulho e a felicidade substituem a inveja. Fico genuinamente contente por ver os meus colegas conseguirem emprego na área que queriam, dedicarem-se a áreas que gostam ou a conseguir internatos e residências com que sonhavam. Sei que não é apenas fruto de sorte, mas de verdadeira dedicação e trabalho. De colherem o que semearam.
Aceitei que há vários caminhos para o sucesso e que, felizmente, há espaço para todos desde que trabalhemos e nos concentremos em crescer e evoluir, em vez de tentar maldizer a concorrência e ficar a roer de inveja. E se a inveja aparecer, que sirva de introspecção e de motivação para ajudar a perceber qual o melhor caminho a seguir para nós.
A inveja, o ódio e a raiva são daqueles sentimentos que nos magoam mais a nós próprios quando o sentimos do que à pessoa a qual se dirige. Tiram-nos a paz de espírito, revelam-nos inseguranças e ocupam-nos o coração com pessoas que muitas das vezes não nos são nada. Prefiro preocupar-me com quem amo, com quem aprendo e quem faz de mim uma pessoa melhor e mais feliz. Já basta a minha felicidade variar consoante a das minhas pessoas, quanto mais outras que me são distantes.

Neste dia português do Médico Veterinário desejo todo o sucesso aos mais recentes membros da classe e aos mais velhos. Qualquer que seja a vossa área ou especialidade, espero que continuem a evoluir e a fazer da nossa profissão um orgulho cada vez maior. Muito amor para todos!


Catarina, a estudante

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Malluca pela Mallu

Lembro-me da primeira vez que ouvi o nome "Mallu Magalhães". Devia ter uns 15 ou 16 anos e estava na praia a ler. Uma amiga da minha mãe estava a ler uma revista e perguntou-me "Catarina, tu que és toda das redes sociais, vê se conheces esta cantora que ficou famosa no MySpace." Olhei para a notícia mas não a conhecia, de facto. Até porque a única rede social que utilizava era o Hi5 e só me limitava a comentar as fotos das minhas amigas e a stalkar qualquer que fosse o rapaz de quem gostava na altura. *oh god why* Lembro-me que fiquei impressionada. Uma rapariga da minha idade que era tão apaixonada por música que não esperou ser contactada por uma editora e foi com o seu dinheiro gravar os seus originais a um estúdio e partilhar na internet.
Porém, nunca ouvi uma música sua. Anos mais tarde, ao ouvir um álbum do David Fonseca encontrei-a na minha faixa favorita do "Seasons: Rising" cantando o dueto "Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday". Mais uma vez, não fui pesquisar mais nada dela.
 Tudo mudou Junho passado, quando a SofiaBBeauty mencionou a música nova "Você Não Presta" da Mallu. Vi o videoclip e o amor foi imediato. Sambei ao som da batida enquanto cozinhava ou lavava loiça e o meu vício foi tanto que passei a ouvir as suas músicas mais populares no Spotify.
Entrei entusiasmada na onda e mesmo a tempo de receber o seu álbum mais recente "Vem". Não me canso de ouvi-lo. É tão boa onda, tão amoroso, tão "dançável" e "cantável". Não façam como eu e dêem uma oportunidade imediata às músicas dela. Acho que é altamente improvável ficarem indiferentes e quase certo apaixonarem-se por ela.
 Deixo aqui algumas das minhas favoritas:




Se tudo correr bem, daqui a menos de um mês vou poder vê-la ao vivo!

Já conheciam a Mallu? Ficaram curiosos?

Com amor,
Catarina

domingo, 24 de setembro de 2017

Aaaaaah!

Foi o gritinho mental que dei quando vi que a Mariiana publicou a sessão fotográfica que fizemos juntas, tal fã histérica.
Parece que este dia foi há imenso tempo, mas só se passaram uns meses. É tão bom poder ser fotografada por alguém cujas fotos te deixam sempre maravilhada ao aparecerem no teu feed. Ela diz que eu sou paciente, mas eu na verdade fico sempre fascinada por este olhar de fotógrafa que ela tem diferente dos comuns mortais como eu. Eu vejo uma paisagem, mas ela vê cores, sombras, luz e já sabe na sua cabeça de que ângulo e como vai fotografar. E depois voilà! Sai uma foto de uma maneira ainda mais bonita de ver o mundo.


O post da Mariana aqui.
Espreitem também a sua conta e a dos seus cães no Instagram, é tudo adorável!

