terça-feira, 27 de junho de 2017

Sitting Waiting Eating - Jardim dos Sentidos

 O Jardim dos Sentidos é um restaurante vegetariano que até pessoas que não seguem essa dieta conhecem, o que é apenas um dos sinais de que realmente vale a pena.
 Fui com duas amigas por recomendação de uma delas que já lá tinha ido há uns anos atrás. Depois de uma subida íngreme a partir da Avenida da Liberdade e mais umas curvas e contracurvas com a ajuda do GPS, lá chegámos a este canto bastante discreto, perto da Praça da Alegria.
 Escolhemos o económico menu de almoço que incluía buffet livre e chá à disposição por 9€, mas se preferirem um sumo natural são apenas mais 2 ou 3€.
 A atmosfera zen sente-se instantaneamente ao chegarmos à sala onde se encontram algumas mesas e o buffet, mas foi ao ir para o exterior que me apaixonei. Tem decoração com alguma inspiração oriental e um lindo jardim em que conseguimos ver uma tenda e outros gabinetes de massagem. É daqueles sítios em que não me importava nada de passar uma tarde sentada no jardim, à conversa com um copo de chá gelado na mão.

Fotos da aplicação Zomato

 A verdadeira estrela, no entanto, é mesmo a comida. É raro o restaurante vegetariano em que goste de todos os pratos, até porque sou um pouco esquisita com o seitan, mas aqui não houve um único prato que não me desse vontade de repetir. Tem imensa variedade, desde saladas frias, leguminosas, pratos mais elaborados e outros mais reconfortantes. Tudo óptimo e divinamente temperado.

Uma das repetições
Já conheciam?


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Chegueeei!

Não sei bem quando começou esta superstição, mas não gosto de espalhar que vou viajar.
Antes do tempo das redes sociais isto nem me passava pela cabeça. Quem acabava por saber era a família e os amigos com quem passava tempo no verão pois contava-lhes pessoalmente, mas agora basta abrir uma aplicação para saber onde andam as pessoas que conhecemos.
 Não acredito em mau-olhado nem nada do género, mas parece-me que atrair inveja antes de me pôr numa lata voadora e ir para um sítio estranho não é boa ideia. 
 Desta vez fui à Bélgica com o meu namorado matar saudades de uns amigos nossos que lá vivem e conhecer o patudo mais novo. Soube bem aproveitar o tempo com eles só na conversa, passeando os cães e vendo filmes, como se vivêssemos ali ao lado. 
 É difícil ter pessoas de quem gostamos tão longe, mas acho que só nos faz apreciar ainda mais os momentos em que estamos juntos.


Espero que tenham um óptimo fim de semana!

Com amor,
Catarina

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O que eu tenho andado a fazer.

Já se passaram 3 meses desde que terminei o estágio.
Considero que as primeiras semanas serviram de descanso (embora tenha ficado doente uns dias), de reaproximação dos meus amigos e família que me viram muito fortuitamente durante o estágio, de acompanhar o meu cachorro doido e voltar a sentir calma nos meus dias.
 Após esse período comecei a tentar ir passar as minhas tardes à biblioteca, já que em casa sei que tenho demasiadas distrações. Digo tentei, porque mesmo assim raramente declino convites de quem merece o meu tempo. 
Se por vezes me sinto culpada, por não estar empenhada a 100% na escrita da tese, por outro sei perfeitamente que é incerto quando terei outra fase assim na minha vida. Uma fase de ser jovem, ter tempo, ter meios e poder escolher ir ao meu próprio passo. De tomar o pequeno-almoço enquanto vejo a minha série favorita do momento, de praticar yoga para depois ir tomar um duche fresquinho, ler enquanto espero que o creme seja absorvido pela pele, brincar e dar "papinhas" ao Bóris, inventar o meu almoço, ir para a biblioteca e então passar depois 4 horas a pensar e a trabalhar para o meu futuro. Regressar a casa sem pressas desfrutando da música enquanto estou no trânsito, falar sobre o meu dia com a minha mãe enquanto fazemos o jantar e o Bóris nos observa a ver se cai alguma coisa, jantar quando o pai chega e comentar as notícias, dar uma caminhada lá na aldeia com o nosso cão-urso e voltar para um chá enquanto vemos uma série. Falar ao telemóvel com o meu namorado para saber como correu o dia dele e planear quando e onde nos voltamos a ver. São dias de sonho.
 Entretanto, pelo menos duas colegas minhas já entregaram e defenderam a sua dissertação e vejo que o prazo se está a aproximar, embora pareça ainda estar a centenas de quilómetros de distância. Vou agora passar uns dias em casa de uns amigos meus e do meu namorado e vou aproveitar a pausa para voltar com mais determinação e dedicação. Até ao final de Julho quero muito enviar uma primeira versão da tese à minha orientadora. Vamos lá.


Tenham um bom fim-de-semana!

