segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dear 12 year old self,

Querida Catarina com 12 anos,

Tenho algumas saudades tuas. Da tua inocência, da tua maior facilidade para conhecer novas pessoas, até das tuas roupas fofinhas que dizias à mãe que já não tinhas idade para usar.
Sei que estás na idade de ler a Bravo, ver os Morangos com Açúcar, sonhar acordada. Quando ainda tinhas as melhores notas da turma sem estudar.
Sei também das tuas inseguranças. E sim, vais perder muitas das tuas amigas que até há um ou dois anos pensavas que eram para sempre. Não, não vais conseguir encontrar o amor da tua vida nos próximos tempos. 
Mas não fiques triste.
Algumas das pessoas que estás a conhecer agora vão revelar-se tuas amigas verdadeiras, para o que der e vier. Acreditas que com essa idade ainda só conhecias talvez 5% dos que são os teus melhores amigos agora? 10% se contares os que ainda só conheces de vista. E se pensares, "E como é que sabes que também eles não vão desaparecer?". Acredita, agora eu sei. São as pessoas que gostam de ti tal como és, assim como tu também as adoras as elas e fazem esforços para manter a amizade. Seja um café, uma festa, uma tarde, qualquer coisa.
O mesmo se aplica ao amor. Acredita que ainda vais ter muitas desilusões. Aos 13 vais ter o teu primeiro namorico que nem 2 meses vai durar, nem vais ficar muito triste porque parece que se fartaram um do outro. Depois, vais ter a maior crush da tua vida até que finalmente o decides esquecer já tens 16 anos. Pelo meio tens umas "curtes" que sinceramente me arrependo. Vais ser influenciada e achar que precisas de ganhar "experiência" e beijar um gajo, que já conheces e sabes que é um otário, só porque sim. Mas por outro lado aí também vais aprender que isso não é para ti porque houve quem saísse magoado (adeus amizade de uma colega tua!) e uma amiga tua (a única com juízo, que se calhar não tão por acaso ainda é das tuas melhores amigas hoje) vai criticar essa tua acção.
Já aos 17 anos conheces um rapaz, diferente dos outros. Começa uma curte/relação e sentes-te feliz por ter um namorado assim. Até que ele deixa de ser o rapaz que te apaixonaste e começa a fazer alguma chantagem psicológica. Mas tu vais estar tão apaixonada, que vais achar tudo normal e continuar "feliz" sendo infeliz. Finalmente ele tem os tomates para acabar contigo (coisa que sinceramente devias ter feito logo nos primeiros sinais de que aquilo não estava bem) e vais ficar destroçada. Digo-te que até hoje ainda não senti uma dor que se compare.
Não te vou mentir, o ano a seguir a essa separação vai ser dolorosa, até que o amor aos poucos se vá desvanecendo e consigas finalmente ver o que se passou claramente.
A seguir vem uma mini-crush, mas nenhum sentimento mais forte.
Mais uma vez vai-te dar para fazer uma cena estúpida e decides ter um encontro com um gajo que sabes não ter nada a haver contigo. Felizmente acaba-se tudo tão depressa quanto começou!
Aí chega Abril deste ano..
Uma das tuas grandes amigas começa-te a falar de alguém e tu sem dares bem por ti vais começar a ganhar um fraquinho por ele. Yup, finalmente encontras aquilo que sonhavas desde os teus 12 ou ainda mais cedo. E prometo que vais ser muito feliz com ele.
Por isso, continua a ser tu própria, nunca mudes para impressionar alguém. Seja amigo ou alguém com quem queiras algo mais. Acredita em mim que mudámos pouco, mas evoluímos.
Continua com os teus ideais, mesmo que alguém ache que já não se adequam a este mundo.
Não tenhas pressa de crescer, vive um dia de cada vez.
Gosto muito de ti (de mim).