Com amor,
Catarina

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Por um Mundo melhor - Beleza Cruelty-Free*

Graças às aulas de Tecnologia Alimentar do curso, eu sabia que existiam imensas indústrias que utilizavam subprodutos da indústria da carne. Algumas mais óbvias como a indústria têxtil (peles, couro) e outras mais subtis como a doçaria (gelatina) e cosmética (desde maquilhagem, a pasta de dentes e cremes).
Só mais tarde quando já era vegetariana, percebi que o problema não eram só os ingredientes dos produtos, mas o facto de serem testados em animais. Não que eu nunca tivesse visto as famosas imagens dos coelhinhos presos, a receber químicos nos olhos e pele, mas porque sinceramente achava que já não se fazia. E a verdade é que na maior parte do mundo os produtos de higiene e cosmética não são testados em animais. Na União Europeia é proibido desde 2013, porque já temos meios tecnológicos avançados que permitem fazer todo o tipo de testes e criar novos produtos seguros e eficazes.
Porém, em alguns países como a China (um enorme mercado dado o tamanho da população) os produtos que são comercializados no território nacional têm que ser testados em animais por lei. Ora, enquanto algumas empresas se recusam a levar os seus produtos para lá porque têm de ser submetidos a esses testes desumanos, outras não se importam de pagar aos laboratórios para poderem lucrar naquele mercado. Adicionalmente, os resultados em animais costumam ser díspares dos resultados em humanos, por isso servem também como salvaguarda em caso de problemas.
Desde aí deixei de olhar para as marcas que estavam na minha mesa-de-cabeceira e casa de banho com carinho e passei a lembrar-me de que estava de certa forma a compactuar com empresas que não partilham os mesmos valores que eu.
Com a ajuda do grupo “Don’t Hurt the Bunny PT” comecei a descobrir que havia imensas alternativas às grandes marcas e que não eram nada difíceis de encontrar. Troquei as multinacionais por marcas portuguesas, mais pequenas ou por produtos mais naturais. Conseguem-se marcas que não testam em animais em hiperpermercados, em supermercados biológicos, herbanárias e lojas que se encontram em qualquer centro comercial.
E acho que não se precisa de ser vegetariano para tentar comprar produtos que não testem em animais, assim como não é preciso não comer carne para ser contra as touradas, por exemplo. Cada qual tem a sua consciência e é bom sentir que, com pequenos passos, estamos a contribuir para um mundo melhor. Aos poucos as próprias empresas gananciosas vão percebendo as exigências dos consumidores e fazendo mais pressão para se mudarem as leis.


Deixo aqui alguns links úteis de marcas que testam e não testam assim como produtos que se podem comprar nos nossos hipermercados:

  • Marcas que testam em animais: site da PETA, post da Sofia Martins (blogger portuguesa e criadora do grupo Don't Hurt The Bunny PT)
  • Marcas que não testam em animais: site da PETA, post da Sofia Martins
  • Onde podem encontrar em Portugal: Produtos solares (1 e 2), pastas de dentes (1 e 2), produtos de banho (1), marcas cf portuguesas em supermercados (1)


Espero ter-vos ajudado!

Com amor,
Catarina

P.S. Deixo a salvaguarda que, neste contexto, “cruelty-free” é um produto que não é testado em animais podendo ou não ter ingredientes de origem animal.

sábado, 16 de setembro de 2017

Catarina na Terra do Sol Nascente - Osaka

Partimos de Lisboa, em direcção ao Dubai onde fizemos escala para ter como destino final Osaka. O primeiro voo durou 8 horas, mas estávamos a aproveitar as comodidades de voo de longa distância, com direito a todo um repertório de filmes, séries, documentários e música. Seriam apenas 2 horas no Dubai para seguirmos para o Japão, mas infelizmente decorria um pequeno tufão em Osaka que adiou o nosso voo 12 horas. Nem tudo é mau, porque tivemos direito a uma noite e refeição num hotel perto do aeroporto, mas a verdade é que acabámos por perder metade de um dia no Japão. O segundo voo demorou mais 9 horas e quando aterrámos tínhamos o relógio biológico completamente desnorteado, sendo que teríamos apenas uma hora e meia no hotel antes de iniciar o primeiro dia da tour
Foi no pequeno-almoço que tive o primeiro choque cultural, ao ver arroz, algas, salada e sopas no buffet. Também tinham comida ocidental, mas fiquei realmente admirada ao ver as famílias japonesas a comer assim logo de manhã.
 Após o pequeno-almoço conhecemos a nossa guia, Masami e os restantes excursionistas que fomos conhecendo melhor ao longo dos dias. Não acho que seja necessário marcar com uma agência de viagens uma excursão ao Japão - nós só o fizemos porque foi uma decisão de última hora - mas a verdade é que foi muito cómodo e vimos imensas coisas em pouco tempo.
Osaka é uma grande metrópole, a segunda maior área metropolitana do Japão e tem cerca de 19 milhões de habitantes. O meu pai passou aqui três meses quando fez um intercâmbio na universidade e diz que nota bem diferenças de há 30 anos para cá.
 Começámos por ir visitar o Jardim Flutuante (Umeda Sky Building), um edifício com 173 metros de altura que tem uma óptima vista para a cidade.

Sinceramente, senti-me um pouco "claustrofóbica" com esta vista. Tanto edifício, tanta gente e pouco verde.
Pormenor de uma estrada que atravessa um edifício

 Na cultura japonesa não são "bem-vistos" as demonstrações de afecto públicas entre casais, mas este edifício tem uma varanda para os casais virem pendurar cadeados a selar o seu amor e tirar fotografias mais românticas.


