terça-feira, 15 de agosto de 2017

Biblioteca da Maquesa - Miss Peregrine's Peculiar Children

 Só tomei conhecimento de "O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" quando se soube que o livro ia ser adaptado para um filme com a realização de Tim Burton.
 Entretanto a minha mãe comprou-o e eu li-o com agrado. É uma história que ao início pode ser um bocadinho cliché por acompanhar um rapaz que se sente deslocado na cidade onde vive, que não sabe o que quer fazer da vida e não tem muitos amigos. Ao descobrir que as histórias que o avô lhe contava em pequeno podiam ser baseadas em pessoas reais com verdadeiros talentos peculiares, inicia a sua jornada e aprende que há todo um mundo desconhecido escondido à vista de todos.
 Porém, há qualquer coisa na escrita de Riggs, na forma como aborda os personagens e o rumo que a história nos leva, trazendo-nos novas informações a cada capítulo que nos mantém de nariz no livro.
O mais interessante? As fotografias que aparecem na capa e ao longo do livro são parte de uma coleção que o autor começou em pequeno e ia completando com fotos a preto e branco que encontrava em feiras de rua. Ele queria fazer um livro mostrando a sua colecção e talvez imaginando uma pequena história para cada uma, mas acabou por se inspirar para criar a história do livro. É a narrativa que tenta ir de encontro às fotos que ele encontrou e não o contrário e acho isso fascinante. Que forma engraçada de escrever e que resultado tão empolgante.
 Quando acabei o primeiro livro descobri que afinal tratava-se de uma triologia e quando fui falar com a minha mãe sobre isso ela disse-me que já andava à procura dos próximos exemplares, pois também tinha ficado curiosa.
 Achei o segundo volume ainda mais interessante do que o primeiro e achei que o terceiro deu o final que este mundo merecia.
 Vou estar atenta a próximos livros do autor.

Já conheciam?


Tenham uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Buddha Eden Garden

 Foi num dia de muito calor que eu e o meu namorado aproveitámos o facto de irmos de Leiria para Lisboa para fazer uma paragem no Bombarral.
 O Buddha Eden Garden é o maior jardim oriental na Europa e foi construído como protesto pela destruição de budas de Bamiyan pelos talibãs no Afeganistão. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um ano sem comer carne

Curiosamente, o dia em que comecei a excluir carne da minha alimentação coincide com o aniversário do meu irmão e mais dois familiares, por isso acho que seria muito difícil esquecer. A viagem para Londres onde iria fazer o meu estágio de Verão foi a desculpa perfeita para algo que já queria há imenso tempo. Catarina de 6 ou 7 aninhos, we did it girl!
A minha mãe e irmão aceitaram muito bem, também tive o apoio do meu namorado, amigos e de alguns familiares. É engraçado como a minha avó materna, que sempre foi aquela pessoa que andava sempre atrás de mim “tens comido?”, “Estás demasiado magra.”, “não te esqueças de comer!” (como se eu não fosse uma pessoa que adora comer…) foi das que mais apoiou. Como viveu com pouco em pequena, apenas tinha o cultivo da horta caseira e só muito de vez em quando algum peixe ou carne para comer. “Os feijões eram a nossa carne” disse-me ela.
Quem ainda não confia muito nesta alimentação é o meu pai. Diz que percebe que se deixe de comer vaca por questões ambientais ou alguns produtos, mas achou a minha decisão “demasiado radical”. Mesmo sendo seguida por uma nutricionista, é rara a semana em que não oiço “Então onde é que está a proteína?”.
Falando na nutricionista, foi um elemento essencial para a minha transição. Antes de a consultar ainda comia peixe uma vez por semana por medo e mesmo assim perdi peso e notei uma maior queda de cabelo. Por mais que tivesse lido, escaparam-me alguns detalhes e depois de conversar com ela percebi quais tinham sido. Corrigiu-me e tranquilizou-me (fiquei assustada quando vi o peso na balança), passando-me um plano para começar a comer melhor e garantindo-me que ia conseguir voltar a ver um número mais saudável na balança. Dois meses depois já tinha recuperado o peso que tinha antes de deixar a carne e hoje em dia consegui atingir um peso que nunca tinha tido antes, o melhor para a minha estatura.
Se noto diferenças a nível físico? Acho que não. O meu cabelo já voltou ao que era, a minha pele está igual e o meu corpo também. Sei que se deixasse os lacticínios provavelmente notaria uma melhoria nesse sentido, segundo o testemunho da maioria das pessoas, mas ainda não estou preparada para esse passo.
 Mais do que deixar a carne, o que mais me custou foi deixar o peixe, daí só ter acontecido no início deste ano. No entanto, sabia que a Catarina que detestava quando a levavam a pescar e teve que lutar contra o impulso de libertar os peixes ainda vivos da lota não me deixaria dormir descansada.
A consciência tranquila e sentir-me mais feliz foram as principais mudanças que notei neste ano. Sinto que sempre fui vegetariana mas apenas a 7 de Agosto de 2016 "saí do armário". Pensei que seria um processo difícil mas foi natural e gradual, como um desabrochar.
O que também me ajudou foi o facto ser um bom garfo. Desde pequena que como todo o tipo de legumes, frutas e hortaliças o que me dá um grande espaço de manobra para experimentar receitas novas e ir comer a restaurantes sem medos. Se havia coisas que não gostava ou tinha medo de provar, hoje em dia tento contrariar isso. Comecei a ver a minha comida como uma fonte de nutrientes e a querer acrescentar coisas e a diversificar o meu prato, em vez de olhar pelas calorias porque o que eu quero ao fim do dia é que a maquinaria tenha tudo o que precise para funcionar bem e nunca mais ter algo parecido com aquele susto na balança. Claro que de vez em quando lá marcha um pacote de batatas ou uma pizza, que sei não ser o mais nutritivo, mas não sou feita de ferro.
A única coisa de que me arrependo foi não ter tomado esta decisão mais cedo, acreditem.