Beijinhos, a Catarina de 20 anos.

domingo, 20 de outubro de 2013

O que me impede de ter melhores notas ou As minhas séries favoritas I

Decidi criar um "segmento" talvez mensal ou quinzenal em que falo de uma das minhas paixões: as séries.
Adoro seguir uma história e afeiçoar-me a ela e às suas personagens. Na minha opinião as séries são ainda mais próximas de um bom livro do que o é um filme.

A série que vou usar para inaugurar a rubrica vai ser: Game of Thrones (Guerra dos Tronos).

Comecei a ler o primeiro livro um pouco antes de a série estrear nos Estados Unidos. Tanto a minha mãe como o meu irmão já eram fãs d' As Crónicas de Gelo e Fogo por isso já tinha todos os livros cá em casa.
Quando estreou no Syfy estava a meio do 2º livro (edição portuguesa). Gostei muito da escolha dos actores para cada papel, principalmente o Joffrey e o Ned Stark.
Jon Snow (filho bastardo de Ned Stark)
e o seu lobo gigante bebé (Fantasma)

Para quem não conhece, o enredo passa-se num mundo muito semelhante ao nosso, mas com alguns vestígios de magia e criaturas como dragões, gigantes, "zombies" de gelo, lobos gigantes e mamutes.
Passa-se num reino onde quem manda são as famílias nobres como os Stark, Tyrell, Lannister, Baratheon sendo a última a família do rei.
Vamos sabendo a história e perspectiva de várias personagens, completamente diferentes, mas que de uma maneira ou outra estão ligadas.
Há todo um enredo político em que há quem queira o poder, outros dinheiro e outros só querem levar uma vida pacata e feliz. Não poderia contar muito da história sem spoilers, mas acreditem que a história é extremamente interessante e cativante.
A série também é famosa por morrerem muitas das suas personagens, incluindo algumas principais.

As minhas personagens preferidas são a Daenerys Targaryen (Khaleesi), a qual é descendente da antiga família que reinava, mas teve de se esconder para salvar a própria vida; a Arya Stark, que é uma menina nobre mas o sonho dela é lutar como um cavaleiro e o Tyrion Lannister, o anão que pertence à família mais rica de todo o Westeros que é dotado de uma inteligência, sentido humor e compaixão imensa.

Também gostam desta série? Quais as vossas personagens preferidas?



Uma boa semana,
A Marquesa.

domingo, 13 de outubro de 2013

Irmãos mais novos

 Ainda não me consegui habituar à ideia de que o meu irmão mais novo sai à noite.
 Ele é apenas 3 anos mais novo que eu (tem 17) e os meus pais já o deixam ficar, indo buscá-lo e tudo, até às 3h da manhã.
 Não que ele seja um rapaz que saia à noite muita vez. Se calhar são umas 2 ou 3 vezes por ano.
 A minha admiração vem de que quando eu tinha a idade dele, muitas vezes o meu limite era a 1h da manhã ou pouco mais. Se quisesse ter uma noite mais longa combinava com uma amiga e dormia em casa dela. Até porque vivemos a 20 minutos de carro da cidade onde (vivem e) me encontro com os meus amigos.
 Ora, o meu irmão é, nesta e outras situações, um privilegiado por ser filho mais novo. Já para não falar de que ele é um daqueles gamers que preferem estar sempre em casa para jogar e a minha mãe fica sempre contente e entusiasmada por ele sair de casa.
 Os meus pais já não são inexperientes como quando foi a minha vez, por isso sentem-se mais à vontade para lhe dar a liberdade que a mim custou ganhar.
 Podia estar aqui a enumerar 100 grandes vantagens de ser o irmão mais novo, como quando éramos pequenos fazermos tropelias e apenas eu ficar com as culpas.. Ou ter mais cedo acesso à linguagem de grandes em casa porque os meus pais a mim faziam "baby talk" quando era piquinininha e isso o ajudar a desenvolver o vocabulário e a mente mais cedo.
 Mas sei que também deve ser difícil corresponder às expectativas criadas pela irmã mais velha, embora nas notas ele até me ganhe em algumas coisas...
Enfim, acho que o que realmente me levou a escrever o post é que ainda não me habituei ao crescimento do meu brô. Que chega tarde mas chega! (isto em termos de maturidade)