 Ao lado do edifício existe um pequeno parque com hortas e também este jardim vertical, que na primavera se enche de flores.

 Como perdemos a oportunidade de explorar a cidade devido ao atraso do voo, o resto da cidade foi visto através da janela do autocarro, sempre com as explicações da nossa guia, enquanto nos dirigíamos para a paragem seguinte.

Castelo de Osaka




Próxima paragem: Nara.

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Pais "chanfrados"

 Vi um post do Raminhos (que agora não encontro) em que a filha mais velha perguntou à mãe se o pai era chanfrado, à qual a mãe respondeu que sim. Depois a filha acrescentou que a mãe também era chanfrada, mas que na verdade gostava que fossem uma família assim. Não pude deixar de me identificar com a Maria Rita. Também eu tenho pais com uma ponta de maluquice.
Não me chegam os dedos das mãos para contar as vezes em que o meu pai disse alguma piada, demasiado seca ou sem graça para mim e para o meu irmão, e ficou a rir-se imenso tempo com a minha mãe até as lágrimas lhes chegarem aos olhos. Isto enquanto eu e o meu irmão olhamos um para o outro e suspiramos por eles serem assim.
Já a minha mãe, é a rainha de se pôr no meio de uma festa ou da sala a dançar como se ninguém estivesse a ver e a fazer-me implorar-lhe, quando ainda era pequena, para parar. Hoje em dia simplesmente já me habituei.
Quando fomos ao Japão parámos para lanchar num café com vários andares, o “Doutor”. Chegámos ao último andar e eu disse que me parecia ter visto uns lugares no segundo que dariam para nós e fui de escadas com o meu irmão para alcançarmos a mesa depressa, enquanto os meus pais, que tinham os tabuleiros, foram de elevador. Acontece que o elevador servia apenas para sair do edifício. Por isso lá apareceu na rua um casal de estrangeiros com uns tabuleiros que tiveram de passar pela vergonha de atravessar a entrada e o balcão do café e subir as escadas. Demoraram uns 5 minutos a parar de rir para nos responderem por que motivo é que tinham demorado 10 minutos para supostamente descer dois andares.
Os meus pais foram capazes de me ensinar a ser educada, ambiciosa, respeitadora e séria. Mas também me ensinaram a brincar, a ter humor e a rir-me de mim mesma.
Bons pais educam boas pessoas, mas os pais “chanfrados” educam pessoas mais felizes (e cheias de histórias para contar). 

Com amor,
Catarina

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aprendam com os meus erros #3

Nunca façam o buço à noite. Mesmo com duas fontes de luz, podem acabar com um centímetro quadrado ainda com pelinhos e só reparar no espelho do ginásio na manhã seguinte.
Malditas sombras.

domingo, 10 de setembro de 2017

Cantinho Veterinário - Qual o melhor animal para mim?

É rara a pessoa que não quer ter um animal. Seja por ter tido em pequeno, por ver como são giros e/ou como fazem as pessoas felizes.
Ter um animal devia ser como ter um filho: há que pensar antecipadamente se estão reunidas todas as condições para o ter. Os fatores principais a ter em conta são: o orçamento que podemos investir na sua alimentação, artigos de higiene, cuidados de saúde e acidentes (sejam móveis roídos ou algum problema de saúde inesperado), o tempo disponível para dedicar ao animal, o tipo de habitação que temos e o tipo de vida que levamos. Aqui vai um guia muito básico e informal sobre qual o melhor animal para vocês.
Sobre aves, peixes e répteis não vou falar porque, para além de existirem dezenas de espécies diferentes, têm cuidados muito específicos e a minha experiência com estes animais é quase nula.

Roedores
Há quem os ache repulsivos e há quem os ache fofinhos. Para os ter em casa convém estar na segunda categoria.
Orçamento: Comem menos quantidade que um cão ou gato e a vantagem, por exemplo, dos coelhos e dos porquinhos-da-índia é que têm uma alimentação à base de feno e vegetais, produtos normalmente baratos. No entanto, nem todos os centros veterinários têm o equipamento necessário para atender estes animais por isso pode ser necessário encontrar um médico veterinário de especialidade em animais exóticos. Apenas os coelhos têm vacinas necessárias dar (mixomatose e febre viral hemorrágica).
Espaço: Dependendo do tamanho do animal, não costumam ocupar muito espaço, pois passam a maior parte do tempo no seu espaço engaiolado. Podem deixá-los um bocadinho à solta enquanto estiverem em casa, num espaço fácil de limpar, como uma marquise ou uma varanda fechada.
Tempo: Quanto mais tempo lhes dedicarem, melhor será a vossa relação. Estes animais também podem aprender truques a troco de comida e festinhas, basta ter paciência. Porém, se tiverem mais companheiros de gaiola a necessidade de interação social por parte das pessoas será menor. (Atenção, cuidado com juntar coelhos do mesmo sexo porque podem lutar e magoar-se seriamente; se optarem por um casal de roedores aconselho a mantê-los separados até a castração de um deles porque são animais que se reproduzem muito rapidamente).
Tipo de vida: Se são pessoas que passam poucas horas por dia em casa, que têm preguiça de sair ou não querem ter muito trabalho e despesa esta pode ser uma opção para vocês.

