sábado, 24 de maio de 2014

Afecto

Eu nunca fui pessoa de mostrar muitos afectos.
As minhas melhores amigas são aquelas em que nos "insultamos" uma à outra na brincadeira. E nunca ninguém se chateia porque sabemos o quanto gostamos uma da outra. Está implícito na maneira como confiamos para contar alguma novidade, para combinarmos programas, para comentar alguma situação enquanto esta decorre.
Claro que as abraço e que também as elogio e conforto, mas raramente tenho que dizer as palavras "adoro-te" ou "gosto muito de ti". Elas sabem e eu também o sei.
 Os meus pais também demonstram muito mais afecto por acções, pelo à vontade e pela confiança que temos na nossa convivência. Por se preocuparem, por terem saudades minhas e por esperarem pelo fim de semana para vermos séries juntos (juro que isto é que é amor!). Eles os dois também costumam andar de mão dada, ver televisão abraçados e dar um beijo de despedida um ao outro, mas nunca os ouvi a demonstrarem o amor verbalmente...
 Portanto muitas vezes sinto-me desconfortável, a não ser com o meu namorado, por ouvir/ ler "amo-te" ou "gosto de ti". Lembro-me que há uma amiga minha que diz isso à mãe e a primeira vez que as ouvi pareceu-me a coisa mais estranha do mundo.
 Também não consigo mostrar afecto por pessoas a não ser quando já as conheço há muito tempo, ou quando faz um "clique".
 Por um lado, faz com que as demonstrações sejam especiais. Que tenham valor porque é algo que não dou de mim a qualquer um.
Mas por outro, espero que quando conseguir constituir família diga aos meus filhos o quanto eu gosto deles e os ame.


Um bom fim de semana!

Com amor,
A Marquesa

2 comentários:

Bárbara disse...

Por um lado também sou um pouco como tu. Só mostro que gosto de alguém quando de facto é um sentimento forte. Não abraço qualquer pessoa, e odeio quando tenho de cumprimentar as pessoas com beijinhos. São personalidades.

Bom fim de semana*

Diogo Figueiredo disse...

I say it à balda

Your Master;
<3