segunda-feira, 15 de maio de 2017

24 anos e o meu fim-de-semana

Pela primeira vez, escrevo-vos já com 24 anos no corpo.
Este ano o meu aniversário não começou da melhor maneira. Já sei que quando a Queima das Fitas coincide vou ter duas ou três baixas no meu jantar de amigos e também sei que três das minhas pessoas mais queridas estão no estrangeiro, mas costumo conseguir juntar meia-dúzia e fazer uma celebração mais íntima. Este ano, para além do meu namorado, só podia vir uma amiga minha que à última hora ficou retida em Coimbra. Fui tomar café na 6ª com um amigo meu que não tinha disponibilidade para jantar e foi isso. Sei que ninguém fez de propósito para não estar na cidade naquele fim-de-semana mas a verdade é que me doeu imenso e trouxe aquelas inseguranças que costumam estar arrumadas no fundo da alma ao de cima.
Porém, não houve muito tempo para lamúrias porque na manhã seguinte fui fazer voluntariado para o Banco Solidário Animal. O meu namorado foi um amor e deixou-me inscrevê-lo também para não me aventurar sozinha e, fora as dores de costas, pernas e garganta que fiquei por falar da iniciativa e entregar panfletos às pessoas, valeu cada momento quando via os carrinhos a encherem-se com comida para os animais de associações, famílias carenciadas e sem-abrigos. 
Pela primeira vez na minha vida, confecionei alguns pratos para uma festa minha. A minha avó (aka Deusa da Cozinha) não tem experiência com comida vegetariana, por isso pus as mãos na massa (literalmente!) e fiz Folhados de Espinafres, Tofu e Cogumelos (receita do livro da Gabriela Oliveira) e Bolinhas de Grão e Cenoura (receita da Made by Choices). Com a mão-de-obra do meu Di e dicas de experiência da minha avó correu tudo bem e recebi elogios de vários membros da família.
O meu aniversário acabou da melhor forma, com a minha família a torcer pelos irmãos Sobral na Eurovisão e a pedir à família na Irlanda para votar (cuja minha tia nos chocou há um mês atrás dizendo não gostar da canção). A minha mãe e primas comentavam como nas suas infâncias era comum assistirem também em família a este concurso e como todo o país conhecia a música que os representava. Nunca tive o hábito de assistir à Eurovisão lá em casa e, em parte, penso que é por nunca ter tido orgulho na canção que nos representava. Para além da linda melodia, a interpretação do Salvador dá-nos a sensação de que nós próprios também estamos a sofrer de um amor não-correspondido tal é o nó da garganta que surge.
Sofri tanto enquanto anunciavam as pontuações. Esperava que ficássemos em 2º ou 3º lugar, mas a Europa surpreendeu-nos por conseguir emocionar-se com uma música cuja letra não compreendem. Fiquei mesmo feliz por eles.
Domingo foi dia de rever mais família, comer fatias dos bolos que restaram e passear com o meu Bóris que comemorou os 6 meses.

Como correu o vosso fim-de-semana?

Com amor,
Catarina

5 comentários:

Diogo Figueiredo disse...

Ainda bem que te divertiste!

Your master;
<3

Tim disse...

Parabéns atrasados

The Brunette's Tofu disse...

Parabéns atrasados querida, é sempre chato e o meu aniversário então calha no Verão, sinto muito isso...

Que receitas tão boas <3 Beijo

The Brunette's TofuInstagram

Tim disse...

Oh rapariga mal vi o xixi sai logo da casa de banho e gritei porca xD

➳ Nea ☽ disse...

Também passei o meu sábado com a família, a apoiar o Salvador na Eurovisão, a festejar mas o facto de ser finalista e não o aniversário!
Ainda bem que acabou por ser um bom dia de aniversário! :)