Gatos
Porque não há vergonha nenhuma em ser uma crazy cat lady.
Orçamento: Estes animais fofinhos têm na extremidade das patinhas uns acessórios muito poderosos para destruir mobília. Lembrem-se disso no vosso orçamento. Em termos de alimentação é relativamente mais barato do que um cão de 30kg, é verdade, mas às vezes os gatos conseguem ser muito picuinhas com a comida. Lembrem-se também que têm de comprar areia para as necessidades deles. Em termos veterinários, convém levarem a primeira vacinação em gatinhos, que depois será repetida anualmente, normalmente. (O vosso veterinário logo dirá quais as vacinas necessárias no seu caso).
Espaço: Se vivem numa zona movimentada em termos de carros, por favor, fechem as janelas e as portas das varandas. Um gato paraquedista não é piada. Muitas vezes pode não ser a queda o principal problema, mas ao cair pode assustar-se e perder-se ou provocar algum acidente e magoar-se (e a outros). Amigos meus perguntam-me se é preciso que haja acesso ao exterior para um gato ser feliz. Os gatos podem viver perfeitamente felizes num apartamento, desde que haja algum enriquecimento ambiental como postes para arranhar, comida escondida em vários sítios da casa para "caçarem", esconderijos, etc. (Partilhei convosco um vídeo com dicas aqui).
Tempo: Um gato é uma criatura que gosta de ter atenção e ser mimada. Se forem gulosos também podem treinar alguns truques com ele. Se não, divirtam-se a brincar com eles que eles adoram.
Tipo de vida: Passam no máximo 12h fora de casa por dia e gostam de passar a maior parte do vosso tempo livre no ninho. Gostam do amor e desprezo ao mesmo tempo (dos gatos!). Pessoas friorentas  fãs de ter uma bolinha de pelo quente aos pés da cama.

Cães
Se são felizes a passear, comer e a deixar de ter espaço pessoal.
Orçamento: Diria que, dentro dos “pets” mais comuns, é dos animais mais caros para se ter. Para além de serem maiores, são os únicos que por lei têm de ser vacinados - contra a Raiva- , identificados com microchip e registados na Junta de Freguesia. Em termos de comida, depende do porte, mas preparem-se para gastar um saco de ração por mês. Contem também com alguns estragos, principalmente se os adotarem em cachorros. Não aconselho a alimentação baseada nos “restos”, mas podem ter uma alimentação mais caseira do que apenas ração - perguntem ao vosso Médico Veterinário qual o melhor para o vosso cão. Também é aconselhável irem a uma escola de cães, nem que seja apenas em cachorros para cães e donos aprenderem a comunicar melhor (Espero falar mais sobre este tópico em breve).
Espaço: Mais uma vez depende do porte. Um cão de 5 ou 6kg adapta-se bem a passar a maior parte do dia num apartamento, mas cães maiores e mais ativos serão mais felizes se tiverem um espaço maior para estar como um jardim ou quintal.
Tempo: A meu ver, é dos animais que requer mais tempo. Um cão feliz precisa de atenção do dono, de brincar, de passear e conhecer novos cheiros e socializar com outros cães. Se vivem num apartamento, devem ter em atenção que o cão deve ser passeado 3 vezes por dia para fazer as suas necessidades. Se tiverem um espaço para urinar e defecar, um passeio por dia é ótimo para o animal fazer exercício e estimular a sua mente. Também são aconselhados treinos curtos diários de ordens e truques para manter a função cognitiva do cão on point e se divertirem os dois.
Tipo de vida: Alguém que passa menos de 10h por dia fora de casa e adora passear, especialmente pela natureza. Quem não se importa de ter a roupa cheia de pelo e de estar constantemente a vigiar a comida que está em cima do balcão. Quem tem muito amor para dar, a toda a hora.


