quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Capítulos da nossa história (I)

 Era uma quarta feira e tinha combinado ir visitar a faculdade da minha amiga que vivia comigo com a própria.
 Ela dizia-me muito bem da faculdade, nomeadamente do ambiente e das pessoas. Já tinha conhecido de vista duas amigas dela e o padrinho, mas de resto só conhecia as pessoas das suas histórias e dos ecrãs do computador onde visualizava as suas caras nas redes sociais.
 Levei vestido umas skinny jeans e uma camisa aos quadrados brancos e vermelhos que é das minhas preferidas, pois o sol de Primavera ainda não permitia mostrar os braços sem fazer pele de galinha.
 Quando chegámos à sua faculdade, a minha amiga levou-me até aos amigos dela que estavam a jogar às cartas. Na mesa ao lado estava o padrinho dela, que já tinha conhecido. Por ali ficámos a jogar até começarem as preparações para o Rally Tascas da faculdade. Eu ia acompanhando-a, mas como ela estava a participar eu fiquei a falar com o padrinho dela que fazia parte da organização. Comentei com ele que a minha amiga queria fazer-me um arranjinho com um dos amigos e ele ficou todo entusiasmado, porque o rapaz também era amigo dele.
 Fiquei a fazer companhia ao padrinho dela, pois ele tinha ficado sozinho num dos postos onde fazia a actividade académica. Ele ficou super contente por ter companhia e até me perguntou se me podia dar um abraço. Não costumava ser de abraços, mas ele era como um urso de peluche gigante fofinho e não lhe ia dizer que não.
 No posto eu ajudava como podia e pelo resto do tempo, quando não havia ninguém no posto, falávamos sobre tudo e nada. A conversa fluía como se nos conhecêssemos há anos. Não eram apenas coisas superficiais, mas muitas das nossas opiniões sobre assuntos mais sérios, os nossos sentimentos e a forma como lidamos com eles. A dada altura a meio da conversa até referi que tinha um blog, coisa que nunca faço nem com os meus amigos. Não sei porquê, mas sentia que podia confiar nele.
 O tempo foi passando e quando já tinham passado todos os grupos pelo nosso posto, fomos avançando para os seguintes, caso fosse preciso ajuda.
 Não sei exactamente quando foi. Talvez quando a atenção dele se afastou de mim para as afilhadas que estavam "alegres" e a precisar de um braço que as equilibrasse. Ou então quando estávamos a ir embora e eu só queria continuar aquele dia por mais tempo.
 Sei que no segundo abraço, mesmo antes de me ir embora, ele já não em era indiferente. Senti logo ali o meu coração aconchegado por o meu corpo estar onde queria estar.
 Saber que estava apaixonada foi um misto de alegria por me sentir assim, mas carregado de tristeza por saber que o sentimento só me iria causar dor e esperanças falsas.





Pronto, decidi contar-vos um pouquinho da história da nossa relação neste dia que comemoramos 29 meses de namoro! Gostaram?


Tenham o resto de uma óptima semana!

Com amor,
A Marquesa

1 comentário:

Diogo Figueiredo disse...

Whaaaat? That's what happened damn!
Também gostei muito daquela tarde! E gostei muito dos abraçinhos :3
Mal posso esperar pelo próximo!

Your master;
<3