segunda-feira, 10 de julho de 2017

A mágoa de "esquecer"

 Perder o nosso amigo de quatro patas é difícil. Saber que nunca mais vamos ver aquele focinho bem-disposto, brincar pelo jardim como quando éramos ambos pequeninos ou fazer festas naquelas orelhas fofas que o deliciavam deixa-nos de rastos.
 Defendo que não é por termos mais do que um animal de estimação que damos menos amor a cada um. O amor é das poucas coisas que quanto mais se reparte, maior é. Aumenta a nossa capacidade de nos apaixonarmos, de cuidarmos.
Porém, hoje senti-me mal. Não por saudades, mas por sentir que não estou a pensar no meu Rodolfo vezes suficientes. Que me estou a divertir "demais" com o meu novo cachorro e que, quando penso no meu velhote, já praticamente não me assola tristeza. Tenho medo que com a perda da tristeza também se perca o carinho inerente. 
 Passaram dois anos desde a nossa despedida e continuo a desejar vê-lo só mais uma vez. Só mais umas festas na barriga enquanto lhe sussurro o quanto gosto dele e que nunca o esquecerei. Ver-lhe a alegria estampada no focinho de cada vez que me via.
 Foste o meu primeiro grande amor canino "biguito". E um primeiro amor nunca se esquece.


Com amor,
Catarina

1 comentário:

Diogo Figueiredo disse...

És a melhor! :')

Your master;
<3