Espero ter-vos ajudado, qualquer dúvida digam nos comentários ou enviem por email.
Desejo-vos uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Vaidosices - "Chasing the Sun"

Fico muito grata por esta parceria com a Zaful, porque sou uma medricas de primeira quando se trata de encomendar roupa online. Desta vez, como não havia nada a perder, escolhi um vestido fresco e mimoso, que já vos tinha mostrado nesta wishlist.
No site dizia que demoraria 8 a 15 dias, sendo que chegou em 13 dias. Esqueci-me de fotografar o embrulho, mas veio dentro de uma bolsa de plástico e impecável.
 Pedi o tamanho S e tinha um pouco de receio porque dizem que as medidas chinesas são mais pequenas, mas assenta-me que nem uma luva. Para além disso, este modelo tem alças ajustáveis nas costas que me permitiram usá-lo mesmo à minha medida.
 É um vestido perfeito para usar em dias quentes, de passeio, porque o tecido é leve e o facto de a parte superior do vestido ter uma dupla camada de tecido permite andar à vontade sem sutiã (o que para mim é sinónimo de conforto máximo!).
 A parte negativa é que o tecido vinca com alguma facilidade e o desenho dos girassóis não é totalmente contínuo, não sei se me faço bem entender.
 Mas porque uma imagem vale mais que mil palavras, aqui ficam as fotografias tiradas pelo meu muy paciente namorado.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Catarina na Terra do Sol Nascente - Curiosidades sobre o Japão

 Sei que já se passaram três semanas desde o meu regresso do Japão e que vos tinha prometido posts sobre a viagem. Tal como o Jon Snow (desculpem, ainda não me convenci de que esta temporada acabou verdadeiramente) eu sou uma pessoa de palavra e, mesmo tardando, cá estou.
 Sempre que se viaja, mesmo dentro do nosso país, fascinam-nos os costumes do local, a história e o modo de estar dos habitantes. Porém, o Japão foi o país mais culturalmente distante do meu a que já fui, por isso fiquei fascinada com milhentas coisas.
 Venho aqui partilhar algumas:

Coexistência de religiões
No Japão praticam-se maioritariamente duas religiões, o Xintoísmo e o Budismo. A primeira é a mais antiga e originária do Japão, em que se acredita em vários deuses (de elementos naturais) e se preza por respeitar a natureza, honrar os antepassados e procurar a pureza de espírito. As correntes de pensamento desta religião influenciam muito a conduta de vida japonesa, daí achar importante referi-la. O Budismo foi trazido mais tarde pelos chineses, mas também se encontra enraízado na cultura e vêem-se os bonitos templos em todo lado. O mais especial? As duas religiões coexistem. É normal ver um pequeno templo xintuísta ao lado de um budista e até altares das duas diferentes religiões na mesma casa. As pessoas comuns aplicam tradições e rituais tanto de uma como de outra.
Santuário budista Heian
Alfabeto
E se eu disser que, em japonês, pode haver até quatro maneiras diferentes de escrever o mesmo? Têm um alfabeto fonético, mas também existem caracteres que significam uma única palavra (como árvore, mulher...) ou a combinação destes para outra. Para além disso, ainda existe outro tipo de "letra" que usam quando se tratam de estrangeirismos.


Numeração

Para contar (um, dois, três...) usam a nomenclatura japonesa, mas para dizerem a quantidade de algo (um chá, por favor) é usado o mandarim.
Em japonês

Superstição
O número quatro é um número de azar porque dito em japonês é semelhante à palavra morte. Esta superstição é tão levada a sério que, por exemplo, em alguns parques de estacionamento a numeração salta este número. Pisar os limites dos tatamis também dá azar, segundo a nossa guia.

Táxis
O tipo de condução pode ser semelhante à de cá, mas tudo o resto não. Ninguém utiliza Uber porque os motoristas são atenciosos, o táxi está limpo, as portas abrem e fecham automaticamente e a viagem não é cara.
Todos os estofos tinham esta espécie de "naperon" branquinho, achamos que para mostrar a limpeza do táxi.


Respeito
É um dos valores mais presentes nos japoneses. Seja o respeito pelos mais velhos, pela natureza e pelas outras pessoas. As filas eram estranhamente ordeiras e eram raros os caixotes de lixo na rua, porque toda a gente leva simplesmente o lixo para casa.

Sanitas
É das partes mais engraçadas, juro. Por um lado, algumas casas-de-banho públicas são "japanese style", ou seja, são um buraco no chão, mas com instruções e uma pega para se segurarem enquanto fazem o que têm a fazer agachados.
 Por outro, magia! As sanitas modernas têm assentos aquecidos, e um painel com botões que vos permite escolher repuxos e em que zona do vosso corpo querem que eles incidam para se lavarem, som de água a correr para vos ajudar e a intensidade do autoclismo. 


Gostaram destas pequenas curiosidades?

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Falar como se uma criança de 5 anos nos estivesse a ouvir

 Há uns dias estávamos à mesa a conversar e a minha cunhada repreendeu a filha por ter caracterizado a senhora de uma história que estava a contar como gorda, porque não acrescentava nada à dita história. Passado uns minutos estávamos a falar de outra coisa e desta vez foi a minha cunhada que empregou o adjectivo gordo, mesmo sem dar por isso.
 E dei por mim a pensar em como nas várias áreas da nossa vida praticamos muito o "faz o que eu digo, não o que eu faço." E de como o nosso exemplo acaba por influenciar a "esponginha" que são as crianças.
 Tentamos sempre adaptar o nosso discurso quando uma criança está a ouvir. Reduzir a crueldade do mundo, os estereótipos e a negatividade. Aproveitar para reforçar que certas atitudes são maus exemplos e que há coisas que não se devem dizer, por serem ofensivas e discriminatórias.
 A meu ver, o melhor legado que se pode deixar é a educação. Mais do que deixar um mundo melhor para as crianças, há que deixar crianças melhores pois essas vão melhorar o mundo. E não há melhor maneira de educar do que dar o exemplo.
 Por isso acho que vou tentar começar a filtrar os meus pensamentos e conversas com um "será que estivesse aqui um miúdo de 5 anos eu quereria que ele ouvisse isto?". Reduzir a negatividade e o queixume. Educar-me a mim mesma.