Uma boa semana!
A Marquesa

sábado, 12 de outubro de 2013

Fumar

 Nos intervalos das aulas (que no nosso horário são inexistentes mas que os professores nos dão por bom senso), normalmente gosto de ir com as minhas amigas respirar um pouco de ar fresco à porta da sala.
 O problema é que tenho imensas pessoas da minha turma que são fumadores.
 Do nosso grupo de colegas mais próximos apenas 3 ou 4 fumam, mas como gostamos de conversar todos, acabamos por nos sujeitar ao fumo.
 Eu nunca fumei na vida (a não ser uma vez em que estava demasiado alcoolizada em que acho que experimentei um cigarro, mas sinceramente não há muito que me lembre dessa noite...), simplesmente não acho que me traga vantagem alguma. Só vejo desvantagens. E o cheiro a tabaco é uma coisa que me incomoda, principalmente quando fica entranhado no meu cabelo e roupa.
 Já me importei mais com as pessoas que fumam, really. Acho que a partir de uma idade as pessoas já são mais conscientes e sabem o que estão a fazer.
 E sinceramente, sem querer parecer mesquinha, o último a rir ri melhor: Eu tenho muito menos probabilidade de ter defeitos na pele, incluindo acne, devido a uma pior circulação sanguínea. Não vou ter maior produção de testosterona, que me provocará mais pêlos corporais. Não hei-de ter tão mau hálito nem dentes tão amarelos (e unhas!) como um fumador. As rugas hão-de aparecer-me mais tarde porque não vou matar as fibras elásticas da minha pele e vou continuar a conseguir subir as escadas do meu prédio sem arfar.
Tenho ainda menor probabilidade de aumentar o perímetro abdominal (a gordura fica mais localizada no abdómen, mesmo sem aumentar o peso) e , ao contrário do que dizem, estarei menos sujeita ao stress porque fumar aumenta o nervosismo.
Quando quiser ser mãe (para além de ter mais líbido sexual e menos propenção a infecções genitais), não terei que ter o peso de consciência de que poderei estar a a fazer mal ao meu feto. Para além de não ter um risco tão elevado de ter um enfarte, úlceras gástricas ou cancro e poder ver o meu bebé crescer.

Bom fim de semana,
A Marquesa

Informação retirada deste site bastante esquematizado e interactivo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nós e os problemas

 Todos temos os nossos problemas. Uns mais graves do que outros. Mas o que para mim diferencia as pessoas é a maneira como reagem aos seus problemas.
 Tenho um amigo, por exemplo, que já passou por coisas horríveis. É daquelas pessoas que mesmo em situações sérias não consegue deixar de sorrir. A primeira vez que soube dos seus problemas (porque era impossível imaginar que eles existissem para alguém tão alegre), disse-me que a razão pela qual andava sempre tão feliz e despreocupado era: todos os nossos "problemas" do dia-a-dia para ele são insignificantes, pois sabe bem quais são os problemas a sério e que realmente merecem a sua preocupação.
 Por outro lado tenho várias pessoas as quais se nota perfeitamente quando algo se passa. Sinceramente acho que pertenço a este segundo grupo. Não me orgulho, porque às vezes quando ando ocupada e frustrada com coisas na minha mente acontece descarregar nas outras pessoas que culpa nenhuma têm. Por isso acho que não tenho o direito de me irritar quando o fazem a mim. 
 Mesmo assim o mundo seria bem melhor se, caso os outros não possam solucionar o nosso problema, o guardássemos para nós ou desabafássemos apenas com alguém sem o tom agressivo...

Um bom Outubro para todos,
A Marquesa.