Se por acaso também gostavam de ter uma alimentação mais plant-based o meu conselho é: vão experimentando. Pesquisem restaurantes vegetarianos ou receitas para fazerem em casa e divirtam-se. Não se deixem influenciar por rótulos ou por metas. Se quiseres ser uma pessoa que come comida vegetariana apenas uma vez por semana força. Se quiseres ser uma pessoa que come produtos animais só uma vez por semana força nisso também. Não se deixem influenciar por modas e façam apenas aquilo que fizer mais sentido para vocês e com que se sintam melhor. Só faz sentido retirarem alguma coisa da vossa dieta se tiverem algo que vos motive por trás: seja a vossa saúde, sejam questões éticas, sejam causas ambientais. E, por favor, peçam ajuda de um profissional se o fizerem. Um curso não serve apenas para aprender o que qualquer pessoa pode ver na internet, mas para distinguir o trigo do joio e saber qual é a informação em que podem confiar.


Com muito amor,

Catarina

sábado, 5 de agosto de 2017

Dog Paddle com o Bóris

 O Bóris tem, desde cachorro, aulas para socializar numa escola para cães cá em Leiria. É algo que recomendo vivamente e espero fazer um post sobre isto um dia.
 Para além das aulas, de vez em quando a escola desenvolve outras actividades como "cãominhadas", concursos e workshops. Quando anunciaram uma aula de Dog Paddel ficámos bastante interessados, porque temos um cão apaixonado por água e era um desporto que eu gostava de experimentar.
 Hoje foi o dia.
 Depois de uma pequena caminhada para os cães se conhecerem e acalmarem um pouquinho, fizémos dessensibilização das pranchas: dar biscoitos para eles porem uma patinha na prancha, depois duas, depois de pé, depois sentado, etc. Nós humanos tivemos uma aula de como fazer stand-up paddle e andámos pela lagoa a pôr os ensinamentos em prática. É estranho andar a remar de joelhos em cima de uma prancha, mas achei desafiante ir percebendo como estava a corrente para conseguir ir de um lado ao outro e depois pôr-me de pé, sem cair. 
A seguir era a parte de tentar ir com os cães e eu não tinha expectativas para o Bóris, que quando não gosta de determinada coisa recusa-se a fazer mais do que quer. Ia para a prancha mas não se sentava, até o treinador sugerir que ele se sentasse com a prancha sem ser ancorada na areia, pois estava a abanar um pouco. Dito e feito. Sentou, deitou e enquanto eu o distraía com um exercício para tocar com o focinho na minha mão, já estávamos a "paddlar". Eu alternava as remadas com os biscoitos para lhe dar e ele manteve-se sossegadinho e deitou o queixo como se fosse a coisa mais natural e até boring do mundo. Quando estava a acabar a comida, voltei para a margem e ele saltou borda fora. O resto do tempo achámos que merecia só chapinhar e ir buscar o brinquedo à água. 
Foi mesmo das experiências mais giras que tive até hoje e espero repetir um dia.



Tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Vaidosices de Verão

Entre roupa que me ofereceram, peças de que estava a precisar e achados nos saldos aqui vai um grande "Vaidosices".