Espero que tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Amor é... (VIII)

Eu comentar que queria ir ver o Salvador Sobral a outra cidade, porque o concerto na minha esgotou (eu bem vos avisei que sofro de Salvadorcite) e ele prontificar-se a ir comigo, mesmo conhecendo apenas a "Amar pelos Dois".
Ilustração by Puuung

Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Palavra Guru

Estou neste momento na casa da terrinha dos avós do meu namorado. Parte da família dele está cá e o dia tem sido passado a comer, jogar e combater o calor nas praias fluviais cá perto. 
Quanto aos jogos, para além do incontornável UNO, o irmão dele viciou-nos a todos no Palavra Guru, uma app que basicamente é um jogo de anagramas. A premissa é simples, mas garanto-vos que é puro entretenimento enquanto põem a cabeça a pensar. É para ser jogado sozinho, mas é ainda mais divertido em grupo, afinal, duas cabeças pensam melhor que uma.
A cereja no topo do bolo? Dá para jogar offline.


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina 

domingo, 20 de agosto de 2017

Fui ali ao Japão e já voltei!

Konichiwa meus amores!
Cheguei na quinta-feira de 11 maravilhosos dias a viver um sonho de miúda: visitar o Japão. 
Os meus pais aproveitaram ser o último Verão em que eu e o meu irmão somos estudantes e, sem grande planeamento, contactaram a agente de viagem para saber o que havia para o país do sol nascente. Embora o tempo nesta época do ano seja demasiado quente e húmido,  conseguimos visitar imensos locais interessantes e emergir numa cultura completamente diferente da nossa, por isso valeu muito a pena.
Esperem posts sobre esta viagem, assim que tiver as fotografias prontas, porque estou muito entusiasmada por partilhar e recordar toda a experiência. 


Com amor,
Catarina 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Biblioteca da Marquesa - Miss Peregrine's Peculiar Children

 Só tomei conhecimento de "O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" quando se soube que o livro ia ser adaptado para um filme com a realização de Tim Burton.
 Entretanto a minha mãe comprou-o e eu li-o com agrado. É uma história que ao início pode ser um bocadinho cliché por acompanhar um rapaz que se sente deslocado na cidade onde vive, que não sabe o que quer fazer da vida e não tem muitos amigos. Ao descobrir que as histórias que o avô lhe contava em pequeno podiam ser baseadas em pessoas reais com verdadeiros talentos peculiares, inicia a sua jornada e aprende que há todo um mundo desconhecido escondido à vista de todos.
 Porém, há qualquer coisa na escrita de Riggs, na forma como aborda os personagens e o rumo que a história nos leva, trazendo-nos novas informações a cada capítulo que nos mantém de nariz no livro.
O mais interessante? As fotografias que aparecem na capa e ao longo do livro são parte de uma coleção que o autor começou em pequeno e ia completando com fotos a preto e branco que encontrava em feiras de rua. Ele queria fazer um livro mostrando a sua colecção e talvez imaginando uma pequena história para cada uma, mas acabou por se inspirar para criar a história do livro. É a narrativa que tenta ir de encontro às fotos que ele encontrou e não o contrário e acho isso fascinante. Que forma engraçada de escrever e que resultado tão empolgante.
 Quando acabei o primeiro livro descobri que afinal tratava-se de uma triologia e quando fui falar com a minha mãe sobre isso ela disse-me que já andava à procura dos próximos exemplares, pois também tinha ficado curiosa.
 Achei o segundo volume ainda mais interessante do que o primeiro e achei que o terceiro deu o final que este mundo merecia.
 Vou estar atenta a próximos livros do autor.