Com amor,
Catarina

domingo, 11 de junho de 2017

3 coisas que aprendi com o livro "Calm"

 Calma é um adjectivo que não constaria de uma descrição que fizesse sobre mim.
 Embora tenha momentos de paz e tranquilidade, quando existe pressão sobre mim toda a calma se esvai. Adoraria mudar isso e deixar de ser uma pessoa ansiosa em situações de stress.
 Por isso, comprei este livro de que já tinha ouvido falar vagamente quando me ofereceram um vale de uma livraria.
 Embora não seja o meu tipo de leitura favorita, gostei do formato do livro, que nos permitia andar para trás e para a frente, tinha ilustrações muito bonitas, um design bem-feito, uma escrita cativante e actividades para fazer e escrever nas próprias páginas.



 1. Enumerar 3 coisas pelas quais te sentes grata ao final do dia.
De tantas em tantas páginas, aparecia um "questionário" sobre quais os 3 pontos mais importantes do dia, 3 coisas pelas quais te sentias grata e 3 momentos em que te tinhas sentido em paz.
 Embora não o deixe por escrito, pensar em 3 coisas pelas quais estou grata por aquele dia quando já estou deitada na cama faz-me ir deitar com um sorriso na cara e ver o lado positivo do que se passou.

 2. A importância de me desligar.
 Não é novidade para ninguém que as tecnologias nos roubam sossego. Eu tenho noção de que consulto as minhas redes sociais mais do que devia e quero começar a limitar isso.
 Ultimamente tenho aproveitado para, em vez de ir logo para o telemóvel, levar um livro para ler comigo nos momentos de espera e, quando brinco o meu cão, não levo mais nada a não ser uma bola para não perder a nossa ligação pela tentação de o fotografar. (Embora haja momentos que merecem ser partilhados com o mundo).

 3. Dar uma oportunidade à meditação.
Pratico yoga há algum tempo e sei que normalmente vem acompanhado de meditação. Mas a verdade é que queria experimentar este "desligar dos pensamentos" por si só, já que tem uma lista enorme de benefícios.
Instalei a aplicação Calm e segui as aulas guiadas para iniciantes e devo dizer que é muito mais difícil do que imaginava. Num minuto estou a seguir a minha respiração mas 10 segundos depois já estou a pensar no filme que vi ontem ou numa conversa que tive há 2 anos atrás com uma amiga e lá se foi a meditação. Entretanto acabaram-se as 7 aulas grátis por isso desinstalei a aplicação e tenho-me guiado por vídeos de Youtube (recomendaram-me estes). A tradicional posição de pernas cruzadas deixava-me desconfortável por isso, aliado a umas dicas para combater a celulite, tenho meditado deitada na cama com as minhas pernas elevadas e encostadas à parede antes de ir dormir. Faz-me sentir relaxada mas ainda tenho que trabalhar na parte de afastar pensamentos da minha mente.


Tenham uma óptima (e calma) semana!

Com amor,
Catarina

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cantinho Veterinário - A importância das coleiras (certas)

Foto: 366daysofbolacha
As coleiras muitas vezes são-nos vendidas como apenas um acessório para os nossos animais de estimação, mas são muito mais do que isso.
Para os gatos, por exemplo, as coleiras têm imenso que se lhe diga. Em primeiro lugar, muitas delas vendem-se com guizos. Sei que a intenção de saber onde está o vosso animal é boa, mas tentem imaginar o que era andarem o dia todo com uma sineta que vos soasse aos ouvidos com qualquer movimento que fizessem, ainda mais se forem um animal com o sentido auditivo mais apurado que os humanos. O vosso gatinho vai agradecer o alívio do silêncio. 
Outro perigo das coleiras em gatos com acesso ao exterior é que, caso fique presa em algum local alto, pode causar enforcamento. Felizmente já existem coleiras com um sistema anti-enforcamento que se abrem ao serem "puxadas".

Foto: Tail Wag

 Nos cães também se aplica a teoria dos guizos e, para além de uma coleira identificada, devem ter um peitoral para quando vão passear à rua. Isto porque, ao puxarem a trela, vão estar a fazer pressão na traqueia do cão (o que não é saudável) e impedi-lo de explorar o mundo da melhor maneira que um cão sabe fazê-lo: a cheirar.
O peitoral permite um melhor controlo e conforto do cão e, se o vosso cão for grande ou tiver tendência a puxar bastante, podem apostar num cuja trela se prenda na zona do peito ou de lado para, em vez de fazerem um duelo de força com o cão, usarem a própria força dele para o desequilibrar e virar na direcção certa.

Quando se trata de pinhas, é mesmo preciso um puxãozinho para o Bóris vir...
E, se o vosso animal usa coleira/ peitoral, aproveitem para gravar uma medalha de identificação com o vosso número de telefone para a colocar lá. Muita gente não sabe que deve levar um animal perdido a um veterinário para verificar o microchip e até caso o vosso gato não tenha, é uma maneira barata de ser mais fácil o vosso patudo regressar a casa caso se perca.


Espero ter-vos ajudado!

Com amor,
Catarina