Já conheciam?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Buddha Eden Garden

 Foi num dia de muito calor que eu e o meu namorado aproveitámos o facto de irmos de Leiria para Lisboa para fazer uma paragem no Bombarral.
 O Buddha Eden Garden é o maior jardim oriental na Europa e foi construído como protesto pela destruição de budas de Bamiyan pelos talibãs no Afeganistão. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um ano sem comer carne

Curiosamente, o dia em que comecei a excluir carne da minha alimentação coincide com o aniversário do meu irmão e mais dois familiares, por isso acho que seria muito difícil esquecer. A viagem para Londres onde iria fazer o meu estágio de Verão foi a desculpa perfeita para algo que já queria há imenso tempo. Catarina de 6 ou 7 aninhos, we did it girl!
A minha mãe e irmão aceitaram muito bem, também tive o apoio do meu namorado, amigos e de alguns familiares. É engraçado como a minha avó materna, que sempre foi aquela pessoa que andava sempre atrás de mim “tens comido?”, “Estás demasiado magra.”, “não te esqueças de comer!” (como se eu não fosse uma pessoa que adora comer…) foi das que mais apoiou. Como viveu com pouco em pequena, apenas tinha o cultivo da horta caseira e só muito de vez em quando algum peixe ou carne para comer. “Os feijões eram a nossa carne” disse-me ela.
Quem ainda não confia muito nesta alimentação é o meu pai. Diz que percebe que se deixe de comer vaca por questões ambientais ou alguns produtos, mas achou a minha decisão “demasiado radical”. Mesmo sendo seguida por uma nutricionista, é rara a semana em que não oiço “Então onde é que está a proteína?”.
Falando na nutricionista, foi um elemento essencial para a minha transição. Antes de a consultar ainda comia peixe uma vez por semana por medo e mesmo assim perdi peso e notei uma maior queda de cabelo. Por mais que tivesse lido, escaparam-me alguns detalhes e depois de conversar com ela percebi quais tinham sido. Corrigiu-me e tranquilizou-me (fiquei assustada quando vi o peso na balança), passando-me um plano para começar a comer melhor e garantindo-me que ia conseguir voltar a ver um número mais saudável na balança. Dois meses depois já tinha recuperado o peso que tinha antes de deixar a carne e hoje em dia consegui atingir um peso que nunca tinha tido antes, o melhor para a minha estatura.
Se noto diferenças a nível físico? Acho que não. O meu cabelo já voltou ao que era, a minha pele está igual e o meu corpo também. Sei que se deixasse os lacticínios provavelmente notaria uma melhoria nesse sentido, segundo o testemunho da maioria das pessoas, mas ainda não estou preparada para esse passo.
 Mais do que deixar a carne, o que mais me custou foi deixar o peixe, daí só ter acontecido no início deste ano. No entanto, sabia que a Catarina que detestava quando a levavam a pescar e teve que lutar contra o impulso de libertar os peixes ainda vivos da lota não me deixaria dormir descansada.
A consciência tranquila e sentir-me mais feliz foram as principais mudanças que notei neste ano. Sinto que sempre fui vegetariana mas apenas a 7 de Agosto de 2016 "saí do armário". Pensei que seria um processo difícil mas foi natural e gradual, como um desabrochar.
O que também me ajudou foi o facto ser um bom garfo. Desde pequena que como todo o tipo de legumes, frutas e hortaliças o que me dá um grande espaço de manobra para experimentar receitas novas e ir comer a restaurantes sem medos. Se havia coisas que não gostava ou tinha medo de provar, hoje em dia tento contrariar isso. Comecei a ver a minha comida como uma fonte de nutrientes e a querer acrescentar coisas e a diversificar o meu prato, em vez de olhar pelas calorias porque o que eu quero ao fim do dia é que a maquinaria tenha tudo o que precise para funcionar bem e nunca mais ter algo parecido com aquele susto na balança. Claro que de vez em quando lá marcha um pacote de batatas ou uma pizza, que sei não ser o mais nutritivo, mas não sou feita de ferro.
A única coisa de que me arrependo foi não ter tomado esta decisão mais cedo, acreditem.

Se por acaso também gostavam de ter uma alimentação mais plant-based o meu conselho é: vão experimentando. Pesquisem restaurantes vegetarianos ou receitas para fazerem em casa e divirtam-se. Não se deixem influenciar por rótulos ou por metas. Se quiseres ser uma pessoa que come comida vegetariana apenas uma vez por semana força. Se quiseres ser uma pessoa que come produtos animais só uma vez por semana força nisso também. Não se deixem influenciar por modas e façam apenas aquilo que fizer mais sentido para vocês e com que se sintam melhor. Só faz sentido retirarem alguma coisa da vossa dieta se tiverem algo que vos motive por trás: seja a vossa saúde, sejam questões éticas, sejam causas ambientais. E, por favor, peçam ajuda de um profissional se o fizerem. Um curso não serve apenas para aprender o que qualquer pessoa pode ver na internet, mas para distinguir o trigo do joio e saber qual é a informação em que podem confiar.


Com muito amor,

Catarina

sábado, 5 de agosto de 2017

Dog Paddle com o Bóris

 O Bóris tem, desde cachorro, aulas para socializar numa escola para cães cá em Leiria. É algo que recomendo vivamente e espero fazer um post sobre isto um dia.
 Para além das aulas, de vez em quando a escola desenvolve outras actividades como "cãominhadas", concursos e workshops. Quando anunciaram uma aula de Dog Paddel ficámos bastante interessados, porque temos um cão apaixonado por água e era um desporto que eu gostava de experimentar.
 Hoje foi o dia.
 Depois de uma pequena caminhada para os cães se conhecerem e acalmarem um pouquinho, fizémos dessensibilização das pranchas: dar biscoitos para eles porem uma patinha na prancha, depois duas, depois de pé, depois sentado, etc. Nós humanos tivemos uma aula de como fazer stand-up paddle e andámos pela lagoa a pôr os ensinamentos em prática. É estranho andar a remar de joelhos em cima de uma prancha, mas achei desafiante ir percebendo como estava a corrente para conseguir ir de um lado ao outro e depois pôr-me de pé, sem cair. 
A seguir era a parte de tentar ir com os cães e eu não tinha expectativas para o Bóris, que quando não gosta de determinada coisa recusa-se a fazer mais do que quer. Ia para a prancha mas não se sentava, até o treinador sugerir que ele se sentasse com a prancha sem ser ancorada na areia, pois estava a abanar um pouco. Dito e feito. Sentou, deitou e enquanto eu o distraía com um exercício para tocar com o focinho na minha mão, já estávamos a "paddlar". Eu alternava as remadas com os biscoitos para lhe dar e ele manteve-se sossegadinho e deitou o queixo como se fosse a coisa mais natural e até boring do mundo. Quando estava a acabar a comida, voltei para a margem e ele saltou borda fora. O resto do tempo achámos que merecia só chapinhar e ir buscar o brinquedo à água. 
Foi mesmo das experiências mais giras que tive até hoje e espero repetir um dia.



Tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vaidosices de Verão

Entre roupa que me ofereceram, peças de que estava a precisar e achados nos saldos aqui vai um grande "Vaidosices".


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Textos antigos

 No outro dia, estive a usar o meu antigo blog para fazer umas experiências no design (que talvez vá aplicar aqui entretanto) e reparei que tinha duas publicações que apenas ficaram guardadas nos rascunhos. Não tinha muito esse hábito, mas por vezes quando estava a passar por uma turbilhão emocional entrava logo no Blogger para traduzir os meus sentimentos por palavras. Esse rascunho em particular chamou-me a atenção porque era escrito no meu dia do vigésimo aniversário. Assim que abri e vi aquelas palavras carregadas de emoção só me deu vontade de rir. Era uma crise existencial por ter passado essa noite de aniversário sozinha e porque eu não conseguia viver sem ter algum nome no coração. Nesse momento estava frustrada comigo mesma porque estava a começar a gostar de um rapaz com quem mal tinha falado. Porque é que me ri com esse texto? Porque esse rapaz é o meu namorado e mal eu sabia que a menos de um mês depois de escrever aquele texto estaria a ser beijada por um amor "platónico". Mostrei aquele texto ao meu namorado e ele também achou piada e sentiu-se muito lisonjeado (e um bocadinho cocky, podes admitir Di).
 A vida dá umas voltas engraçadas, às vezes.

sábado, 29 de julho de 2017

"Ali, eu soube que era um amor para a vida toda..."

Esta semana ouvi esta música na rádio enquanto conduzia e apaixonei-me logo. A voz bonita da Carolina Deslandes, os instrumentos que embalam a canção e a letra lindíssima deixaram-me emocionada e com vontade de a ouvir vezes sem conta.
O videoclip então também está mais que amoroso.



Já conheciam a música?


Com amor,
Catarina



quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Quase-Amor

Adoro ouvir os casais a contar a história de como se conheceram. Quando o pedido lhes é feito, há sempre um olhar entre os dois, tanto para concordarem contar a história ou até,  quem sabe, para definir que versão vão contar dessa vez.
Há sempre o porta-voz, o membro mais extrovertido que começa a contar, enquanto o outro ouve atentamente fixando o amado ou lendo as reações da plateia, interrompendo só quando acha que certa parte não foi contada da melhor maneira ou para dar o seu ponto de vista do acontecimento. Quando se sente injustiçado pela história ou apenas quer contar o seu lado das coisas, recomeça a história quando o outro acaba. Nota-se bem a diferença de casais recentes para quem já namora há anos e já tem quase um número preparado para entreter os espectadores.
A minha parte favorita, como romântica incurável, é “o quase”. Sabem a parte em que os dois já gostam um do outro mas não têm coragem para o dizer? Em que já têm aquele ciúme miudinho, fazem de tudo para estar mais tempo com o outro e toda a gente os empurra mas eles têm medo de dar o último passo, aquele sem retorno?
É dos momentos mais terríveis da nossa vida. Aquele segundo em que sabemos que é o momento perfeito para dar um beijo no meio daquele abraço, aquele silêncio entre risos em que um “gosto de ti” sairia natural, aquela proximidade no sofá em que o ombro dele parece o sítio certo para pousar a nossa cabeça. Felizmente quando é mútuo basta a coragem de um para a felicidade dos dois. Mesmo assim quantos amores terão sido perdidos para o “quase”?


Com amor,
Catarina